Este é o ano em que o Festival de Cannes, principal premiação mundial de propaganda, teve como maiores estrelas o case de PR Stunt “O Melhor Emprego do Mundo” e a campanha fortemente baseada em redes sociais de Barack Obama, dois exemplos de comunicação que, com pouca ou nenhuma ajuda da mídia de massa, extrapolaram o mundo especializado da comunicação e literalmente cairam na boca do povo. E, talvez por isso mesmo, também é o ano da primeira edição do Croquette Awards, festival internacional de Marketing de Guerrilha.
Mas por que Croquette? Nem os organizadores _ Lisbon AdSchool e a agência portuguesa Torke Guerrilha _ souberam responder. Mas na minha opinião, croquete é um nome perfeito para uma premiação de guerrilha e eu, como jurado, vou ter em mente a receita do croquete, simples e sem o disfarce do glamour, para julgar as melhores idéias criadas para se espalharem de boca em boca.
Os trabalhos serão avaliados em 11 categorias.
Em offline, os trabalhos poderão ser inscritos em ambush marketing (aproveitar a comunicação de outra marca), field marketing (flashmobs, performances, sampling), urban intervention (projectos que utilizem a cidade), new alternative media, PR Stunt (projectos criados para captar a atenção da imprensa), ambient media (utilização de táxis, banheiro, metro, aeroportos, cinemas, restaurantes) e em uncategory (conteúdo que não se encaixa em nenhuma categoria).
Já a competição de online tem três categorias: viral, projetos interativos (celulares, advergames, widgets, screensavers) e uncategory.
Os Croquette Awards contam ainda com o Old Croquette para projetos desenvolvidas por criativos maiores de 45 anos (velhos?!).
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 14 de julho (FALTA 1 SEMANA). E os resultados serão conhecidos em 24 de Julho, para coincidir com o final das aulas da Lisbon Ad School.
Os jurados de offline são:
André Rabanea – Torke – Portugal
Gustavo Fortes – Espalhe – Brasil
Maryanne McNamara – Jack Liberties – Inglaterra
Chantal Richez - Sponge – Bélgica
Horácio Puebla – Leo Burnett – Portugal
Martin Delgado – DMG – Espanha
Miguel Pate – Wunderman – Portugal
José Bomtempo – BAR – Portugal
João Baptista – Marketingcom – Portugal
Jel – Vai Tudo Abaixo – Portugal
João Duarte – Youngnetwork – Portugal
Pedro Alegria e Hugo Tornelo – Cabracega – Portugal
Flávio Gart – Bazooka – Portugal
Os jurados de Online são:
Laurent Valembert – Tribeca – França
Pol Pla i Conesa – Multitouch - Espanha
Rui Vieira – 50Done/OFFF – Portugal
Bruno Aleixo – Bruno Aleixo – Portugal
Armando Alves – Fullsix – Portugal
Daniel Caeiro – Torke 2.0 – Portugal
Sérgio Santos – Partners – Portugal
Bruno Ribeiro - PubAddict - Portugal.
Abs, Gfortes

a campanha de Obama não se qualifica como “com pouca ou nenhuma ajuda da mídia de massa”…
mas entendi seu ponto
#souchato
que chique o senhor =p hehe
Interessante esse “uncategory”. Deixa aberta a possibilidade de projetos inovadores MESMO serem inscritos sem acabarem de ser desqualificados por estarem em categoria errada xD Curti!
@carbonell tá “primeirão” em todos!
e se eu colocar: a campanha de Obama “com pouca ou nenhuma ajuda da mídia de massa” PAGA.
Eu e 90% do mundo não viu nada pago da campanha do Obama, mas fomos impactados fortemente pela mídia espontânea e ações em redes sociais.
Vc dirá: mais o cara era candidato a presidente dos EUA.
Eu direi: foi bem mais do que o normal. impactou emocionalmente, não foi só awareness.
bjs
Concordo contigo de que fomos impactados, e somos também público, apesar de não eleitores, visto que decisões do salão oval influenciam também em nossas vidas, portanto era importante criar essa imagem também fora das fronteiras…
MAS, os 10% do mundo (americanos) viram a mídia PAGA, e foi muito bem PAGA. Houve até um infomercial de 30 MINUTOS veiculado simultaneamente nas NBC, CBS e Fox, entre outras.
RT: mas entendi seu ponto
#souchato
#primeirão
Maneiro!
Coloquei o living book (@caos_euconcordo) em “projectos interactivos” , apesar de tambem ter bastante urban intervention. vamos ver no que da!
http://www.thelivingbook.org
abs
Croquette é um nome diferente, que vai mexer com a cabeça de muitos e vai cair na boca de todos.
Legal
a vaidade dos guerrilheiros vai acabar com a guerrilha. Sabe quando as pessoas perguntam “é pegadinha né?” Guerrilha vai ficar tão manjado, pra o público e pra o pessoal da imprensa, que ao se deparar com alguma ação eles vão perguntar “isso é guerrilha né?” Rsrs
Que ódio no coração, hein Antonio Andrade? Acho cafona. ABS LC :-)
Soh achei o croquete parecido com o mascote da rede de restaurante Tempero Manero, alias, a fonte tambem eh bem parecida.
Croquete: bom, barato, todo mundo gosta, mas poucos acertam o ponto.
Antonio, o surgimento de um prêmio para a categoria não seria também uma forma de criar massa crítica? Debater limites e possibilidades? Analisar e melhorar a qualidade do trabalho gerado pelos ditos guerrilheiros?
Estamos inscrevendo alguns trabalhos, acho sinceramente que o tom descomplicado do regulamento e do site poderia ser melhor moderado com maiores explicações sobre formato do julgamento, critérios mais claros, etc.
Mas a iniciativa é muito interessante, o jurados são de peso. Se bem trabalhado tem tudo para ganhar corpo e virar um evento ainda mais coxudo nos próximos anos.
Ótima resposta. Seria de fato uma grande evolução, toda a história da publicação anual, dos vídeos com destaques, da associação, etc. Tomara que a coisa evolua nesse sentido.
Pondero dois pontos:
- acho o croquette uma bela estratégia para dar visibilidade para a Lisbon Ad School, nem eu nem ninguém da criação/planejamento da Mazah tinha ouvido falar neles.
- Eu quero esse trofeuzinho na estante e fotinho nos blogs (no jornal nem faça tanta questão). É sinal de que o trabalho é bom, pelo menos para aqueles jurados. E a vaidade? Bom, se for controlada, faz bem, né?