
A imagem é da http://www.redcube.com.br/
Recentemente fiz uma apresentação sobre “Mídias Sociais” em um evento de comunicação. E, pelo próprio perfil do público (nada familiarizado com todas estas ferramentas e palavras da moda) me impus um desafio: explicar o que são mídias sociais sem mencionar palavras como “blog”, “twitter”, “orkut”, “facebook” ou mesmo “foursquare”. Missão difícil. Sair do meus vícios e tentar fazer pessoas que não fazem a menor questão de descobrir este “mundinho” atentar para a sua importância.
Todos eram profissionais de comunicação, então comecei exemplificando o que seriam os meios de produção mais importantes no setor da comunicação, ou na indústria de mídia: armazenamento de informação (seja ele em disco, papel, fita VHS ou bits), distribuição de informação (seja ela via fibra ótica, freqüências de rádio, entrega de revista por correio ou exibição em salas de cinema) e, óbvio, produção de informação (seja ela feita com uma caneta, uma máquina de escrever, um computador, uma câmera de cinema, um celular ou um gravador).
Vejam agora alguns dados sobre o custo de cada um destes recursos nos últimos anos:
O custo de armazenamento de informação em 1990 era de U$ 10 mil por GB. Em 2000, este custo caiu para U$ 10. E, em 2010, custa apenas U$ 0,10 para armazenar a mesma quantidade de informação. Vejam bem: em 20 anos, o custo de um recurso essencial para a indústria da mídia caiu de 10 mil para 10 centavos.
Já o custo de transmissão de informação: em 2005, um link que transmite 10 Gb por segundo custava U$ 120 mil por mês. Hoje, transmitir a mesma quantidade de dados custa 6 vezes menos: U$ 20 mil. Sente o drama: em apenas 5 anos, 6 vezes menos. Na crise do petróleo, em 5 anos o barril passou a custar 6 vezes mais e por conta disso tinha nego se matando. Sentimos muito as variações para mais (ou “mudanças pra pior”), mas as variações para menos (ou “mudanças pra melhor”) são igualmente revolucionárias (e muitas vezes ignoradas).
O custo de acesso a ferramentas de produção de informação também caiu vertiginosamente. É só olhar a quantidade de peões usando celulares com câmeras nos estádios. Mas, pra seguir o mesmo padrão comparativo, o preço de um bom computador em 1995 era U$ 2500. Hoje, dá para comprar um bom computador por U$ 600. Ou U$ 250 se não tiver preconceito com os netbooks.
Se você vira para qualquer indústria séria como a de minério, petróleo, energia, automóveis, bebidas ou qualquer coisa mais tangível e fala que as ferramentas básicas para o seu funcionamento podem sofrer o mesmo impacto, com certeza vai ver gente muito mais preocupada do que meia a meia dúzia de gerentes de produto que comparecem nas palestras de “evangelistas” ensinando como o Twitter vai revolucionar o seu negócio. Mas o setor de mídia nem tem uma participação importante na economia mesmo, né? Produz brincadeira. Não vem crescendo a ritmos acelerados e não emprega ninguém.
Mas voltando: o barateamento das ferramentas essenciais da indústria de mídia obviamente favorece a sua disseminação. Ou democratização. Ou, melhor ainda, a sua socialização. E aí, sem medo de soar marxista, afirmo: estamos presenciando a socialização dos meios de produção de mídia. O povo, senhor dos meios de capital necessários para produzir mídia. Pois é, esta é a tal “mídia social”.
Se estivéssemos olhando uma série histórica de dados mostrando o barateamento dos meios de produção de cerveja a preços tão ridículos a ponto de tornar possível a sua democratização, estaríamos discutindo a “cerveja social”. Ou se houvesse indícios de que uma turbina eólica de geração de energia elétrica, que hoje custa U$ 10 mil, custará U$ 0,10 daqui a 20 anos, poderíamos começar a divagar sobre o mundo da “energia social”. Será que a Shell, General Eletric ou Furnas estariam preocupadas com isso? Ou elas estariam pensando: “desde que o mundo é mundo, eles compram energia da gente. Não é agora, que podem produzir a sua própria energia, que vão deixar de comprar”.
Pois este é o raciocínio da indústria da mídia. “Nós temos qualidade, o povo adora o que produzimos, idolatra nossas estrelas”… Acontece que, enquanto os meios de produção não nos pertenciam, as “suas estrelas” e a sua decisão do que é “qualidade”, eram soberanas. Não resta a menor dúvida que, em se tratando de conteúdo, a qualidade da “mídia burguesa” nunca será capaz de competir com a quantidade, diversidade e relevância da “mídia do povo”. Ou melhor, da “mídia social”.
Para quem ainda sonha em viver de compra ou venda de mídia (alô agencias de publicidade, alô veículos): só lamento informar, mas socializou. E não foi socializado à força por um Estado totalitário ou ditador populista, mas sim por uma força de mercado. Não deixe o paralelo com Marx te iludir. Isso não é um discurso de militante do PSTU, mas sim de alguém com fé nas sinalizações do mercado. Não tem meio termo. Não tem “convivência pacífica”. Se você não é mais dono das ferramentas de produção, lamento informar: não há mais-valia. Procure outro modelo de atuação onde a remuneração pela propriedade do capital ainda é possível.
E você, que deu a sorte de não estar em uma indústria socializada e ainda terá um emprego na próxima década: seu problema não é criar um blog pra sua empresa ou quantos seguidores conseguir no Twitter para a sua marca. Nem perca tempo contratando estagiário para isso. Bata na porta do seu acionista e diga: “Senhor, tenho uma boa notícia. Nossa organização agora é dona dos meios de produção de mídia. Temos um fabuloso universo socializado para nos comunicar e alavancar nossos negócios. Sem mais pagar pedágio para a burguesia dos Marinho ou dos Civita. Sem mais pagar comissão para os Mendonça ou para os Guanaes”.
[]‘s Mr Wagner
Tenho uma apresentação sobre Mídias Sociais e Educação para apresentar e gostei d ler o q vc escreveu.
Copiei e colei esse texto no word, vocês podiam mudar a formatação desse texto que está horrível. Usabilidade é tão importante quanto propaganda.
Mas em relação ao artigo, eu adorei!!!
Genial e esclarecedor! Eu nunca tinha pensado o “social” por esse lado. Tá realmente na hora do pessoal da comunicação aprender que não adianta somente alimentar o fetichismo de mercadoria, já que a mídia socializada se dá pela exploração do homem pelo homem.
Para mim, tão errado quanto quem não percebe o social é quem ataca o (sic) massa.
Já que gosta de mostrar números antes e depois, faça um levantamento dos seguidores da twitess antes e depois do BBB. Patético, porém real. Pode até argumentar com o “ovo e a galinha”, mas isso é jogar areia nos olhos do assunto.
E uma coisa lhe garanto, a indústria da mídia não se vale da sua qualidade e sim do controle: Globo, iPad, Fox, Google… (sim, poderia escrever horas sobre Google vs Controle)
As mídias sempre foram sociais, os meios de produção é que estão ficando mais sociais com o tempo. É bom não confundir.
[]s
Ash Maxwell
Análise de argumento fortíssimo.
Muito bom!
Caralho! Argumentação fortíssima. Nunca feliz em perceber que sou dono de algo que todo mundo é também, rs.
então, concordo, mas o ponto é q acho q a mais-valia não acabou. pegando o gancho de um texto seu antigo, escrevi isso em 2007 http://www.dicas-l.com.br/zonadecombate/zonadecombate_20070714.php
texto épico. quase um discurso político. MAS … acho que nessa emoção toda ainda tem vaaaarios pontos que não são tão simples assim de resolver. e se fosse , alguém já estaria muito rico com isso. e outros que estão muito ricos (e supostamente errando muito) estariam muito pobres. sabemos que isso ainda não é verdade. e eu pergunto -vce não vibra quando uma ação aparece no fantástico? vce não vibra quando ela está na home do g1? se vce vibra é pq vce sabe o valor que isso ainda tem. vamos lembrar que apesar de todos os numeros bacanas, as midias sociais ainda não sao realidade pra muita gente. e não por causa de inclusao digital. não dá pra generalizar. todas elas tem dinamicas muito diferentes. nem todas são de informação. nem todas atendem os mesmos nichos. resumindo, eu acredito na diversificação . num cenario onde tudo vai continuar convivendo junto, mesmo que algumas cresçam e outras diminuam. repito , o texto ta emocionante, mas o buraco é mais fundo.
ABS
Finalmente um material que aborda o SOCIAL do combo “Mídia social”. Preocupa-me demais os “Social Media” que repetem o mesmo discurso superficial, reducionista e descontextualizado. Falam das novas plataformas de mídia e, raramente, dos elementos que pautam a comunicação 2.0 – nova linguagem e novo formato nos processos de comunicação, pautados pelas premissas do compartilhamento e da interação. Texto na medida: com argumentos relevantes e contextualizado! Parabéns!
É todo mundo nos meios de produção, mas quem produz os meios de produção?
O diabo branco… http://www.google.com/buzz/luciano.lobato/A5CgxPd6A5L/Dicion%C3%A1rio-do-Diabo-Branco-o-deus-deste-s%C3%A9culo
# Acessibilidade – aumento de market share através do consumo de deficientes.
# Rede colaborativa – escravidão voluntária coletiva.
# Crowdsourcing – terceirização coletiva de atividades primárias não remuneradas.
O processo está acontecendo e é claro. Hoje é muito importante sim aparecer no Fantástico ou G1, mas logo não vai ser. Não sei se em 2, 5 ou 20 anos. Mas, sem esse papo de que “tudo vai conviver”. Não vai.
Muito bom o texto, foda-se a usuabilidade tá poderoso é isso sim, um ótimo termometro para o poder que as mídias sociais já tem hoje em dia, pra que mgosta de número, semana passada estava ouvindo o programa Pânico do rádio e lá estava a Babi Rossi (ahh Babi Rossi) é uma nova Panicat, pra quem não conhece é aquelas mulheres com pouca roupa que ficam no programa mostrando o seu … charme. Bom no meio da entrevista com ela fizeram para a manceba uma conta no twitter, ela não possuia (como assim?) eu vi com os meus próprios olhos essa conta inflar em uma hora de 0 a 2000 seguidores e subindo (vejam @panicatbabi) por mais que ela não produza um conteúdo relevante mas uma coisa ela provou o poder da midia social e o poder da marca Pânico. Acredito que daqui pra frente empresas que passarem assinar seus slogans com @NOMEDAEMPRESA vão ver a mágica dos números subindo. E sim, agora “nós” temos o poder na mão, como diz o Leandro Hassum “mandamos o putaquepariu no meio da festa”. Forte abraço!
Só comentando a questão do Word para o Guilherme:
Existe uma opção no Word (e na maioria dos editores de texto) que se chama “Colar Especial” e permite que você escolha opções adicionais ao colar texto da área de transferência no seu documento.
Você já tentou, ao invés de colar o texto diretamente no Word, usar a opção “Colar Especial” > “Text Unicode sem formatação”? Eu tentei aqui, e ficou bom.
Sei que tá meio atrasado o comentário, mas pode ser que ajude à alguém.
Nem ligo mais para a TV do meu celular, agora eu usa a câmera embutida com zum para fazer meu próprio filme no iutube. E até o seu Cangica, dono do bar lá da quebrada, me oferece promoções de Pitu pelo orcut. Eu já sou um incluído digital.
Eu sou o dicapriú. Eu sou o rei do muuuuuuundo. Vai curintia!
Achei genial a abordagem queria mesmo ver a reação do público. Na verdade li uma metáfora e tambem um ensaio futurista, na verdade não sabemos prever até onde irá o espirito colaborativo das redes sociais. Sabemos que rede social não é mais um conceito exclusivo dos ambientes digitais, rsta agora ver onde vamos chegar.
O aumento da oferta, em qualquer mercado, pressiona a busca pela qualidade. Bom para o consumidor, bom para o mercado. Isso é a livre concorrência, intrínseca ao capitalismo. E já que que o discurso é mercadológico: não existe almoço grátis, alguém vai pagar pelo conteúdo. Seja em grana ou, como diria o @crisdias, em whuffie.
Na natureza há uma lei essencial que funciona em qualquer âmbito: a tendência ao equilíbrio.
Sempre que há algum tipo de concentração, esta tende, naturalmente, a se dissipar, homogeneizar, se equilibrar. Nada escapa dessa lei.
Por isso não há fonte inesgotável de energia, gelo que não derreta, ditaduras eternas, fortunas que nunca acabam, nem modelos de negócio que funcionem pra sempre.
Você foi muito feliz em associar a mídia social ao socialismo de Marx, e ainda por cima na bela ironia dela ter nascido do mercado, essência do capitalismo. Tomo aqui a lberdade de associá-la também aos ensinamentos de Buda, à busca do “caminho do meio”, do equilíbrio, a dissolução dos poderes egóicos concentrados, uma tendência natural…
adorei o post vou recomendar, muito bom parabens, vamos trocar links? Conheça o meu blog em http://www.vitordesigner.com.br
abraço
Muito bom, muito bom mesmo.
A revolução, principalmetne no mundo dos negócios não acontece a força, ela apenas acontece, espero que mais gente tenha acesso a esse texto e possa se preparar para o que há de vir por aí!
Abs!
Muito bom o texto
Nós, que estamos vivendo esta revolução da comunicação e não somos socialistas, temos que também pensar em formas revolucionárias de comunicar e interagir com o consumidor.
Abraços.
acho que o que aconteceu com essa (r)evolução do ponto de vista de tecnologia das ferramentas de comunicação e produção (lei de moore, nanotecnologia, robótica) e que afetou tudo ligado à informação, não se aplica diretamente a outras áreas como petróleo, bens naturais e matérias prima, que são a base da shell e mesmo das cervejarias. pode ter ficado mais barato produzir tudo isso, mas boa parte destas indústrias lida com bens naturais, alguns renováveis, outros não. e sabemos que onde há escassez, há valor. adoraria ver energia eólica barata, mas não acho que isso vai seguir o mesmo caminho. mas espero, realmente, estar errado.
sobre questão da ‘mídia do povo’ versus a ‘mídia da burguesia’, é verdade que os meios de distribuição agora são totalmente democratizados e que os modelos atuais/tradicionais de remuneração estão condenados. é interessante ver o movimento, mas entender que estamos assistindo a destruição de um ‘ecossistema’ sem ainda vermos o nascimento de um outro.
em termos práticos, vamos pensar em ‘lost’, tão usada em exemplos de conteúdo ‘transmidia’. ela é fruto do ecossistema atual, conteúdo feito por grandes corporações pago por receita de publicidade e dependente de agências e anunciantes. por mais ‘transmídia’ que seja, o grosso do dinheiro continua chegando via os formatos ‘tradicionais’.
e se destruirmos estes formatos sem substituí-los de alguma outra maneira, acabaremos a médio prazo destruindo o ‘ecossistema’ de produção deste tipo de conteúdo que demanda muito dinheiro. ou seja, se não tem grana não dá pra fazer lost (ou qualquer conteúdo de qualidade e caro para se produzir).
na briga do ‘conteúdo do povo’ e do ‘conteúdo das corporações’, eu acho que quem vence é o conteúdo bom, não importa de onde venha. mas o que é bom muitas vezes demanda tempo, recursos (logo, dinheiro) e alguém precisa pagar essa conta, ou ficaremos vendo assistindo produções caseiras de 2 minutos de gatos tocando o piano no youtube para o resto da vida…
Olá! Tambem gostei muito do post, e gostaria de republicá-lo, claro dando os créditos e colocando os links lá bonitinho no http://apocaodepanoramix.com então aqui estou eu pedindo permissão!!
Muito bom mesmo, e caso queira, como disse o Vitor, trocamos links!
Primeiramente parabéns por (mesmo tendo certo receio) fazer frente à mais valia, à apropriação privada dos meios de produção por parte da burguesia e portanto fazer frente ao cerne do que que rege o modo de produção capitalista, ainda mais em um ramo como o seu, parabens mesmo!
Apesar do cara ter melindre ao falar de marx o interessante é que você saca que a internet permite que quase de graça se produza as coisas sem depender de um burguês. Se isolarmos a questao da produção de mídia da questão da vida em geral você teria razão. Porém, as coisas não se dão separadamente, a produção da vida (sobrevivência pra uns e algo a mais pra outros) não permite que todos sentem na frente de um PC e produzam a “mídia social” de que fala, pois a apesar do termo soar pejorativo e não desejo o ele seja, o mundo digital é um mundinho, atinge uma parcela da população, quase que necessariamente urbana, alfabetizada e com o mínimo de condições suficientes para que se passe em um “poupa-tempo” (geralmente para enviar um currículo) ou se de muita sorte acesse uma lan-house com seus magníficos computadores.Descolado disso realmente somos donos dos meios de produção de mídia (em partes, pq tem que pagar domínio, hospedagem, conexao,etc), faz algum sentido, para uma parte da população. Minhas críticas vão no sentido de construir algo sempre superior, não destruir, portanto parabéns por aquecer o debate, é fundamental! Abraços! Qualquer coisa escreva: asiwatchtheweatherchange@hotmail.com
Primeiramente parabéns por (mesmo tendo certo receio) fazer frente à mais valia, à apropriação privada dos meios de produção por parte da burguesia e portanto fazer frente ao cerne do que que rege o modo de produção capitalista, ainda mais em um ramo como o seu, parabens mesmo!
Apesar do cara ter melindre ao falar de marx o interessante é que você saca que a internet permite que quase de graça se produza as coisas sem depender de um burguês. Se isolarmos a questao da produção de mídia da questão da vida em geral você teria razão. Porém, as coisas não se dão separadamente, a produção da vida (sobrevivência pra uns e algo a mais pra outros) não permite que todos sentem na frente de um PC e produzam a “mídia social” de que fala, pois a apesar do termo soar pejorativo e não desejo o ele seja, o mundo digital é um mundinho, atinge uma parcela da população, quase que necessariamente urbana, alfabetizada e com o mínimo de condições suficientes para que se passe em um “poupa-tempo” (geralmente para enviar um currículo) ou se de muita sorte acesse uma lan-house com seus magníficos computadores.Descolado disso realmente somos donos dos meios de produção de mídia (em partes, pq tem que pagar domínio, hospedagem, conexao,etc), faz algum sentido, para uma parte da população. Minhas críticas vão no sentido de construir algo sempre superior, não destruir, portanto parabéns por aquecer o debate, é fundamental! Abraços! Qualquer coisa escreva
Michel, o que é bom não é escasso. Quem disse que Lost é o que queremos? As vezes, Gatos tocando piano podem sim ser mais relevantes e prazerosos em nossas vidas, mas o “ecossistema” em vigor é que não nos deixa ver isso.
Dá uma assistida nesse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=hbXY8Tn3VHg
Ou nesse, se estiver com menos tempo: http://www.youtube.com/watch?v=p6BLszGga3k
[]‘s Wagner
wagner, ok. nem tudo que é escasso é bom. mas coisas boas são escassas. para fazer 1 video do gato tocando piano, quantos videos subiram para o youtube que eram lixo puro, ou desinteressantes para a maioria das pessoas do mundo?
ok, não precisamos só de coisas que interessem a maioria das pessoas do mundo. nunca precisamos e agora temos uma maneira de atender a todos os gostos (longtail, quem não é fã do anderson?).
tampouco sou fã de lost. a minha questão é: há um modelo econômico que está sendo destruído, mas não há necessariamente um novo modelo sendo colocado no lugar.
e o mundo, principalmente o da produção intelectual precisa de dinheiro para continuar existindo ou vamos voltar à idade média com tudo bancado por mecenas.
ou vamos viver apenas de gatos tocando o piano.
Não vejo uma socialização das mídias através da mídia social, por duas razões.
A primeira é que os meios de massa continuam constituindo oligopólios, e não estão sendo substituídos pelas mídias sociais como principal canal de divulgação.
A segunda e mais importante é que a socialização, para ser plena, deveria ser integradora e articuladora das aspirações legítimas dos movimentos sociais, não as do mercado. São as empresas que estão se apropriando das ferramentas de mídia social. Concordo com o autor que isso permite a quebra dos oligopólios, do controle centralizado nas mãos de duas ou três corporações. Mas a distribuição desse poder de mídia, mesmo favorecendo as empresas menores, ainda está favorecendo as empresas, o mercado, a ascendência de novos burgueses. E mesmo os representantes dos oligopólios, como o caso da Rede Globo, utiliza mídias como blogs e outras ferramentas integradas à sua programação como possibilidade de mediação complementar aos seus meios tradicionais. Isso não é socialização, é apenas a continuidade de seus interesses por outros meios.
Vcs viram a Gatorade e o seu monitoramento de mídias sociais no “Mission Control Center”??? ANIMAL > http://www.ypsilon2.com/blog/publicidade/gatorade-e-o-seu-monitoramento-de-midias-sociais-em-seu-mission-control-center/