Marketing Viral

De Wiki

O termo viral surgiu quando, no início do ano 2001, a profusão de serviços de e-mails gratuitos aconteceu e como forma de divulgá-los, uma frase, que convidava os leitores a experimentar o serviço, constava no rodapé da mensagem. Esses anúncios tinham como objetivo “infectar” quem recebesse esses e-mails, enquanto o usuário acabava transmitindo a mensagem comercial para várias pessoas durante o dia, com relevância de conteúdo, com o endosso do remetente e sem nenhum esforço.

Para entender-se a essência do viral é necessário pontuar o fato de que estamos cada vez mais conectados e integrados. Através das centenas de conexões, uma idéia pode chegar, ao mesmo tempo, a cem pessoas, sem dissipar-se. Os processos de disseminação de um viral assemelham-se ao de uma extensão de uma epidemia, na exploração das redes sociais virtuais já existentes para a disseminação exponencial em favor do conhecimento de uma marca.

Assim sendo, as pessoas não se agrupam numa massa gigante e amorfa de pensamentos e atitudes. Geralmente as pessoas organizam-se em grupos, as chamadas colméias, que possuem fatores como, regras, normas e histórias em comum. A escolha da colméia correta é um ponto importante na hora de disseminar uma idéia vírus. Guerrilheiramente, se uma grande idéia surge, e ela circula de graça por esta colméia/rede, todos que mantêm contato com essa mensagem e "lucram" (não necessariamente dinheiro) de milhares maneiras.

Para Seth Godin, o que existe é uma troca entre o consumidor que recomenda essa idéia, aumentando seu status como agente contaminador poderoso ou a sua compensação como agente promíscuo, e os receptores, que têm as suas vidas mudadas pelo que aquela idéia representa. Assim, todos saem ganhando na disseminação de um viral. Ao utilizar-se do viral numa estratégia de disseminação de uma mensagem, é preciso observar que algumas pessoas têm mais chance de espalhar o vírus para toda a sua rede. Os agentes contaminadores, que são o cerne da propagação de uma idéia viral, devem ser identificados e sempre cortejados para que uma estratégia de viralização funcione.

A Moda do Viral

Apesar da ânsia atual dos publicitários, diretores de marketing e gerentes de produto por viralizar marcas, principalmente através de vídeos, o termo hoje em dia pode ser descrito como qualquer estratégia que motive as pessoas a passarem uma mensagem interessante adiante pela rede. Pesquisas recentes mostram que microsites e jogos on-line obtêm melhores resultados na hora de viralizar uma idéia do que vídeos, que estão apenas em terceiro lugar. Esta técnica muitas vezes está patrocinada por uma marca, que busca construir conhecimento de um produto ou serviço ou relacionamento com o consumidor. Os anúncios virais tomam muitas vezes a forma de divertidos videoclipes ou jogos Flash interativos, imagens, e inclusive textos.

Mesmo assim, a tarefa de se criar e ativar um viral é bem mais difícil do que pode parecer. Agências e clientes geralmente não possuem um conteúdo interessante que possa ser transformado numa mensagem que resulte num viral. Por vezes, na ausência de elementos criativos que resultem na viralização de um conteúdo, forçam um relacionamento (através de post pago, por exemplo) com determinados formadores de opinião na rede, na ilusória tentativa de "viralizar" um vídeo, um hotsite ou uma jogo. Fato é que encontrar o que realmente é interessante hoje em dia na internet é um mistério.


Referências

Livros de Referência:

Matérias e Reportagens:

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