

Quem quer fazer uma ação de Marketing de Guerrilha pode começar pensando melhor nos seus cartões de visita.
Entre as 100 armas de marketing que Jay Conrad Levinson coloca no seu site Guerrilla Marketing, a número 9 é o Business Card.
Não satisfeito, Levinson fez o artigo Guerrilla Business Cards para chamar atenção para esta arma pouco valorizada e muitas vezes esquecida no “bolso do outro paletó”:
Então, se você acha que está abafando com seu cartão de Gerente de Produto Pleno, com logo de multinacional, endereço na Vila Olímpia e apenas uma URL do site corporativo, você está errado. Os cartões das imagens aí em cima que estão no pool business cards do Flickr têm muito mais chances de gerar boca-a-boca e serem passados para a frente.
Abs, Gfortes
Quem deu a dica dos cartões diferentes foi o parceiro Helcio “Cearoca” Brasileiro.
Será que o bom humor chegou ao “grande império do mal” chamado Microsoft? Será que eles são de carne e osso e não se preocupam em apenas ganhar mais e mais bilhões de dólares?
Para dar os parabéns à equipe da Mozilla Foundation pelo lançamento da versão 2.0 do Firefox, a equipe desenvolvedora do novo Internet Explorer 7 (também lançado nesses últimos dias) enviou um bolo de presente para os “rivais”. A equipe do Firefox agradeceu.
Recentemente outras ações bem humoradas da Microsoft fizeram muito sucesso. O vídeo da “caixa do iPod refeita pela Microsoft” e a consultoria do David Brent (personagem do Ricky Gervais da sensacional série “The Office”) na sede británica da Microsoft (link para video 1 e video 2), ficaram hilários. E mostram que rir, e principalmente rir de si mesmo, pode ser uma bela estratégia para conquistar a mesma simpatia do público que os rivais Apple e Google têm para dar e vender.
[ ]‘s Mr. Wagner

Tudo bem, não sejamos radicais. Na real, participar do Aprendiz é para perdedores. Currículo é coisa para gente normal. Mas guerrilheiro de verdade não tem isso. Guerrilheiro tem “folha corrida”, “fichamento” ou criatividade para despertar o interesse do futuro patrão. E ontem chegou por aqui a tentativa do Oliver:
Eram biscoitos da sorte, cada um com uma mensagem do cara “se vendendo”. Essa aí diz: “Destaque se conquista com idéias diferentes ou sorte. Eu optei pelas idéias”.
Bacana. Foi o suficiente para furar a nossa secretária e gerar uma conversa entre a galera enquanto comíamos os biscoitos (mas aí Oliver, da próxima vez manda um recheado). Faltou um link para um blog, um portifólio online ou algo parecido, porque aí com certeza acessaríamos na hora para conhecer mais o trabalho do cara.
Essa tentativa nos inspirou. Queremos ser supreendidos. A nossa senzala dos estagiários é igual coração de mãe, sempre cabe mais um. A vaga está aí e por enquanto ela é do Oliver, até alguém chamar a nossa atenção com algo mais inusitado. Todas as tentativas serão publicadas aqui no blog, assim poderemos avaliá-las em conjunto com nossos leitores.
[ ]‘s RH

No fim de semana pedimos uma pizza no Camelo e veio numa caixa do Canal Sony divulgando as novas temporadas.
Peguei a foto do moblog do meu irmão.
Beijos, Renata Lopes

A Warner, gravadora da Maria Rita, distribuiu um I-Pod mini recheado com suas músicas para os jornalistas que fariam a crítica do seu novo disco.
Guerrilha de primeira. O chamado “fura secretária” que faz a informação chegar a quem interessa, se destacando em mesas atoladas de papéis e cacarecos.
A VEJA, dando provas que não aprendeu nada com o episódio da Escola Base, publicou uma matéria (“O mensalinho da filha de Elis”) acusando a Warner de jabazeira e “denunciando” todos os críticos e veículos que falaram bem do disco da Maria Rita.
Abaixo está transcrito o artigo de Luís Antonio Giron para o Observatório da Imprensa.
OS MIMOS DA VEJA – 3
Meditações sobre o jabaculê
Luís Antônio Giron (*)
O i-Pod distribuído à imprensa pela cantora Maria Rita ajudou na promoção do
seu novo CD? A crítica pode ser comprada por 100 dólares, o valor do
aparelho? Até onde a imprensa pode atacar sem consultar as fontes?
No Brasil, não vale o ditado “quem não deve não teme”. Por aqui, de fato,
quem não deve tem muito a temer. Vejam o que acaba de acontecer comigo. Eu,
jornalista, com mais de 20 anos de carreira na área cultural, estou sentindo
na carne o que muitos cidadãos já sofreram: o ataque calunioso de um veículo
poderoso da imprensa e a diferença entre o espaço dado à acusação e o
conferido à defesa. Fui vítima do próprio meio em que trabalho. É também uma oportunidade para refletir outra vez sobre o papel do jornalismo e para elaborar uma pequena meditação sobre o jabaculê, ou jabá, que é como a indústria da música a propina dada a DJs e a jornalistas em troca de espaço na mídia.
Mesmo que minha consciência esteja limpa e eu não deva nada a ninguém, mesmo
que minha honestidade continue preservada, tenho tudo a temer. Estou com
medo da espetacularização da notícia a qualquer preço, notícia que chega ao
leitor sem apuração, sem ouvir o outro lado, criando factóides que não se apóiam na realidade. É a síndrome da Escola Base (a escola e a reputação de seus donos destruídas nos anos 1990 em São Paulo por uma campanha unilateral da imprensa) aplicada aos intestinos do jornalismo.
O fato é o seguinte: a revista Veja publicou nesta semana – edição 1.925, ano 38, nº 40, datada de 5 de outubro de 2005 – matéria não-assinada com o título “O mensalão da filha de Elis”. Ela conta como a cantora Maria Rita teria se valido de um expediente típico do jabaculê para divulgar seu novo CD, Segundo. Sua gravadora, a Warner, distribuiu duas ou três dezenas de aparelhos i-Pod shuffle a diversos veículos de comunicação brasileiros.
Com isso, a cantora teria obtido matérias em revistas e jornais. Em uma passagem que me toca especialmente, a matéria afirma que a gravadora “matou dois coelhos de uma cajadada”, valendo-se do jornalista de Época e colaborador da revista Bravo – ou seja, eu, Luís Antônio Giron – que ganhou um i-Pod e, em troca, fez dois favores à Warner: “Ele escreveu uma matéria simpática na revista e outra mais elogiosa ainda na Bravo!, publicada pela Editora Abril, o mesmo grupo de Veja”. Em seguida, afirma que “poucos veículos recusaram o jabá da gravadora”.
Sem “outro lado”
Ficou evidente que eu não havia devolvido o i-Pod. Mas se trata de uma grande calúnia, pois não apenas devolvi o aparelhinho, sem nem tocá-lo, à assessoria da cantora no dia 15 de setembro, dois dias depois de ter sido entregue a mim (sem que eu pedisse), como não fiz matérias “simpáticas” à cantora. Na matéria da Época, escrevi que Maria Rita “fracassa” ao tentar fugir da influência dos pais. Na da Bravo!, fiz uma reflexão em estilo de improviso sobre como não consigo ouvir Maria Rita com ouvidos inocentes. De fato, para mim, é impossível ouvi-la sem pensar na mãe. Portanto, as duas matérias, cada uma para um fim, trataram criticamente e de forma independente o CD.
Para a Época, fiz uma entrevista. Para Bravo!, uma “pensata” crítica. E, outra vez, devo dizer que o aparelhinho com valor médio de R$ 240, enviado a título de material suplementar aos jornalistas (o preço de uma caixa de 6 DVDs ou de muitos outros materiais enviados à imprensa a título de divulgação, sem caracterizar o jabá, como veremos adiante), foi devolvido gentilmente à Warner. Achei que não era lá muito justo receber um objeto do desejo de consumo, mesmo que sem nenhum tipo de obrigação, embora não gostasse de causar qualquer constrangimento à gravadora com algo que soasse como uma desfeita. Consultei o diretor de Redação da Época, devolvi o aparelho à assessoria da Warner e fiquei tranqüilo.
Não devia dar qualquer satisfação sobre isso. Mas, pelo jeito, nada disso tem importância. O fato mais importante no caso dos redatores da reportagem da Veja foi que nem sequer tomaram o cuidado de me ouvir, ou seja, conferir o famoso “outro lado” da investigação. Ao não fazer isso, incorreram em erro e praticaram uma calúnia, ao dizer que o jornalista da Época reteve o aparelho. Fiquei sabendo do caso ainda na sexta-feira por meio da diretoria da Bravo!. Fui informado de que dois velhos amigos meus trataram de produzir a peça acusatória: um repórter de música que trabalhou no Notícias Populares
na época do escândalo da Escola Base e com quem tive ocasião de conviver fraternalmente em várias ocasiões e o redator-chefe da Veja, velho companheiro dos tempos da Folha e pessoa a quem devoto o maior respeito e admiração.
Defesa no escuro
Bom, dirão os incautos, com amigos assim a gente não precisa de inimigos.
Pois, na sexta-feira (30/9), passei o dia tentando falar com eles, ligando para a redação para que a matéria fosse corrigida. Eu havia devolvido o i-Pod. Depois de muito esforço, Sérgio Martins me ligou para se desculpar, afirmando algo como “não sou policial, não tenho nada a ver com isso, foi matéria encomendada”. Mas, Sérgio, por que você não ligou para mim ao menos para saber se era verdade? Não ligou, disse, por vergonha. Tentei contactar Mario Sabino o dia todo, sem sucesso. No final da tarde, a Veja disse que a matéria estava fechada, sem possibilidade de correção. Sem saber do que se tratava, pois não me mostraram o seu conteúdo, escrevi uma carta à redação me defendendo.
A carta saiu espremida na última página das cartas, evidentemente cortada na parte em que digo que a Veja não me ouviu. Transcrevo aqui o e-mail original (grifando o que não saiu publicado):