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Convidamos alguns blogueiros de cidades atendidas pela NetMovies para que participem de um Painel de Blogs: quem ainda não é cliente do serviço online de locação e entregas de DVDs ganha 60 dias para testá-lo em troca de expor sua lista de filmes alugados no Painel.
A idéia é que pelo Painel de Blogs possamos acompanhar quais são os filmes assistidos pelos blogueiros e assim conhecer o gosto cinematográfico de cada participante. Quem sabe o Painel Blogs NetMovies possa funcionar como uma central de recomendações, ter um panorama de que tipo de filmes, diretores, atores e atrizes que os autores dos blogs preferem.
Eu mesmo, depois de dar uma olhada nos DVDs mais assistidos, fiquei curioso e acabei vendo Paranóia, um filme recheado de referências de consumo jovem (Games, iPods, Celulares) em uma trama estilo Janela Indiscreta, Hitchcock, pra variar :-) Pelo perfil no Painel, consta que este filme foi um dos que o Carlos Castilho do blog Dear Ad assistiu, assim como a Veridiana Serpa do Geek Chic (perfil).
Tb foi interessante descobrir que o Bruno Carvalho do Ligado em Série (perfil) faz juz ao nome do blog, quase da mesma forma que o Alexandre Ottoni do Jovem Nerd (perfil) e tb dá pra imaginar que o Gui Leite (perfil) está agora numa fase Pixar :-)
Redes Sociais de Filmes e Conteúdo Cauda Longa Sob Demanda
Claro que o Painel Blogs NetMovies é só um começo, mas dá uma idéia de como pode evoluir uma rede social de filmes, como já acontece nos EUA com o Flixter e o Feedflix, este último citado no ReadWriteWeb: FeedFlix Turns Netflix into a Social Network.
Eu tb acredito que ao antecipar listas e DVDs desejados, o sistema não auxilia apenas a incrementar o acervo com obras já existentes, mas pode ajudar na criação de novos conteúdo principalmente. Lembro que a Wired anos atrás publicou a matéria NetFlix Presents, registrando o momento em que a companhia americana começou a produzir filmes.
Se já existem filmes e documentários baseados em blogs, como o Nome Próprio, inspirado nos escritos da Clarah Averbruck, e o da Bruna Surfistinha, imagina se mais roteiristas e cineastas resolvem ouvir os blogueiros. Que tipo de narrativa audiovisual resultaria? Ganharíamos qualidade? Seria mais divertido?
Voltando ao Painel Blogs NetMovies, hoje os participantes podem exibir um widget em seus blogs, como o Rafael do Ideiadigital (perfil no Painel), a Bruna Calheiros do Smelly Cat (perfil) e o Guilherme Valadares do Papo de Homem (perfil) estão fazendo, mas vale destacar que o Fred Leal e o Rafa Spoladore do blog Kingstom (perfil), a Anica do Hellfire Club (perfil) e o Hector Lima do Digitador (perfil) estão postando sobre TODOS os filmes que assistem!
A movimentação dos DVDs alugados exibida no Painel de Blogs já está servindo como referência e indicação para novos filmes e virando assunto para posts e conversas, a idéia é que logo mais todo blogueiro possa participar do Painel e compartilhar seu histórico na NetMovies com seus leitores.
E apoiando a ação, incluímos uma ação com AdSense que alguns blogs exibem, o Carlos Merigo do Brainstorm #9 (perfil), por exemplo, não se incomodou com a brincadeira que fizemos com o nome do seu blog e o clássico filme 8 1/2 do Fellini :-D
Depois do “Punk marketing” e do “Emo Marketing” (rebatizado recentemente de “From UK Marketing”), sugiro mais um termo bonitinho para rotular conceitos guerrilheiros: “Bet Marketing”. Apostar coisas non-sense e/ou instigantes com o seu consumidor não agrega apenas atitude para a marca, mas também pode repercutir diretamente nas vendas.
E o namorado que apostou com a namorada que o seu site conseguiria um milhão de views? O prêmio caso ele atingisse esta meta “impossível” seria ela topar um “menage-a-trois”. Não demorou nem um décimo do prazo combinado para ele realizar o feito. Só porque a galera se identificou coma aposta e queria dar uma força na nobre causa.
Pena que a chefia aqui não teve coragem para explorar o potencial do “Bet Marketing”. Poderia ter sido um belo componente viral para a nossa campanha da língua patrocinada.
O risco? Axl se revoltar com a provocação, lançar o CD e dar um prejuízo de 300 milhões de latinhas para o Dr Pepper. Mas a beleza está no risco. Quanto mais plausível for o risco bancado na aposta, mais forte será o boca-a-boca e a mídia espontânea gerados. Alguma fórmula subjetiva do tipo “Sucesso do Bet Maketing = Probabilidade do fato acontecer X Prejuízo gerado caso o fato aconteça”.
Tem um “que” de marketing promocional misturado com a velha estratégia do “consumidor misterioso”, que visita pontos de venda e dá prêmios quando algo é oferecido. E também chegou ao meu conhecimento via SPAM em scrap de Orkut. Mas mesmo assim captei uma atitude guerrilheira nesta ação do Meio Norte, um portal do Piauí.
Tudo bem que “ser do Piauí” influiu o post… Mas também sempre fui fascinado pelo aspecto sociológico das Lan Houses (um mundo bem diferente dos “cyber cafés” que estamos acostumados). Visite uma e você vai aprender muito sobre como as pessoas comuns usam a web.
Formas de emboscar estes locais são sempre bem-vindas e a estratégia do Meio Norte parece ser bem promissora. Nada muito inovador, mas faz sentido com a realidade do local e das Lans. Normalmente o moleque que está ali tomando conta é o dono, ou filho do dono. E colocando na balança o “inconveniente de mudar as páginas iniciais” x “chance de faturar R$ 100″, a coisa parece pender para o lado dos R$ 100.
Só acho que intensificar as premiações na primeira semana, fazendo mais visitas, ia fazer o boca-a-boca entre os donos de Lan House ser mais eficiente e menos inconveniente do que espalhar scraps pelo Orkut.
A Apple é uma religião com milhões de fiéis evangelizadores e o iPod foi enviado à Terra para colocar o paraíso cool do Mac mais próximo da massa de pecadores que usa PCs beges e sonha em um dia se redimir. Com a anunciação do iPhone fez-se a luz sobre as trevas da telefonia.
Mas a redução de preço do iPhone, que pegou no contrapé os mais fiéis seguidores da seita, e com a última atualização do software, que (dizem) vai destruir os iPhones desbloqueados e tirar sua garantia, deixou claro que se o Steve Jobs é o apóstolo-chefe desta igreja, ele está muito mais para bispo Edir Macedo do que para um santo.
A Nokia acendeu o primeiro fósforo da fogueira da inquisição e já está aproveitando o boca-a-boca negativo das ruas em proveito próprio. A empresa colou lambe-lambes provocativos em muros de New York buscando simpatia e “street cred” para os bacanas modelos N-series desbloqueados (sair no Boing Boing e no Gizmodo por conta de 1 cartazete tá bom ou quer mais?).
E agora, irmão, você é um cordeirinho buscando a salvação cool nas mãos do Steve Macedo Jobs ou tem atitude e discernimento suficiente para seguir a vida com um Vaio, um Zune e um N-series?
Arrematar objetos em leilões por preços exorbitantes e depois fazer algo inusitado com eles é uma estratégia de guerrilha um tanto quanto comum. Não consigo puxar nenhum exemplo específico na memória agora (dêem um desconto, é sexta e faltam 15 minutos para a alforria), mas se não me engano o Golden Palace volta e meia aplica uma jogada dessas. A sacada está em conseguir equilibrar o quanto você vai gastar comprando o objeto com o retorno em boca-a-boca e mídia espontânea que seja lá o que você for fazer com a relíquia vá te dar.
A grife de roupas do grafiteiro Marc Ecko (lembram da pichação do Air Force One?) teve a manha de enxergar uma oportunidade. Arrematou por 750 mil dólares a bola do home-run número 756 do jogador Barry Bonds. O que acontece é que esse recorde é altamente polêmico, visto que o jogador está envolvido em um escândalo de dopping. Essa é a receita do buzz número 1: jogue gasolina em uma fogueira já existente, é mais fácil do que criar o seu próprio fogo esfregando dois palitinhos e ver ele ir pegando aos poucos. Agora a galera pode votar no que deve ser feito com a bola: (a) ser doada para o hall da fama, (b) ser marcada com um asterisco explicando que o feito foi alcançado de maneira controversa e doada para o hall da fama ou (c) ser catapultada para o espaço, onde será esquecida junto com este recorde ilegítimo.
Ou seja, Marc Ecko conseguiu puxar para os seus domínios a discussões de boteco em torno do recorde polêmico. Qualquer fanático por baseball tem sua opinião e vai ser forçado a ir lá no site dar o seu pitaco. Até o momento já são quase 10 milhões.
Há seis meses, no Evento Proxxima, o publisher da Wired Drew Schutte falou sobre as ações que fazem a revista ser adorada no mundo todo, ser eleita a melhor publicação dos EUA ano após ano e, enquanto as publicações impressas despecam e fecham as portas, ganhar muito dinheiro, mesmo disponibilizando todo o seu conteúdo na web.
Drew explicou a receita do sucesso com o uso das “capas-Stunts” para gerar boca-a-boca e mídia espontânea, contou da amplitude de foco da marca Wired (eventos, lojas e atividades ligadas ao posicionamento de inovação). E, em primeira mão naquele mês, falou sobre a estratégia on-line de transformar o site da revista em um diretório de blogs próprios e (inédito!) de terceiros.
Por que a revista de textos longos e trabalhados, da pomposa editora Condé Nast, associaria as suas matérias que pautam a imprensa do mundo inteiro ao conteúdo de um monte de blogueiro imbecil como o Ruivo da foto aí embaixo?
… deve ter pensado a pessoa do Estadão que, meses depois, aprovaria a tão falada campanha do jornal (contra blogueiros?).
Agora, o Estadão promove na próxima quarta, dia 29 de agosto, uma mesa redonda sobre “Responsabilidade e Conteúdo Digital” com 2 jovens blogueiros veteranos, Pedro Dória (que, como blogueiro e colunista do Estadão, fica em cima do muro) e outros jornalistas da casa.
Será que este debate é porque o Estadão pediu peniquinho? Ou será que o jornal vai tentar comprovar a tese da campanha usando um batalhão de jornalistas velhos, carrancudos e bafudos (porque eles gostam de esteriótipos) para massacrar os nossos 2 queridos jovens-blogueiros-veterenos? Ou será que este é mais um passo para consolidar uma “muito bem pensada” estratégia de buzz para a nova home do jornal?
Não importam os objetivos e nem o resultado do debate, que o jornal já começou a promover on-line. A campanha mostra preconceito e uma tremenda falta de visão. Péssimos atributos para serem associados a um veículo de comunicação.
Abs, Gfortes
PS: texto dedicado a uma gerente de produto gatinha de uma grande multinacional, recém promovida da área de inovação, e o atendimento gatinho de sua agência que certa vez tomou coragem em uma reunião incrível e, enfaticamente, perguntou: “mas alguém lê blogs?”
A Sol é uma marca simpática que remete a um produto de qualidade (pelo menos nos barzinhos de Vila Madalena em SP e no baixo Gávea do Rio). Mas, no mercado multibilionário de cerveja, simpatia não basta. É preciso crescer e se tornar a pedida dos cervejeiros Brasil afora.
Uma boa idéia para conseguir isso é cutucar a inimiga e líder de mercado Skol para criar polêmica e, consequetemente, boca-a-boca, fazendo as pessoas falarem da marca, lembrarem dela no balcão do boteco e, na hora h, pedirem: desce uma Sol gelada, seu Zé!
Em um dos comerciais de sua última campanha, a cerveja Sol seguiu esta estratégia da polêmica ao relacionar um gordinho prego que aparece dançando ao meme campeão da Skol: desce redondo - no caso da Skol, quem desce redondo é a cerveja na garganta. No comercial da Sol, quem desce é o gordinho prego Redondo do balcão do bar.
Não se falou muito no assunto, mas estão dizendo que o filme saiu do ar depois da óbvia reclamação da Ambev no Conar.
Saiu do ar na TV, mas no YouTube (como sempre) ele voltou cumprido o seu papel de tentar gerar polêmica, começando pelo seu título, tags e descrição deliberadamente provocativos:
Título: CENSURADO: Sol | Desce Redondo
Tags: sol skol cerveja guerra desce redondo conar censura censurado polemico ponto comercial propaganda
Descrição: Polêmico comercial da Sol que provoca a Skol. Tirado do ar pelo CONAR.
Vamos ver agora se a Sol vai mergulhar de cabeça em provocações consistentes e ainda mais criativas. Ou vai parar por aí, molhando só o pezinho na piscina gelada da guerra de marcas.
Para celebrar a sua entrada no mercado americano, a Virgin America fez um site onde deixava o público sugerir nomes aos seus novos aviões. Um dos primeiros escolhidos foi o “Unicorn Chaser”, sugerido pelos editores do Boing Boing, o maior blog do mundo.
Segundo o Boing Boing foi um convite normal, sem pagamento de jabá, sem passagens grátis ou ainda sem barrinhas de cereais extras quando algum deles viajar na nova companhia aérea. Os editores do Boing Boing aceitaram participar e dar “de graça” este incrível volume de mídia espontânea para a Virgin America simplesmente porque achou a iniciativa legal.
Prova de que para conseguir mídia espontânea em blogs não é preciso pagar ninguém para escrever posts mascarando um jabá por baixo dos panos. Basta propor algo legal que as adesões ocorrem naturalmente.
- Eu sou John Nike, agente de Marketing de Guerrilha, Produtos Novos.
- Hack Nike.
- Começamos a vender os Mercury há seis meses. Sabe quantos pares já vendemos?
Hack balançou a cabeça. Cada par custava milhares de dólares.
- Um milhão? arriscou Hack.
- Duzentos.
- Duzentos milhões?
- Não duzentos pares.
- O nosso John aqui – disse o outro John – foi pioneiro no conceito de marketing por recusa de vender produtos. Isso deixa o mercado louco.
- E agora está na hora de tirar proveito. Na sexta-feira, vamos jogar quatrocentos mil pares no mercado a dois mil e meio cada.
Mas o negócio é seguinte, Hack; se as pessoas perceberem que cada shopping center do país tem os Mercury, vamos perder todo o prestígio que nos deu trabalho para montar. Estou certo?
- Está.
- Então o que vamos fazer?
Hack balançou a cabeça.
- Vamos atirar neles – disse o VP John. – Vamos matar todos que comprarem um par.
- O quê? perguntou Hack.
O outro John disse:
- Bem, não todo mundo, obviamente. Achamos que só temos que apagar… o que foi que decidimos? Cinco?
- Dez – disse o VP.
- Certo. Apagamos 10 clientes, fazemos com que pareça coisa de garotos do gueto e teremos a credibilidade das ruas entrando sem parar. Aposto que vamos acabar com o estoque em vinte e quatro horas.
O diálogo acima foi retirado do livro EU S/A e se passa num futuro próximo, quando os sobrenomes das pessoas foram substituídos pelo nome das companhias para as quais trabalham. Quem não tem emprego também não tem sobrenome.
Tirando o absurdo da ação de PR Stunt (matar pessoas), a estratégia de “recusa de vender produtos” para conseguir “street cred” já é uma realidade entre os fabricantes de tênis que criam séries super limitadas, vendidas a preço de ouro, para gerar boca-a-boca e mídia espontânea.
Para falar sobre estes pares de tênis mais cobiçados foi lançada a nova revista da Editora Trip (encartada na Trip de maio) – Sneaker Trip – sobre sneaker culture, ou em português claro: revista sobre a cultura do tênis (de calçar, não o esporte).
Saiba mais sobre o livro EU S/A.
Veja o ótimo site Sneaker BR que há muito tempo já trata do assunto
O blog Jovem Nerd está promovendo uma flash mob durante o filme “300″, que é uma adaptação cinematográfica da série de histórias em quadrinhos “Os 300 de Esparta” (cujo título original é apenas “300″) de Frank Miller, autor que possui uma verdadeira legião de fãs nerds, e que conta com participação importante do Rodrigo Santoro.
Não está claro se a Warner Bros. está por trás da ação ou não. Deve estar e é certeza que a ação será um sucesso entre os fãs do Jovem Nerd (ouçam o nerdcast semanalmente e morram de rir):
Então dia 30 de março, reúna os amigos, vá ao cinema e deixe a adrenalina subir! No momento da projeção em que o Rei Leônidas projetar sua voz contra os persas, una-se aos bons espartanos no uníssono: “THIS IS SPARTA!!!” FILME E TIRE FOTOS DA GALERA!
O que fazer quando o Buzz sai do controle e se volta contra a marca? Esta é a pergunta que os clientes, mal acostumados a comprar mídia, mais fazem quando propomos uma ação para gerar boca-a-boca.
Neste video com um trecho de sua palestra de ontem no Proxxima, Drew Schutte, publisher da influente Wired, recomenda que, em tempos de consumidores podereosos, não se faça nada e exemplifica com um case de CGC - Consumer Generated Content – do Chevy nos EUA, onde a marca teve “culhões” para segurar a ação no ar.
A palestra do Drew foi muito boa, mostrando a inovação constante na Wired (como a criação
de “Stunts” em suas capas) que faz a revista ser idolatrada por seus leitores e crescer em circulação, enquanto as publicações do século passado caem todo mês.
A imagem acima faz parte de uma galeria de fotos publicada ontem no Estadão Online com a seguinte legenda: Promotoras da Red Bull distribuem bebida na rua Capri, próximo à cratera.
Rapidamente a foto rodou a web. Na lista de discussão Radinho, um membro lascou:
infelicidade do dia - red bull faz buzz no buraco do alckimin. “isso so pode ter sido uma decisao aleatoria das minas q fazem promocao… nao eh possivel q
alguem que pense a marca tenha achado essa uma boa ideia…”
Leitor do BlueBus chama a ação de marketing perverso.
Hoje no Estadão impresso, uma nota chama a estratégia de “duvidosa” com a manchete “Red Bull faz marketing na tragédia”. O porta voz da marca diz que o trabalho é “focado em procurar caminhoneiros, esportistas e outras pessoas em situação de cansaço físico e mental”. Segundo ele, a iniciativa era mostrar o “benefício energético” para os bombeiros. “E todo mundo começou a pedir. De forma alguma tinha a intenção de divulgar a marca”.
Por sorte, ou azar, dele o Estadão registrou a ação e amplificou o buzz.
Oportunismo com a desgraça dos outros? Ou energia para os trabalhadores do resgate?
Tudo a ver com o posicionamento da marca? Ou boicote aos energéticos RedBull?
Uma força que as promotoras da marca quiseram dar? Ou idéia perversa de um diretor de marketing?
Dentro desse contexto tão conhecido por nós, no qual o clássico advertising pode não ser a melhor saída para uma comunicação eficiente, diversos novos conceitos aparecem como ferramentas de propagação. Um deles é o advertaiment (leia-se publicidade em forma de conteúdo de entretenimento), que busca o diálogo com o consumidor gerando conteúdo que ele QUEIRA ver. A última novidade nesse sentido são as adverbands.
A Symantec, nos últimos meses, está divulgando sua criação, a Rock dot Rock. Trata-se de uma banda com bons riffs à la anos 80 e letras nem tanto, tudo para lançar seu novo software, o Confidential. No site, a banda se diz a primeira adverband do mundo, o que fica em dúvida devido à existência de uma outra possível adverband.
A Hurra Torpedo já era uma banda veterana quando a Ford resolveu patrociná-la em troca da sua associação com o Fusion, o carro que estava sendo lançado no final de 2005. Diferente do Rock dot Rock, que tem total identificação com a Symantec (cores, logo no site), o Hurra Torpedo conversa com o produto de forma mais conceitual, pois seu maior diferencial é produzir som a partir de fogões, lavadoras, geladeiras e outros, que são destruídos durante as performances, o que faz sentido quando o público-alvo é composto por homens e mulheres por volta dos 30 anos, a chamada geração X.
As duas iniciativas são muito interessantes, mas ambas tem seus defeitos. No caso do Rock dot Rock, o maior deles é a inserção forçada de ferramentas do software e problemas causados por hackers nas letras das músicas. O ponto positivo vai para o fato das músicas serem originais.
Já o Hurra Torpedo, com a vantagem de ter uma ligação muito sutil com o produto, perde em originalidade, pois seu hit viral é uma regravação de Total eclipse of the heart.
O que fica em discussão é se uma verdadeira adverband tem de ter sido criada com o propósito ou se um “apadrinhamento” já encaixa uma banda na categoria.
Você consegue imaginar a apresentação desta ação viral (criar um Twix gigante) para a Masterfoods South America? É tosco (e bom) demais para ter sido aprovado por um gerente de produto. Mas não existe dúvida que o resultado para a marca é sensacional.
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Update: Para quem curte doces gigantes, recomendo o site Pimp That Snack. Dica que está no del.icio.us da Espalhe desde abril. Nosso del.icio.us é um bom canal para vocês acompanharem o que estamos vendo de legal pela rede.