Me disseram (todo dia chega aqui um email de um “leitor” do blog de guerrilha sobre alguma ação “popular” contra algum candidato pelo Brasil) que Salvador inteira está brincando com o www.grampinhonao.com . O joguinho é mais uma das tantas ações de contra-campanha que estão rodando o Brasil pela internet nestas eleições. Muita gente anda questionando se a ação dá mesmo resultado. Tudo indica que sim. Com a viralização da campanha, matéria de página do maior jornal baiano, além de destaque no UOL, em blogs locais e outros como o do Ancelmo Góis, no Painel da Folha e até aqui no Blog de Guerrilha, consolida-se o apelido pejorativo que relaciona o candidato a supostas escutas ilegais feitas pelo seu avô ACM contra seus opositores. Tem também o filminho acima que mostra a valentia do jovem ex-deputado.
Contra-campanha é algo que sempre existiu, muito antes da Internet. Pode acontecer por ativismo (no caso cyber-ativismo) ou produzida por adversários. A triste novidade da obscura lei eleitoral para web é que o grande crime é assumir os próprios atos. Ninguém sabe o que é permitido. Nem o TSE. No Rio de Janeiro estão sendo toleradas a utilização de Flickr, YouTube e Orkut, por exemplo. Em outras cidades, o candidato que utilizar redes sociais corre sério risco de ser multado. E mais: se você fizer um blog em apoio ao seu candidato preferido, sabe-se lá o que vai te acontecer. Vai depender da boa vontade do juiz eleitoral da sua cidade.
Recentemente, o jornalista da CBN Milton Jung descobriu o Twitter e começou a usá-lo freneticamente. Em seu jornal na CBN e no seu blog (coloca permalink no post, Milton), ele comentou que se a campanha presidencial passada nos EUA foi um marco no uso dos blogs, esta está sendo no uso das redes sociais e dos micro-blogs, especialmente o Twitter. Neste sentido, ele fez um paralelo com a campanha para prefeito de São Paulo, onde os principais candidatos estavam no Twitter, sendo que Marta Suplicy é que usava melhor a ferramenta, comentando notícias do dia e apresentando sua agenda. No dia seguinte que ele disse isso, a ex-prefeita se manifestou dizendo que aquele perfil era falso e ela estava na justiça para tirá-lo do ar. Falso ou não, o perfil sumiu do Twitter.
O resumo da ópera é o de sempre, que explica muito do nosso Brasil: seja clandestino que está tudo bem. Arriscado é querer trabalhar dentro da legalidade.
Abs, Gfortes
[update] Outras fontes sobre propaganda política 2.0 e a regulamentação da campanha 2008:
Se eu pedir para você citar uma série policial clássica, sua resposta é C.S.I. ou Plantão de Polícia? Você já sonhou com a Lidia Brondi? Já fez pirata de ficha de fliperama com chumbo?
Na sua wish list de Natal tinha tênis Redley, carteira da Company e camara Kodak Pocket Instamatic? Na sua opinião, “da lata” é música da Fernanda Abreu ou um presente dos céus para os cariocas? Você cansou de lutar e hoje está mergulhado até o pescoço na Babilônia?
Estas perguntas fazem sentindo? Então, provavelmente você já passou dos 30 anos.
Mas como explicar para a geração chapinha a graça que tinha enroscar os dedos num permanente bem feito?
A Conspiração Filmes convidou a Espalhe para preparar o terreno para o lançamento do filmePODECRER, de Arthur Fontes, ambientado no início da década de 80.
Desde agosto, totalmente descolado do filme, foram postados no Youtube, Videolog.TV e Fiz TV os episódios do vlog Babilônia 1981, onde três personagens contam o dia-a-dia da juventude da época.
Além disso, ambulantes “old-school” vendem a trilha do filme em vinil nas ruas de diferentes cidades e latas com o negativo do filme e a URL www.babilonia1981.com chegaram nas praias do Rio.
NÃO PERCA HOJE - com exclusividade no Videolog.TV: episódio final (mas não o último) do Babilônia 1981 - QUEM FICOU COM A ANA (HAROLDO OU MARQUINHO?)
Com mais de 5 milhões de views e muita repercussão na imprensa, o video performance Vai tomar no Cú, de Cris Nicolloti , levou o VMB 2007 da MTV na categoria Web Hit.
A Som Livre, dona dos direitos do hit, estimulou a votação popular do vídeo no portal Libertube, totalmente dedicado ao VTNC de Nicolloti, onde os fãs podem comprar os ringtones e enviar vídeos com a trilha para serem votados.
Este filmete do Youtube mostra a entrevista com a famosa (??) banda The Uncles que estaria fazendo uma volta triunfal. Olhando a carteira de clientes da Tribo Interactive, dona do domínio do site da banda, e o sugestivos nomes dos hits (”mais uma” e “será que é pra mim?”, por exemplo) minha aposta é que seja uma ação do remedinho azul da Pfizer. Parece que os hits já estão tocando no rádio.
A campanha é legal. Também é legal é ver o policiamento dos usuários na Wikipedia (cada vez mais difícil fazer campanhas invisíveis hoje em dia) votando para o novo verbete “The Uncles” ser eliminado da enciclópedia colaborativa:
É uma banda de São Paulo que fez sucesso nos anos 1970 e agora está retornando. Acontece que não consigo encontrar referências sobre o grupo em lugar algum. O artigo foi criado anteontem (dia 12) por utilizadores que não contribuem muito e um tópico no Jacaré Banguela foi aberto hoje (o blog não oferece permalink, favor procurar pela data, 14 de março). Na suposta entrevista, do YouTube (ainda sem comentários e enviado também dia 12), um conversa sem pé nem cabeça (Hamond em São Paulo? Não encontrei essa cidade. Pink Floyd vindo ao Brasil? É só o Roger Waters, a banda nem se fala. Milhões de álbuns? Não encontro as referências de certificações musicais. Falam de “volta do Police” e nem sequer mencionam a volta dos Mutantes? Isso é crime…) Por fim, um sítio oficial theuncles.com.br ainda não referenciado no Google, sinal que é bastante recente. Peço ajuda ao pessoal “rock and roll” das antigas pois por mim isso parece hoax, boato de Internet, evidenciado pelo “falta de referência” + “blog” + “YouTube”. Apesar disso, não conheço muito o rock and roll setentista brasileiro (quisera eu estivessem falando do Reino Unido, seria fácil). Gostaria de ouvir opiniões.
Senhores, virei um paranóico. Agora quase tudo que vejo me parece uma ação de guerrilha, campanhas invisíveis ou tentativas de virais travestindo interesses de grandes corporações. Acho que nunca mais conseguirei dar risadas com toscarias online sem ficar com uma pulga atrás da orelha. E a última paranóia é bizarra.
Vejam bem: Estou certo de que interesses ocultos estão arquitetando uma campanha subliminar para associar a cerveja Itaipava com caganeira.
Isso mesmo! Me digam se estou maluco:
Semana passada esta foto do Rico Mansur “soltando um barro” foi enviada para vários blogs com perfil “zombador” (dentre eles o Saiu Gosminha, do meu amigo Ivan). O email era padrão, seguindo a boa e velha “métrica parnasiana” de “por favor publica isso aqui” que qualquer blogueiro macaco velho reconhece de longe: “Olá, curto muito seu blog, sou fotógrafo da Contigo, fiz esse flagra do Rico Mansur, olha aí, hahaha, blá blá blá, parabéns pelo blog, assinado Leonardo S. Cavalcanti, mas, por favor, mantenha meu anonimato”.
Bom, não é preciso pesquisar muito para saber que “Leonardo S. Cavalcanti” não só não trabalha na Contigo como também não existe.
Neste final de semana, mais um fato associando a cerveja Itaipava com caganeira começou a circular. Um vídeo no Youtube, publicado por um usuário novo em folha (criado exclusivamente pra isso). Muito estranho, já começando pelo título, descrição e tags. Tudo perfeito, associando com o que podia ser mais buscado naquele período (cicarelli, silvio santos, bambu…). Trabalho minucioso.
No vídeo, a conversa de duas meninas em um banheiro segue um “script dos sonhos”. Tudo aquilo que nós homens fantasiamos. Aventuras sexuais, confissões bizarras, escatologias e risadinhas safadas. Milimetricamente editado para vender a sinopse de sempre, manjada pelos macacos velhos de internet: duas meninas (de preferência de alguma faculdade particular genérica, que exista em qualquer canto, tipo PUC) brincaram de se filmar no banheiro, deram mole com a fita, “alguém” pegou e publicou online.
Desde as primeiras frases já liguei o “desconfiômetro” e pensei: “não demora muito e aparece uma marca”. E apareceu. Itaipava! No pior contexto possível. A mensagem que supostamente fica: Itaipava é cerveja de menina “sem noção” e te dá caganeira!
Querem criar um meme bobo, porém eficiente: Itaipava dá caganeira!”
Qualquer semelhança com “essa dá dor de cabeça” não é mera coincidência.
O vídeo foi retirado do YouTube porque a comunidade o denunciou como inapropriado (e o YouTube tá pior que convento). Mas o Saiu Gosminha conseguiu recuperá-lo e o colocou em outro site.
Sei não. Algo cheira mal nisso tudo. E desconfio que não seja o suposto “efeito colateral” de se tomar muita Itaipava. Até porque, de uns tempos para cá, marcas de cerveja andam muito “espertinhas”, semeando boatos por aí. E, se não me engano, a Itaipava seria a primeira concorrente a bater, já que cresceu muito (pelo menos aqui em São Paulo) nos últimos tempos.
Mas não vamos dar nome aos bois, afinal é só uma desconfiança de um macaco velho (e paranóico) de internet, que há tempos já brinca de espalhar boatos por aí. Fica a dúvida. Vamos só ver se aparece outra “coincidência” da Itaipava rondando uma privada.
O hilário Kalluri Vaanil, aquele indiano que dança alucinadamente num clipe com uma atriz bollywoodiana, e que é um grande sucesso de visitas do YouTube –só aqui já foi visto por quase 500.000 usuários- agora ganhou legendas “enaltecendo” o novo console da Nintendo.
Para o lançamento do novo Wii, que disputa mercado com o PS3, da Sony, o vídeo recebeu legendas em espanhol e em inglês, explicando e exaltando o funcionamento do game. Repare que os movimentos frenéticos do tal indiano (e do imenso coro que fica cantando atrás dele) bem que combinam com as manobras que o controle do console possibilita. A movimentação inusitada do jogador é o grande diferencial competitivo do Wii, em comparação ao tradicional joystick dos consoles tradicionais.
O vídeo pode ser uma brincadeira de algum fã e entusiasta da empresa –afinal, a rixa nintendo X sony é antiga- porém, circulam pelo menos duas versões do vídeo, postadas pelo mesmo usuário e com tags bastante sugestivas como “nintendo”, “mando” e “ps3”, em inglês e espanhol.
Uma pesquisa rápida por “ps3” no YouTube revela 5.175 resultados, contra quase 6 mil para “wii”, provando que, pelo menos no YouTube, a Nintendo está vencendo a disputa.
As gostosas estão lá. Mas a agência pegaria um domínio (www.loiraxmorena.com.br) só para aprovar um casting? E os emails dos diretores do filme são @hotmail? Envie para aprovação ou envie para um amigo? Vários links levam para página da Skol?
O que vale é que muita gente acreditou e, mais importante, que as gostosas estão lá.
Em troca ele só pede que o livro volte em 1 mês e que junto com ele tenha uma resenha de no mínimo 500 palavras (obs: obrigado pelo comentário, Eduardo).
Para olhos menos atentos, esse movimento poderia se passar por uma grande causa de um cara preocupado em aumentar freqüência de leitura das pessoas. Para olhos desconfiados, parece ser uma tática de um afiliado da Amazon.com que, sabendo que a grande maioria das pessoas não iria ter o trabalho de escrever uma resenha, criou este movimento para gerar fluxo para a Amazon e ganhar uma grana.
Para quem acha que desde a guerra do Vietnã o exército americano odeia guerrilheiros, olha só essa.
Preocupado em fazer uma propaganda eficiente de como é legal ser um recruta, o exército americano desenvolveu um dos jogos mais realísticos de guerra em primeira pessoa, o America’s Army, e está distribuindo o jogo gratuitamente na internet.
A estratégia é tão eficaz que, segundo o porta voz do exército, um quinto dos novos soldados do exército jogavam America’s Army antes de se alistarem.
Release enviado pela equipe da Revista Seleções, diz que dando continuidade à sua campanha de reposicionamento “Seleções, as boas emoções da vida” - a revista coloca nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro a ação “Minuto de Silêncio”. Será uma mini-passeata, composta por promotores, que invade as ruas das 2 cidades.
O grupo anda vagarosamente pela calçada, pára e faz um minuto de silêncio, mantendo os semblantes serenos, calmos. Enquanto isso, promotoras posicionadas estrategicamente no semáforo próximo, vão distribuir adesivos que trazem a mensagem “CHEGA DE FALAR SÓ DE VIOLÊNCIA, CRISE E TRAGÉDIA.” Todos estão uniformizados com camisetas vermelhas trazendo o logotipo da Revista Seleções e a mensagem da campanha. A ação reforça a mensagem do comercial de 1′ (chamado “Minuto de Silêncio”) e que está no ar nos canais Globosat.
Roteiro:
SP:
>29/05 - Av Paulista e ruas próximas.
>30/05 - Ruas do bairro do Itaim.
RJ:
>01/06 - Av. Nossa Sra. De Copacabana e Rua Barata Ribeiro.
>02/06 - Ruas do bairro da Tijuca.
Como o assunto do momento é o nível insuportável de violência e corrupção no país, é normal que comecem a pipocar ações com foco neste tema buscando pegar carona no Buzz. Esta é uma estratégia correta para viralizar algo, uma vez que é muito mais fácil criar um conteúdo em cima do que todo mundo já está falando do que levantar um novo assunto.
Algumas ações são mais guerrilheiras e outras de propaganda, como a campanha da Forum “lavando” o planalto.
Esta semana, divulgaram o movimento Quero Mais Brasil (imagem acima) na comunidade de Guerrilha. Um manifesto com um abaixo assinado virtual e algumas apresentações para embasar a reivindicação. Quem está por trás do movimento é a CDN, maior empresa de RP do país, muito próxima do FHC e do PSDB.
Se alguém presenciar a ação da Seleções, por favor comente aqui no Blog como foi. Vamos tentar avaliar quais destas ações, independente dos interesses comerciais ou políticos por trás, causaram alguma reação espontânea das pessoas - viral, boca-a-boca, adesão - e quais foram meramente promocionais, sem agregar simpatia e buxixo para as marcas que as desenvolveram.
Que a Nike é extremamente guerrilheira (pelo menos lá fora) nós já sabíamos. Mas fiquei em dúvida se essa é realmente mais uma ação de guerrilha na web da Nike ou um surto psicótico de alguém que respira guerrilha o dia inteiro. Navegando pela Net, encontrei esse convite. Trata-se de uma petição para a Nike lançar o mais rápido possível o tênis que Michael J. Fox usa em De Volta para o Futuro 2 (adoro o filme). Ao que parece, isso tudo foi idéia de um tal de Al Cabino, que não sei se realmente existe, o máximo que descobri dele é que ele é um “Sneakerologist”. Esquisitinho, mas eu também quero o tênis!
“Online gaming all night: Cool. Hour after hour downloading MP3s and porn: No problem. Thirty seconds so you can try to sell me something? Outta here. How the 18-34 male is reinventing advertising.”
Hoje, no caderno Empresas do jornal Valor Econômico, a matéria (só para assinantes), com o título “Para vender aos jovens, só com anúncio disfarçado -Público adolescente não acredita em propaganda tradicional”, fala muito bem sobre boca-a-boca on e off-line e começa usando exatamente o mesmo raciocínio da Wired:
“Quatro horas jogando on-line? Ok. Duas horas baixando MP3? Ok. Quinze minutos comprando na internet? Ok. Trinta segundos para vender algo? Esqueça! Fazer propaganda para o público jovem vem exigindo das agências um certo malabarismo.”
Fica a pergunta para o Sant’Iago, que comentou no post “RP para blogs“, qual diferença disso para o que os blogs fizeram com o WalMart?
Como o Mr. Wagner escreveu no post anterior: “nada cria mais buzz do que as partes do corpo onde o sol não bate.”
Sabendo disso, a Apple (?) fez um hotsite invisível para explicar o funcionamento dos recursos do Ipod. Não rola descaradamente um peitinho ou outra parte íntima, mas o vídeo French Maid TV dá vida e deixa bem mais interessante um assunto técnico e chato: como fazer um Video podcast: