Esta semana, em um grande prospect, eu tive a seguinte conversa:
- [the prospect] Nós precisamos de uma agência para cuidar de nossa comunicação nas redes sociais, administrar nossos canais proprietários, provocar conversas, criar assuntos.
- [eu] Este é o nosso negócio.
- [the prospect] Ótimo. Acabamos de fechar com uma incrível agência digital, mas eles me disseram que não cuidam dessa parte, só querem cuidar da parte estratégica.
- [eu] Ótimo. Deixa eles fazerem os hotsites estratégicos, que nós te ajudamos a construir a personalidade de sua marca, com conteúdo e autencidade.
A conversa de fato existiu. E de fato a Espalhe é um negócio social. Mas não somos uma agência de social media. Desde que registramos a marca Espalhe em 2002, nós somos a versão social das agências tradicionais (de propaganda, de promoções, de RP e das tradicionais agências digitais).
Em 2002 não existia ainda o Orkut, lançado 2 anos depois, nem o Youtube, nem muito menos o twitter e o Facebook, mas as pessoas já espalhavam conteúdo na internet.
Elas já formavam suas audiências pessoais em uma linguagem que é natural, aberta, honesta, direta, engraçada e muitas vezes chocante. E por acreditar que a mídia de massa jamais será capaz de competir com a quantidade, diversidade e relevância desta mídia social, a Espalhe se chama assim. E sempre pediremos a você, quando gostar do assunto, que #espalhe.
E é com as pessoas espalhando, que queremos superar as agências tradionais no orçamento de marketing dos clientes. Em entrevista a Exame, Mark Zuckerberg diz que “negócios sociais” vão superar as versões tradicionais em todos os mercados estabelecidos. Vale ler a entrevista e principalmente o trecho abaixo.
EXAME – Você diz que essa onda social da internet vai mudar muitos negócios. O que isso significa?
Mark Zuckerberg – Você pode usar o iTunes para ouvir música, o Flick para fotos. Mas o que importa mesmo são as fotos de seus amigos. Você quer saber que músicas eles estão ouvindo. Existe um serviço chamado Spotify, muito popular na Europa, com cerca de 10 milhões de pessoas. Você consegue, pelo Facebook, saber o que seus amigos estão escutando. Às vezes isso é mais interessante que as próprias músicas. Tudo o que está relacionado com as pessoas à sua volta é muito mais interessante. Talvez duas, três, dez vezes mais interessante. Os produtos e serviços que forem recriados com isso em mente serão muito mais atraentes. Vai acontecer com a música. Vai acontecer com a TV. Vai acontecer com as notícias, com o comércio eletrônico. Vai levar algum tempo, mas vai acontecer.
EXAME – Haverá rupturas? As empresas que hoje são dominantes serão ultrapassadas por negócios sociais?
Mark Zuckerberg – Será interessante observar. Líderes não gostam de mudanças no jogo que estão ganhando. As empresas dominantes não costumam ser as grandes inovadoras. Isso aconteceu no caso dos games, por exemplo. A Electroic Arts (uma das maiores produtoras de jogos do mundo) ficou para trás e agora comprou a Playfish (uma das empresas líderes em jogos sociais).
abs, Gfortes


Estou acreditando muito nisso e estudando bastante. Inclusive estou mexendo no conceito de minha produtora que estou desenvolvendo!
Só um comentário: a Espalhe não é um “negócio social”, esse termo é utilizado para outro tipo de empresa (uma rápida busca por negócio social no Google mostra do que estou falando).
Eu não entendo nada de programas digitais, mas gostaria muito de entender, é um assunto que me interessa mas eu nem sei pra onde vai…
Franco, realmente não somos um negócio social neste contexto (esta matéria mostra um exemplo bacana: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/estante/criando-negocio-social-607936.shtml) que vc coloca. Mas somos (e queremos ser cada vez mais) no contexto colocado pela Exame na entrevista. abs
Fala, Gustavo!
Estive contigo nos MiniCursos da ESPM, pelo Interact, ano passado.
Na ocasião você apresentou o case “Vasco na Pele” como uma alternativa diferenciada para “vender mais camisas”. Foi muito engraçado quando você disse que o Vasco entrou para o livro dos recordes e que era tinha sido o maior vendedor de camisas (ou algo assim). Em uma pausa sua, uma amiga (@camilagss) te sacaneou que pelo menos assim o Vasco não tinha sido Vice. Você riu, deve se lembrar.
Nessa ocasião, quando o assunto era futebol e se desdobrou pelos corredores da ESPM, eu me toquei que a lógica existente no futebol é perfeitamente aplicável para a internet. Como Mark disse, você quer saber o que os outros estão fazendo. “Nossa maior alegria é quando nosso time ganha, a segunda maior é quando o time dos nossos amigos perde”. Saber o que se passa…
O lance de saber o que os outros leem, ouvem, etc., vem de uma lacuna que as pessoas tem hoje, uma insegurança… hoje o mundo é literalmente composto de seguidores… Enfim..
Boa sacada essa da conversa com o cliente.
Trabalho numa agência digital. Sempre tento pregar o lado social de produtos e serviços, mas é muito dificil pelo contexto envolvido… Mas o importante é ter essa noção.
abs.
Vcs são diferentes, inovadores e ousados na essência, deve ser por isso que as marcas acreditam!
Valeu, Fabricio. Obrigado. abs
Valeu, Pimenta. obrigado pelo carinho. abs