Árvores por 1 dólar

“O jardineiro é a Toyota e as arveres somos nozes”. Em conjunto com a Arbor Day Foundation, a Toyota está bancando o plantio de 50 mil árvores em vários pontos dos Estados Unidos. Mas no lugar de apenas assinar um cheque fazendo a doação e não ver boca-a-boca nenhum sendo criado em torno deste nobre ato, eles pensaram em uma forma de envolver os consumidores na brincadeira.
Foi desenvolvido um aplicativo no Facebook chamado “Tree Planter”. Por 1 dólar você pode comprar uma árvore virtual e dá-la de presente para um amigo. Como a brincadeira tem que começar, as primeiras 50 mil árvores são bancadas pela Toyota. Quem chegar primeiro pega a sua. Depois espera-se que a “mecânica viral” da boa ação faça as árvores se multiplicarem loucamente, afinal, dar uma árvore de presente é bem mais charmoso do que dar um chocolatinho da Kopenhagen (além de custar menos da metade do preço).
[]´s Mr Wagner
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Emboscada ou Viral da Abercrombie & Fitch?

A única certeza é que não foi coincidência os 3 rapazes estrategicamente colocados atrás de Obama com camisas da Abercrombie & Fitch com logos nada discretos. No vídeo do Youtube fica evidente que os 3 amigos não estão ali para ouvir ao discurso.
A dúvida que percorre diversos blogs americanos é se foi uma bem sucedida ação de emboscada da Abercrombie ou se é uma ação viral do candidato para sutilmente consquistar a simpatia do eleitor gay, que é fã da marca.
Via BlueBus.
abs, Gfortes
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Indecente de tão óbvio

Tinha assistido o comercial na semana passada e a idéia ficou na cabeça. Quando vi a notinha no BlueBus hoje, o meu post aqui foi praticamente convocado a sair: Comercial do Burger King que troca palavroes por bips, ou veja o vídeo direto aqui.
Será que ninguém teve culhão para fazer uma versão sem “bip” do comercial e colocar na web? Não é possível que não tenham esse vídeo na manga pronto para ser publicado e deixar o circo pegar fogo.
Ou sou eu que estou ficando maluco e tal atitude autêntica não iria gerar um certo interesse pelo vídeo e só iria acabar com a imagem do Burger King? Que a TFP ia deflagrar uma campanha de boicote ao Whopper se tal coisa aparecesse na web? Mas… peraí… se a TFP fizesse isso não ia ser melhor ainda?
Sério, por que ficar só na insinuação ingênua dos comerciais na mídia de massa? Por que não aproveitar a liberdade da web para brincar um pouco mais?
[]´s Mr Wagner
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Numero Áureo da Guerrilha: 20x

Pegue algo legal, multiplique por 20 e pronto: você tem uma ação de guerrilha. A generalização parece brincadeira, mas funciona. Pense em milhões de bolinhas descendo ladeira a baixo, no maior saco de pipoca do mundo, em uma guerra de bexigas na praia ou em um cubo de gelo de 8 toneladas. Há uma mística em dedicar um volume de tempo e dinheiro para realizar algo desproporcional para qualquer pessoa de bom senso. Existe de fato um prazer peculiar em ver shows de “desperdício”.
O exemplo mais recente e sensacional desta estratégia é a ação para comemorar 20 anos de uma rede de sanduíches. Eles pegaram um canhão de ar (algo bacana) e multiplicaram por 20. O objetivo? Simplesmente apagar as velinhas de um bolo posicionado a 60 metros de distância. Tudo pode ser visto no site Candle Cannon. E, como qualquer feito grandioso não poderia dispensar, um belo making of.
Ou seja, sempre que sobrar verba e faltar idéia, não tem erro: pegue a primeira coisa legal que imaginar e diga: “Multiplica por 20!”. Os olhos cabisbaixos do brainstorm se encherão de brilho.
[]´s Mr Wagner
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Post pago não é marketing viral (isto é fato e não juízo de valor)

Semana passada, o blog Futebol, Política e Cachaça divulgou um e-mail onde era “convidado” a postar sobre um blog da Nike. Apesar de extremamente esclarecedor e construtivo, o post peca ao chamar de marketing viral a prática do post pago. Então vamos dar nome aos bois:
# Marketing Viral: é a ferramenta de marketing de guerrilha que cria um conteúdo _ que pode ser um filme, uma piada, uma foto ou qualquer coisa virtual ou física _ para ser passado pra frente espontaneamente como um vírus. Quando desenvolvemos uma ação de marketing viral, nós dizemos para o cliente que esta tem potencial viral, ou seja, acreditamos que um determinado grupo de pessoas irá se interessar pelo assunto e passará a mensagem, espontaneamente, pra frente. Não podemos afirmar que ela será passada para frente, só saberemos realmente quando a ação começar.
# Post pago: é quando um cliente ou agência paga para um blog postar sobre determinado assunto. Prática oriunda da propaganda, onde o negócio das agências é comprar espaço e (não é uma crítica, é um fato) não conquistar relacionamentos. Neste caso, as agência contratam blogs que tenham uma grande audiência e têm certeza que esta mensagem será vista por ela.
Como agência de marketing de guerrilha, nós não fazemos posts pagos (da mesma forma que não fazemos comerciais e nem blitz em bares). Nós criamos conteúdos que acreditamos que serão passados para frente no boca-a-boca. Mas é bom esclarecer que nós não somos românticos e nem mesquinhos ao ponto de achar que os blogueiros devem fazer o seu trabalho por amor apenas. Muito pelo contrário, acompanhamos vários casos recentes de blogueiros encontrando formas novas de ganhar dinheiro como especialistas em conteúdo: da participação em blogs específicos para eventos até atrair clientes que usam formatos criativos no AdSense de seus blogs (eu juro que alguns ganharam mais que “traço”), passando pela consultoria a empresas interessadas em entender e interagir com esta nova realidade na comunicação.
Abs, Gfortes
Imagem retirada deste site.
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E o viral chegou em Hollywood!

Estréia nos EUA no dia 26 de janeiro o filme Untraceable, que promete um olhar bacana sobre os fenômenos virais da web.
A trama é sensacional: um sórdido assassino fez um site que está diretamente conectado com um sistema que injeta veneno em sua vítima. Quanto mais pessoas entrarem neste site, mais veneno é injetado, acelerando a morte do coitado. Tudo é transmitido ao vivo pelo site que, como o próprio título do filme sugere, tem algum esquema ninja para não ser rastreado pelos agentes do FBI. Veja o trailer aqui.
E o grande dilema que os agentes do FBI enfrentam: se a url do site se espalha na rede, um abraço. A curiosidade e a morbidez dos “internautas” ia deflagar o famoso “efeito viral” e fazer os acessos do site explodirem.
É claro que eles não engoliram mosca e o site existe de verdade: http://www.killwithme.com, que já funciona como elemento viral para divulgar o próprio filme.
Só digo uma coisa: se a url vazar e mesmo assim o FBI conseguir salvar a pele do maluco, esse vai ser um dos filmes mais mentirosos da história de Hollywood. Mais do que True Lies. Mais até do que os documentários do Michael Moore. No mundo real, qualquer um nesta situação morreria em menos de 3 segundos. Na escala de viralidade que vai 0 a 5 Katilces (famosa escala KTC), a artimanha deste serial killer aí ganharia 392 KTCs.
[]´s Mr Wagner
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“O escritório é um lugar chato, onde pessoas fazem coisas chatas”

Parece que a onda agora vai ser ter servidores em casa. Tudo bem que você pode fazer isso com o seu PC mais antigo, mas você vai deixar os seus vizinhos com mais inveja se comprar um Windows Home Server novinho em folha.
Para explicar os benefícios de ter em casa um computador que até então só era comum em empresas, a Microsoft criou um “especialista” no estilo Márcia Goldschmidt. Ele comanda programetes “Casos de Família” debatendo a entrada deste novo elemento na vida das pessoas.
Eles até criaram um livro infantil explicando para a garotada que ter um servidor em casa não é nada do outro mundo, que isso acontece até mesmo nas melhores famílias. É claro que o conteúdo do livreto não é para crianças (afinal as crianças de hoje já entendem muito mais de servidores do que nós), mas sim uma forma de mostrar de um jeito leve e descontraído para o adulto médio o que é isso e que vale a pena ter um.
Enfim, 3 de 5 estrelinhas possíveis para o bom humor e formatação do conteúdo. E 2 de 5 caveirinhas possíveis por não deixar um pouco mais explícito que trata-se de um site comercial. Capricharam tanto que é bem capaz de um adulto médio (principalmente americanos telespectadores da Fox News) confundir o que é dito ali com um conteúdo espontâneo.
[]´s Mr Wagner
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Web Hit para vender ringtone

Com mais de 5 milhões de views e muita repercussão na imprensa, o video performance Vai tomar no Cú, de Cris Nicolloti , levou o VMB 2007 da MTV na categoria Web Hit.
A Som Livre, dona dos direitos do hit, estimulou a votação popular do vídeo no portal Libertube, totalmente dedicado ao VTNC de Nicolloti, onde os fãs podem comprar os ringtones e enviar vídeos com a trilha para serem votados.
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Tamagoshi Passivo no Excel

Quem me conhece de outros carnavais sabe que uma das minhas diversões favoritas é fazer gente séria perder grande parte do seu tempo discutindo assuntos sem sentido, apurando fatos bizarros ou se mobilizando por causas absurdas.
Aliás, esse é um dos ingredientes que pode funcionar para potencializar uma mensagem (ou “viral”, como alguns insistem em falar). Às vezes, o mais impressionante em “cases virais de sucesso” não é nem a grandiosidade do feito, mas um sentimento residual de “não acredito que alguém perdeu tempo fazendo isso”.
E como fui promovido para “consultor de assuntos ociosos” passei a desfrutar de maravilhosos momentos fazendo o resto da equipe perder grande parte do seu tempo e energia para realizar coisas sem sentido.
Quando sugeri uma tabela de Excel para simular o crescimento populacional de uma criação de coelhos nunca imaginei que fosse me divertir tanto. Hoje faz uma semana que a equipe do Ócio só discute isso.
As duas estações de trabalho na minha frente se transformaram em um belo entretenimento para minha longa jornada de trabalho. Humberto, nosso bravo desenvolvedor, já está louco de tanto ter que ajustar formulas, macros e o diabo a quatro só para fazer mais e mais coelhinhos aparecerem em uma planilha de Excel. E a Patrícia teve que fazer pós-doutorado nos hábitos sexuais dos leporídeos. Enfim, horas e horas de trabalho dedicadas para o mais puro non-sense.
É por isso que digo sempre para as viúvas do Cocadaboa: não me vendi para o sistema, me infiltrei nele para destruí-lo por dentro.
Acompanhe a saga:
# TAMAGOSHI PASSIVO
# SIMULADOR POPULACIONAL DE LEPORÍDEOS
# SPL II: CONTANDO COELHOS
# SPL III: CRIANDO COELHOS (OU UMA INTRODUÇÃO ÀS MACROS)
[]´s Mr Wagner
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Com quantos gnomos se escreve um “M”?
O wowmine.com é um site que vende moedas e artigos virtuais para o Word of Warcraft. Se você quiser comprar algum item especial ou apenas rechear o seu personagem com moedas de ouro extras, é só procurar os caras e desembolsar alguns dólares reais. Na minha opinião de economista (se é que isso vale) um negócio bem mais interessante do que abrir uma lojinha no Second Life de parangolés virtuais achando que isso vai render dinheiro em um modelo sustentável, visto que uma “espada especial” no WOW é um item escasso e não replicável, conseguido por horas de dedicação dentro do jogo. Por isso tem valor real. Já um produto virtual no Second Life, apesar de certamente ter exigido horas de dedicação para ter a sua primeira unidade modelada, é facilmente copiável depois de pronto. Ou seja, seu custo de reprodução é zero, logo seu preço tenderá a ser zero no curto prazo.
Mas deixando o papo de economista de lado porque o assunto aqui é guerrilha. Os administradores do WOW vêm repreendendo as atividades destes “gold farmers” no jogo. Além destas atividades econômicas não serem bem quistas, o spam feito por eles na comunidade está ficando insuportável. Para driblar estes filtros evitando a sua propaganda eles começaram a fazer emboscadas virtuais.

Neste exemplo, eles escreveram o endereço do seu site usando corpos de gnomos. Eu não jogo WOW, mas pelos comentários que li parece ter sido um grande feito arrumar tantos corpos de gnomos e fazê-los cair do céu soletrando uma url. Como toda emboscada, um número limitado de pessoas a presenciaram. Mas o dever de casa foi feito e o vídeo foi postado no YouTube, viralizando a ação para todos que se interessam pelo World Of Warcraft.
[]´s Mr Wagner, que viu no BoingBoing, que viu no Wonderland.
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Artigo: Marketing viral e de emboscada são ferramentas da Guerrilha

Leia a entrevista dada por Gustavo Fortes, diretor de criação e planejamento da Espalhe, para Thiago Terra do site Mundo do Marketing:
MM: Como você vê o futuro neste segmento? Quais as novidades?
GF: As pessoas falam que “o marketing viral já encheu o saco”. Mas essas pessoas gravam vídeos toscos, fingindo ser caseiro, colocam no youtube e acham que é sucesso e que são modernos. A ferramenta de marketing viral está embaixo do marketing de guerrilha, porque o futuro é pensar cada vez mais em como gerar o boca-a-boca, gerar mídia espontânea. O nosso negócio é esse. Marketing viral e de emboscada são ferramentas da guerrilha. Temos que estar um passo à frente sobre as coisas que são novidades. Saber o que as pessoas estão procurando, o que estão conversando e o que as farão falar. É isso o que a gente tem que pensar. Se o Second Life não tem mais graça, o que fazer? O que procurar? Quais as novidades? Como ter uma presença diferente no Youtube?
Leia toda a entrevista aqui.
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Blackle: viral parasitário

Partindo da informação de que uma página totalmente branca gasta cerca de 74 watts enquanto uma página totalmente preta gasta somente 59 watts, Mark Ontkush fez um post em seu blog (o blog dá dicas e informações sobre “TI sustentável”!!!!!!!!!!) dizendo que economizaríamos uma enorme quantidade de energia se o google simplesmente mudasse o layout de suas páginas para fundo preto.
Considerando a enorme popularidade do Google e toda a onda do ecologicamente correto, uma empresa australiana se apoderou rapidamente (e muito inteligentemente) deste conceito.
A Heap Media fez uma versão preta do search engine mais popular do mundo ocidental e conclamou as pessoas a usarem esta versão para ajudarem a poupar energia (note que você só descobre ela no discreto copyright lá embaixo) :
We believe that there is value in the concept because even if the energy savings are small, they all add up. Secondly we feel that seeing Blackle every time we load our web browser reminds us that we need to keep taking small steps to save energy.
How can you help?
We encourage you to set Blackle as your home page [Nota do Editor: CARA DE PAU!]. This way every time you load your Internet browser you will save a little bit of energy. Remember every bit counts! You will also be reminded about the need to save energy each time you see the Blackle page load.
Help us spread the word about Blackle by telling your friends and family to set it as their home page. If you have a blog then give us a mention. Or put the following text in your email signature: “Blackle.com - Saving energy one search at a time.
Imagine o tamanho da interseção entre o Universo de pessoas que usa o Google com o universo de pessoas que tem alguma preocupação ecológica. Agora imagine este universo gigante olhando todo dia para a sua página: excelente idéia viral! Agora é só deixar os outros venderem esta idéia em nome da Heap Media e de graça:
Use Blackle, Save The Planet
Blackle - The Green Google
Abs, Getúlio Cardoso e Gfortes
Ficamos sabendo do Blackle via Update or Die.
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Emboscada do Pânico no Second Life
A rede Globo lançou a sua nova novela 7 Pecados com a presença virtual dos artistas em uma festa no Second Life. Uma ação bacaninha para gerar mídia espontânea.

Claro que o Pânico na TV, presente na porta de todas as festas off-line da Globo, não poderia ficar de fora desta. A produção correu e colocou os avatares do Silvio e do Vesgo, com os próprios artistas pilotando, na porta da festa virtual. SENSACIONAL.

A primeira a ser expulsa da festa foi a Rosana Hermann, blogueira e redatora do Pânico na TV, que fez a dança do siri virtual dentro da festa da Globo.
A Rosana disse que vai liberar em breve na web as imagens e filmes capturados da tela, que prometem gerar muito buxixo.
abs, Gfortes
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Eu quero fazer um viralzinho

Artigo do Gustavo Fortes, diretor de planejamento e criação da Espalhe, publicado no especial Internet - Publicidade 2.0 - do Meio e Mensagem da semana passada:
Marketing de Guerrilha está na moda. Todo mundo quer fazer um viralzinho, quer ter um blog corporativo, quer colocar um filminho no Youtube, fazer uma ação de C.G.C. (consumer generated content) e alguns até, mais ousados, querem fazer uma ação invisível, ou seja, sem assinatura da empresa. Que loucura! De olho na onda, algumas agências de propaganda, promocionais e de marketing direto estão montando áreas de guerrilha só para fazer este tipo de ação.
Para nós, profissionais de Marketing de Guerrilha, que sobrevivemos pensando guerrilha, isto é ótimo. Mostra que existe uma demanda potencial enorme pelo nosso negócio. Para nós, evangelizadores desta modalidade de Marketing, que estamos há alguns anos convencendo clientes a usarem estas ferramentas e apresentando o conceito por trás delas, isto é um pouco frustrante. Pois vendo algumas ações que estão pipocando por aí sendo chamadas de marketing de guerrilha, fica evidente que a grande maioria ainda não entendeu do que se trata.
O termo vem da guerrilha bélica, ou seja, com poucos recursos temos que lutar e ganhar uma guerra. O exemplo óbvio é o Vietnã contra os Estados Unidos. Os norte-americanos tinham porta-aviões e centenas de milhares de soldados bem armados. Do outro lado, os guerrilheiros vietnamitas tinham poucos soldados e armas menos potentes, mas potencializavam o que tinha com um grande conhecimento do terreno.
Voltando para a nossa realidade da comunicação, a guerra é pela atenção dos consumidores cada vez mais saturados de informação. Para lutar nesta guerra, as agências de propaganda contam com enormes verbas de mídia, a parte tida como mais nobre e importante do orçamento de marketing. As agências de promoções e marketing direto fazem a parte mais tática, com grandes verbas para imprimir papel e mandar pelo correio ou distribuir nas blitzen de bares e para fazer eventos grandes ou de relacionamento. Na guerrilha bélica, estas agências seriam os Estados Unidos.
Os guerrilheiros, do outro lado, precisam passar pra frente a mensagem dos seus clientes, por conceito, sem mídia paga, sem imprimir um milhão de malas diretas, sem fazer um evento no Ibirapuera. As armas de guerrilha são o boca-a-boca e a mídia espontânea. No marketing de guerrilha, o objetivo não é simplesmente informar. É fazer com que quem recebe a mensagem tenha vontade de passá-la pra frente. Seja numa mesa de bar, seja, no caso do jornalista, numa página de jornal, na revista, na tevê, no rádio.
Neste sentido, a Internet facilitou muito a vida dos guerrilheiros de marketing. Ficou muito mais fácil para o consumidor passar uma mensagem para frente. E com os blogs e redes sociais, a mídia nunca foi tão espontânea. E as ferramentas para fazer isso acontecer, entre outras, são o viralzinho, o blog corporativo, o filmete no Youtube e a interação nas outras redes sociais, a ação C.G.C. e a ação invisível. Mas fazer um “viralzinho”, um blog, usar o Youtube e outras redes sociais, fazer uma ação C.G.C. e um ação invisível não necessariamente implica em fazer marketing de guerrilha. A ação só será de guerrilha se for pensada com o objetivo de potencializá-la com boca-a-boca e mídia espontânea.
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Diga oi pra DoubleYou

A agência espanhola DoubleYou colocou no ar um site com um conceito bem parecido com aquela clássica campanha viral do Super Bonder. Instalaram um painel de led na agência e os visitantes do site podem enviar um recado. Uma webcam mostra o resultado para quem precisa ver para crer.
Mesmo com esse “deja vu” no ar, achei bem bacana. Mandei o recado que está na imagem mas infelizmente eles não aceitaram a sugestão.
[]´s Mr Wagner
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