
“No meu restaurante os casais podem ir no banheiro e fazer sexo sem que ninguém os incomode”. Pronto. Produto posicionado e mídia espontânea garantida. Sem falar no boca-a-boca na firma no dia seguinte. “Sabe onde eu fui?”
O lugar perfeito para você levar aquela mocinha que está prospectando faz tempo e, no meio do jantar, lançar aquele “drible objetivo” te deixando de cara para o gol ao contar a peculiaridade do local quando ela se levantar para retocar a maquiagem.
O restaurante é em Toronto, mas a idéia guerrilheira poderia ser para qualquer restaurante em São Paulo, Rio ou qualquer cidade do interior (principalmente nas mais puritanas). Ou em uma FNAC.
(via Marketing na Cozinha)
ABS Mr Wagner
A WOMMA, Word of Mouth Marketing Association, promove esta semana em Las Vegas o seu seminário anual, com o tema Creating Talkable Brands: Beyond Social Media.
Eu estarei lá porque o tema deste ano nos interessa muito, já que a Espalhe nasceu há 7 anos com a missão de fazer a marca e a mensagem de nossos clientes serem não apenas percebidas e compreendidas, mas muito mais difícil, também serem faladas. E começamos a fazer isso antes do lançamento do Orkut, Youtube, Flickr, MySpace e, claro, Twitter e Facebook, as plataformas sociais onde um bom conteúdo se espalha como um resfriado em um trem chinês. Ou seja, nascemos pensando em boca-a-boca e não em mídia social.
Desta forma, boca-a-boca e conversas “beyond social media” para nós é natural, pois nosso negócio sempre foi pensar em conteúdos bacanas, ou que acreditamos serem bacanas, não só para nós mas também para as pessoas que queremos conversar.
E nos estruturamos para fazer esta conversa acontecer no meio das milhares de conversas que nossos interlocutores estão tendo diariamente. Isso significa ter uma área de conteúdo que traduz as idéias para diferentes formatos. Uma área de operações com gerentes de projetos parrudos para fazerem os assuntos acontecerem de verdade. Além de uma área de redes sociais e outra de imprensa, não por acaso, batizada de Fan.
Quando falo em uma área de Imprensa e outra de Redes Sociais, é importante dizer que não acreditamos no papel reativo da chamada “assessoria de imprensa”, que participa apenas do final do processo, na divulgação de informações e pulverização de releases e brindes para jornalistas ou (PR 2.0) blogueiros. E no contexto em que TODOS estão deixando de ser meros receptores de informação para também se tornarem emissores, também não acreditamos na estratégia “Social Média” de contratar uma estrutura de telemarketing repleta de amigos de blogueiros.
Queremos ir além em nossas áreas de redes Sociais e Imprensa, ao pensar e ativar previamente o potencial de repercussão e conversas de cada ação do cliente, sempre com o foco em como este quer ser visto pelo mercado.
Vocês podem acompanhar a cobertura do evento aqui no Blog de Guerrilha e, em tempo real, via Twitter com o tag #WOMMA.
Abs, Gfortes
Antes de fazer parte do time da Espalhe, tive a oportunidade de trabalhar durante dois anos como repórter da Revista Trip.
Eu até poderia dizer que não fiquei espantado em ver R$2 estampados na capa da edição deste mês. Mas fiquei. Até então, a idéia mais maluca que eu havia presenciado lá dentro foi quando as pessoas resolveram esvaziar a redação para provar que era possível trabalhar de casa.
Sempre passo lá na redação e, em uma dessas visitas, me deparei com uma mesa abarrotada de papéis e um rascunho da “capa com dinheiro de verdade”. Pouco tempo depois, a revista estava nas bancas, com os dizeres “Foi você que perdeu esse dinheiro?”, R$2 de verdade e um pedido para você enviar a nota de volta para a redação. O tema da revista: honestidade.
Fui até a redação de novamente e encontrei Fernando Luna, diretor editorial da editora Trip, o autor da ideia. Obviamente, o assunto caminhou para os bastidores da tão falada edição. A idéia original era encartar algumas centenas de exemplares com notas de R$1, mas Banco Central vem recolhendo aos poucos as notas. Restou utilizar notas de R$2 e o custo da ousadia dobrou de valor. Agora era saber se distribuir dinheiro de verdade era proibido por alguma lei. Enquanto o jurídico analisava a questão, resolveram assumir os riscos e levar a idéia adiante. Quando tudo parecia resolvido, foi a vez do distribuidor se recusar em colocar as revista nas bancas.
A solução foi colocar as capas “valiosas” em aeroportos e redes de supermercados. Quantos reais já foram devolvidas para a redação? Eles ainda não sabem exatamente, só falaram que “algumas notas” continuam chegando. Uma excelente ação de guerrilha, cheia de riscos e acima de tudo, inteligência para gerar boca-a-boca.
abs, Cirilo Dias
Veja também como a Wired segue esta estratégia de crias Stunts em suas capas
A imagem da revista com dinheiro foi tirada daqui.
Com o bicho pegando na economia americana, o Rancho Bernardo Inn, um spa de luxo em San Diego, viu o seu número de reservas cair consideravelmente. As opções mais óbvia seria fazer alguma promoção, cortar uns custos e divulgar isso comprando bastante mídia, na esperança de seduzir alguns hóspedes.
A outra seria usar os seus próprios recursos e ivestir em criatividade, bolando uma promoção que estimula boca-a-boca e mídia espontânea.
O quarto “deluxe” sai normalmente por $219. Mas rola um desconto para $199 se você abrir mão do café da manhã, $179 sem o bar, $159 sem ar condicionado ou aquecimento, $139 sem travesseiros, $109 sem cobertores, $89 sem luzes, $59 sem lençóis, $39 sem roupa de banho e, finalmente, só $19 sem cama.
Acampe em quanrto de Spa de luxo por 19 dólares. Uma experiência um tanto quanto inusitada. Falação na certa.
ABS, Mr Wagner
Uma composição do metrô na nossa mão durante toda a madrugada. Previamente preparada com 24 câmeras fixas, 48 microfones de lapela, antenas, centenas de metros de cabos, uma mesa de som com 50 canais no naipe das usadas nos palcos de grandes festivais. Tudo para captar os encontros que iriam rolar entre os casais entre uma estação e outra. Tudo bem amarrado para segurar o balanço dos 50 km/h.
Não bastava ser o primeiro Speed Dating do Brasil. Ele tinha que ser no metrô e ter toda essa pegada “bigbroderiana”. Tudo para ficar em linha com o comercial e o conceito de Trident Fresh: você confiante para interagir nas centenas de oportununidades de encontros que tem ao longo do dia.
Chamamos alguns blogueiros? Sim. Deu imprensa? Deu. Quem participou achou uma experiência inesquecível? Achou. Rolou putaria? Claro.
Mas a melhor parte vem agora: as mais de 50 horas de gravação serão draconianamente editadas para gerarem 100 vídeos com as melhores, piores e mais inusitadas estratégias de sedução. Coisas tão impressionantes quanto o que acontece no 1:01 (o segundo que ninguém esquecerá). Ou ainda se divertir vendo como os caras repetiam os papinhos com todas, como no vídeo abaixo.
Conteúdo de sobra para transformar o Canal de Trident no YouTube em uma atração. Que mostre pro povo algo mais divertido do que comerciais de 30 segundos. Não deixe de ir lá e clicar “Inscrever-se”, para ser avisado sempre que um vídeo novo entrar.
[]´s Mr Wagner

O concurso cultural Ícones do Ipiranga, que a Gafisa está promovendo na região, está na reta final. Este fim de semana será a última chance para personalidades do bairro e os amigos que os indicarem ganharem prêmios.
Já encontramos o morador mais alto, o que tem mais amigos no Orkut, a que tem o nome mais comprido, o mais viajado e o que está casado há mais tempo.
Nos dias 20 e 21, será a vez dos aspirantes aos títulos de dono do carro mais antigo e morador que alcançou a maior nota no ENEM em 2008. Os prêmios serão um GPS NavCity 300 para o primeiro e uma viagem a Brotas (SP), com acompanhante, ou um banho-de-loja para o segundo.
Conhece alguém que se encaixa em um desses perfis? Vá com ele ao estande do Supremo Ipiranga, o novo empreendimento da Gafisa, na R. Agostinho Gomes (altura da R. Lima e Silva). Os amigos que indicarem os vencedores levam um iPod Shuffle 4GB.
Bjs, Cintia Costa
_ Participa do Programa Mais?
_ Nota fiscal paulista?
_ Faltou algum produto?
Quem faz compras no supermercado Pão de Açucar em São Paulo conhece bem o discurso de 3 perguntinhas acima, cuidadosamente decorado e repetido pelos caixas do supermercado.
O que me chamou atenção ontem foi que as 3 pessoas que estavam na minha frente disseram SIM para o programa Mais e disseram NÃO para a nota fiscal paulista. Sendo que em ambos os casos, basta dizer o número do CPF.
Todo mundo sabe que a única vantagem para os afiliados do programa de vantagens do Pão de Açúcar é ganhar no Natal um panetone white label grátis. E eu não vejo problema algum nisso e quero um também.
O que eu não entendo é, se você não ficou constrangido em pagar atestado de pobreza na fila do supermercado grã-fino, por que não dar o CPF também para a Nota Paulista que te dá DINHEIRO grátis?
E não sou só eu, oriundo da classe média de Copacabana que joga no Bicho e coleciona cupons do jornal O DIA para concorrer à casa própria, mas até um sofisticado amigo meu de São Paulo pega (veja bem: eu disse pega, não paga) as despesas de todos os colegas na mesa do almoço e diz o seu CPF para o garçom. Segundo meu amigo, o IPVA do ano passado de seu Passat Variant V6 (preço de mercado R$ 185 k) foi pago integralmente com o bônus da Nota Fiscal Paulista. Mas nós dois somos exceção, pois a grande maioria não dá o CPF e não cobra a Nota Fiscal.
A única justificativa que encontro para este fenômeno é a ignorância das pessoas para o programa do Governo do Estado. Não sei quem fez e nunca vi nenhuma campanha deste programa, mas acho que a comunicação não foi suficiente para que as pessoas entendessem (nem digo gerar boca-a-boca!) que o governo está devolvendo para os contribuintes 30% do imposto pago em DINHEIRO. Não que o governador seja bonzinho, mas ele quer estimular que o próprio consumidor force os comerciantes a emitirem notas fiscais e, consequentemente, paguem imposto.
Só que ninguém entende isso e quem sonega imposto continua sonegando e quem paga imposto continua pagando.
Este exemplo é excelente para reforçar que o maior perigo na comunicação é ser ignorado. Mesmo dando dinheiro de brinde, tem que fazer as pessoas PERCEBEREM a mensagem e, muito mais difícil, fazer elas passarem isso pra frente no boca-a-boca.
Parece óbvio, mas mesmo assim, você, gerente de produto, acredita piamente que vai se aproximar de seus consumidores e aumentar as vendas pedindo para eles juntarem 15 rótulos do seu produto, colocarem em um envelope, postarem no correiro para concorrerem na sorte a um Nintendo Wii. Se não funciona dando dinheiro sem sorteio, será que vai funcionar assim?

A Secretaria de Fazenda do Estado de SP deveria aprender com seus colegas da receita federal nos EUA e, em escala muito menor, no Brasil. Estas instituições sabem que para passar uma mensagem forte e conscientizadora não existe nada melhor do que um belo PR Stunt.
Ou você acha que a “turma que da informação privilegiada ou da sonegação fiscal” não fica sem dormir quando vê na capa da revista as loiras perfumadas Martha Stewart e Eliana Tranchesi indo pro xadrez? Uma imagem cheia de significado como essa (tem que ser loira – tem que ser perfumada – tem que ir pro xadrez) vale mais do que qualquer campanha de conscientização e cidadania.
No caso da Nota Fiscal Paulista nem precisa prender ninguém, basta seguir as lições do nosso rei da comunicação, Silvio Santos, e berrar: quem quer dinheirooooooooo?! enquanto joga aviõezinhos de dinheiro do alto de um arranha céus na Paulista (tem que pensar em outra, porque esta já fizeram).
abs, Gfortes

Saiu mais uma ganhadora do concurso cultural “Ícones do Ipiranga” que a Gafisa está promovendo na região. O nome dela é Beatriz Ayra Masson Rocha Di Pierro Mazzaroppe e, com seu sobrenome enorme, ela faturou uma caneta Waterman com detalhes folheados a ouro na categoria “Morador com nome mais comprido”. Agora ela vai poder assinar o seu nome com estilo.
No próximo final de semana é a vez de encontrar o Morador mais viajado e o Casamento mais antigo do Bairro. Os prêmios são uma mala de viagem e uma viagem romântica a Santo Antônio do Pinhal, respectivamente.
Conhece algum casal de velinhos? Traga-os ao estande para garantir também o seu prêmio.
Abs, Rafael Venturelli

Sabe por que esse rapaz está tão sorridente? Frank Ejara foi o vencedor da categoria Morador com Mais Amigos no Orkut no concurso cultural “Ícones do Ipiranga”, que a Gafisa está promovendo na região. Com mil amigos na rede, Frank deixou em segundo lugar um usuário com 954 amigos e, em terceiro, um orkuteiro com 825. O prêmio: um iPod Touch 8 GB, para o cara se manter sempre conectado.
Também no primeiro final de semana da ação, Rodrigo Gonçalves, de 1,98 m, conquistou o título de Morador Mais Alto do Ipiranga, levando um terno bacana sob medida. Como determina a regra do concurso, os concorrentes têm que ser apresentados por parentes ou conhecidos – que também são premiados, claro, com um iPod Shuffle cada um.
No próximo final de semana, é a vez de eleger a Maior Família Morando no Bairro e o Morador com Nome Mais Comprido. Os prêmios são seis meses de aluguel de filmes (com direito a 110 filmes por mês) e uma caneta Meistertuck com detalhes folhados a ouro, respectivamente. Conhece alguém com cinco, seis nomes? Já está valendo. Não marque bobeira e traga-o ao estande para garantir também o seu prêmio.
Inspire-se na experiência dos dois primeiros vitoriosos e saiba que ganhar é bem mais fácil do que parece!
Bjs, Cintia Costa
Não é só no Museu do Ipiranga que encontramos as preciosidades e a história do bairro. A fim de homenagear as personalidades da região e despertar boca-a-boca para seu novo empreendimento no comércio local, a Gafisa começou neste final de semana a busca pelos Ícones do Ipiranga.
Dois Lampiões Malucos com pernas-de-pau e fita métrica invadiram o bairro procurando o seu morador mais alto e anunciando as demais categorias:
# o morador com mais amigos no Orkut,
# o morador com nome mais comprido,
# o morador com a maior família morando no bairro,
# o morador mais viajado,
# o casamento mais antigo do bairro,
# o dono do carro mais antigo
# e o morador que conquistou a maior nota no ENEM.

Só não vale ter 2,1 m de altura como nosso amigo aqui, mas não morar no Ipiranga!
Se você conhece alguma das personalidades que estamos buscando, atenção: os amigos que indicarem o vencedor de cada categoria serão premiados com um iPod Shuffle de 4GB cada um.
Já as personalidades, além de serem fotografadas para comporem a exposição “Ícones do Ipiranga”, serão premiadas de acordo com sua categoria (o que tiver mais amigos no Orkut se manterá conectado com todos em um iPod Touch , o dono do carro mais antigo merece um GPS para jamais perder sua caranga, o mais alto leva um terno sob medida e assim por diante).
Saiba mais sobre as datas de seleção e detalhes da ação.

Mais de 100 estabelecimentos no bairro receberam os cartazes de procura-se
Beijo a todos, Thaís Gordon

Assista ao depoimento dos dois felizardos velejadores amadores que correram a regata PRO AM a bordo do Il Mostro, o veleiro da Puma que está dando a volta ao mundo na Volvo Ocean Race.
Para realizar este sonho, os dois brigaram lance a lance (foram quase 800 lances) no leilão das vagas no site Toda Oferta. A Primeira vaga saiu por R$ 5 mil e a segunda por R$ 2,3 mil, sendo a renda destinada para a instituição Coopa-Roca.
Leia também:
# Só para velejadores: mídia de massa para falar com um nicho
# Cuidado com Il Mostro: a fera dos mares está perto do Rio
# O “cuca fresca” da Puma
Case Report é a nova seção do Meio & Mensagem que mostra a história e estratégia de algumas marcas cuidadosamente escolhidas em função de seus resultados tangíveis (vendas, participação) e intangíveis (admiração que despertam nas pessoas).
A Marca desta semana é a Red Bull: “para divulgar seus produtos a Red Bull se baseia em uma estratégia que inclui muita exposição na mídia, sem necessariamente investir grandes somas em publicidade tradicional“.


Com um posicionamento bem definido e muita criatividade, Red Bull consegue, mesmo com ações pequenas (se comparados com Red Bul Air Race), gerar muito boca-a-boca e mídia espontânea.
Pelas fotos acima, fica fácil imaginar a repercussão de eventos criativos como o Red Bull Paper Wings, que levou o Campeonato Mundial de aviões de papel para universidades de 48 países, inclusive o Brasil, e o Red Bull Flugtag, uma competição sem regras, onde vale é a criatividade dos invetores dos “aviões” caseiros e a coragem de seus pilotos.
Abaixo alguns trechos da entrevista com o headcoach da empresa para a América Latina, Stefan Kozak, que podem ser muito úteis para todos nós, mas especialmente se você trabalha em uma agência digital moderna, que pensa antes no formato do site do que em seu conteúdo, ou se for você que cria os belos e irreais slongans de algum banco brasileiro.
“Acreditamos que para criar essa marca e demonstrar valores que ela defende é preciso experimentá-la de forma intensa e diferente. Qualquer empresa pode falar o que bem entende a respeito de si mesma, mas poucas podem efetivamente criar, vivenciar e alimentar esses valores de maneira verdadeira e concreta. Temos o privilégio de ser livres. (…) Tentamos todo dia criar coisas novas porque é muito mais divertido.”
Qual o retorno que essas ações trazem para a marca?
“Elas apresentam e reforçam a identidade que temos: um produto energizante que vitaliza a mente e o corpo e acredita em um estilo de vida. E isso traz um retorno imensurável, que é um grupo de apaixonados e “believers” da marca como nós mesmos.”
Como são as estratégias de comunicação para plataformas digitais como web, celular e outras mídias?
“A mensagem vale mais que o meio. Não existe uma estratégia para plataformas, e sim para conteúdo. Se expressarmos de forma verdadeira, clara e fiel aquilo que a marca acredita, isso se adapta a qualquer plataforma.”
abs,
Quem trabalha com boca a boca sabe que não adianta nadar contra a maré. Se é mês de copa do mundo, nem pense em fazer uma ação que envolva vôlei. As pessoas não vão falar e o jornalista/blogueiro não vai comprar a pauta. Todo mundo estará procurando ganchos para falar do assunto do mês, seja no bar, no jornal ou no blog.
E no mês que a imprensa brasileira descobriu e aderiu em peso ao Twitter, não adianta vender uma pauta sobre Orkut. O jornalista (e todo mundo) quer falar sobre a grande novidade do momento, a rede social que mais cresce no mundo.

Gráfico do Google Trends mostra o enorme crescimento das buscas por “Twitter” a partir do final do ano passado.
E seguindo esta premissa básica, quem bombou na semana passada foi a Telefonica e sua agência iThink ao patrocinar o perfil de Marcelo Tas, o brasileiro com mais seguidores no Twitter, para divulgar seu novo produto em 20 tweets por mês. A ação foi matéria no Wall Street Journal, que deve pautar toda a imprensa brasileira.
Agora é acompanhar o conteúdo para ver o que sai desta parceria. Abaixo os 2 primeiros Tweets patrocinados do Tas.


abs,

Pôsters colocados nas ruas de Auckland, na Nova Zelândia, para divulgar a série True Blood. Pesquei no Neatorama, um blog que nem de publicidade é.
Sabem qual é a beleza desta ação? Não é a “mídia inusitada”, a “idéia muito pertinente ao produto” ou a “intervenção urbana”. Guerrilha não é só isso. O bonito é ter acontecido em um muro na Nova Zelândia e nós ficarmos sabendo.
Uma idéia + placa de compensado+ saber potencializar o boca-a-boca, senhores.
[]´s Mr Wagner

Não quero focar no que alguns podem considerar erro jornalístico e nem condenar o Noblat, entrando na questão de checar ou não as informações. Isso é assunto para um outro blog em outro horário.
Na ótica guerrilheira, foco desse blog, só quero levantar questão de “informação se espalhando”, de influenciadores versus influenciados, de “créditos de confiança” e etc.
Vejam o caso da brasileira que declarou ter sido atacada por neo-nazistas suiços, por exemplo. Tudo começou com um email recebido por um blogueiro em seu celular (como por ele mesmo explicado aqui: ). Este email gerou o primeiro relato publicado no Brasil sobre o caso Paula Oliveira, ou o “furo em primeira mão no blog” (veja aqui).
Pois bem, este furo, pelo poder de influência do blogueiro que o publicou rapidamente chegou na grande mídia. Logo em seguida no governo, na comissão de direitos humanos da ONU e também se transformou na conversa preferida nos “bebedouros da firma”, nos salões de cabelereiro, nas mesas de bar. E pela sua força na mídia e nas ruas alimentou ainda mais as discussões na web, parindo comunidades no Orkut e posts indignados.
Uma bola de neve de imensas proporções. Proporções tão grandes que se a Suiça não fosse um país tão neutro e bem resolvido, certamente teríamos aí o primeiro case de “incidente diplomático” causado pelo poder de um blogueiro.
“Blogueiro”: um indivíduo (com qualidades e defeitos) que decide o que posta ou não, sem o olhar de um editor ou de um “conselho editorial”, quase sempre sem a ajuda de uma “segunda opinião”. Um cara praticamente sozinho com sua consciência e experiência que filtra os emails de conhecidos e desconhecidos, julgando sumariamente se aquele conteúdo é válido para entrar na conversa diária que leva com seus importantes leitores.
O sonho de todo mundo lidando com propaganda e pensando nestes novos paradigmas de comunicação é criar uma bola de neve com iguais proporções para a sua campanha. E com este “case suiço” posso ilustrar algumas visões pessoais que tenho sobre este sonho:
- Blog tem força para influenciar a mídia, não as conversas no cabelereiro. Se você quer chegar no povão semeando algo em blogs, mire na mídia. Uma coisa que “está bombando na blogosfera” muito provavelmente está sendo ignorada nas ruas. Quem acredita nisso está assumindo que é o centro do universo, quando na verdade nós é que estamos na periferia. O “centro do universo” ainda é o Jornal Nacional.
- Um blogueiro só vai se deixar levar pelo que você quer semear se aquilo traz algum benefício para a sua vaidade/reputação.
- Não citei o benefício monetário no item anterior, repararam? O blogueiro pode até publicar algo em troca de grana, mas aí a chance da sua bola de neve continuar rolando diminui bastante. A grande mídia só se deixa levar por um blogueiro se ele tem credibilidade. Blogueiro que vende opinião não tem credibilidade. Pelo menos não com pessoas inteligentes.
- Quanto mais credibilidade o blogueiro tiver e quanto mais benefícios a sua história oferecer, menos barreiras ela vai enfrentar para ser replicada na grande mídia. Chegando em alguns casos ao absurdo de sequer ter a sua veracidade checada.
“O poder de um blog não está em quantos visitam, mas sim em quem visita”. É impressionante ver como a turma de “social media” adora replicar esta frase de efeito (muitas vezes para justificar para um anunciante porque aquela citação num blog de 200 vistas/dia é “legal”), mas na prática ignora isso, quase sempre propondo ações que em vez de seduzir o blogueiro pelo benefício de reputação acabam se revelando latões de lixo para jogar a sua credibilidade fora.
[]´s Mr Wagner