[youtube:http://br.youtube.com/watch?v=ft8WMbrFVmE]
Me disseram (todo dia chega aqui um email de um “leitor” do blog de guerrilha sobre alguma ação “popular” contra algum candidato pelo Brasil) que Salvador inteira está brincando com o www.grampinhonao.com . O joguinho é mais uma das tantas ações de contra-campanha que estão rodando o Brasil pela internet nestas eleições. Muita gente anda questionando se a ação dá mesmo resultado. Tudo indica que sim. Com a viralização da campanha, matéria de página do maior jornal baiano, além de destaque no UOL, em blogs locais e outros como o do Ancelmo Góis, no Painel da Folha e até aqui no Blog de Guerrilha, consolida-se o apelido pejorativo que relaciona o candidato a supostas escutas ilegais feitas pelo seu avô ACM contra seus opositores. Tem também o filminho acima que mostra a valentia do jovem ex-deputado.
Contra-campanha é algo que sempre existiu, muito antes da Internet. Pode acontecer por ativismo (no caso cyber-ativismo) ou produzida por adversários. A triste novidade da obscura lei eleitoral para web é que o grande crime é assumir os próprios atos. Ninguém sabe o que é permitido. Nem o TSE. No Rio de Janeiro estão sendo toleradas a utilização de Flickr, YouTube e Orkut, por exemplo. Em outras cidades, o candidato que utilizar redes sociais corre sério risco de ser multado. E mais: se você fizer um blog em apoio ao seu candidato preferido, sabe-se lá o que vai te acontecer. Vai depender da boa vontade do juiz eleitoral da sua cidade.
Recentemente, o jornalista da CBN Milton Jung descobriu o Twitter e começou a usá-lo freneticamente. Em seu jornal na CBN e no seu blog (coloca permalink no post, Milton), ele comentou que se a campanha presidencial passada nos EUA foi um marco no uso dos blogs, esta está sendo no uso das redes sociais e dos micro-blogs, especialmente o Twitter. Neste sentido, ele fez um paralelo com a campanha para prefeito de São Paulo, onde os principais candidatos estavam no Twitter, sendo que Marta Suplicy é que usava melhor a ferramenta, comentando notícias do dia e apresentando sua agenda. No dia seguinte que ele disse isso, a ex-prefeita se manifestou dizendo que aquele perfil era falso e ela estava na justiça para tirá-lo do ar. Falso ou não, o perfil sumiu do Twitter.
O resumo da ópera é o de sempre, que explica muito do nosso Brasil: seja clandestino que está tudo bem. Arriscado é querer trabalhar dentro da legalidade.
Abs, Gfortes
[update] Outras fontes sobre propaganda política 2.0 e a regulamentação da campanha 2008:
# como obama reinventou as finanças para as campanhas eleitorais
# Eleições 2008 – Jornal pode, Internet não.
# Blog sobre as práticas e regulamentação da propaganda eleitoral na Internet
Se eu pedir para você citar uma série policial clássica, sua resposta é C.S.I. ou Plantão de Polícia? Você já sonhou com a Lidia Brondi? Já fez pirata de ficha de fliperama com chumbo?
Na sua wish list de Natal tinha tênis Redley, carteira da Company e camara Kodak Pocket Instamatic? Na sua opinião, “da lata” é música da Fernanda Abreu ou um presente dos céus para os cariocas? Você cansou de lutar e hoje está mergulhado até o pescoço na Babilônia?
Estas perguntas fazem sentindo? Então, provavelmente você já passou dos 30 anos.
Mas como explicar para a geração chapinha a graça que tinha enroscar os dedos num permanente bem feito?
A Conspiração Filmes convidou a Espalhe para preparar o terreno para o lançamento do filme PODECRER, de Arthur Fontes, ambientado no início da década de 80.
Desde agosto, totalmente descolado do filme, foram postados no Youtube, Videolog.TV e Fiz TV os episódios do vlog Babilônia 1981, onde três personagens contam o dia-a-dia da juventude da época.
Além disso, ambulantes “old-school” vendem a trilha do filme em vinil nas ruas de diferentes cidades e latas com o negativo do filme e a URL www.babilonia1981.com chegaram nas praias do Rio.



NÃO PERCA HOJE – com exclusividade no Videolog.TV: episódio final (mas não o último) do Babilônia 1981 – QUEM FICOU COM A ANA (HAROLDO OU MARQUINHO?)
Veja parte da cobertura do Babilônia 1981:
# Estadão
# UOL
# Videolog
abs, Gfortes

Com mais de 5 milhões de views e muita repercussão na imprensa, o video performance Vai tomar no Cú, de Cris Nicolloti , levou o VMB 2007 da MTV na categoria Web Hit.
A Som Livre, dona dos direitos do hit, estimulou a votação popular do vídeo no portal Libertube, totalmente dedicado ao VTNC de Nicolloti, onde os fãs podem comprar os ringtones e enviar vídeos com a trilha para serem votados.

Este filmete do Youtube mostra a entrevista com a famosa (??) banda The Uncles que estaria fazendo uma volta triunfal. Olhando a carteira de clientes da Tribo Interactive, dona do domínio do site da banda, e o sugestivos nomes dos hits (“mais uma” e “será que é pra mim?”, por exemplo) minha aposta é que seja uma ação do remedinho azul da Pfizer. Parece que os hits já estão tocando no rádio.
A campanha é legal. Também é legal é ver o policiamento dos usuários na Wikipedia (cada vez mais difícil fazer campanhas invisíveis hoje em dia) votando para o novo verbete “The Uncles” ser eliminado da enciclópedia colaborativa:
É uma banda de São Paulo que fez sucesso nos anos 1970 e agora está retornando. Acontece que não consigo encontrar referências sobre o grupo em lugar algum. O artigo foi criado anteontem (dia 12) por utilizadores que não contribuem muito e um tópico no Jacaré Banguela foi aberto hoje (o blog não oferece permalink, favor procurar pela data, 14 de março). Na suposta entrevista, do YouTube (ainda sem comentários e enviado também dia 12), um conversa sem pé nem cabeça (Hamond em São Paulo? Não encontrei essa cidade. Pink Floyd vindo ao Brasil? É só o Roger Waters, a banda nem se fala. Milhões de álbuns? Não encontro as referências de certificações musicais. Falam de “volta do Police” e nem sequer mencionam a volta dos Mutantes? Isso é crime…) Por fim, um sítio oficial theuncles.com.br ainda não referenciado no Google, sinal que é bastante recente. Peço ajuda ao pessoal “rock and roll” das antigas pois por mim isso parece hoax, boato de Internet, evidenciado pelo “falta de referência” + “blog” + “YouTube”. Apesar disso, não conheço muito o rock and roll setentista brasileiro (quisera eu estivessem falando do Reino Unido, seria fácil). Gostaria de ouvir opiniões.
Senhores, virei um paranóico. Agora quase tudo que vejo me parece uma ação de guerrilha, campanhas invisíveis ou tentativas de virais travestindo interesses de grandes corporações. Acho que nunca mais conseguirei dar risadas com toscarias online sem ficar com uma pulga atrás da orelha. E a última paranóia é bizarra.
Vejam bem: Estou certo de que interesses ocultos estão arquitetando uma campanha subliminar para associar a cerveja Itaipava com caganeira.
Isso mesmo! Me digam se estou maluco:

Semana passada esta foto do Rico Mansur “soltando um barro” foi enviada para vários blogs com perfil “zombador” (dentre eles o Saiu Gosminha, do meu amigo Ivan). O email era padrão, seguindo a boa e velha “métrica parnasiana” de “por favor publica isso aqui” que qualquer blogueiro macaco velho reconhece de longe: “Olá, curto muito seu blog, sou fotógrafo da Contigo, fiz esse flagra do Rico Mansur, olha aí, hahaha, blá blá blá, parabéns pelo blog, assinado Leonardo S. Cavalcanti, mas, por favor, mantenha meu anonimato”.
Bom, não é preciso pesquisar muito para saber que “Leonardo S. Cavalcanti” não só não trabalha na Contigo como também não existe.
Neste final de semana, mais um fato associando a cerveja Itaipava com caganeira começou a circular. Um vídeo no Youtube, publicado por um usuário novo em folha (criado exclusivamente pra isso). Muito estranho, já começando pelo título, descrição e tags. Tudo perfeito, associando com o que podia ser mais buscado naquele período (cicarelli, silvio santos, bambu…). Trabalho minucioso.

No vídeo, a conversa de duas meninas em um banheiro segue um “script dos sonhos”. Tudo aquilo que nós homens fantasiamos. Aventuras sexuais, confissões bizarras, escatologias e risadinhas safadas. Milimetricamente editado para vender a sinopse de sempre, manjada pelos macacos velhos de internet: duas meninas (de preferência de alguma faculdade particular genérica, que exista em qualquer canto, tipo PUC) brincaram de se filmar no banheiro, deram mole com a fita, “alguém” pegou e publicou online.
Desde as primeiras frases já liguei o “desconfiômetro” e pensei: “não demora muito e aparece uma marca”. E apareceu. Itaipava! No pior contexto possível. A mensagem que supostamente fica: Itaipava é cerveja de menina “sem noção” e te dá caganeira!
Querem criar um meme bobo, porém eficiente: Itaipava dá caganeira!”
Qualquer semelhança com “essa dá dor de cabeça” não é mera coincidência.
O vídeo foi retirado do YouTube porque a comunidade o denunciou como inapropriado (e o YouTube tá pior que convento). Mas o Saiu Gosminha conseguiu recuperá-lo e o colocou em outro site.
Sei não. Algo cheira mal nisso tudo. E desconfio que não seja o suposto “efeito colateral” de se tomar muita Itaipava. Até porque, de uns tempos para cá, marcas de cerveja andam muito “espertinhas”, semeando boatos por aí. E, se não me engano, a Itaipava seria a primeira concorrente a bater, já que cresceu muito (pelo menos aqui em São Paulo) nos últimos tempos.
Mas não vamos dar nome aos bois, afinal é só uma desconfiança de um macaco velho (e paranóico) de internet, que há tempos já brinca de espalhar boatos por aí. Fica a dúvida. Vamos só ver se aparece outra “coincidência” da Itaipava rondando uma privada.
[ ]‘s Mr. Wagner