Humor e Guerrilha, não necessariamente nesta ordem

março 9, 2010

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Xadrez é uma super-tendência. Além disso, nesta página da edição de março da Revista Imagine, você pode ver uma pequena entrevista fazendo a relação de humor com marketing de guerrilha. Ou “como a Espalhe me salvou de uma carreira no stand-up comedy”. Clica na imagem para me ver maior, mais bonito e de quebra conseguir ler o texto.

[]’s Mr Wagner



Um “Formspring” além do miguxo

janeiro 13, 2010

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Nossa visão de “Mídias Sociais” aqui na Espalhe sempre foi de acompanhar com entusiasmo qualquer novidade, mas só buscar se inserir nelas quando pensarmos em algo interessante para compartilhar com seus usuários.

Desde a nossa jurássica comunidade no Orkut, com mais de 12 mil membros, reunindo entusiastas para discutir o tema Marketing de Guerrilha, até a Guerrilhapédia, feita para facilitar o trabalho de estudantes e curiosos, buscando referências para aprofundar seus TCCs. No Twitter a Espalhe aparece na forma dos perfis das pessoas que atuam no seu dia-a-dia, pois na nossa visão um perfil repetindo o que já dizemos nos nossos só adicionaria mais ruído e traria pouco de novo para quem nos seguir.

O Formspring é bacana. E explodiu como forma de pessoas se conhecerem melhor. Não é novo no conceito (esses caderninhos de perguntas existiam desde os meus 12 anos, como diria Paulo Fracis). Mas sua “simplicidade tuitesca”, tanto para fazer perguntas como para administrar as respostas, foi o pulo do gato para gerenciar uma quantidade absurda de informações.

E por que não usar essa ferramenta para administrar e armazenar a grande quantidade de dúvidas sobre Marketing de Guerrilha e sobre a Espalhe que recebemos diariamente? Um “formspring” além do miguxo. Um repositório de perguntas e respostas em torno de um negócio. Ou o popular “aprenda olhando a dúvida dos outros”, tão profetizado pelos professores para justificar a frase “não existe pergunta imbecil”.

Pois bem, sintam-se livres para perguntar qualquer coisa que gostariam de saber sobre a Espalhe ou sobre Marketing de Guerrilha, sem medo de parecerem imbecis. Faremos o possível para responder à altura.

http://www.formspring.me/espalhe

[]s Mr Wagner



“Filmes virais” feitos por “publicitários 1.0″

dezembro 3, 2009

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Nada novo no Festival do Filme Viral ontem. Se ele tivesse acontecido no Brasil teria sido bem parecido (tirando o champagne de boa qualidade). Essa modalidade de  ”filme viral” aqui na França ainda/também é dominada por “publicitários 1.0″, que enxergam um viralzinho como uma versão mais descompromissada, maluquinha e principalmente barata do que o filme tradicional de 30 segundos.

Resultado: tirando meia dúzia de filmes muito bons, as várias outras dezenas de vídeos mostrados no telão nada mais eram do que comerciais tentando ser engraçadinhos. E, em alguns casos, de pura vergonha alheia. E aí imagino: “eles receberam mais de 2 mil vídeos e este é o “short-list”… meu Deus!”

Já tá na hora de colocarmos na cabeça que não tem esse papo de “filme viral ser a opção baratinha”. Na minha visão, só tem 2 estratégias para você conseguir ter sucesso nesse meio:

1. grandes verbas e idéias legais (como os vídeos da Sony Bravia, Ronaldinho chutando na trave ou qualquer outro memorável que use celebridades e/ou abuse de efeitos especiais); ou

2. consistência, fazendo muitos vídeos simples com qualquer idéia que vier na cabeça. Aí você emula o “zé povinho”. Começa a produzir realmente sem compromisso e um dia, depois de atirar para vários lados, um sucesso estoura.

As duas opções não são baratas. A primeira de fato não é. Mas não deixa de ser uma fórmula para as grandes agências, acostumadas com grandes produções e grandes idéias. Dá pra sentir que eles não estão longe de chegar numa receita de “viral hollywoodiano”.

Do que rolou ontem e foi premiado, cito este como exemplo da primeira:

Os bebês patinadores da Evian são uma grande produção. Efeitos especiais absurdos em cima de uma idéia ok. Todo mundo gosta de vevr bebês fazendo gracinhas, então vamos abusar disso. O resultado foi estrondoso e esta campanha provavelmente vai faturar muitos prêmios em  festivais publicitários.

E este como exemplo da segunda:

O papai enganando a filha com a “pegadinha do flan” é o típico vídeo “faça muitos, vai que cola”. Podemos imaginar várias situações pitorescas como essa ao longo do dia. Agora é banal registrá-las e compartilhá-las com o mundo, ou seja, faça isso. Uma marca não precisa se expressar apenas nos 30 segundos em campanhas semestrais. Agora há ferramentas para fazer isso constantemente e de maneira simples. Não há porque não fazer. O “pior”que pode acontecer é você ter uma série de vídeos online atestando quem você é, dando uma personalidade pra sua marca. O melhor é emplacar grandes hits vez ou outra.

[]s MrWagner

Leia também: Amanhã é dia de Oscar



Vamos falar de guerrilha no New Brand Communication

outubro 19, 2009

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Amanhã eu, Gustavo Fortes, estarei no New Brand Communication junto com Rejayne Nardy falando sobre marketing de guerrilha, especificamente sobre o case da ALE Combustíveis.  O tema da palestra é “se não espalhar está morto”, frase retirada do livro Cultura da Convergência, de Henry Jenkins.

O evento terá vários palestrantes nacionais e internacionais e contará com a presença de provocadores profissionais (meu Deus!) como Mr. Wagner, Cris Dias e Michel Lent entre outros.

abs, Gfortes



Festival de Guerrilha do Adivertido

outubro 15, 2009

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Apresentação de pasta na Espalhe normalmente é assim:

Eu: bacana essa ação, quando aconteceu?

Jovem com enorme potencial criativo: não rolou.

Eu: e essa?

Jovem com enorme potencial criativo: não rolou.

Eu: e essa?

Jovem com enorme potencial criativo: não rolou.

Eu: e essa?

Jovem com enorme potencial criativo: não rolou.

Eu: e essa?

Jovem com enorme potencial criativo: não rolou.

Eu: e essa?

Jovem com enorme potencial criativo: não rolou.

Eu: e essa?

Jovem com enorme potencial criativo: não rolou.

Eu: e essa?

Jovem com enorme potencial criativo: não rolou.

Eu: e essa?

Jovem com enorme potencial criativo: não rolou.

Eu: e essa?

Jovem com enorme potencial criativo: essa foi trabalho de faculdade.

Eu: alguma coisa que você fez rolou?

Jovem com enorme potencial criativo: tem uma sequencial de 18 páginas com encarte em faca especial que fiz sozinho e foi veiculada durante 67 semanas na maior revista semanal do Brasil em edição nacional, mas essa eu não gosto muito.

Eu: Ah, tá.

blog_adivertido

Se você gosta do que não rola e faz o que não gosta, seus problemas acabaram, o blog ADivertido lançou o FESTIVAL DE GUERRILHA DO ADIVERTIDO.

O Gabriel Jacob, dono do blog, bateu aqui na Espalhe dizendo que boa parte de sua audiência quer fazer diferente, mas na maioria das vezes não consegue sair do tradicional. Ao invés de chorar pelos cantos e culpar clientes, agências e o Lula, Gabriel lançou o Festival de Guerrilha em seu blog e perguntou se toparíamos contratar como estagiário o autor do trabalho escolhido.

E é claro que queremos! Tudo que queremos na vida é encontrar pessoas com boas idéias. Até criamos o Idearator.net.

blog_adivertido2

Então, se você é universitário e quer fazer diferente ou simplesmente quer aparecer na meritocracia informal da internet, participe mandando a sua idéia. Os 3 finalistas receberão um briefing de algum cliente da Espalhe e o escolhido será nosso estagiário de planejamento (existem vários outros prêmios lá no regulamento, que entraram sem querer – não sei de onde tiraram a caneta e o boné – e depois vemos como fazer para entregá-los).

abs, Gfortes



Prêmio Internacional de Marketing de Guerrilha

julho 6, 2009

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blog_06_07_croquette_awards

Este é o ano em que o Festival de Cannes, principal premiação mundial de propaganda, teve como maiores estrelas  o case de PR Stunt “O Melhor Emprego do Mundo” e a campanha fortemente baseada em redes sociais de Barack Obama, dois exemplos de comunicação que, com pouca ou nenhuma ajuda da mídia de massa, extrapolaram o mundo especializado da comunicação e literalmente cairam na boca do povo.  E, talvez por isso mesmo, também é o ano da primeira edição do Croquette Awards, festival internacional de Marketing de Guerrilha.

Mas por que Croquette? Nem os organizadores _ Lisbon AdSchool e a agência portuguesa Torke Guerrilha _ souberam responder. Mas na minha opinião, croquete é um nome perfeito para uma premiação de guerrilha e eu, como jurado, vou ter em mente a receita do croquete, simples e sem o disfarce do glamour,  para julgar as melhores idéias criadas para se espalharem de boca em boca.

Os trabalhos serão avaliados em 11 categorias.

Em offline, os trabalhos poderão ser inscritos em ambush marketing (aproveitar a comunicação de outra marca), field marketing (flashmobs, performances, sampling), urban intervention (projectos que utilizem a cidade), new alternative media, PR Stunt (projectos criados para captar a atenção da imprensa), ambient media (utilização de táxis, banheiro, metro, aeroportos, cinemas, restaurantes) e em uncategory (conteúdo que não se encaixa em nenhuma categoria).

Já a competição de online tem três categorias: viral, projetos interativos (celulares, advergames, widgets, screensavers) e uncategory.

Os Croquette Awards contam ainda com o Old Croquette para projetos desenvolvidas por criativos maiores de 45 anos (velhos?!).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 14 de julho (FALTA 1 SEMANA).  E os resultados serão conhecidos em 24 de Julho, para coincidir com o final das aulas da Lisbon Ad School.

Os jurados de offline são:

André Rabanea – Torke – Portugal
Gustavo Fortes – Espalhe – Brasil
Maryanne McNamara – Jack Liberties – Inglaterra
Chantal Richez  - Sponge – Bélgica
Horácio Puebla – Leo Burnett – Portugal
Martin Delgado – DMG – Espanha
Miguel Pate – Wunderman – Portugal
José Bomtempo – BAR – Portugal
João Baptista – Marketingcom – Portugal
Jel – Vai Tudo Abaixo – Portugal
João Duarte – Youngnetwork – Portugal
Pedro Alegria e Hugo Tornelo – Cabracega – Portugal
Flávio Gart – Bazooka – Portugal

Os jurados de Online são:

Laurent Valembert – Tribeca – França
Pol Pla i Conesa – Multitouch - Espanha
Rui Vieira – 50Done/OFFF – Portugal
Bruno Aleixo – Bruno Aleixo – Portugal
Armando Alves – Fullsix – Portugal
Daniel Caeiro – Torke 2.0 – Portugal
Sérgio Santos – Partners – Portugal
Bruno Ribeiro - PubAddict - Portugal.

Abs, Gfortes



Quem quer dinheirooooooooooooo?

junho 15, 2009

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_ Participa do Programa Mais?

_ Nota fiscal paulista?

_ Faltou algum produto?

Quem faz compras no supermercado Pão de Açucar em São Paulo conhece bem o discurso de 3 perguntinhas acima, cuidadosamente decorado e repetido pelos caixas do supermercado.

O que me chamou atenção ontem foi que as 3 pessoas que estavam na minha frente disseram SIM para o programa Mais e disseram NÃO para a nota fiscal paulista.  Sendo que em ambos os casos, basta dizer o número do CPF.

Todo mundo sabe que a única vantagem para os afiliados do programa de vantagens do Pão de Açúcar é ganhar no Natal um panetone white label grátis.  E eu não vejo problema algum nisso e quero um também.

O que eu não entendo é, se você não ficou constrangido em pagar atestado de pobreza na fila do supermercado grã-fino, por que não dar o CPF também para a Nota Paulista que te dá DINHEIRO grátis?

E não sou só eu, oriundo da classe média de Copacabana que joga no Bicho e coleciona cupons do jornal O DIA para concorrer à casa própria, mas até um sofisticado amigo meu de São Paulo pega (veja bem: eu disse pega, não paga) as despesas de todos os colegas na mesa do almoço e diz o seu CPF para o garçom.  Segundo meu amigo, o IPVA do ano passado de seu Passat Variant V6 (preço de mercado R$ 185 k) foi pago integralmente com o bônus da Nota Fiscal Paulista. Mas nós dois somos exceção, pois a grande maioria não dá o CPF e não cobra a Nota Fiscal.

A única justificativa que encontro para este fenômeno é a ignorância das pessoas para o programa do Governo do Estado.  Não sei quem fez e nunca vi nenhuma campanha deste programa, mas acho que a comunicação não foi suficiente para que as pessoas entendessem (nem digo gerar boca-a-boca!) que o governo está devolvendo para os contribuintes 30% do imposto pago em DINHEIRO.  Não que o governador seja bonzinho, mas ele quer estimular que o próprio consumidor force os comerciantes a emitirem notas fiscais e, consequentemente, paguem imposto.

Só que ninguém entende isso e quem sonega imposto continua sonegando e quem paga imposto continua pagando.

Este exemplo é excelente para reforçar que o maior perigo na comunicação é ser ignorado.  Mesmo dando dinheiro de brinde, tem que fazer as pessoas PERCEBEREM a mensagem e, muito mais difícil, fazer elas passarem isso pra frente no boca-a-boca.

Parece óbvio, mas mesmo assim, você, gerente de produto, acredita piamente que vai se aproximar de seus consumidores e aumentar as vendas pedindo para eles  juntarem 15 rótulos do seu produto, colocarem em um envelope, postarem no correiro para concorrerem na sorte a um Nintendo Wii.  Se não funciona dando dinheiro sem sorteio, será que vai funcionar assim?

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A Secretaria de Fazenda do Estado de SP deveria aprender com seus colegas da receita federal nos EUA e, em escala muito menor, no Brasil.  Estas instituições sabem que para passar uma mensagem forte e conscientizadora não existe nada melhor do que um belo PR Stunt.

Ou você acha que a “turma que da informação privilegiada ou da sonegação fiscal” não fica sem dormir quando vê na capa da revista as loiras perfumadas Martha Stewart e Eliana Tranchesi indo pro xadrez?  Uma imagem cheia de significado como essa (tem que ser loira – tem que ser perfumada – tem que ir pro xadrez) vale mais do que qualquer campanha de conscientização e cidadania.

No caso da Nota Fiscal Paulista nem precisa prender ninguém, basta seguir as lições do nosso rei da comunicação, Silvio Santos, e berrar: quem quer dinheirooooooooo?! enquanto joga aviõezinhos de dinheiro do alto de um arranha céus na Paulista (tem que pensar em outra, porque esta já fizeram).

abs, Gfortes



Elefante, se eu fosse como tu

maio 20, 2009

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Por Ricardo Cavallini:

Hoje assisti Dumbo com minha filha, fiquei curioso para saber se elefantes tem mesmo medo de ratos.

Já escutei diversas teorias sobre o assunto. A melhor delas, é a que faz referência ao instinto herdado por seus antepassados. Diz a teoria que os grandes dinossauros eram dotados de sistema nervoso incompleto e, por esta imperfeição, não sentiam quanto pequenos roedores comiam suas patas. O estrago só era percebido quando o pé estava perdido, fazendo o grande paquiderme cair e agonizar até a morte.

Assim, como tudo que é baseado em instinto, o medo seria o meio para fomentar o comportamento de auto-preservação. E passado de geração em geração, chegou aos elefantes atuais.

Esta explicação seria ótima para escrever um conto para grandes corporações, daquelas que têm olhos apenas para outros gigantes, ignorando as inovações de ruptura dos menores, que podem acabar roendo suas bases.

Tudo é feito para não ousar, não correr riscos, não inovar. Os movimentos são feitos para reagir apenas aos concorrentes diretos.

O conto poderia usar Ganesh como exemplo, uma das divindades mais populares do hinduísmo. Representada por uma cabeça de elefante em um corpo de homem, Ganesh é humilde suficiente para aceitar ser guiada por um pequeno rato. Seria um bom conselho para os grandes elefantes: olharem para as empresas mais criativas, apesar de pequenas.

Para não deixar os ratos se gabando, bastaria citar o ditado que o elefante pode demorar para dar o primeiro passo, mas quando faz isso, atropela quem está na sua frente. Então, não adianta posar de Ligeirinho, dizendo que é inovador. É preciso mostrar isso na prática.

E como último conselho, não leve muito a sério no que lê por aí, seja em blogs (como este) ou em qualquer outro lugar. Afinal, tudo pode ser uma grande besteira. Baboseiras como o medo de rato, que parece ser apenas historinha de desenho animado, onde os elefantes também dançam balé e soltam bolinhas de sabão pela tromba.

ATENÇÃO: chupamos o post acima na íntegra do blog Coxa Creme por 3 motivos:

# Porque acreditamos e nos pautamos pela frase de Jeff Hicks, CEO da Crispin Porter: “The best ideas don’t come from a place with more resources. They come from smarter, more passionate people”. E achamos que tem tudo a ver com a bela metáfora do Cavallini.

# Para dizer que tentaremos, mas não prometemos, ser mais humildes para não acabarmos esmagados por uma agência paquidérmica.

# E para divulgar que o autor do post também é autor do livro Onipresente, que vale muito ser lido pelos paquidermes e ratos da comunicação, e será lançado em evento aberto na chocante Plastik.

blog_20_05_cavallini

Se você pensa que é mito o medo que os elefantes tem dos ratos, veja isto. E a imagem do post foi pega daqui.

abs, Gfortes



Procura-se Idearators

maio 7, 2009

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ideias

Sabe o que seria bacana? Colocar um iate de luxo navegando no Rio Tietê. Pra divulgar o que? Sei lá… E esses bares que tem no cardápio 500 marcas de cerveja dos mais diversos cantos do mundo? Por que não abrir uma lanchonete que tenha refrigerante de todos os países? Já tomou Inca Cola, um refrigerante amarelo que tem lá no Peru? Eu não teria um gato, mas se tivesse que dar nome em um seria “Borba”. Não toco instrumento nenhum e odeio cantar, mas um bom nome pra uma banda seria “Cover de nós mesmos”. Que tal uma ONG que recolhe webcams usadas e as redistribui para meninas carentes (em todos os sentidos)? Será que estrogonofe de coração de frango fica gostoso? O Maracanâ poderia transformar seu gramado num camping, a AMBEV deveria lançar uma cerveja com cafeína, a Rede Record precisa comprar os Biscoitos Globo (só para sacanear a Vênus Platinada), o Eurico Miranda daria um excelente apresentador de talk show…

Ter idéias não é privilégio de poucos ou de pessoas que optaram por uma carreira criativa. Eu sou economista e um dos caras mais criativos que conheço é mecânico. Idéia não é igual a óvulo, que vamos perdendo um a cada mês e um belo dia entramos na menopausa. Idéias, boas e ruins, não acabam e nem são raras. Aliás, são tão fartas que algumas dessas escrevi aqui já devem ter ocorrido de alguma forma em algum lugar. Por isso qualquer apego com idéias é ridículo. Se você achar que elas são seus bens mais preciosos é porque você tem poucas.

Enfim, tudo isso para falar de um post muito bacana sobre “novos cargos nas agências de propaganda” feito pelo Scott Goodson, CEO da StrawberryFrog. Uma das 4 posições descritas era a de “Idearator”.

Idearator
This is an idea generator who has a legacy in the digital space but is broad enough to come up with ideas that live in all media. This person must play across many disciplines. This role will become increasingly important because the emphasis, the value, and the fundamental business model for agencies has shifted away from a focus predominantly on execution to a focus on ideas.

Parece óbvio, mas não é. Normalmente quem faz este papel criativo nas agências é a dupla “redator / diretor de arte”. Aqui na Espalhe nunca tivemos isso. E ter cursado publicidade nunca foi um requisito para se credenciar a criar coisas por aqui.

“Idearators” não são raros. E muito menos gênios. São apenas pessoas que enxergam valor em pensar algo novo e perseguem isso (na maioria das vezes por vaidade).

Mas dizer “eu tenho idéias” é mais ridículo do que ver aquelas celebridades B declarando no Amaury Jr  ”eu tenho projetos”. Pelo menos as celebridades B têm mais que idéias. Um projeto é uma idéia com um plano.

Por isso me encontrei aqui na Espalhe. Um dia eu ainda vou ver um iate de luxo no Rio Tietê, como vi um boneco de posto de 30 metros de altura. Se você é um “idearator”, quer ficar perto de outros “idearators” e outras pessoas que transformem suas idéias aparentemente sem propósito em realidade, começa a trocar umas idéias comigo.

[]´s Mr Wagner



Nizan Guanaes é o nosso líder. Mito ou verdade?

abril 22, 2009

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Em pesquisa feita pelo Meio & Mensagem, 120 presidentes ou diretores de anunciantes, agências, veículos e fornecedores especializados citaram 5 líderes da atualidade no mercado nacional de comunicação.

Foram mencionados 100 nomes no total, sendo que Nizan Guanaes foi citado por 55% dos executivos e automaticamente anunciado como o líder do setor.

Para eleger o Nizan como seu líder, provavelemente estes executivos consideraram o uso criativo da Ivete Sangalo na propaganda, a defesa incondicional do BV para garantir uma comunicação de qualidade para os anunciantes e a relevância do publicitário entre seus pares.

Considerando que por definição HOAX é uma tentativa de fazer uma audiência acreditar que uma mentira bem contada é verdade ou que uma verdade absurda é mentira, resolvi colocar este post no desafio Mito e Verdade do Cocadaboa.

E você, caro leitor, é quem diz: Nizan Guanaes é o líder do Mercado Nacional de Comunicação. Mito ou verdade?


Crie também seu mito ou verdade e concorra a uma festa em casa.
Clique aqui!

Abs, Gfortes

Leia também:

# Post Mitos e Verdades no Cocadaboa

# Categoria Mitos e Verdades no Cocadaboa

# Coloque sua marca na privada



O admirável mundo das mídias sociais

abril 17, 2009

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Sua empresa precisa se modernizar e você, como o recém contratado estagiário senior responsável pela implementação da plataforma 2.0 da corporação, precisa mostrar o caminho para entrar no “admirável mundo das mídias sociais”.  O orçamento de R$ 18 mil destinado a este movimento estratégico já está aprovado, então chegou a hora de convocar uma concorrência.

Com sua vasta experiência, você sabe que é importante ouvir cada especialista:

# a sua assessoria de imprensa que acaba de montar uma estrutura de PR 2.0, com um mailing repleto de formadores de opinião para disparar semanalmente press kits.

# a sua tiranossaurica agência de propaganda que acaba de montar uma estrutura global de mídias sociais e tem acordos comerciais exclusivos com os blogs de maior audiência da América Latina, garantindo um volume agressivo de GRPs.

# a sua agência de digital, afinal ela já está ali com um pé na internet  e para se relacionar na web 2.0 basta chamar alguém para ficar no Twitter e no Facebook.  Se não funcionar, eles podem fazer uma rede social (fora do budget) proprietária.

# a sua agência de marketing direto faz todo sentido convidar para a concorrência, já que ela sempre se relacionou com targets e prospects, por meio de mala direta e telemarketing, e agora, na web 2.0, é só preparar um script em texto, liberar os terminais de 100 PAs para acessar orkut e twitter, e começar a postar 24/7.  Sempre medindo o resultado de clicks, claro.

# ou talvez fosse melhor partir para algo mais ousado e convidar as modernas e sexies agências de mídias sociais. Repletas de blogueiros e planners, onde é só bater para eles que eles batem para sua patota e todo mundo fica sabendo. Nesse caso, o orçamento cai para R$ 12,5 mil, já que será um teste com potencial para virar um relacionamento de longo prazo.

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“Um Passo à Frente e Você Já Não Está Mais No Mesmo Lugar” (Chico Science)

Cada caso é um caso e ninguém melhor do que você para definir qual será a melhor opção para atender ao seu briefing e a necessidade de sua empresa.

A única certeza que eu tenho é que nenhuma dessas agências especializadas vai propor a criação de um produto específico para um blog, assim como a Nike criou o modelo NIKE AIR MAX 1 – LANCEIRO como uma homenagem aos 2 anos do SNEAKERSBR (saiba mais). O tênis chega em junho ao mercado cheio de referências à cultura do estado natal do blog, Pernambuco, e ao movimento Manguebeat.   Com uma edição promocional especial, embalada em caixa de madeira e acompanhada de outras surpresinhas, que inclui uma promoção especial que vai rolar em parceria com o SneakersBR.

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E mais importante, nenhuma dessas agências vai alertar você, estagiário senior, para a beleza do potencial ilimitado que uma ação assim provoca na cauda longa.  Não falarão que não existe outra forma de encantar os alucinados sneakerheads e fazer sua marca comercial ter crédito e fazer parte deste movimento de cultura underground (que influencia milhões de adolescentes nos shoppings do mundo).

Entendeu a beleza?

Acredite, nem um passeio de helicóptero ou 160 publieditoriais conseguirão isso. Vai lá e conta pro seu VP, rápido.

abs, Gfortes



Google sai ileso da cova dos leões banguelas

abril 8, 2009

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Diante dos seus mais ferozes críticos, o CEO do Google não fez concessões na palestra para os magnatas da imprensa. Sua ida à convenção anual da Associação Americana de Jornais, nesta terça-feira, foi antecipada por duas semanas de pedradas .

No palco, Eric Schmidt respondeu com solidariedade e conselhos. Sua voz calma e o tom conciliador no entanto não podem aplacar a urgência de mudanças nos combalidos jornais. O CEO encerrou a palestra sob aplausos ao dizer: “Juntos, precisamos abraçar o que o leitor quer”.

Mas antes, por 50 minutos, deixou claro que há distância muito grande entre o que os clientes buscam (e obtem de graça na internet) e o que os jornais entregam a cada manhã ou nos seus portais.

Logo no começo, deu tapa com luva de pelica: “Partilhamos de um valor em comum. Queremos mais transparência”. Transparência que não foi suficiente para preparar a população americana para a crise da bolha imobiliária americana, deixou claro.

O que tentou enfiar na cabeça dos até então mais poderosos editores do planeta é: o monópolio acabou. “A internet não respeita modelos que exploram a escassez de um bem. Ela valoriza modelos que gerenciam a abundância”, pregou.

Ao reclamar do Google, a AP e magnatas não estão apenas atrasados. Erram de alvo também. O Google News gera fração do tráfego do Google ferramenta de busca. No Google News, TVs, revistas e jornais dos mais diferentes tamanhos competem entre si pelo leitor que busca notícia.

Já no Google, blogueiros solitários, fóruns de internet, agregadores e – daqui a pouco – piados no Twitter, disputam bilhões de leitores que buscam informação, serviço e entretenimento. São bilhões que têm o Google como página inicial e acreditam na missão “levar organização elegante para a internet”. “A internet é um esgoto”, concedeu o CEO das lágrimas de crocodilo, para delírio da platéia.

A distinção que Schmidt fez entre dois de seus produtos é lição de humildade para focas que querem mudar o mundo e diretores de redação que querem impedir o mundo de mudar : “No Google News, temos fontes fixas de informação, meios de comunicação. No Google, não me permito utilizar meus pontos de vista, não confio no meu julgamento para dizer o que é melhor. Usamos algoritmos para entender a internet”.

Schimdt acredita na linkocracia – ou mérito do link – ou ainda na inteligência coletiva das massas para organizar a internet. Enquanto a AP quer fazer SEO na marra, nos tribunais.

Uma boa medida de como os jornais precisam reformular o modo de produção – que prevê monopólio da relação com as fontes, frota de caminhões e parque gráfico -, pode ser resumida na singela pergunta de Schmidt: “Como o jornal não sabe o que eu li ontem? Como a TV ainda me mostra o mesmo programa no dia seguinte?”

Quem responder a estas perguntas, estará livre da extinção.

abs, Victor Javoski



Twitter brasileiro no Wall Street Journal

março 22, 2009

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Quem trabalha com boca a boca sabe que não adianta nadar contra a maré.   Se é mês de copa do mundo, nem pense em fazer uma ação que envolva vôlei. As pessoas não vão falar e o jornalista/blogueiro não vai comprar a pauta. Todo mundo estará procurando ganchos para falar do assunto do mês, seja no bar, no jornal ou no blog.

E no mês que a imprensa brasileira descobriu e aderiu em peso ao Twitter, não adianta vender uma pauta sobre Orkut.  O jornalista (e todo mundo) quer falar sobre a grande novidade do momento, a rede social que mais cresce no mundo.

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Gráfico do Google Trends mostra o enorme crescimento das buscas por “Twitter” a partir do final do ano passado.

E seguindo esta premissa básica, quem bombou na semana passada foi a Telefonica e sua agência iThink ao patrocinar o perfil de Marcelo Tas, o brasileiro com mais seguidores no Twitter, para divulgar seu novo produto em 20 tweets por mês.  A ação foi matéria no Wall Street Journal, que deve pautar toda a imprensa brasileira.

Agora é acompanhar o conteúdo para ver o que sai desta parceria.  Abaixo os 2 primeiros Tweets patrocinados do Tas.

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abs,

Gfortes



Para entender a Internet

março 17, 2009

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Na Campus Party deste ano, o Juliano Spyer, referência em redes sociais no Brasil, pediu para 38 pessoas, de diferentes formações e com o interesse comum em cultura web, que definessem um tema/tag naquele instante e escrevessem um texto em 48 horas.  O resultado é este livro que já entra para a história da internet brasileira pelo seu conteúdo, seu formato e pela sua distribuição guerrilheira.

Editado em 1 mês, o “beta-livro” deve ter 3 mil downloads em 24 horas.

Baixe o livro na íntegra

Leia direto no blog do livro

Veja o post do Juliano explicando o livro

abs, Gfortes



Na revista Época: vários blogueiros aceitam pagamento para elogiar produtos.

fevereiro 20, 2009

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Trechos da matéria sobre post pago publica na revista Época que está nas bancas:

Propagandas assim, que recomendam ou apenas mencionam um produto ou uma marca, se misturam aos posts comuns na área de conteúdo dos blogs. Era previsível. Se os blogs se tornaram tão populares e influentes, quanto tempo levaria até que as agências de publicidade percebessem seu poder de comunicação? O mesmo vem acontecendo com as comunidades em redes sociais, como Orkut e Facebook, e os fóruns de discussão. Essa tendência é ao mesmo tempo um estímulo e uma ameaça aos blogs. É um estímulo porque a publicidade ajuda os blogueiros a se financiar. E, portanto, investir em seus blogs para torná-los melhores. Mas é também uma ameaça. Os blogs carregam uma aura de mídia alternativa, independente, revolucionária. E os posts pagos podem levar os internautas a duvidar da veracidade das opiniões dos blogueiros – que é, na maioria das vezes, seu maior capital.

(…)

Apenas uma minoria dos blogs atrai publicidade. Hoje, há cerca de 135 milhões de blogs no mundo. No Brasil, estima-se que sejam 2 milhões, dos quais 400 mil têm atualização constante. Menos de mil estão no radar das agências. O trabalho delas é criar campanhas específicas para a internet. Algumas dessas campanhas visam alcançar um efeito viral (quando são replicadas, “contaminando” a rede como se fossem vírus). Esse pode ser o começo do sucesso de um vídeo no YouTube, por exemplo, embora os virais mais vistos raramente partam de um post pago.

Leia a matéria na íntegra

Os quadrinhos que ilustram a matéria e o post são do André Dahmer


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