
O Gareth Kay e o Eduardo Lorenzi foram os mais críticos ao hype da “social media”, ou melhor, aos erros de planejamento mais comuns nas campanhas nas mídias sociais.
A questão não é estar presente nas mídias sociais, mas sim ter idéias sociais. Um excelente respiro e apelo ao bom senso para as discussões viciadas que ficam rodando em círculos: “olha os blogs, olha o Twitter, olha o Second Life, olha o Ning…” Aquele interminável desfile de “logos da web 2.0” nos PPTs tentando justificar cases meia-boca. “Não deu muito certo, mas estamos experimentando no que há de mais moderno por aí e isso é um aprendizado valioso para o futuro…” O mercado precisa de muito mais gente que entenda o que pe “social” e o que é “não social”, sem se preocupar tanto com a “mídia”.
Afinal, as pessoas terem acesso a ferramentas de produção de conteúdo é a origem do problema, não a solução dele. Uma marca deve liderar conversas, não se igualar a todo mundo como “mais um blogueiro”, “usuário de twitter” ou “rede social”. Não adianta criar 10 canais de comunicação só para criar e nenhum ser efetivo. Seja o pastor das ovelhas, não a ovelha mais bonita do pasto.
Para ser mais metafórico ainda: os ventiladores estão ligados e vão continuar girando cada vez mais rápido, independente da sua vontade ou do seu próprio ventiladorzinho a mais. Você vai procurar “técnicos de ventilador”, que sabem tudo de sua mecânica e podem te recomendar quais são os modelos mais novos do mercado? Ou vai procurar quem pode te dar o que jogar neles?
[]‘s Mr Wagner
Veja outros dedos de prosa sobre a Conferência do GP 2008:
> Tony Montana, o planejador (parte 1): Vamos ser autênticos
ventilador? hahahaha
fodam-se os que estão na menopausa.
Lendo muito nietzsche, muito niilismo nisto!
Pra falar a verdade, eu acho mt estranho um evento de planejadores que se chama conversações não chamar sequer um linguista pra falar sobre o assunto.
Será que realmente os publicitários tem a ilusão de que são Master of the Universe na arte de dialogar com as pessoas?
Enfim, eu não sou linguista, não conheço nenhum linguista pessoalmente, e detestava as aulas de linguística que tinha na faculdade – o que vc já percebeu pq até agora não usei sequer um trema. Mas foi numa dessas aulas que aprendi umas das coisas mais importantes que pretendo levar para minha carreira de (aspirante a) planejador. Uma coisa assim bem “muderna”.
De um tal Paul Grice nos idos de 1975.
http://en.wikipedia.org/wiki/Gricean_maxims
Ótimas reflexões/provocações.
Em tempos tão letárgicos, com avassaladora quantidade de informações, pensar pra quê? Sentir pra quê?
Montana sabia das coisas…
A verdade é sempre a mesma, quem fala o que e pra quem fala, não adianta nada estar lá por estar, isso não muda nada…
Falou bonito! E nem precisou dos palavrões do Tony.