Frase da Semana

setembro 30, 2009

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blog_29_09_frase_cientologia

The Scientologists can’t follow one simple bit of Internet wisdom: Don’t feed the trolls.

A frase desta semana é da última edição da revista Wired e aponta a falta de habilidade da corporação igreja Cientologia _ que fatura milhões de dólares em cima de pirados celebridades como Tom Cruise _ em lidar com uma gozação num forum na Internet.

Num primeiro momento, eu pensei apenas que os garotos da Cientologia ainda precisam aprender muito com os profissionais do Bispo Macedo.

Mas lendo no site da Época São Paulo (via @inagaki) a polêmica entre o bar São Bento e o blog Resenha em 6, a frase retirada da matéria How to Enrage the Church of Scientology fez tanto sentido que poderia emprestar seu título para a revista Época: How to Enrage the Boteco Sao Bento. E não importa quem tem razão: o bar ou os consumidores insatisfeitos. Os fanáticos ou o resto do mundo. Vacilou e  o estrago está feito.

No caso do São Bento, o estrago aparece quando procuramos por “bar São Bento” no Google, como um potencial cliente faria procurando seu endereço, e somos impactados por 6 resultados, dos 10 resultados na primeira página do buscador, incluindo o primeiro resultado, extremamente negativos e relacionados à polêmica.  Você manteria o programa no bar se visse isso?

No caso da Cientologia, o estrago aparecerá mais no longo prazo, uma vez que é muito pouco provável que seus fanáticos fiéis estejam se importando muito com a opinião alheia. O fato é que os críticos da Igreja, provocados, se organizaram bem e estão com disposição para perturbar.

Como disseram “os anônimos” do vídeo acima: You cannot hide; we are everywhere. Ou seja, pode parecer óbvio, pode parecer batido, mas se sua empresa é um boteco em São Paulo ou uma corporação global sediada na Califórnia. Se é uma cadeia de varejo com milhões de consumidores ou uma consultoria com poucos clientes.  Se você construiu uma marca cool ou uma seita de fanáticos.  Se seu serviço tem  milhares de concorrentes ou você está em uma indústria monopolista.  Não importa a lição vale para todos nós: se vende algo e precisa prestar contas aos seus clientes e/ou à comunidade e/ou à agências reguladoras, é preciso baixar a bola e começar a conversar como uma pessoa inteligente nas redes sociais.

abs, Gfortes



Frase da semana

setembro 2, 2009

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We will no longer search for products and services. They will find us.

Os produtos vão nos achar via boca-a-boca de nossos amigos e dos amigos de nossos amigos.  Da mesma forma que a notícia da morte do Michael Jackson nos achou no Twitter e o TMZ furou – melhor, arrombou – a CNN. Porque também não vamos mais atrás da notícia. Ela nos acha. No lugar do editor, entra o filtro social.

Ninguém fala da sua marca? Então ela não vai achar ninguém.

Twitter não é modinha. Nem o Posterous. Tá tudo no vídeo:

abs, Javoski



Frase da semana

agosto 24, 2009

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A série Mad Men se passa em 1960, na fictícia agência de publicidade Sterling Cooper. O foco da trama está no publicitário Donald Draper e nas pessoas que fazem parte de sua vida dentro e fora do escritório.

É um drama, porém é bem engraçado para nós que trabalhamos em agência, não só pelas campanhas reais criadas dentro da ficção, mas principalmente para ver as mudanças radicais ocorridas no nosso ambiente de trabalho em pouco mais de 40 anos.

Parece pré-histórico as pessoas fumando desbragadamente em todos os cantos da agência, dona da conta de Lucky Strike, enquanto a criação luta para desviar a atenção das primeiras matérias sobre os malefícios do cigarro.

Cigarro no escritório eu ainda vi no início da minha carreira, pior é o papel secundário das mulheres na sociedade da época.  Na agência de Mad Men elas só trabalham como secretárias e para crescerem na carreira precisam pegar um bom executivo e, desde o primeiro dia, são treinadas para isso.

Mas o mais grotesco, especialmente para nós brasileiros, é o discurso abaixo do redator que apresenta os departamentos da agência à jovem secretária em seu primeiro dia. É grotesco porque enquanto o cigarro foi banido até dos botecos e as mulheres são maioria em todas as salas de reunião, a venda de mídia antes da idéia continua sendo o modelo de negócio dos principais grupos de comunicação do país.  E mesmo com a internet chegando nos lares da classe C e a pulverização do número de veículos, muitos clientes parecem não se importar em ficar na mão do mídia e seus veículos.

Este é o departamento de mídia, aqui se gasta 90% da verba do cliente, é tudo uma extorsão, de fato: eles não vendem idéias ou campanhas ou jingles, eles vendem mídia… com comissão de 15%, a criação é só pano de fundo e é embutida no custo.

abs, Gfortes



Frase da semana

julho 30, 2009

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As coisas estão evoluindo muito rápido, e parecem estar se mexendo na nossa direção e para essa coisa toda de virais.  Acho que olharemos para trás e riremos dos dias de hoje, quando éramos pagos para filmar comerciais.

Frase do guru dos vídeos virais, o sócio-diretor da Hungryman, Bryan Buckley em entrevista ao Meio & Mensagem publicada esta semana.

abs, Gfortes



Frase da Semana

julho 10, 2009

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blog_10_07_frase_hotsite

The Web is moving to a fluid series of interactions that take place in relevant contexts

A frase desta semana é de Brian Morrissey e diz respeito à tendência das empresas de substituírem os seus mega hotsites em Flash (“Flashturbation”) por pequenas interações, ao longo do tempo, com seus consumidores alvo.

É o que chamamos aqui na agência de “estratégia Google”, ou seja, criar assunto/ações/conteúdo consistentemente, todo mês, toda semana e todo dia, que colocam a marca Google na boca do povo, dos jornalistas, dos blogs e redes sociais.

Quantas empresas levam 4 ou 5 meses desenvolvendo um mega hotsite para divulgar algum produto e depois não fazem mais nada?  E o risco de no meio tempo da produção do hotsite o concorrente fazer um novo movimento que faz tudo perder o sentido?  E o investimento de R$ 500 a 1 milhão em uma única oportunidade de “interação” (aspas) que ainda precisa de uma mega verba de mídia para levar tráfego para o endereço.

Nesse tempo e com a mesma verba, o Google poderia ter feito: história em quadrinhos, um factóide no lançamento do GMAIL que o seu email gratuito é só para convidadosum  filmete colaborativo que bomba, divulgação da foto de cachorro dos funcionários no escritório e criar um mito em torno do Googleplex, a transformação do Google Earth em Google moon que vira queijo só de brincadeira, a mudança de seu logo em datas comemorativas, blogs para todos os seus produtos que pautam os blogs de tecnologia do mundo todo etc etc etc.

E é por isso que ele não sai da pauta do dia. Todo segundo tem alguém no mundo falando das estripulias do Google. Parece fácil. E é.

abs, Gfortes



Frase da semana

julho 2, 2009

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“Não havia precedentes, eles estabeleciam precedentes todos os dias”.

A frase da semana é do documentário Dogtown and Z-Boys. A história do grupo de jovens que fundou as bases do skate como conhecemos. Adolescentes de uma área da Califórnia apelidada de Dogtown, eles formavam o Zephyr Team ou, como eram chamados,  Z-Boys.

E se não fosse por eles, o skate seria um esporte parecido com a patinação artística com atletas vestidos com lycra e lantejoulas e não o esporte urbano mais radical e sem regras que se tornaria febre entre os jovens de todo o mundo.

Esta transição fica clara neste clip do documentário, que mostra 0 encontro chocante destas duas realidades em uma mesma competição: primeiro o skate competitivo da época, com regras e critérios bem estabelecidos.  E, após a chegada dos Z-Boys, um skate com estilo próprio, preocupado apenas em superar seus limites e sem nenhuma ligação com o passado, que estava presente no mesmo tempo e espaço.

E o que tem tudo isso a ver com marketing de guerrilha?  Tem a ver que nós, profissinais de guerrilha, chegamos num mercado estabelecido pela regra, tão quadradinha quanto a área de freestyle no documentário, do 30″, da página dupla e da comissão por volume.

E, como naquela competição em Del Mar, convivemos no mesmo tempo e espaço com esta “comunicação artística” enquanto tentamos encontrar novos precedentes para que a oferta de nossos clientes encontrem a demanda dispersa em incontáveis, e muito mais interessantes, assuntos.

abs,

Gfortes



Frase da semana

junho 23, 2009

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A frase desta semana é da agência Anomaly que coloca na seção “why we exist” de seu site:

“My biggest competitor today is a person with an idea.”

Usei esta frase  no evento Social Media Brasil para dizer que, como agência de guerrilha especializada em gerar boca-a-boca,  nosso principal concorrente hoje não são as agências do Nizan Guanaes e nem a Rede Globo e sua política de cortar marcas na tela.

Nosso principal concorrente, e também de nossos clientes, são as centenas de milhões de pessoas pelo mundo que sempre tiveram idéias, só que agora, graças à tecnologia fácil e barata, podem produzir estas idéias e distribuí-las.

E se a idéia for boa (ou fofa), como a do nosso concorrente papai do bebezinho da imagem acima, ela pode atrair a atenção e o tempo de 85 milhões de pessoas na web.    Enquanto clientes e agências emplacam, normalmente, 5 a 20 mil views nos seus vídeos comericiais super bem produzidos veiculados na home do Youtube.

abs, Gfortes



Frase da semana

junho 16, 2009

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blog_16_06_frase_semana

Copiamos do Diplomata da Web Tiago Dória a nova categoria do blog de guerrilha: Frase da Semana.

E a primeira frase da semana é de Osvaldo Oliveira, General Manager de Consumo e Online da Microsoft, e foi dita ontem no Media Connections do Grupo de Mídia de São Paulo.

“Uma tendência em Social Media é que a intranet da sua empresa irá de encontro à web”.

Tirada de um report da Razorfish (empresa da Microsoft), esta frase aponta a tendência dos funcionários terem vontade de colaborar e dividir seus conhecimentos também fora das corporações.  E a intranet terá que encorajar este comportamento se quiser ser competitiva neste novo ambiente. Osvaldo complementa que na web não existe diferença entre PJ e PF: este é meu blog pessoal, não é meu trabalho. Este é meu perfil no Twitter, não é trabalho. Agora está tudo misturado.

Como profissional de uma agência de guerrilha, especializada em gerar boca-a-boca, eu acredito que, seguindo esta tendência, as empresas precisam criar um planejamento de ações e conteúdos que favoreçam e estimulem estas micro-interações de seus funcionários.  Para que eles não virem spammers corporativos divulgando o link do novo site em flash.

abs, Gfortes