Tinha assistido o comercial na semana passada e a idéia ficou na cabeça. Quando vi a notinha no BlueBus hoje, o meu post aqui foi praticamente convocado a sair: Comercial do Burger King que troca palavroes por bips, ou veja o vídeo direto aqui.
Será que ninguém teve culhão para fazer uma versão sem “bip” do comercial e colocar na web? Não é possível que não tenham esse vídeo na manga pronto para ser publicado e deixar o circo pegar fogo.
Ou sou eu que estou ficando maluco e tal atitude autêntica não iria gerar um certo interesse pelo vídeo e só iria acabar com a imagem do Burger King? Que a TFP ia deflagrar uma campanha de boicote ao Whopper se tal coisa aparecesse na web? Mas… peraí… se a TFP fizesse isso não ia ser melhor ainda?
Sério, por que ficar só na insinuação ingênua dos comerciais na mídia de massa? Por que não aproveitar a liberdade da web para brincar um pouco mais?
“Se 31% das pessoas que estão aqui trabalham em uma agência tradicional, em breve 29% perderão o emprego”.
A palestra de Bob Garfield foi moderada por Walter Longo. Ambos bateram no modelo de negócios das agências tradicionais. Walter foi mais moderado, traçando um quadro de revolução, onde é preciso mais do que “ajustes à era digital”. Segundo ele, é preciso mergulhar nela e repensar profundamente na maneira de fazer as coisas. Já temos certeza do que “já era”, mas ainda pairam dúvidas sobre “o que vai ser”.
Bob foi mais apocalíptico. Não há tempo para ajustes. Em 5 anos o modelo tradicional vai ruir e muitas agências perderão a mamata de viverem em cima de comissões das verbas de mídia. Sua palestra é recheada de exemplos mostrando como a mídia tradicional está ruindo. Frases de efeito entremeiam números.
Em uma pergunta sobre “branded content” ou “advertainement”, a mescla entre conteúdo e propaganda como saída para a crise foi rejeitada. “Propaganda não é conteúdo. E nunca vai ser. Propaganda é aquela coisa chata que interrompe a minha diversão”. E com exemplos conseguiu mostrar que há um limite para inserção de produtos em conteúdo. “Chega uma hora em que o ator tomando um gole em sua latinha de Brahma soa falso, a narrativa não tem como comportar todas as mensagens que os anunciantes precisam passar”.
Anunciantes vão deixar de ser parceiros dos produtores de conteúdo assim que um modelo de micro-pagamentos, como já acontece com o iTunes, se disseminar. Pagar pelo o que você quer assistir, e fazer isso onde e como você quiser, é mais valioso do que receber o conteúdo de graça em troca de assimilar alguns reclames.
Fechou o caixão da mídia tradicional ao responder uma pergunta sobre o Superbowl. “a mídia tradicional está morrendo? E como você explica o Superbowl deste ano? Audiência e vendagem de mídia recorde!”
“Em primeiro lugar foi uma final atípica, reunindo dois times de grandes metrópoles com imensas torcidas”, respondeu. Mas deu o braço a torcer para o “sucesso” do Superbowl, sem deixar de alfinetar: “Eventos esportivos ao vivo serão a única coisa que restará para a TV. Produzir algo para ser visto dentro de uma grade de programação, com horário programado, simplesmente não combina mais com o modo que as pessoas consomem conteúdo hoje em dia’.
A Sol é uma marca simpática que remete a um produto de qualidade (pelo menos nos barzinhos de Vila Madalena em SP e no baixo Gávea do Rio). Mas, no mercado multibilionário de cerveja, simpatia não basta. É preciso crescer e se tornar a pedida dos cervejeiros Brasil afora.
Uma boa idéia para conseguir isso é cutucar a inimiga e líder de mercado Skol para criar polêmica e, consequetemente, boca-a-boca, fazendo as pessoas falarem da marca, lembrarem dela no balcão do boteco e, na hora h, pedirem: desce uma Sol gelada, seu Zé!
Em um dos comerciais de sua última campanha, a cerveja Sol seguiu esta estratégia da polêmica ao relacionar um gordinho prego que aparece dançando ao meme campeão da Skol: desce redondo - no caso da Skol, quem desce redondo é a cerveja na garganta. No comercial da Sol, quem desce é o gordinho prego Redondo do balcão do bar.
Não se falou muito no assunto, mas estão dizendo que o filme saiu do ar depois da óbvia reclamação da Ambev no Conar.
Saiu do ar na TV, mas no YouTube (como sempre) ele voltou cumprido o seu papel de tentar gerar polêmica, começando pelo seu título, tags e descrição deliberadamente provocativos:
Título: CENSURADO: Sol | Desce Redondo
Tags: sol skol cerveja guerra desce redondo conar censura censurado polemico ponto comercial propaganda
Descrição: Polêmico comercial da Sol que provoca a Skol. Tirado do ar pelo CONAR.
Vamos ver agora se a Sol vai mergulhar de cabeça em provocações consistentes e ainda mais criativas. Ou vai parar por aí, molhando só o pezinho na piscina gelada da guerra de marcas.
Hoje foi veiculado na Folha de S. Paulo um “informe publicitário” da Chevrolet (reproduzido no hotsite do Vectra com uma voz de “Cid Moreira” genérico) dizendo que a campanha do Vectra foi adiada porque um instituto de pesquisa detectou que os “super criteriosos” consumidores do carro não ficaram satisfeitos com os filmes, que não estaria a altura do carro. Vamos esperar a gracinha que vem por aí.
Post do Leonardo na Comunidade de Marketing de Guerrilha: “Está sendo veiculado no Youtube um vídeo onde Monges do bairro da Mooca destroem um outdoor do lançamento em dvd do filme Código da Vinci”.
Depois de sincronizar o iPod no iTunes ontem, eu fui conferir as novas edições de podcasts e videocasts que eu assino. Quando chegou no videocast da Trip, eu esperava ver a moça que aparece à direita na imagem acima, mas quem surgiu na telinha do iPod foi o barbudo da esquerda num comercial-trailer de 2 minutos do filme Piratas do Caribe, deixando 1 minuto e meio para o “making of” da Trip Girl.
A Adidas não aproveitou, mas, segundo nota do Meio e Mensagem, o Band-Aid sim. inspirado pela declaração do departamento médico da seleção “A bolha está cicatrizando. Vai formando uma pele e a gente protege com Band-Aid”.
A assinatura da peça: “Se depender de nós vai ter gol até de calcanhar”.
Muita gente já falou da campanha da Nova Schin para a Copa do Mundo. Fugindo do “Brasil é Hexa”, a cervejaria apostou e torce pelo vice-campeonato da Costa do Marfim. Os motivos são inúmeros: porque eles estão na chave da Argentina, porque é a primeira Copa desta seleção, a Africa está na moda no mundo publicitário etc. etc.
Claro que existe outro motivo. Copa do mundo é uma data muito importante no calendário das cervejarias. E como encarar de frente um gigante como a Ambev, patrocinadora da Seleção brasileira, para tirar uma casquinha deste mega evento? A solução da Nova Schin é bem simpática e, dependendo das ações que estiverem programadas durante a Copa, o boca-a-boca pode realmente decolar emprestando muita simpatia para a marca.
No site tem estampa de camisetas e stickers pra quem quiser aderir à idéia.
Resta saber se a galera vai entrar nessa e torcer por eles. Eu ainda continuo torcendo para outra campanha: Dia de Jogo do Brasil é Feriado.
Ainda dentro do assunto Africa e pegar carona na Copa, hoje a Folha traz uma matéria sobre a participação das empresas de material esportivo na Copa do mundo. A empresa com mais seleções neste mundial é a Puma que apostou numa estratégia de patrocinar várias seleções pequenas, a maioria deste continente. E depois veremos os uniformes nas baladas.
Como diria o Abelardo (leitor do blog desde 76), colocando a Cicarelli nua fica fácil. Mas não deixa de criar um buzz em torno da campanha. Ontem, apenas com uma placa na 23 de Maio em São Paulo já tinha despertado o buxixo. Hoje a foto teve destaque absoluto na coluna da Monica Bergamo da Folha.
Release enviado pela equipe da Revista Seleções, diz que dando continuidade à sua campanha de reposicionamento “Seleções, as boas emoções da vida” - a revista coloca nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro a ação “Minuto de Silêncio”. Será uma mini-passeata, composta por promotores, que invade as ruas das 2 cidades.
O grupo anda vagarosamente pela calçada, pára e faz um minuto de silêncio, mantendo os semblantes serenos, calmos. Enquanto isso, promotoras posicionadas estrategicamente no semáforo próximo, vão distribuir adesivos que trazem a mensagem “CHEGA DE FALAR SÓ DE VIOLÊNCIA, CRISE E TRAGÉDIA.” Todos estão uniformizados com camisetas vermelhas trazendo o logotipo da Revista Seleções e a mensagem da campanha. A ação reforça a mensagem do comercial de 1′ (chamado “Minuto de Silêncio”) e que está no ar nos canais Globosat.
Roteiro:
SP:
>29/05 - Av Paulista e ruas próximas.
>30/05 - Ruas do bairro do Itaim.
RJ:
>01/06 - Av. Nossa Sra. De Copacabana e Rua Barata Ribeiro.
>02/06 - Ruas do bairro da Tijuca.
Como o assunto do momento é o nível insuportável de violência e corrupção no país, é normal que comecem a pipocar ações com foco neste tema buscando pegar carona no Buzz. Esta é uma estratégia correta para viralizar algo, uma vez que é muito mais fácil criar um conteúdo em cima do que todo mundo já está falando do que levantar um novo assunto.
Algumas ações são mais guerrilheiras e outras de propaganda, como a campanha da Forum “lavando” o planalto.
Esta semana, divulgaram o movimento Quero Mais Brasil (imagem acima) na comunidade de Guerrilha. Um manifesto com um abaixo assinado virtual e algumas apresentações para embasar a reivindicação. Quem está por trás do movimento é a CDN, maior empresa de RP do país, muito próxima do FHC e do PSDB.
Se alguém presenciar a ação da Seleções, por favor comente aqui no Blog como foi. Vamos tentar avaliar quais destas ações, independente dos interesses comerciais ou políticos por trás, causaram alguma reação espontânea das pessoas - viral, boca-a-boca, adesão - e quais foram meramente promocionais, sem agregar simpatia e buxixo para as marcas que as desenvolveram.
A Sony, para lançar seu novo Televisor Bravia LCD, fez uma ação de guerrilha muito criativa para gerar buzz e PR. Eles simplesmente lançaram as 250 mil bolas coloridas nas ladeiras de San Francisco e filmaram tudo com 23 câmeras. A ação foi realizada em julho deste ano e eles tiveram que fechar alguns quarteirões para ninguém voar com as bolinhas pula-pula.
O site tem a propaganda gerada dessa ação, vídeos behind the scenes, fotos e etc. Fantástico. Sem contar que a propaganda ficou muito bem feita também.
Lembro que eu cheguei a ver fotos dessa ação no blog do Flickr e vi também aqui.
Aqui vai a justificativa deles que está no site:
“When you’re introducing the next generation of television, you want to make an impact - but that doesn’t mean you have to shout at the top of your voice. And it doesn’t mean you have to be predictable. To announce the arrival of the BRAVIA LCD and 3LCD range, we wanted to get across a simple message - that the colour you’ll see on these screens will be ‘like no other’.”
No Itaim, vários táxis estão circulando com diferentes mensagens. Em cima do carro, o luminoso diz: Joaquim, admita: as crianças vão me adorar. Iara. Ou: Iara, você é realmente a mais gostosa. Joaquim. Dentro do táxi e em frente ao banco do passageiro, como pode ver na foto, a mensagem é: “Iara, vc é mesmo a mais charmosa. Joaquim”. Ambas remetem ao site: www.iaraejoaquim.com.br . Pelo folder, descobre-se que trata-se do empreendimento Cullinan, que está em construção na Rua Iara, próximo da rua Joaquim Floriano.
Contratar a Gisele para uma campanha deve ser o sonho de todo profissional de propaganda. Dependendo da época, é possível assistir a um break nobre da Globo apenas com comerciais dela. E ela vende tudo.
O difícil é lembrar se o último comercial foi de cartão, telefone, roupa ou produto de beleza. A W/Brasil saiu do conforto e conseguiu se destacar no meio dessa multidão.
Veiculou anúncio no Meio & Mensagem mostrando que emplacou um super PR Stunt. Sua campanha com a modelo extrapolou a mídia paga e foi pauta com destaque em diversos veículos de comunicação.