Secret Wall Tattoos

26 de fevereiro

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“I’m in your hotel room.
I’m in your office.
Look behind the picture,
Look behind your reflection in the mirror.
And if you don’t find me…
….create me.”

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Secret wall tattoos são desenhos ou pinturas escondidos atrás de espelhos, quadros, fotografias emolduradas, camas e até privadas. Entre seus adeptos estão artistas guerrilheiros, músicos, skatistas e todo tipo de gente que comprou a idéia e quer de alguma forma contribuir com um pouco de arte subversiva em hotéis, prédios comerciais, museus e afins.

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O movimento começou a se espalhar fortemente há quase 5 anos, como passatempo do músico Josh Homme, frontman da banda de rock Queens of the Stone Age. Durante uma das intermináveis turnês do QOTSA, ele passou a aproveitar parte do tempo gasto em quartos de hotel fazendo os primeiros desenhos. Em poucos meses o que era brincadeira transformou-se em obsessão e a partir de então dezenas de novas peças começaram a pipocar nos EUA e Europa, pelas suas mãos e de alguns amigos que abraçaram a causa tais como Banksy, a banda DEVO, o fotógrafo Ryan Russel e mais um monte de gente.

Com o tempo, as muitas intervenções começaram a ser descobertas por hóspedes (com obssessão por simetria) ao tentarem endireitar quadros e espelhos.

É arte. Mas para virar uma bela campanha só falta um conceito pertinente.

Abs, Gus



McCain ou Obama? Vote com seu chiclete.

3 de novembro

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Gum Election é um projeto de arte guerrilheira criado em outubro de 2008 em N.Y com 2 objetivos:

1. Encorajar as pessoas a votarem no 4 de novembro,

2. Criar uma nova e divertida utilização para os chicletes mascados, poupando as ruas da cidade,

A plataforma de divulgação do movimento é um blog com uma galeria de fotos dos cartazes e, por meio dele, o movimento se espalhou e está bombando em todos os estados americanos, Europa e Australia.

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Pra participar é só baixar o poster (11cm x 17cm 300dpi), tirar uma foto dele ambientado na sua cidade, e enviar pros caras. Se eles gostarem da imagem ela vai pro blog.

Abs, Gus

Via woostercollective.com



88,98,08

16 de setembro

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A rua sempre serviu de laboratório para qualquer tipo de arte vinda do “underground” e faz tempo (muito tempo) que o graffiti foi assimilado e passou a ser uma referência de estética e atitude tanto para a moda quanto para a publicidade, ou seja, para o tal “mainstream”.

Em 88, Keith Haring já tinha um Popshop em Tóquio e trabalhava para o “mainstream”.

Já a guerrilha, nossa especialidade, tem no seu DNA ferramentas como stencil, stickers, posters e vários outros tipos de intervenções urbanas.

O painel da foto deste post poderia estar em qualquer lugar… Uma avenida, rua, galeria? Poderia ser também um outdoor, uma fachada de loja, uma estampa de camiseta? Poderia ser em 98 ou 2008.

Este painel estava à disposição do público do Pixel-Show no último final de semana em São Paulo e foi construído aos poucos de maneira colaborativa: era só chegar com seu canetão/spray e arrumar um espaço ou então sugerir uma intervenção.

O evento, organizado pela Revista Zupi, não é um encontro de graffit. É um dos principais encontros de designers, diretores de arte, videomakers, fotógrafos, estudantes de moda, artes plásticas e claro, grafiteiros. Todos interessados em discutir, trocar experiências, ver cases e novas idéias.

O fotógrafo André Cypriano mostrou seu universo sinistro com fotografias PB cheias de entrelinhas, e para mim foi a melhor palestra.

Gostei muito do estúdio MOPA de Brasília, que é extremamente novo (começou em 2006), e já possui um portfólio de deixar muito gringo com inveja. O trabalho dos caras é bem artístico e não se apega somente a photoshop e ilustrator.

O que dá pra perceber é que a estética do graffiti continua em alta apesar de algumas coisas terem virado clichê, principalmente no design para web.

Até 2018!

abs Bruno Tozzini



Choque Cultural invadida

8 de setembro

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A galeria Choque Cultural, especializada em arte de rua, foi invadida por 30 pixadores no último sábado. blog_08_09_choquecultural.gifSegundo seus proprietários, que estão na Inglaterra fazendo uma exposição, apenas uma tela do artista Speto foi danificada.

O estrago é bem pequeno se comparado à divulgação, discussão e street cred envolvendo a galeria e seus artistas.

Pergunta para a turma do blog Sim, Viral, especializado em decifrar ações de marketing invisível: foi um PR Stunt ou foi protesto legítimo contra a “domesticação da cultura de rua”?

Veja + fotos do ataque.

abs, Gfortes



A Apple é do mal. Espalhe isto, irmão

3 de outubro

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A Apple é uma religião com milhões de fiéis evangelizadores e o iPod foi enviado à Terra para colocar o paraíso cool do Mac mais próximo da massa de pecadores que usa PCs beges e sonha em um dia se redimir. Com a anunciação do iPhone fez-se a luz sobre as trevas da telefonia.

Mas a redução de preço do iPhone, que pegou no contrapé os mais fiéis seguidores da seita, e com a última atualização do software, que (dizem) vai destruir os iPhones desbloqueados e tirar sua garantia, deixou claro que se o Steve Jobs é o apóstolo-chefe desta igreja, ele está muito mais para bispo Edir Macedo do que para um santo.

A Nokia acendeu o primeiro fósforo da fogueira da inquisição e já está aproveitando o boca-a-boca negativo das ruas em proveito próprio. A empresa colou lambe-lambes provocativos em muros de New York buscando simpatia e “street cred” para os bacanas modelos N-series desbloqueados (sair no Boing Boing e no Gizmodo por conta de 1 cartazete tá bom ou quer mais?).

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E agora, irmão, você é um cordeirinho buscando a salvação cool nas mãos do Steve Macedo Jobs ou tem atitude e discernimento suficiente para seguir a vida com um Vaio, um Zune e um N-series?

abs, Gfortes


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