Trecho do artigo de Maria Alice Rocha no Terra Magazine sobre lojas de guerrilha:
Uma modalidade de promoção de vendas a varejo está se tornando cada vez mais freqüente e propondo soluções cada vez mais criativas por todo o mundo: as lojas guerrilheiras. Explicando melhor, lojas que aparecem e desaparecem rapidamente, sem deixar rastro, mas que estimulam emoções já são uma realidade há pouco mais de cinco anos.
O termo "guerrilheira" vem da palavra espanhola guerilla, originada para denominar a resistência dos espanhóis contra Napoleão. Hoje em dia, não se refere somente a atividades de guerra, mas a qualquer operação tática que cause surpresa, que sabote comunicações ou canais de distribuição, ou ainda, que traga algum prejuízo ao inimigo.
Apesar de parecer estranho, essa combinação tem acontecido no mundo da moda, na medida em que: inovação quase sempre gera surpresa; que os meios de comunicação e pontos de venda tradicionais não geram continuamente o burburinho necessário para alimentar os ciclos de moda, e que o negócio de moda se tornou um ambiente cada vez mais competitivo, no qual tentar matar o concorrente pode ser sua única garantia de sobrevivência no mercado.
Agora, para estar incluído no seleto grupo dos que tem acesso à exclusividade, além de ser necessário estar por dentro de tudo que acontece em termos de tendências e ter a informaço em primeira mão, é preciso ter disponibilidade para estar no lugar certo e na hora certa.
Vendendo espaço no seu futuro carro zero, o Felipe não conseguiu os 50 mil que precisava para comprá-lo. Mas arrecadou R$ 5 mil que usou como entrada do seu novo Ford Fiesta.
O carro já está adesivado com a imagem dos patrocinadores (veja o mascarado da Espalhe, que apoiou a ação, no para-choque) e circulando por Belo Horizonte, onde espera recrutar novas marcas interessadas na mídia espontânea gerada pela ação.
O tênis é um esporte de cavalheiros e, ao contrário do pessoal da agência que só acerta na grosseria, é imprescindível o uso da raquete para praticá-lo. O Sergio sabe disso, foi no estande do Reserva Jardim no último domingo, e levou a TV LCD.
Arrematar objetos em leilões por preços exorbitantes e depois fazer algo inusitado com eles é uma estratégia de guerrilha um tanto quanto comum. Não consigo puxar nenhum exemplo específico na memória agora (dêem um desconto, é sexta e faltam 15 minutos para a alforria), mas se não me engano o Golden Palace volta e meia aplica uma jogada dessas. A sacada está em conseguir equilibrar o quanto você vai gastar comprando o objeto com o retorno em boca-a-boca e mídia espontânea que seja lá o que você for fazer com a relíquia vá te dar.
A grife de roupas do grafiteiro Marc Ecko (lembram da pichação do Air Force One?) teve a manha de enxergar uma oportunidade. Arrematou por 750 mil dólares a bola do home-run número 756 do jogador Barry Bonds. O que acontece é que esse recorde é altamente polêmico, visto que o jogador está envolvido em um escândalo de dopping. Essa é a receita do buzz número 1: jogue gasolina em uma fogueira já existente, é mais fácil do que criar o seu próprio fogo esfregando dois palitinhos e ver ele ir pegando aos poucos. Agora a galera pode votar no que deve ser feito com a bola: (a) ser doada para o hall da fama, (b) ser marcada com um asterisco explicando que o feito foi alcançado de maneira controversa e doada para o hall da fama ou (c) ser catapultada para o espaço, onde será esquecida junto com este recorde ilegítimo.
Ou seja, Marc Ecko conseguiu puxar para os seus domínios a discussões de boteco em torno do recorde polêmico. Qualquer fanático por baseball tem sua opinião e vai ser forçado a ir lá no site dar o seu pitaco. Até o momento já são quase 10 milhões.
A partir de amanhã, a Zona Leste de São Paulo será invadida por centenas de milhares de bolas de tênis. A ação desenvolvida para a Cyrela pela Espalhe tem como objetivo gerar tráfego para o empreendimento Reserva Jardim, único da região com quadra de tênis.
Quem for ao estande de vendas e der um saque certeiro, ganha na hora uma TV LCD. Ok, o desafio Prepare seu Saque não é uma cesta de 1 milhão de dólares da NBA, mas em compensação é muito mais fácil, veja o que o Bruno Tozzini fez no primeiro teste que filmamos no local:
Está rolando em vários blogs um mistério sobre “quem seriam estas pessoas cujas imagens aparecem gravadas nos DVDs do Windows Vista”. Se foi um "easter egg" plantado pela própria Microsoft ou se é um hoax e não existe imagem nenhuma, pouco importa. O efeito é o mesmo e o boca-a-boca foi criado.
Para celebrar a sua entrada no mercado americano, a Virgin America fez um site onde deixava o público sugerir nomes aos seus novos aviões. Um dos primeiros escolhidos foi o "Unicorn Chaser", sugerido pelos editores do Boing Boing, o maior blog do mundo.
Segundo o Boing Boing foi um convite normal, sem pagamento de jabá, sem passagens grátis ou ainda sem barrinhas de cereais extras quando algum deles viajar na nova companhia aérea. Os editores do Boing Boing aceitaram participar e dar "de graça" este incrível volume de mídia espontânea para a Virgin America simplesmente porque achou a iniciativa legal.
Prova de que para conseguir mídia espontânea em blogs não é preciso pagar ninguém para escrever posts mascarando um jabá por baixo dos panos. Basta propor algo legal que as adesões ocorrem naturalmente.
Tudo que um profissional de guerrilha procura é um conteúdo forte, simples, redondo. Algo muito fácil de ser passado para frente no boca-a-boca.
Nós não compramos mídia, então somos otimistas o bastante para acreditar que nas milhares de mensagens que impactam os indivíduos todos os dias, eles elejam a nossa mensagem para comentar na mesa do bar, no bebedouro da empresa, mandar por e-mail, grafitar num muro, postar num blog. Mas para isso, a mensagem tem que ser forte, simples, redonda.
A eleição do Cristo como uma das novas 7 Maravilhas do Mundo é um conteúdo muito forte (Vote Cristo, precisa dizer mais alguma coisa?), é simples (basta passar o link da eleição pra frente), é redondo (mexe com nossos brios nacionalistas: vamos vencer a Estátua da Liberdade!).
Aparentemente qualquer um pode ser dono deste conteúdo. Pois tem o site www.votecristo.com.br que parece o site oficial da campanha no Brasil, com apoio da Prefeitura e outros orgãos de turismo. E tem também o site www.cristoredentor.com.br que tem o peso da URL oficial e permite que você vote por celular ou internet, além de ter comunidade no Orkut.
O Bradesco foi lá e apoiou a ação, colocando o anúncio abaixo na capa da Folha de S. Paulo, divulgando a URL do primeiro site. Pegou uma carona simpática, mas poderia potencializar muito mais com um plano forte de guerrilha (fala daí, Luca!).
É óbvio, o Google é o Google e não precisa de propaganda. Nem por isso, o Yahoo é o Yahoo, um serviço tão bacana quanto o Google e que, mesmo assim, até pouco antes do cidade limpa ser implantado em São Paulo tinha painéis na Marginal. Eu nunca vi um painél do Google. E o Yahoo não está entre as 10 marcas mais valiosas do mundo.
Já falamos aqui sobre a receita guerrilheira do Google e falaremos de novo: o Google cria fatos novos toda a semana com o objetivo de gerar boca-a-boca e matérias na imprensa. O dia da Terra, por exemplo, comemorado no dia 22 de abril, é um motivo para falarmos do Google desde 2001 (logo lá em cima) até hoje (logo mais embaixo).
Os comerciais do Super Bowl costumam chamar mais atenção das pessoas do que o evento em si. Todo mundo fica curioso para saber quem são os 35 anunciantes que toparam pagar até US$ 2,6 milhões por um espaço de 30 segundos.
Neste aspecto, a 41ª edição do evento foi um marco por conta de dois motivos:
1- A moda dos comerciais produzidos pelos consumidores: o fator "quem é o louco que vai bancar US$ 2,6 milhões para veicular uma peça amadora" gera muito boca-a-boca, sem dúvida.
2- Ao contrário do que sempre aconteceu - os comerciais do Super Bowl desaparecerem depois de 1 veiculação - "agora, a vida útil das peças é ampliada pela exposição em dezenas de sites, pelos comentários dos blogs e pela troca dos videoclipes nas comunidades" (tirado do Meio & Mensagem - 12/02/07).
Aqui no Brasil, as empresas aprenderam a 1ª lição muito bem. Tão bem, que eu começo a pensar se ações de C.G.C. ainda despertam o interesse e o boca-a-boca falado no segundo tópico. Por exemplo, ao abrir ontem a última edição da revista da MTV, eu me deparei com 3 ações de C.G.C., quase em sequência:
1ª. Faça um filme pra Sprite. Se for ruim, a gente não usa. Se for bom, a gente não paga.
2ª. Uma idéia de dor de cabeça. Uma câmera na mão. Vamos transformar sua idéia de dor de cabeça em grana e fama.
3ª. You Paper. O espaço a gente dá. Entre no www.mtv.com.br/revista e envie artigos, entrevistas, ilustrações, histórias, fotos, desenhos, resenhas, críticas arte etc. Nós publicamos.
Conforme disse Kate Sirkin (diretora global de pesquisa do Publicis Groupe) para o Meio & Mensagem, "há 10 anos, você olhava os números da Nielsen e o recall do dia seguinte. Agora, o ROI significa mais do que contar eyeball. Você quer gerar comentários e tráfego online, ver as pessoas falarem de sua marca e buscá-la online".
Será que a banalização da mecânica e a simples veiculação em um espaço comercial estão gerando estes comentários e discussões? Eu tô velho para MTV. Então peço aos jovens leitores do blog que comentem se estão participando de uma destas ações ou se já tinham ouvido falar delas.
A Jess Aline chamou atenção para esta ação do Yahoo na ferramenta de seu concorrente, Google AdSense, no Contraditorium. O link leva para o Cadê?.
Então notei que o Yahoo também fez a mesma coisa aqui no Blog de Guerrilha:
Já ganhamos alguns trocadinhos de concorrentes que optam por usar o nosso blog para anunciar. Contudo, mais do que atrair cliques nos links, estas gracinhas no AdSense servem para despertar interesse dos blogueiros para fazerem posts e gerarem mais boca-a-boca. O Yahoo anunciar no Google dizendo que está fazendo emboscada (?!) já dá o que falar. Ainda assim, algumas gracinhas são um pouco mais trabalhadas, como este segundo exemplo também do Cadê?, que leva para um hotsite de dicas para usar a ferramenta:
Ou ainda mais rebuscadas, como a ação para divulgação da festa do Copo Vermelho para blogueiros. Alguns lembrarão da ação que aconteceu há 1 ano, onde o convite foi feito via AdSense nos blogs com os links remetendo para uma página de RSVP, onde, para confirmar presença, o blogueiro precisaria publicar o banner "eu vou" no seu próprio blog.
Se você pensa que as flash mobs, criadas em 2003 nos EUA, foram uma moda passageira, está enganado. Temos 2 exemplos que mostram que elas estão acontecendo em grande estilo e com marcas por trás.
Há duas semanas, falamos aqui da muito bem bolada flash mob This is Sparta. E hoje, em Londres, mais de 4 mil pessoas se reuniram na Victoria Station para dançar silenciosamente ao som dos seus mp3 players. Vejam as fotos no Flickr. Segundo o jornal inglês Evening Standard , as pessoas receberam o convite por SMS poucos minutos antes do evento: "dance like you've never danced before" at 6.53pm. A ação teria sido promovida por um portal de baladas.
Ao contrário da grande maioria, eu achei bacana a idéia do Blog do Pimentel. O primeiro post, onde é explicado porque fazer o blog, é "guerrilheiramente" revolucionário. O Pimentel transcreve o e-mail que mandou para a agência de propaganda da Nextel dando sugestões e o e-mail padrão que a agência responde sem dar a menor bola para ele. Naquele post o Pimentel apresenta o conceito do blog metendo o pau na agência, e na propaganda em geral, que não consegue mostrar o diferencial da Nextel: Tudo que você gostaria de saber sobre Nextel e a propaganda não estava a fim de contar.
Muito legal. A Nextel tem um produto revolucionário e sua agência de propaganda não consegue transmitir o diferencial. Então um funcionário de vendas fica furioso e abre um blog para ser um canal direto entre a empresa e seus consumidores. Finalmente entenderemos o negócio da Nextel. A história é muito boa, o público corporativo (alvo da Nextel) se identifica, e tem grande chance de passar pra frente.
Só que para divulgar o blog, o Pimentel (que segundo ele criou o blog por conta própria) não acreditou no potencial de boca-a-boca da sua história e comprou mídia na TV (muito provavelmente dando a comi$$ão para sua péssima agência) para veicular um comercial fingindo ser caseiro.
Então, como potencial cliente da Nextel, eu fiz o que Pimentel fez com sua agência de Propaganda: questionei. Perguntei se quem pagava pela mídia era o Pimentel, a Nextel ou era só uma brincadeirinha da agência de propaganda. E o Pimentel respondeu (será que foi ele?) aqui no blog:
Eu achei legal ele responder. E achei péssimo ele ter publicado e depois apagado o meu comentário no blog. Também acho muito tosca esta discrepância entre o discurso do blog e a veiculação na TV.
Por que não fazer o Pimentel existir de verdade? Por que não usar alguém da força de vendas para escrever o blog, com ajuda de um blogueiro ou de uma agência de guerrilha, mesmo que seja com o apelido Pimentel que rima com Nextel? Se a Nextel realmente acreditasse nas ferramentas de guerrilha e investisse na força do boca-a-boca e do blog, o seu conteúdo seria mais interessante e menos "chapa branca".
Eu tenho certeza que dá pra fazer um blog corporativo e ser interessante. Um bom exemplo é o Skype, que tem um produto tão ou mais revolucionário que a Nextel, e [por isso mesmo] quando entrou no Brasil ano passado nem perdeu tempo fazendo concorrência para escolher agência de propaganda. Em primeiro lugar recrutou uma blogueira famosa para abrir um canal de carne e osso com seus clientes.
O blog Jovem Nerd está promovendo uma flash mob durante o filme "300", que é uma adaptação cinematográfica da série de histórias em quadrinhos "Os 300 de Esparta" (cujo título original é apenas "300") de Frank Miller, autor que possui uma verdadeira legião de fãs nerds, e que conta com participação importante do Rodrigo Santoro.
Não está claro se a Warner Bros. está por trás da ação ou não. Deve estar e é certeza que a ação será um sucesso entre os fãs do Jovem Nerd (ouçam o nerdcast semanalmente e morram de rir):
Então dia 30 de março, reúna os amigos, vá ao cinema e deixe a adrenalina subir! No momento da projeção em que o Rei Leônidas projetar sua voz contra os persas, una-se aos bons espartanos no uníssono: “THIS IS SPARTA!!!” FILME E TIRE FOTOS DA GALERA!
O que fazer quando o Buzz sai do controle e se volta contra a marca? Esta é a pergunta que os clientes, mal acostumados a comprar mídia, mais fazem quando propomos uma ação para gerar boca-a-boca.
Neste video com um trecho de sua palestra de ontem no Proxxima, Drew Schutte, publisher da influente Wired, recomenda que, em tempos de consumidores podereosos, não se faça nada e exemplifica com um case de CGC - Consumer Generated Content – do Chevy nos EUA, onde a marca teve "culhões" para segurar a ação no ar.
A palestra do Drew foi muito boa, mostrando a inovação constante na Wired (como a criação
de "Stunts" em suas capas) que faz a revista ser idolatrada por seus leitores e crescer em circulação, enquanto as publicações do século passado caem todo mês.
A tabela acima, tirada do Meio & Mensagem de 12 de fevereiro, mostra que consumidores de carros e eletrônicos são influenciados em primeiro lugar pelo Boca-a-Boca.
Quando se fala em Boca-a-Boca, existem 2 tipos:
- Orgânico: ocorre naturalmente quando você tem um produto/serviço que vale a pena ser falado. como por exemplo, o Skype. Uma ferramenta que permite você falar com o mundo todo de graça é revolucionária e, sem dúvida, merece ser falado, comentado, divulgado.
- Amplificado: este é o boca-a-boca criado, normalmente por uma agência de guerrilha, para que as pessoas falem de um produto ou serviço. As ações de guerrilha criadas pela Espalhe para a Klabin Segall fazem com que esta empresa do mercado imobiliário seja comentada on e off-line (alguns exemplos: 1, 2, 3 e 4) consistentemente.
Com a capota arriada, o Peugeot 206 Coupé Cabriolet me chamou a atenção estacionado na Berrini. Nem tanto pelo carro, que é mesmo uma graça, mas porque estava pintado e adesivado com o logotipo da auto-escola Márcio.
Fundada em 1983, em Taboão da Serra, com um Fusca, a empresa hoje tem 14 filiais e 60 carros. Entre eles, um C3 2006, um Classe A e um Pólo 2004, o tal Peugeot, que é de 2003, e uma BMW 95.
A idéia de investir em automóveis de luxo surgiu justamente em 95, quando o dono, Márcio Joel Rodrigues, comprou um carro da marca alemã novinho em folha, para uso próprio.
Rapidamente, notou que a belezinha chamava a atenção dos clientes quando estacionado na porta da auto-escola. “Todo mundo queria saber como é dirigir um top de linha”, conta Márcio, que em seguida adquiriu uma BMW para as aulas.
Além de traduzirem uma estratégia de marketing, os carros costumam ser usados como prêmio – uma aula de brinde para o aluno que completa a carga horária obrigatória. Atualmente, a empresa está estudando a possibilidade de o cliente fazer todo o curso no Peugeot. Enquanto para tirar carta com a frota normal custa R$ 350, no francesinho conversível sairá em torno de R$ 800.
Quando se fala em estresse no ambiente de trabalho, o profissional de marketing de guerrilha só se compara ao Neurocirurgião infantil e aos bombeiros de Nova York depois do 11/9.
Com uma rotina pesada - que nos piores dias inclui jornadas exaustivas no Messenger, Orkut, YouTube, blogs e, até mesmo, confecção de relatórios e playlists do iTunes, além dos brainstorms e viabilidades bizarras - nas agências de guerrilha, desmaios e crises histéricas de choro acontecem o tempo todo.
Com o objetivo de combater esta tensão gerada pela própria natureza do trabalho de guerrilha, nosso departamento de RH fez uma pesquisa extensa com as mais novas tendências de motivação corporativa. E chegou a uma descoberta revolucionária que, antecipando-se às 100 melhores empresas para se trabalhar, transformou em benefício para todos os Colaboradores da agência.
Em parceria com o serviço Alugueumcachorro.com.br, os funcionários da Espalhepodem ter seu próprio cachorro dentro do escritório (em plena região da Berrini!). A transformação foi imediata, o clima melhorou, assim como a performance. Veja os testemunhais:
Quando me apresentaram o pacote de benefícios, eu não acreditei. Mal cheguei na agência e já recebi Tuca que passou a ser meu companheiro no trabalho. E o melhor que não preciso gastar dinheiro em pet-shops - Henrique
São muito higiênicos, independentes e quando você chama eles nem te dão bola... É como ter um gato! (Mas sem todas as implicações gays do estereótipo de homens que têm gatos) - Wagner
Nunca tive pets porque eles são difíceis de combinar. Mas agora, com este benefício, eu troco de cachorro como quem troca de bolsa - Tatiane
Aluguei o Sonny porque nenhum cachorro sabe fingir-se de morto como ele - Barbara.
Nunca mais tive pontadas no ciático: além do Bartô não me arrastar pela rua, ele me acalma nos momentos críticos - Cleber
O Jarbas é uma boa companhia porque não late enquanto estou comendo chocolate e nem faz xixi no carpete - Bruna
Mais do que um amigão no ambiente de trabalho, Brian é um exemplo de foco e concentração - Gustavo
No último mês, uma série de acontecimentos marcou o cotidiano do carioca da zona norte. Em comum, apenas um símbolo forte e a frase Ele está chegando na Zona Norte.com. Eles foram carimbados em lambe-lambes nos muros de todo o Rio de Janeiro, marcavam camisetas dos membros de passeatas nas ruas e nas estações de trem, nos advertestas dentro de coletivos, estavam nas tatoos de tatuadores nas praias e nas bolachas de chope e espelhos de banheiros de bares da ZN. Pessoas trocaram camisetas usadas por novas que tinham o símbolo em plena rua e um blog noticiava tudo o que estava acontecendo. Estas ações despertaram a curiosidade das pessoas que perguntavam do que se tratava.
Era o presságio de que algo de outro planeta chegaria à Zona Norte.
Uns diziam ser um ovni, outros o Pan e alguns chutavam ser manifestações de políticos. O comentário de um internauta resume bem o sentimento que tinha de ser desmistificado com as ações: "Geralmente tudo o que aparece de novo aqui no Rio é primeiro na Zona Sul...".
O plano de guerrilha tinha como idéia valorizar a Zona Norte carioca que está sendo revitalizada e recebendo investimentos da iniciativa privada. Neste caso, será um megacondomínio da Klabin Segall e da área imobiliária do Grupo Modal, nas esquinas da Linha Amarela e da Avenida Suburbana, região do Grande Méier. E o símbolo nada mais é do que uma super piscina naquele formato, obra do escritório de arquitetura paulista Aflalo e Gasperini. Se a piscina parece de outro planeta, imagina o resto!
A campanha de guerrilha foi desvendada por passeata com "jornaleiros" que distribuiram tablóides anunciando que o símbolo é apenas a piscina. Na seqüência, a campanha above the line, da Eugenio, foi lançada com anúncios em jornais e comerciais de televisão, além de mobiliário urbano e comercial de cinema, dando detalhes do condomínio. Um guia, feito pela Fan, com os melhores atrativos do Grande Méier também foi distribuidos nos estabelecimentos da região.
A partir desta semana, quem for ao tradicional restaurante Velhão, em Santana, vai deparar com uma placa que diz Pise na Grama [clique na foto para ampliá-la]. Embora cause estranheza ao passante já que normalmente o pedido é para não pisar na grama, a placa é um convite a andar de descalço, sentir a terra e a grama, algo raro em cidades de concreto como São Paulo. Tal convite faz parte da campanha de guerrilha para o lançamento do complexo imobiliário Arboris, da Klabin Segall e Líder, que tem como conceito justamente o resgate da qualidade de vida.
O que adianta falar em melhorar o estilo de vida, buscar a natureza e, ao mesmo tempo, morar na selva de pedra? A 4 quilômetros do Horto Florestal e ao lado do Parque da Cantareira, o Arboris exalta a natureza. Seguindo este diferencial, a guerrilha desenvolvida leva-o às ruas.
Além das placas de Pise na Grama que tomará conta de Santana, uma série de ações buscam incentivar a volta aos programas bucólicos. A ação Leia na Sombra da árvore consistirá em distribuir almofadas confortáveis para que as pessoas leiam jornais, revistas e livros na sombra de uma árvore. Outra, a Coma no Bosque fornecerá uma toalha quadriculada para quem passar por alguns estabelecimentos comerciais do bairro. A toalha é um empurrão para a organização de um piquenique no parque.
Amarrando tudo isto, foi criado o blog Cultive Seus Dias, que dá dicas de bem-estar e qualidade de vida.
Será que o bom humor chegou ao "grande império do mal" chamado Microsoft? Será que eles são de carne e osso e não se preocupam em apenas ganhar mais e mais bilhões de dólares?
Para dar os parabéns à equipe da Mozilla Foundation pelo lançamento da versão 2.0 do Firefox, a equipe desenvolvedora do novo Internet Explorer 7 (também lançado nesses últimos dias) enviou um bolo de presente para os "rivais". A equipe do Firefox agradeceu.
Recentemente outras ações bem humoradas da Microsoft fizeram muito sucesso. O vídeo da "caixa do iPod refeita pela Microsoft" e a consultoria do David Brent (personagem do Ricky Gervais da sensacional série "The Office") na sede británica da Microsoft (link para video 1 e video 2), ficaram hilários. E mostram que rir, e principalmente rir de si mesmo, pode ser uma bela estratégia para conquistar a mesma simpatia do público que os rivais Apple e Google têm para dar e vender.
Capa da caras: Karina Bacchi está namorando com o Baixinho da Kaiser. Pela quantidade de amiguinhos jornalistas que me procuraram por MSN implorando para eu confirmar que isso era golpe, posso afirmar que a ação foi um sucesso. Me lembra muito a Brooke Burke com o Burger King. Belo PR Stunt da Kaiser. E não me impressiona os "jornalistas" da Caras caírem feito patos.
A Antarctica resolveu apostar no poder viral dos blogs para inaugurar o Bar da BOA , um bar carioca que será fechado ao público e usado apenas para a gravação da nova campanha publicitária da cerveja. Além da imprensa tradicional, quatro blogs foram especialmente convidados para fazer a cobertura do evento : Jacaré Banguela, o Mico na Rede, o Blog do Noel e o Faz Sentido. O convite foi feito através de vídeos no YouTube, onde a própria Juliana Paes fala o nome dos convidados, para ninguém duvidar.
A ação não é tão audaciosa, mas parece ser bem-sucedida: alguns dias antes da inauguração, já surgiu um burburinho sobre o assunto na blogosfera. O evento aconteceu neste último sábado. Agora, é interessante acompanhar os blogs convidados para saber qual será a repercussão. Textos, fotos e vídeos já estão na rede, e os blogueiros prometem que há mais por vir. Em todo caso, essa pequena ação mostra que as empresas finalmente começaram a dar mais crédito aos blogs - uma mídia gratuita e eficiente.
[]´s Flavio Serpa (blogueiro convidado)
Complementando o post do Flavio:
Pagar uma bebida para blogueiros, essa onda tá pegando. Já rolou uísque, agora foi cerveja.
A ação é da LiveAD, que obviamente tem blogueiros em seu quadro (quem não faz blog, geralmente não entende o seu potencial). Tá chegando hora das ações de RP começarem a reservar um pequeno canto nas festinhas badaladas para estes “esquisitos que não saem da frente do computador”. Vale a pena, ainda mais se fizerem com empresas que vivem dentro dessa “nova mídia” e já começaram a criar um relacionamento com os “Amauri Jrs do amanhã”.
Eu, como um desses caras “esquisitos que não saem da frente do computador”, só tenho que incentivar a proliferação de ações como esta. Assim eu escolho se no próximo carnaval vou pra um camarote cervejeiro em Salvador ou na Sapucaí.
A ação, que foi veiculada na MTV durante os meses de agosto e setembro, consistia em aumentar o número de ringtones baixados (e devidamente pagos) do site da MTV. Se a meta de de 100.000 ringtones fosse alcançada, Vitor Belfort vestiria o collant lilás de ballet. Há umas 2 ou 3 semanas, um vídeo apontando um número de downloads superior a 70.000 começou a ser veiculado. O potencial viral era bom, mas numa rápida pesquisa no Google para construir este post, não achei uma figura sequer ligando Vitor Belfort ao collant lilás... Para falar a verdade, achei apenas um fórum falando do assunto...
ps1: numa dessas minhas madrugadas de insônia, verei se o meninão vestiu o tal collant...
ps2: em abril deste ano, um rapaz (ou um site de relacionamento) fez "um viral à trois", que era uma aposta nesta linha, mas de conteúdo mais interessante.
Logo que apareceu o vídeo da Cicarelli na praia da Espanha, pipocaram posts na comunidade de Marketing de Guerrilha no Orkut dizendo que era uma ação de Marketing Viral ou PR Stunt da modelo, que já não estava nos seus melhores dias de visibilidade e cachê.
Não é necessário analisar profundamente o gráfico do Technorati, com a evolução dos posts que mencionam “Cicarelli” em blogs, para perceber que a ação, intencional ou não, funcionou para colocar a moça novamente na pauta do dia.
Valeria uma análise sobre o fenômeno. Mas na falta de tempo, é interessante apenas notar a fome dos blogs em usar o “tag” Cicarelli apontando para cada nova publicação do filme, que na sequência era tirado do ar.
Para os blogs, isto traz a audiência dos atrasadinhos procurando via Google. O que engorda a remuneração do seu adsense e afiliados diversos. E transforma a “vítima” em mega-celebridade-instântanea. E a roda gira.
Alguns blogueiros colocaram o assunto no contexto do seu blog e outros nem tiveram esta preocupação.
O designer Ben Clemens teve seu celular Nokia 6682 roubado na sexta-feira, (..), porém através de uma ferramenta de upload automático de fotos para o site pessoal Flickr, (...), o designer teve uma aproximação um pouco maior do assaltante, ou de quem quer que tenha sido o novo dono de seu aparelho.
Não demorou muito para que o ladrão, ou o receptor do aparelho roubado, começasse a tirar fotografias para testes. (...)
A imagem foi enviada automaticamente através de um software chamado ShoZu, compatível com alguns tipos de equipamentos e que envia fotos através de SMS sem interação do usuário assim que uma nova imagem é feita através da câmera (...).
Sem que o novo dono soubesse que o programa estava instalado, (...), o endereço pessoal de fotos de Ben começou a ganhar entradas inusitadas, (...).
Algumas pessoas dizem que isto não é verdade, que Ben está inventando esta história para divulgar as capacidades do programa ShoZu, mas em seu blog o designer desmente as acusações e garante não ter qualquer ligação com o software.
Links para os sites com as fotos na notícia na íntegra, aqui.
O filme "Snakes on a Plane" é sem dúvidas o maior exemplo de como a guerrilha online pode ser usada para agitar um lançamento. Há mais de 6 meses vejo pipocando em um site ou outro histórias loucas sobre a produção. Os caras tiveram a manha de fazer um mix perfeito de ações próprias e ações de incentivo para que os próprios fãs criem espontaneamente conteúdo relacionado ao filme. E, sim! Um filme com um enredo tosco e que gastou uma ínfima parte do que as produções de Hollywood costumam gastar com divulgação, lotou as salas de cinema e foi o mais assistido nesse final de semana nos EUA.
Não vou perder tempo descrevendo todas as ações online que vi. Vale dar uma conferida no verbete do filme na Wikipedia e nesta última ação, que vi no Ovelha Elétrica. Um joguinho simples, "Snakes on a Babe", onde você tem que encontrar os pares das serpentes para removê-las do corpo de uma garota nua, revelando aquilo que todo nerd potencial fã do filme gosta de ver. Viral simples e manjado, mas que sem dúvida funciona.
Sem dúvidas a internet ajuda muito, mas esse vídeo do menino de 3 olhos arruinando um show da banda Calypso que vi no Saiu Gosminha é a prova que a tecnologia não é fundamental para espalhar uma mensagem. Quando for planejar uma ação, não se esqueça que taxistas, salões de beleza e botecos podem ser tão interessantes para propagação quanto Orkut, listas de discussão e blogs.
Eu achei interessante essa abordagem do You Tube: ao tirar o site do ar, eles explicam como funciona a rede e onde pode dar erro. Pelo menos fica mais simpático do que o “estamos fora do ar, volte logo”. Ou pior, "estamos em manutenção".
Os 100 primeiros que foram nessa URL (www.oqueeuganho.com.br)e colocaram a senha (vermelho23) ganharam um bônus de R$50 para a loja intelig web.
Para aproveitar o Buzz dessa ação, a Intelig emendou com uma promoção para adivinhar o que o personagem do comercial está tentando dizer. Quem quiser participar concorre a mais R$523 em bônus na mesma loja.
Desde o seu lançamento, a proposta do Firefox é bem simples: help us take back the web. Mais do que um slogan ou uma campanha de propaganda é uma causa a ser lutada.
E consistentemente eles batem nesta tecla. Na primeira vez, eles fizeram um anúncio com todos os nomes das pessoas que contribuíram para a compra de uma página dupla no NYT. O que gerou um boca-a-boca monstro, muito maior do que o próprio resultado do anúncio no jornal.
Dessa vez é para provocar ainda mais boca a boca. Convença um amigo a baixar o Firefox e entre para história da internet ao ter o seu nome no código do programa na sua versão 2. Parece besteira? Pois o One Million Dollar page tinha o mesmo princípio. Entrar para história da internet.
Desde 15 de julho, aniversário da Mozilla Foundation, você pode entrar no site World of Firefox Day e, até 15 de Setembro, pode participar.
O processo é bem simples. Coloca o nome e email seu e do seu amigo no formulário, escolhe a palavra que você quer que fique entre os nomes (as opções são bem legais: informed, cares for, Set Free, Support entre outras) e envie. Você receberá um email com as informações e basta confirmar o recebimento, editar mensagem para se tornar mais pessoal e pronto.
Se o seu amigo baixar o Firefox, vocês dois vão para o Firefox Wall.
O time do Firefox sabe que a maior parte das pessoas que já usam o browser é formadora de opinião e que se essas pessoas o indicarem para seus amigos, a base de usuários aumentará. Hoje eles tem quase 13% do share mundial de browsers e, com uma manobra dessas, podem chegar ao dobro dessa participação.
E você, já baixou o Firefox hoje? Lembre-se é até dia 15 de setembro.
Em ano de eleição, vamos abrir uma nova categoria no Blog de Guerrilha: Guerrilha Política.
Já falamos bastante de ações guerrilheiras de políticos de diferentes partidos como Soninha, Cesar Maia e Enéas.
Mas este ano promete muito mais. Inauguramos esta nova categoria com a ação contra o candidato do Garotinho: Sergio Cabral Filho.
Com comunidade no Orkut e um blog que já foi tirado do "mar" e voltou 2 vezes em novos provedores, Pero Vaz de Caminha, que conhece o Cabral como ninguém, promete contar todas as facetas do candidato ao governo do Rio, como está na descrição da comunidade do Orkut:
Para isso quem assume a redação do blog é o próprio Pero Vaz de Caminha, aquele que sabe tudo, tudo, sobre o Cabral desde 1.500. Pero Vaz de Caminha e suas cartas dizendo o que ocorre nos porões da Nau Capitânia, o que ocorre na Corte, o que ocorre no fundo do mar.
O Blog começou dia 05 de julho de 2006. Dia 07 de julho foi tirado do ar...ou melhor do mar.
O almirante Cabral tentou afundar minha nau. Isso é impossível. A internet é libertária e năo admite isso. Fui obrigado a atracar essa nau no Mar Adriático. Daqui vou continuar informando sobre as condiçőes do tempo, das naus e das cortes. Dos adultos e principalmente dos garotinhos. O almirante năo deve ficar nervoso. É assim no oceano da blogosfera.
Em seu ex-blog, o Prefeito Cesar Maia coloca lenha na fogueira abusando dos conceitos guerrilheiros:
O BLOG DO PERO VAZ DE CAMINHA: um estudo de caso !
Jovens amigos inventaram o blog que chamaram de Pero Vaz de Caminha para criticar o Cabral -candidato a governador. A referência também incorporava a idéia de que, quem está no internet "navega". Este ex-blog foi informado. Entrou e avaliou e achou sensacional. Em seguida divulgou o mesmo, lastreando, de forma a dar audiência ao blog de jovens que nem conhecia. E pediu que outros ajudassem estes blogueiros iniciantes,(?), com todas as informações que tivessem -desde que publicadas em jornais ou documentadas. Segundo informam ,em três dias, o blog Pero Vaz de Caminha, deles, atraiu mais de 30 mil visitantes,(certamente 25 mil diferentes). A JCM -juventude da Cidade Maravilhosa do PFL, que dá a infraestrutura de pesquisa para este ex-blog, passou a alimentá-lo com fatos e frases. Algumas foram absorvidas por eles. Outras não. Veio o recurso ao TRE e com isso se deu uma enorme visibilidade à iniciativa. Esse processo é o que alguns chamam de guerrilha virtual -virose virtual- onde se parte de uma plataforma, mas se alcança outras por fatos externos, ao ponto de partida. Os "navegadores-internautas" - e não falo dos fundadores do blog Pero Vaz de Caminha- se sentiram atingidos em sua liberdade pois esta censura do -senador- Cabral, pode afetar a liberdade com que se trabalha neste web-universo. Criou-se um precedente que os "navegadores" -especialmente os mais jovens- acham gravíssimo. E começaram a reagir : tanto os fudadores, como milhares de outros. Os fundadores, imagino, enviaram esta mensagem, abaixo, que repasso:
"Começou muito mal a campanha do Senador Sergio Cabral ao Governo do Rio. Ele começa pedindo à justiça que censure um blog que divulgava notícias antigas de jornal, que falavam de escândalos em que o senador foi citado.
Veja como são as coisas...eu aqui, tentando prestar um serviço à justiça, trazendo dados que contam tudo sobre Cabral, e nosso amigo Cabral pede a justiça para me impedir de fazer meu ofício, ou seja escrever cartas. Tiraram meu bloco de papel...mas logo compro outro bloco e continuo meu trabalho. Agradeço o apoio de todos e precisamos pressionar a opinião pública para que todos tenham direito a leitura de minhas cartas sobre Cabral....."
As casas Bahia encontraram um forma simples de promover suas TVs de Plasma no auge da corrida por elas no início da Copa. Quem comprasse a TV Philips de um determinado modelo por 7.980 reais, se o Brasil ganhasse a Copa, receberia outro televisor do mesmo modelo pagando apenas 1 real.
O mais bacana é a entrevista com o Michel Klein, presidente da empresa, na Veja São Paulo, onde ele mostra uma tremenda visão guerrilheira. Leia alguns trechos:
- Veja SP: Deu vontade de comemorar a derrota?
- Klein: Nããão! Fiquei triste. Preferia entregar os televisores. Além de ser muito simpático com os clientes, imagine a mídia espontânea que isso geraria...
- Veja SP: Quantos televisores foram vendidos?
- Klein: 2 mil aparelhos em uma semana. Sem a promoção, a rede levaria 7 meses para chegar a este número.
- Veja SP: Seria um prejuízo de uns 16 milhões de reais...
- Klein: Mas isso é só uma pequena parte do nosso orçamento anual com publicidade de, que fica entre 300 e 360 milhões de reais.
Eu acho que ele percebeu que se fizer PR Stunts como este todo mês, o seu mega orçamento de mídia poderia cair muito.
Consumidor macho de verdade usa a força da web para expor as empresas que o tratam mal e causar um belo estrago. Nessa semana estão circulando dois exemplos.
No primeiro, um usuário mostra o quanto pode ser irritante cancelar uma conta na AOL. O atendente consegue ser muito inconveniente insistindo para que o cara continue pagando um serviço que simplesmente não precisa e não quer mais (qualquer semelhança com operadoras de celular brasileiras é mera coincidência). Pelo menos 140 mil pessoas já ouviram a conversa.
O segundo caso é mais cômico: o cara gravou um técnico da Comcast (internet banda larga) tirando uma soneca em seu sofá enquanto aguardava o atendimento da central. No final ele agradece a Comcast pelos mais de 15 dias de inconveniências tentando resolver seu problema. O vídeo tá bombando no youtube (quase meio milhão de espectadores em uma semana).
A Adidas não aproveitou, mas, segundo nota do Meio e Mensagem, o Band-Aid sim. inspirado pela declaração do departamento médico da seleção "A bolha está cicatrizando. Vai formando uma pele e a gente protege com Band-Aid".
A assinatura da peça: "Se depender de nós vai ter gol até de calcanhar".
Não é novidade: vários amigos meus viajaram de Londres para diferentes destinos por 1 libra. Eu não dei essa sorte, mas consegui uma pechincha de 40 libras para a Espanha. Concorrendo no segmento de low fare, há mais de 5 anos EasyJet e Ryanair fazem essas "caçadas ao tesouro" em seus sites, que revolucionaram a venda de passagens pela a Internet.
Agora tá todo mundo falando disso aqui no Brasil: "minha mãe foi pra Salvador por 25 reais". Ou, "hoje eu vou passar a noite tentando". Ou, "meu irmão conseguiu ida e volta, Rio São Paulo, por 25 reais.
Não deu para resistir ao boca-a-boca gigante e fui também tentar a sorte. Passei 3 horas, de 22h às 1h, procurando algum destino (de preferência Rio) e nada. Só uma mensagem irritante dizendo para tentar em alguns minutos. Fui tentar comprar a passagem sem promoção e nada também. Saco!
Todo mundo já sabe que a Seleção Brasileira está na Suíça, em Weggis. E só se ouve falar do buxixo que isso causou nessa cidadezinha de pouco mais de 4.000 habitantes. Os brasileiros dominaram o lugar e estão chamando a atenção de todo mundo, seja pela alegria, pelas cores das roupas e acessórios verde-amarelos ou pelo barulho que fazem.
Mas um lance curioso acabou chamando muito mais atenção: um jovem morador local, totalmente à parte da maioria, anda circulando por lá com uma camiseta verde-amarela, claro, mas com uma sutil diferença nos dizeres: “Who the fuck is Brazil?”. Nada disso é raiva ou birra contra os brasileiros, apenas para tirar onda desse clima todo. E mostra que ir contra o consenso gera boca-a-boca.
Quer saber se um comercial deu certo? Entre no Youtube e, se a agência responsável pela criação disponibilizou a peça lá (o que é cada vez mais normal), veja quantas pessoas já assistiram ao filminho.
Para a Duda Propaganda, esta é uma medida boa para avaliar o resultado da campanha do guaraná Antarctica com o Maradona. Uma forma de mensurar o buxixo em torno do comercial. E foi isso que a agência colocou no seu anúncio de uma página no último Meio & Mensagem (clique na imagem acima para ampliar).
A Editora Conrad prepara um lançamento bem guerrilheiro para o livro “As Aventuras do Capitão Presença”, do cartunista Arnaldo Branco. “Preza”, herói máximo de 10 entre 10 maconheiros, já nasceu de uma maneira bem interessante. Depois de uma tirinha despretensiosa do Arnaldo, foi adotado por outros cartunistas (veja aqui nesse blog) e se tornou no primeiro personagem de quadrinhos “open source” que se tem notícia, com direito a licença no creative commons e tudo.
Aproveitando o ano eleitoral, o Capitão Presença vai se candidatar a presidente e certamente a legião de simpatizantes vai desfilar por aí com faixas, camisetas, bottons, santinhos e tudo mais que tiver direito.
Foi preparado um stencil maneiro para a galera espalhar a palavra pelos muros da cidade e, para completar o pacote guerrilheiro, o Capitão Presença também vai virar CD com a Nação Zumbi, Mundo Livre, BNegão e mais um monte de outros músicos "simpatizantes".
E ainda dizem que essa galera que fuma tem raciocínio lento
A polêmica do comercial do GoDaddy.com no Super Bowl começou há mais de um mês antes de evento e, ainda hoje, duas semanas depois, ainda está rendendo em buzz.
Reza a lenda que a primeira versão era pesada demais para os padrões puritanos dos EUA (é só lembrar do caos que o mamilo da Janet Jackson causou no ano passado). A CBS recusou. A recusa da CBS criou um buzz nos blogs especializados em propaganda. Fizeram uma segunda versão. A CBS recusou. A recusa da CBS criou um buzz nos blogs especializados em propaganda. Fizeram uma terceira versão. A CBS recusou. A recusa da CBS criou um buzz nos blogs especializados em propaganda. Fizeram uma terceira...bom, vocês entenderam...
Após a DÉCIMA QUARTA VERSÃO, eis que surge, enfim, o tal comercial que vai ao ar nos 30 segundos mais valorizados da propaganda mundial. Nada demais. Nada chocante. E certamente era isso que estava previsto desde o início.
E o resultado da história é esse gáfico do Technoratti mostrando desde quando (e em que intensidade) se mantém o buzz para o assunto "Go Daddy / Super Bowl".