Trecho editado do artigo do Mr. Wagner, da agência Espalhe, publicado na edição de setembro da revista Meio Digital do Meio & Mensagem:
Nos últimos dias, dois fatos me chamaram a atenção para um novo termo: "geoweb". A "geoweb" seria a fusão entre a informação disponível na web e os dados geográficos.
Pois bem, o primeiro fato é que o Google Earth (ou melhor, o navegador dessa dita geoweb) foi instalado em 200 milhões de computadores nos últimos 2 anos. Isso faz com que o Google Earth tenha superado o Windows XP em volume de instalações, tornando-se um dos aplicativos mais populares do mundo.
O segundo fato foi a imensa atenção dada à geoweb durante o Google Developer Day, um evento patrocinado pelo Google que reuniu cerca de 5 mil desenvolvedores em dez cidades do mundo no final de maio. A maior parte das palestras programadas falou sobre a grande oportunidade de desenvolver aplicativos que usem como base o Google Earth ou Google Maps. A mensagem para todos os programadores ali presentes era clara: encontrem formas inovadoras de combinar as informações disponíveis na web com mapas.
O Google Earth não é conteúdo, mas uma plataforma para que comunidades disponibilizem seu conteúdo. Assim como é a web, com sua liberdade para qualquer um publicar os seus arquivos HTML, o Google Earth está aberto a qualquer um que queira disponibilizar as suas informações em KML, uma linguagem que gerencia dados geoespaciais.
E variedade de conteúdo para ser inserido nesse globo é o que não falta. Grande parte da informação disponível na Web de forma abstrata, pode ganhar uma "âncora geográfica". Não é muito mais natural ver uma foto e poder saber em que lugar do mundo ela foi tirada? Ler uma notícia e saber onde ela ocorreu? Procurar um lugar para fazer a revisão do carro e em vez de uma lista fria com diversos endereços já ter como retorno uma série de pontos ao redor do seu local e referência.
A informação do mundo real já pode se libertar da sua roupagem abstrata e ser publicada ali, em seu berço natural, onde faz mais sentido para a nossa orientação.
Dentro do conceito de Geoweb, a Espalhe desenvolveu um geoblog para o produto Smart Life da Klabin Segall. No geoblog da Klabin Segall, os posts são feitos em cima dos mapas dos três bairros onde foram lançados empreendimentos Smart Life: Barra Funda, Butantã e Vila Prudente. Moradores e potenciais moradores destes bairros podem encontrar serviços, curiosidades, lazer, fotos e vídeos produzidos por nós e por quem quiser.
De acordo com nota de hoje no BlueBus, "Daniel Morel, CEO mundial da Wunderman, visita hoje a unidade brasileira da agência em Sao Paulo. Alem de estar com clientes, vai também a agências de internet brasileiras. Veio do Canadá onde a empresa acabou de comprar a Blast Radius, considerada especialista em marketing em redes sociais"
Se olharmos para o post de ontem no blog da Wunderman, fica claro a importância da visita do Sr. Morel: a agência de marketing de relacionamento tem que aprender urgente a se relacionar nas redes sociais, incluindo blogs.
Jogo dos 3 erros: descubra qual é o post do blog de guerrilha e qual é o post do blog da wunderman na imagem abaixo (difícil encontrar alguma diferença, se necessário clique na imagem para ampliá-la):
Respostas: #1 a assinatura Mr. Wagner foi trocada pela do chupador Rafael Singh.
#2 não foi dada a fonte do post colado integralmente do título ao ponto final.
#3 não existe ninguém administrando o blog da wunderman e respondendo aos comentários.
A Espalhe está com mais um blog em sua rede. No videolog Pinup Barwoman uma pin’up (senhorita, moça, mocinha, garota, blogueira, amiga) que combina moda vintage com tatuagens ensina drinks clássicos e outros nem tanto, seus favoritos e aqueles que aparentemente não tinham muito potencial, mas foram beneficiados por circunstâncias especiais. Drinks que precisam de um propósito e os que caem bem sempre.
Depois da boa aceitação do videolog Batendo Bola, desenvolvido pela Espalhe absolutamente sem recursos, que foi ao ar antes e durante a Copa do Mundo de 2006, o Pin up Barwoman é uma proposta com produção mais elaborada e que já nasce com o apoio de marcas como Brastemp, Doc Dog, Arte Própria, Empório Naka, FAS, Minha Avó Tinha e Thais Gusmão, meias Trifil.
Confira os blogs da rede da Espalhe:
# Blog de Guerrilha: fala sobre os conceitos e ações de marketing de guerrilha há 4 anos e é o principal evangelizador da ferramenta no Brasil e Portugal.
# Ócio 2007: blog da Divisão Office da Microsoft Brasil que ensina o passo a passo para subverter as ferramentas de negócio do Office 2007 para o ócio. Leitura obrigatória nas empresas que não enforcarem os 2 feriados desta semana.
# Vale 9 Conto: blog onde os estagiários da Espalhe ensinam como sobreviver na avenida (mainstream) Berrini com "9 conto" no ticket. O blog é faminto por patrocínio de alguma empresa de Vale que queira gerar simpatia para sua marca e calorias para a trupe.
# Geoblog: um experimento dentro do conceito de Geoweb para os empreendimentos Smart Life da Klabin Segall, onde os posts são feitos em cima do Google Maps. Se você mora ou frequenta a Barra Funda, Butantã ou Vila Prudente, mande um post para lá.
# A Família Cresceu: mantido pela mães e futuras mães da Espalhe. Na rede de blogs é o maior gerador de receita via Adsense e de brindes via assessoria de imprensa.
# A Casa Caiu: primeira blogovela do país, parceria da Espalhe com a Fundamental Conteúdo, integra diferentes redes sociais usando um blog como plataforma.
Se eu pedir para você citar uma série policial clássica, sua resposta é C.S.I. ou Plantão de Polícia? Você já sonhou com a Lidia Brondi? Já fez pirata de ficha de fliperama com chumbo?
Na sua wish list de Natal tinha tênis Redley, carteira da Company e camara Kodak Pocket Instamatic? Na sua opinião, "da lata" é música da Fernanda Abreu ou um presente dos céus para os cariocas? Você cansou de lutar e hoje está mergulhado até o pescoço na Babilônia?
Estas perguntas fazem sentindo? Então, provavelmente você já passou dos 30 anos.
Mas como explicar para a geração chapinha a graça que tinha enroscar os dedos num permanente bem feito?
A Conspiração Filmes convidou a Espalhe para preparar o terreno para o lançamento do filmePODECRER, de Arthur Fontes, ambientado no início da década de 80.
Desde agosto, totalmente descolado do filme, foram postados no Youtube, Videolog.TV e Fiz TV os episódios do vlog Babilônia 1981, onde três personagens contam o dia-a-dia da juventude da época.
Além disso, ambulantes "old-school" vendem a trilha do filme em vinil nas ruas de diferentes cidades e latas com o negativo do filme e a URL www.babilonia1981.com chegaram nas praias do Rio.
NÃO PERCA HOJE - com exclusividade no Videolog.TV: episódio final (mas não o último) do Babilônia 1981 - QUEM FICOU COM A ANA (HAROLDO OU MARQUINHO?)
As camisetas escolhidas serão vendidas na loja do Ócio 2007. O prazo para envio de estampas vai de 14/09/2007 a 30/09/2007. Serão escolhidas duas estampas.
O vencedor leva pra casa:
* R$ 1.100,00 em dinheiro
* R$ 400,00 em produtos Camiseteria
* 1 Windows Vista Business, no valor de R$ 699,00
* 1 Office 2007 Small Business, no valor de R$ 1.549,00
O segundo colocado fatura:
* R$ 800,00 em dinheiro
* R$ 550,00 em produtos Camiseteria
É incrível a quantidade de estudantes que, de uns 3 anos pra cá, elegeu o Marketing de Guerrilha como tema de TCC. Como evengelizador histérico da ferramenta nos últimos 5 anos, eu fico muito feliz em acompanhar esta aceitação do conceito no meio acadêmico, com a certeza de que "daqui pra frente, tudo vai ser diferente".
Por outro lado, isto significa receber dezenas, eu disse dezenas, de e-mails por mês pedindo ajuda. Até aí ótimo. O pior é que, visivelmente, a maioria dos remetentes sequer deu uma pesquisadinha básica no Google antes de começar a bateria de perguntas.
Já o Ariel Gajardo fez diferente e transformou a busca por conteúdo para o seu TCC sobre o assunto em uma verdadeira ação de guerrilha.
Partindo do princípio que todo estudante fazendo TCC tem fama de "pentelho" e que, para piorar, marketing de guerrilha ainda é muito pouco documentado em livros, ele se apoderou da frase mais ouvida no transporte público:
Eu poderia estar roubando, mas estou apenas pedindo.
E com este conceito, ele fez um blog para trocar informações e chamar atenção de quem puder ajudar, principalmente profissionais de guerrilha. E mais, para divulgar o blog, ele imprimiu adesivos com a URL e o "eu poderia..." que cola nas ruas de Blumenau.
Começa sábado [08.09], no Rio de Janeiro, e vai até o dia 30 de setembro, a exposição Blooks – Letras na Rede, no Espaço Oi Futuro, Flamengo.
A convite e sob coordenação da Heloísa Buarque de Hollanda, eu e o Omar Salomão fizemos toda a curadoria do conteúdo exposto. Ao todo, mais de 200 blogs brasileiros de prosa, poesia, quadrinhos, grafismos e conexões entre letra e música (podcasts).
A exposição abrange desde a chamada “novíssima literatura” (termo que define, principalmente, escritores e poetas que começaram a mostrar seu trabalho na Internet e mais tarde publicaram livros) até os que estão chegando agora, muitos anos depois do boom dos blogs.
A literatura na web define uma nova forma de criação na qual o conteúdo da escrita se adapta à sua ferramenta de produção. É a nova experiência de criar e produzir em um meio onde tudo se perde e se encontra com assombrosa simplicidade.
Há também a “novíssima” dos quadrinhos, dos grafismos e as primeiras experimentações de música, literatura e poesia no formato podcast.
Blook [bluk – anglicismo de blog + book] s. m. é
1. Gênero surgido na internet que se utiliza da formatação dos blogs para publicar obra literária ou artística.
2. Textos de um blog impressos em formato de livro.
3. Gíria nos cassinos norteamericanos para a carta Curinga.
O artista gráfico Gustavo Moura e a designer Sonia Barreto criaram uma “caixa preta sensorial” [imagens], onde o visitante poderá experimentar por meio de inúmeros recursos multimídia, uma programação feita por nós do que há de mais interessante em criação artística na Internet brasileira.
Faz pouco tempo que me aproximei da blogosfera. Apesar de ser responsável pela postagem diária de um dos blogs corporativos da Espalhe e de colaborar eventualmente com este espaço, nem me considero ainda uma blogueira. Prefiro dizer que sou leitora de blogs.
Ao longo dos últimos meses, a quantidade de informação que busco em jornais, revistas e na TV diminuiu drasticamente. Talvez por ter topado com gente formada em jornalismo que não sabia apurar nem escrever, confesso que me surpreendi quando – com uma ajudinha mínima do pessoal aqui da agência – comecei a descobrir blogs alimentados por amadores com textos muito bem escritos, informativos e, freqüentemente, bem-humorados na medida exata. Tem lixo? É claro que tem. Lixo tem em todo lugar, por vários motivos, inclusive porque tem gente que gosta do que a maioria considera lixo. Isso para mim é uma coisa tão óbvia que ontem me vi angustiada, ou talvez constrangida, com os rumos que o debate do Estadão tomou.
Angustiada a ponto de ter abandonado o YouTube algumas vezes. Num dos períodos que estava com os fones no ouvido, escutei um palestrante com ar professoral explicar que um dos problemas que os blogs enfrentavam em relação à credibilidade é que neles nem sempre a divisão editorial/ comercial estava clara. Calma aí! O que esse assunto está fazendo nessa mesa? Os próprios blogueiros sabem que tudo o que envolve a monetização dos blogs ainda tem que ser muito discutido e amadurecido – vide o BlogCamp. Como fazer render? Como ganhar dinheiro hoje de forma ética para poder continuar a ter leitores e a ganhar dinheiro amanhã? Além de ter sido um desvio do tema original, foi uma covardia - talvez até involuntária – enveredar por esse caminho. Mas serviu para confirmar uma sensação que eu já tinha: blogueiros, em sua grande parte, são ingênuos. Ok, o “em grande parte” é uma tentativa de fugir da generalização dos macacos, ainda que certamente eu vá ser acusada de estar incorrendo no mesmo erro da famigerada campanha.
Mas vamos aos fatos: “Quando um jornal faz um informe publicitário, idealmente, o que dita a ética, é que a publicidade fique claramente separada do conteúdo editorial”, disse o Pedro Dória (com algumas interrupções). Agora reproduza a frase, com direito a “salvaguarda” “idealmente” e uma pequena substituição: “Quando um blog faz um informe publicitário, idealmente, o que dita a ética, é que a publicidade fique claramente separada do conteúdo editorial”. Lindo, mas quem vive no mundo ideal? Da mesma forma que clãs rivais têm usado seus jornais prioritariamente para defender feudos políticos em algumas cidades do país, que aquele jornalista do New York Times inventava suas reportagens, que colunistas políticos/ sociais vira e mexe trabalham sob a suspeita de interesses escusos, que a imprensa brasileira errou feio no caso da Escola Base, alguns blogs têm pecado diante do crescente interesse do mercado publicitário – e provavelmente muitos outros vão pecar, levando-se em conta, também, o fato de este ser um fenômeno relativamente novo. Isso não justifica que toda a mídia impressa seja jogada no mesmo saco, nem que todos os blogs sejam considerados fontes não confiáveis de informação. Estou exagerando ou de fato era simples rebater essa linha de raciocínio torta?
“A blogosfera tem um problema de escala”, continua o jornalista, sustentando que os blogs ainda seriam muito pequenos ou imaturos para promover a tal separação entre editorial e comercial. Sinceramente? Se alguém vai receber dinheiro ou favores para que um fato seja adulterado, que diferença faz se é o publisher, o Fulaninho que obedece o publisher ou o Sicraninho que obedece o Fulaninho que obedece o publisher? Faltou dizer uma coisa: o que resta ao receptor quando um canal de TV ou um jornal erram feio? Que acesso ele tem a esses veículos, donos de uma espécie de “credibilidade inercial” conquistada com os anos de estrada, a propaganda e, por que não dizer, o mérito de alguns representantes da classe? Como fazer frente, tentando emplacar algumas linhas na seção de cartas aos leitores? Quantas são as opções? O tamanho dos blogs, o tal “problema de escala”, é, para mim, parte da solução. Se eu não concordo, posso deixar um comentário. Se tenho mais a dizer, faço um blog. Como receptor, quando decepcionado, minhas opções tendem ao infinito.
“Ah, mas no futuro empresas que fazem blogs também serão grandes corporações, com dinheiro para propaganda etc.”, pode dizer alguém. Ok, no futuro talvez. Mas só posso falar do que acontece agora. E agora é hora de conhecer melhor a blogosfera, não de falar mal dela. Para que não tenhamos mais que criar campanhas publicitárias sobre blogs e participar de debates sobre blogs sem referências de leitura online. Para que, na hora de criticar a blogosfera, isso não seja feito de forma generalista e injusta. Blogs, revistas, jornais, fanzines, programas de rádio, sinais de fumaça, redes de TV, newsletters e etc. e tal não são apenas entregues a nós, sintonizados ou acessados por nós. São também feitos por nós, são portanto o retrato do que nós somos, e nós erramos bastante. A diferença crucial entre o blog e a mídia convencional não está na qualidade do conteúdo. Está no fato de que, se o blog erra, é possível que o puxão de orelha chegue muito rápido. Está no fato de que essa mesma agilidade e proximidade que conspiram para uma espécie de seleção natural, proporcionam um ambiente colaborativo que tem potencial para ser muito enriquecedor. Essa promessa é sensacional e merece ser experimentada.
Bjs, pati
Imagem do diretor de criação da Talent que, sem ter e nem procurar referências, fez uma campanha para falar mal dos blogs e vender credibilidade.
# Para "Inspirar a manter a chama acesa", que é objetivo do Grupo de Planejamento, a primeira coisa que o Ken Fujioka fez ao assumir a sua presidência foi transformar o site em um blog coletivo que, rapidamente, virou referência.
# Não acompanho o blog Jovem Nerd, mas toda sexta-feira é dia de baixar o Nerdcast e pagar mico rindo sozinho na corrida de fim-de-semana.
# O Magaiver é um ótimo representante do conceito lifehacking no Brasil.
A proposta do blog Descolando é avaliar professores universitários. O professor explica bem? a prova é difícil? ele cobra presença? repete prova? falta às aulas?
Não consegui ver a qualidade do conteúdo do blog, que é gerado pelos próprios leitores-universitários, uma vez que, por razões óbvias, só convidados cadastrados podem acessá-lo.
Em um email, o Fábio apresentou a ação de emboscada para divulgar o blog, muito pertinente e barata, feita com vendedores ambulantes, como a Tia Zezé da foto, em frente da PUC.
O descolando! pertence a quatro alunos da PUC do Rio (Eng. de Produção, ADM e Informática) sócios da www.neoconn.com.br, empresa incubada no Instituto Gênesis da PUC.
Logo de cara, na primeira palestra do primeiro dia de BlogCamp, eu percebi que a dinâmica seria bem diferente dos seminários e congressos tradicionais. Quando o primeiro "palestrante", com PowerPoint projetado na parede, foi sumariamente cortado e a audiência imediatamente se fragmentou em grupos menores para todos os lados, eu entendi que o formato de uma desconferência é um retrato do que vivemos na mídia. Enquanto que em uma conferência o conteúdo deve ser assistido com hora e lugar marcado, na desconferência ninguém é dono do conteúdo. Quem quisesse aproveitar ao máximo o evento, teria que fazer como fazemos na web: fuçar o conteúdo que interessa espalhado pela Casa Gafanhoto, nas salas, na edícula, no quintal e nos corredores.
Coisas que aprendi fuçando no Barcamp:
# enquanto a galera falava de "monetização" dos blogs na sala principal, eu aprendi na Edícula, com o Juliano Spyer, que existem formas muito mais criativas de ganhar dinheiro com blogs do que o Google adsense e programas de afiliados em geral. Por exemplo, o crossmedia blog x rádio do Viva SP e do Leia Livro.
# no mesmo momento em que se discutia profissionalização dos blogs na sala principal, eu conversava com o Manoel Fernandes, do lado de fora da casa, sobre como as grandes empresas estão tentando se organizar e loucas para aprender a se relacionar com estes veículos de comunicação pessoais e não-profissionais.
# eu descobri que, enquanto falamos mal do Estadão nos blogs e um grupo massacrava o seu corajoso representante na Edícula, o jornal era o único veículo da grande imprensacobrindo o evento na íntegra com a simpática jornalista-não-blogueira Elisangela Roxo.
# aprendi com o Edney que não adianta ser "muderninho" e escolher um assunto hype para falar. Para ser problogger no Brasil, não tem jeito, você tem que rebolar [vídeo - How to be a problogger ou soulja Edney].
# enquanto as pessoas falavam de conteúdo colaborativo e repórter cidadão na edícula, eu vi, na sala principal, como os blogueiros dão um banho de agilidade na grande imprensa. Pois, antes mesmo do Edney tomar coragem para sua performance de dança, o Cardoso já estava com a câmera digital apontanda para ele, com o editor de vídeo do seu macbook aberto, pronto para subir para o Youtube e, em menos de 10 minutos do acontecimento, disponibilizar o fato relevante para sua audiência.
# acompanhei a cobertura em tempo real do IDGNow via Twitter e, mais uma vez, vi que, para uma marca se relacionar com seu público, existem formas mais fáceis, baratas e efetivas do que fazer um anúncio.
# ouvindo o Alexandre Fujita, eu confirmei que não é riqueza e fama que motiva o blogueiro bom, mas uma curiosidade sincera para ir muito mais a fundo em determinados assuntos do que permite o papel e (ou a falta de) interesses comerciais.
Há seis meses, no Evento Proxxima, o publisher da Wired Drew Schutte falou sobre as ações que fazem a revista ser adorada no mundo todo, ser eleita a melhor publicação dos EUA ano após ano e, enquanto as publicações impressas despecam e fecham as portas, ganhar muito dinheiro, mesmo disponibilizando todo o seu conteúdo na web.
Drew explicou a receita do sucesso com o uso das "capas-Stunts" para gerar boca-a-boca e mídia espontânea, contou da amplitude de foco da marca Wired (eventos, lojas e atividades ligadas ao posicionamento de inovação). E, em primeira mão naquele mês, falou sobre a estratégia on-line de transformar o site da revista em um diretório de blogs próprios e (inédito!) de terceiros.
Por que a revista de textos longos e trabalhados, da pomposa editora Condé Nast, associaria as suas matérias que pautam a imprensa do mundo inteiro ao conteúdo de um monte de blogueiro imbecil como o Ruivo da foto aí embaixo?
... deve ter pensado a pessoa do Estadão que, meses depois, aprovaria a tão falada campanha do jornal (contra blogueiros?).
Agora, o Estadão promove na próxima quarta, dia 29 de agosto, uma mesa redonda sobre "Responsabilidade e Conteúdo Digital" com 2 jovens blogueiros veteranos, Pedro Dória (que, como blogueiro e colunista do Estadão, fica em cima do muro) e outros jornalistas da casa.
Será que este debate é porque o Estadão pediu peniquinho? Ou será que o jornal vai tentar comprovar a tese da campanha usando um batalhão de jornalistas velhos, carrancudos e bafudos (porque eles gostam de esteriótipos) para massacrar os nossos 2 queridos jovens-blogueiros-veterenos? Ou será que este é mais um passo para consolidar uma "muito bem pensada" estratégia de buzz para a nova home do jornal?
Não importam os objetivos e nem o resultado do debate, que o jornal já começou a promover on-line. A campanha mostra preconceito e uma tremenda falta de visão. Péssimos atributos para serem associados a um veículo de comunicação.
Abs, Gfortes
PS: texto dedicado a uma gerente de produto gatinha de uma grande multinacional, recém promovida da área de inovação, e o atendimento gatinho de sua agência que certa vez tomou coragem em uma reunião incrível e, enfaticamente, perguntou: "mas alguém lê blogs?"
O Ócio 2007, blog da Divisão de Negócios Office da Microsoft Brasil (criado e administrado pela Espalhe), foi convidado a participar de um “esquenta” para o BlogCamp, desconferência brasileira sobre blogs, que vai acontecer em SP neste fim de semana. Fizemos parte do grupo que discutiu blogs corporativos. Aqui está o resultado.
Seguindo o hype do Twitter, agora os leitores do blog Vale 9 Conto já podem saber onde a turma de estagiários da Espalhe vai almoçar no exato momento em que eles estão saindo para desbravar as "quebradas da Berrini". E, ainda melhor, poderão acompanhar os updates direto do restaurante.
Depois do sucesso do site de relacionamentos Orkut e do You Tube, uma pesquisa realizada pela agência McCann confirmou que os blogs caíram no gosto do brasileiro.
A pesquisa divulgada pela Intel revelou que o nosso país já é o quinto maior grupo em leitores de blogs e o terceiro em blogueiros. Ou seja, dos 170 milhões de blogueiros espalhados pelo mundo, 5,9 milhões estão no Brasil.
Já no ranking multimídia, o Brasil é o quarto em upload de fotos, o terceiro em assistir vídeos pela web e o segundo que mais carrega conteúdo multimídia na internet. Ainda na área multimídia, os brasileiros são o 3o no ranking mundial em download de podcasts.
Quem me conhece de outros carnavais sabe que uma das minhas diversões favoritas é fazer gente séria perder grande parte do seu tempo discutindo assuntos sem sentido, apurando fatos bizarros ou se mobilizando por causas absurdas.
Aliás, esse é um dos ingredientes que pode funcionar para potencializar uma mensagem (ou “viral”, como alguns insistem em falar). Às vezes, o mais impressionante em “cases virais de sucesso” não é nem a grandiosidade do feito, mas um sentimento residual de “não acredito que alguém perdeu tempo fazendo isso”.
E como fui promovido para “consultor de assuntos ociosos” passei a desfrutar de maravilhosos momentos fazendo o resto da equipe perder grande parte do seu tempo e energia para realizar coisas sem sentido.
As duas estações de trabalho na minha frente se transformaram em um belo entretenimento para minha longa jornada de trabalho. Humberto, nosso bravo desenvolvedor, já está louco de tanto ter que ajustar formulas, macros e o diabo a quatro só para fazer mais e mais coelhinhos aparecerem em uma planilha de Excel. E a Patrícia teve que fazer pós-doutorado nos hábitos sexuais dos leporídeos. Enfim, horas e horas de trabalho dedicadas para o mais puro non-sense.
É por isso que digo sempre para as viúvas do Cocadaboa: não me vendi para o sistema, me infiltrei nele para destruí-lo por dentro.
O blog Mundo Tecno desenvolveu uma lista com os 50 principais blogs do Brasil. Partindo de algumas premissas (tirar agregadores e blogs corporativos, por exemplo) e usando critérios de avaliação como PageRank, Backlinks, Alexa Rank e Yahoo! Results a lista ficou assim (o blog de guerrilha está em 42º):
# Na seção equipe: Agência Espalhe - como funciona a pioneira no marketing de guerrilha no Brasil. A turma gente boa da revista veio tomar um café na agência para conhecer sua estrutura e operação [foto].
# Na seção Hype:Viral - a nova febre na publicidade brasileira. Um bate bola com o Mr. Wagner.
# Na matéria de Capa: Case Chevrolet Prisma. Dentro da campanha integrada desenvolvida pela McCann para o Chevrolet Prisma, é feita uma pequena citação ao blog-viral Sua vida trouxe você até aqui que a Espalhe fez para a agência e é O BLOG MAIS ANTIGO DO MUNDO.
Na época, por ser uma ação invisível, não pudemos agradecer às citações que a ação recebeu de diversos blogs bacanas, como o blog do Rodrigo Ghedin e o Pensar Enlouquece, a qual transcrevo abaixo:
Já vi muitos blogs de cunho publicitário, mas nunca havia encontrado um tão bem feito quanto o Sua Vida Trouxe Você Até Aqui, criado para a campanha de lançamento do Chevrolet Prisma. O blog, supostamente escrito por um arquiteto de 35 anos, possui posts datados desde 1971, por incluírem as anotações e desenhos feitos por seu pai desde que ele nasceu. Os arquivos são classificados por ano, procuram reproduzir os layouts típicos da época e trazem textos muito bem pesquisados, citando acontecimentos históricos como a ditadura militar, o atentado nas Olimpíadas de Munique, o fim da URSS e o ataque ao World Trade Center.
Mas o aspecto que mais me chamou a atenção, até porque é uma mostra de reconhecimento da blogosfera brasileira, é a citação, nos arquivos, de diversos blogs, incluindo o InterNey, Liberal Libertino Libertário, Jesus me Chicoteia, Querido Leitor, Delícias Cremosas, Catarro Verde, Cris Dias, o Terceira Base do Hiro Kozaka, o TopLinks do Cris Dias, Leite de Pato, Alê Félix, Blog'n'Roll, Gravatai Merengue, Bruna Surfistinha e Blônicas. Fiquei curioso em saber quem foi o responsável pela redação desse site, porque ficou claro que ele acompanha o boom dos blogs brazucas desde seus primórdios.
O caminho que leva ao conhecimento pode ser menos acidentado e mais divertido do que você imagina. Pelo menos se o conhecimento em questão estiver relacionado aos softwares que compõem o pacote Microsoft Office 2007. Arrepiou?
Esqueça aqueles textos que já começam sonolentos e os passo-a-passo formais. No Ócio 2007 – primeiro blog da Microsoft voltado para usuários – você vai descobrir as novidades do Excel navegando numa tabela do Brasileirão, vai explorar a enorme biblioteca de Clip-Arts enquanto se prepara para estampar uma camiseta com a ajuda do Word.
Como o próprio nome do blog já indica, a idéia é subverter novos e tradicionais recursos do Office para criar aplicativos inusitados e, assim, explorar possibilidades do sistema. Enquanto se diverte e muitas vezes sem sequer se dar conta, o usuário se familiariza com os softwares e, com um pouco de sorte, esbarra em soluções de produtividade.
Leia os comentários sobre o Ócio 2007 em outros blogs:
Arrasada com o fim do seu restaurante chinês predileto, a equipe do blog Vale 9 Conto foi para a rua exigir a volta do coma-até-explodir-dentro-do-limite-do-vale-refeição.
O Vale 9 Conto é o blog dos estagiários da agência Espalhe, que dá dicas, todo dia, de como sobreviver com os 9 contos do vale na região da Berrini em São Paulo. Não saia para almoçar sem lê-lo.
Para se diferenciar dos concorrentes, a OI saiu na frente e, como acontece lá fora, ofereceu celulares desbloqueados para os seus clientes.
Em paralelo à campanha de propaganda, e com o objetivo de criar um levante popular contra as concorrentes, fazendo as pessoas se indignarem e trocarem de operadora, a Oi recorreu a uma estratégia de Astroturfing. Ou seja, uma ação que busca ter cara de movimento espontâneo e popular.
O termo em inglês vem de Astro Turf (grama artificial) em oposição ao termo grassroots (que são movimentos espontâneos da comunidade).
Para dar peso ao movimento, a Oi usou celebridades como o seu contratado Ronaldinho Gaúcho e alguns globais. Também contratou blogs, como o Brainstorm 9, para espalhar o selo do movimento levando para o hotsite onde são coletadas assinaturas on-line para o manifesto (até agora, segundo números do site, foram 77 mil). Também colocarão vans nas ruas para coletar assinaturas off-line.
Dica boa do Tiago Dória: "já está no ar a 2ª edição da Blogger and Podcaster, revista voltada para blogueiros e editores de podcasts".
A revista on-line tem uma interface bacana e de navegação tranquila. Imprimi alguma coisa e, na minha opinião, Acting Up, na página 32, é a matéria mais interessante, dando dicas de como melhorar e profissionalizar a performance no podcast.
Muito útil e inspiradora para o Podcast de Guerrilha que será gravado na próxima semana (eu prometo!).
Para celebrar a sua entrada no mercado americano, a Virgin America fez um site onde deixava o público sugerir nomes aos seus novos aviões. Um dos primeiros escolhidos foi o "Unicorn Chaser", sugerido pelos editores do Boing Boing, o maior blog do mundo.
Segundo o Boing Boing foi um convite normal, sem pagamento de jabá, sem passagens grátis ou ainda sem barrinhas de cereais extras quando algum deles viajar na nova companhia aérea. Os editores do Boing Boing aceitaram participar e dar "de graça" este incrível volume de mídia espontânea para a Virgin America simplesmente porque achou a iniciativa legal.
Prova de que para conseguir mídia espontânea em blogs não é preciso pagar ninguém para escrever posts mascarando um jabá por baixo dos panos. Basta propor algo legal que as adesões ocorrem naturalmente.
Que o milésimo gol do Romário virou piada, todo mundo sabe. Ainda mais quando o time em que o baixinho joga entrou em férias antecipadas. Será que esse gol ainda sai?
Aproveitando a enquete nacional, três garotas do Rio se propõem a chegar à histórica marca de 1000 chopps consumidos em diversos barzinhos da cidade antes desse gol.
Melhor do que isso, resolveram publicar as aventuras, as conversinhas e o que andam falando por aí da proposta num blog. Avaliando o ritmo e a freqüência das meninas, achei fraco. Mas a idéia é genial. Já que a idéia delas “é só pra nos reunirmos semanalmente, falar uma pá de besteira, fazer amigos e influenciar pessoas”, considero o gol de placa e já coloco a equipe do Vale 9 conto em alerta para trocar o refrigerante pelo chopp se as meninas quiserem ajuda.
PROPAGANDA &... PROPAGANDA!
O Google é considerada a marca mais valiosa do mundo sem nunca ter gasto 1 dólar em propaganda. Na verdade faz sim, mas não pelos canais tradicionais de publicidade. Gustavo, da agência de guerrilha de SP explica uma das estratégias de propaganda deles. Propaganda é alma do negócio? - É óbvio, o Google é o Google e não precisa de propaganda. Nem por isso, o Yahoo é o Yahoo, um serviço tão bacana quanto o Google e que, mesmo assim, até pouco antes do "cidade limpa" ser implantado em São Paulo tinha painéis na Marginal. Eu nunca vi um painel do Google. E o Yahoo não está entre as 10 marcas mais valiosas do mundo. No primeiro podcast de guerrilha comentamos muito sobre a "doutrina guerrilheira" do Google, com sua estratégia de toda semana lançar algo novo (mesmo que aparentemente inútil). Essa constância no "oferecimento de pautas" acaba criando uma rotina na cabeça dos blogueiros e jornalistas. Há muito tempo chegamos em um ponto onde absolutamente tudo que o Google faz gera muita mídia espontânea e boca-a-boca. Um grande exemplo disso é o novo Google Gum, vendido na loja oficial. Os caras decidem vender chiclete e todo mundo comenta!
“Há algum tempo temos acompanhado as manifestações presentes na Internet a respeito dos nossos produtos. Navegando, encontramos sua manifestação e tomamos a liberdade de entrar em contato para lhe passar algumas informações.”
Entrei em contato com o blogueiro e ele me confirmou que o email foi enviado na boa, sem ameaças e com o real objetivo de informar. Sinal de inteligência. Empresa que compra briga com blogs e já entra em contato ameaçando com advogados, quase sempre quebra a cara e arruma mais confusão.
Os traficantes de drogas têm um problema muito maior do que falta de verba de marketing, seus produtos são ilegais. Mas como todo produto, precisam ser divulgados para seu público. Um fato é que para anunciar um produto ilegal os traficantes precisam usar métodos nada convencionais. Ou seja, marketing de guerrilha, mas especificamente, marketing invisível.
Eles se tornaram guerrilheiros de marketing ao lançarem o Proibidão, que rapidamente se tornou um importante aliado. O Proibidão é uma vertente do funk carioca que surgiu nas favelas, mas que em 1999 desceu o morro ganhando espaço na mídia e entre a classe média. Os funks proibidões transmitem recados sobre as drogas e seu consumo, exaltam os traficantes e crimes, tratam da realidade das comunidades onde ocorre o tráfico. A forma de divulgação desse tipo de funk também não é a convencional. Dos bailes funks do morro carioca expandiram para além do Rio. Atravessaram fronteiras e estão nas casas noturnas de São Paulo. Além de muitas letras já estarem na boca do povo, os funks proibidos da Polícia Militar são vendidos em CDs em camelôs e disponibilizados na Internet. Até poderiam vender seus CDs em lojas, já que quem canta as letras são funkeiros comuns, mas parecem que já têm uma visão do novo mercado literalmente distribuindo sua música. E como essa é a forma como se comunicam, quanto mais pessoas cantarem suas letras, melhor.
Aproveitando o meio de uma maneira simples, barata e inusitada, o Proibidão é guerrilha. E conseguem que um produto ilegal seja comunicado, alcançando seu público de forma eficiente.
AINDA QUE NÃO SEJA CORRETO, foi uma saída bem interessante que eles encontraram para anunciar, mas que não é nova. A Sagatiba fez parecido com o Seu Jorge, que criou a música Eterna Busca para vender a cachaça. A diferença é que a Sagatiba gastou uma fortuna em jabá e a música não pegou.
Quem chamou atenção para esta estratégia foi o Aspirante-a-Oficial PM da Polícia Militar, Alexandre de Souza, em seu ótimo blog( ! ) Diário de um policial militar: "um exemplo de marketing de guerrilha do tráfico de drogas é o proibidão da MC Sabrina promovendo o “Boldin” (apelido da maconha vendida no morro da Providência, que seria “mais forte” e é a preferida dos usuários)".
Letra do funk “Lula Liberô”, da MC Sabrina:
Atenção para esse comunicado importante, com a palavra nosso querido Presidente Luis Inacio Lula da Silva:
Meus caros, queridos, colegas e companheiros do Brasil, vim aki pra dizer nesse exato momento que o proibidão esta liberado pra cantar, principalmente também você que gosta de uma boa erva, esta liberada a erva, principalmente a de qualidade boldin, aquela que deixa muito pancadão, aquela é boa, gosto muito também…Então pro Funkeiro esta liberado, o funk proibidão pra cantar e todo tipo de erva, pra você q naum gosta de erva pode dar uma pancadinha no pó de 5, 3, 10 e de 1 também viu, é uma coisa muito boa e eu assino embaixo…
Esperai que o Bera-mar tah me passando um Rádio…
Puxa, prende e passa fica igual um Japonesin, se quiser ficar chapado é só fumar um boldin, essa eh da boa e eu tenho preferencia, se quiser fuma boldin é só vim na Providência 2x
Ve, ve, ve, venenosa êêêêê, erva venenosa êêêê, venenosa êêêêê, erva venenosa êêêê;
Tá liberado fumar, boldin, boldin, Tá liberado fumar, boldin, boldin, Tá liberado, Tá liberado, Tá liberado fumar…
Mas você vai ficar igual um japonesinho, você vai ficar igual um japonesin, porque é do boldo é do boldin, é do boldo é do boldin, só boldin, só boldin…
Puxa, prende e passa fica igual um Japonesin, se quiser ficar chapado é só fumar um boldin, essa eh da boa e eu tenho preferencia, se quiser fuma boldin é só vim na Providência 2x ...
Artigo do Wagner Martins, coordenador viral da Espalhe, publicado no especial Meio Digital do Meio e Mensagem:
Alicinha Cavalcanti, uma das maiores promotoras de eventos do País. Se você quer pessoas bonitas, bronzeadas e formadoras de opinião na sua bocalivre corporativa, ela é a profissional a ser procurada. O seu diferencial? Provavelmente a sua rede de relacionamentos, combinada com um eficaz “filtro mental” para saber que “Fulano se separou da Beltrana”, logo, não podem ser convidados para o mesmo evento. Ou que Cicrano é muito mala, então nem vale a pena perder tempo chamando.
Com a quantidade exponencial de marcas querendo atenção para os seus eventos e com cada vez mais “bronzeados formadores de opinião” entrando e saindo do circuito, o serviço de tais profissionais é indispensável.
Blogueiros não são bronzeados e em raros casos são bonitos, mas se engana quem acha que a sua capacidade de formar opinião ainda é limitada. Blogs são um eixo fundamental em uma estratégia de comunicação que vise fomentar o tal “boca-a-boca”. No Brasil já existe uma quantidade razoável que consegue se comunicar com mais de 100 mil pessoas por mês. E, na maioria dos casos, não são “pessoas comuns” (ou os famosos “Homer Simpson” do Jornal Nacional). Os comentários toscos e escritos em péssimo português podem até dar impressão do contrário, mas boa parcela de leitores de blogs são antenados e influentes nos seus círculos sociais.
Convidar blogueiros para uma avant-première do seu filme, enviar produtos para que testem
ou credenciá-los para uma coletiva de imprensa pode valer muito a pena. Isso já está acontecendo por aqui. A Antarctica chamou alguns blogueiros para a inauguração do Bar da Boa, no Rio. Johnnie Walker fez uma festa especial para eles em São Paulo. A Intel deixou que alguns usassem durante um mês um computador com seu novo modelo de processador. Os resultados até têm sido positivos, mas o modo com que essa ponte vem sendo feita ainda é um tanto quanto mambembe. Já recebi vários contatos de agências interessadas em “divulgar algo” em meu blog. Desodorante, filme, uma nova forma de débito automático via celular... Em todos os casos, ninguém tinha muita segurança do que queria ou de como lidar com esse meu alter ego que tem como estranho hábito blogar. Fiquei com a clara impressão de que pegaram um listão com “blogs grandes” e saíram disparando e-mails a esmo, contando com a sorte
para acertar “formadores de opinião” voluntariosos e, a partir daí, pensar no que poderiam fazer. É um risco. Uma Alicinha, por exemplo, não iria deixar você enviar cegamente um par dos seus novos tênis de corrida para os “Cem esportistas mais influentes”, pois ela sabe que no meio deles está o Lars Grael. (...)
Mais uma empresa resolveu apostar na mídia social. Para atrair a atenção e gerar boca-a-boca para a sua campanha de inverno, a Melissa confiou no poder de quatro jovens fotologgers. A idéia partiu da Borghierh/Lowe inspirada em matéria da revista teen Capricho.
Na capa da publicação, em agosto de 2006, estava a paulistana MariMoon, recordista em acesso do fotolog.com no Brasil e uma das cinco mais acessadas do mundo. O release distribuído pela assessoria de imprensa da Melissa descreve a jovem como a “perfeita tradução do ‘Create Yourself’. (...) Seu estilo, traduzido por ela como punk-gótico, cyber-clássico é uma mistura de roqueira princesinha que não abandona as meias listradas, sua marca registrada. O sucesso na internet é tamanho (a top contabiliza 70 mil acessos diários) e seu estilo referência para tantas jovens que ela acabou lançando uma marca própria”.
As outras embaixadoras da marca são a Ímpar, cujo fotolog recebe 35 mil visitas diárias, Lolly, pernambucana que “quer um mundo feliz”, e a Maluka, catarinense de Pomerode definida como “uma metamorfose ambulante”. Os critérios de seleção foram número de acessos em seus fotologs, cidade onde moram, simpatia e originalidade. Estilos bem diferentes para atrair e se relacionar com a consumidora da Melissa também foram considerados.
Desde janeiro, além de estampar a campanha e o catálogo de inverno, as quatro embaixadoras são responsáveis por representar a Melissa em eventos, tirar dúvidas das clientes, colher a opinião de internautas e repassar para a equipe de criação. Para isso, as quatro jovens participaram de treinamentos com especialistas (de moda, maquiagem, arte, tecnologias digitais etc), além de reuniões com e equipe criativa da marca para entender como é feita a produção e o processo criativo do calçado.
Para construir esse novo canal de comunicação com as suas consumidoras, a Melissa teve muito trabalho. Mantê-lo também demandará muito esforço. Aposto que o retorno para a marca, entretanto, compensará tudo isso.
Ao contrário da grande maioria, eu achei bacana a idéia do Blog do Pimentel. O primeiro post, onde é explicado porque fazer o blog, é "guerrilheiramente" revolucionário. O Pimentel transcreve o e-mail que mandou para a agência de propaganda da Nextel dando sugestões e o e-mail padrão que a agência responde sem dar a menor bola para ele. Naquele post o Pimentel apresenta o conceito do blog metendo o pau na agência, e na propaganda em geral, que não consegue mostrar o diferencial da Nextel: Tudo que você gostaria de saber sobre Nextel e a propaganda não estava a fim de contar.
Muito legal. A Nextel tem um produto revolucionário e sua agência de propaganda não consegue transmitir o diferencial. Então um funcionário de vendas fica furioso e abre um blog para ser um canal direto entre a empresa e seus consumidores. Finalmente entenderemos o negócio da Nextel. A história é muito boa, o público corporativo (alvo da Nextel) se identifica, e tem grande chance de passar pra frente.
Só que para divulgar o blog, o Pimentel (que segundo ele criou o blog por conta própria) não acreditou no potencial de boca-a-boca da sua história e comprou mídia na TV (muito provavelmente dando a comi$$ão para sua péssima agência) para veicular um comercial fingindo ser caseiro.
Então, como potencial cliente da Nextel, eu fiz o que Pimentel fez com sua agência de Propaganda: questionei. Perguntei se quem pagava pela mídia era o Pimentel, a Nextel ou era só uma brincadeirinha da agência de propaganda. E o Pimentel respondeu (será que foi ele?) aqui no blog:
Eu achei legal ele responder. E achei péssimo ele ter publicado e depois apagado o meu comentário no blog. Também acho muito tosca esta discrepância entre o discurso do blog e a veiculação na TV.
Por que não fazer o Pimentel existir de verdade? Por que não usar alguém da força de vendas para escrever o blog, com ajuda de um blogueiro ou de uma agência de guerrilha, mesmo que seja com o apelido Pimentel que rima com Nextel? Se a Nextel realmente acreditasse nas ferramentas de guerrilha e investisse na força do boca-a-boca e do blog, o seu conteúdo seria mais interessante e menos "chapa branca".
Eu tenho certeza que dá pra fazer um blog corporativo e ser interessante. Um bom exemplo é o Skype, que tem um produto tão ou mais revolucionário que a Nextel, e [por isso mesmo] quando entrou no Brasil ano passado nem perdeu tempo fazendo concorrência para escolher agência de propaganda. Em primeiro lugar recrutou uma blogueira famosa para abrir um canal de carne e osso com seus clientes.
O editorial do Meio & Mensagem desta semana mostra como um dos maiores anunciantes do planeta está buscando construir marcas sem o apoio da mídia tradicional. Segue uma parte do texto da Regina Augusto:
A Procter & Gamble, segundo maior anunciante dos Estados Unidos, com investimento na casa dos US$ 4 bilhões em 2006, passou recentemente o seguinte briefing às suas agências globais: como construir marcas sem o uso da mídia tradicional. No início do mês, Jim Stengel, chief marketing officer da P&G, foi enfático em sua palestra na conferência da American Association of Advertising Agencies (4As) ao reforçar a necessidade de novas formas de aproximação com o consumidor.
Ele diz que o trabalho de comunicação realizado pelas quase 300 marcas da P&G da maneira tradicional ainda funciona muito bem, mas admite que não há como negar que as alterações no cenário impõem meios diferenciados de abordagens mercadológicas — o que demonstra que o ritmo das mudanças não é captado tão rapidamente como se deseja e se propala.
Além disso, está claro para companhias do porte da P&G que, quanto mais próximas estiverem de sua base de consumidores, mais terão de ceder o controle. Esse é um grande desafio para as marcas que historicamente, ao longo do século passado, comandaram essa relação.
Com o surgimento da internet e a proliferação dos blogs e das redes sociais, os indivíduos estabelecem uma teia de relacionamentos, independentemente do consentimento das empresas. E é justamente essa capacidade de trocar mensagens entre si com grande velocidade, em uma escala sem precedentes, que deslocará para os consumidores o eixo de domínio das ações de comunicação das marcas.
Na entrevista de Stengel fica evidente que a gigante mundial de bens de consumo ainda não sabe quais são os caminhos mais eficientes para alcançar o público nesse novo panorama. E passou a bola às suas agências, em uma nítida demonstração de que este é um jogo que necessita, mais do que nunca, de um trabalho a muitas mãos para obter soluções eficazes e surpreendentes, pois não há referências para isso.
A construção dessa estrada de relacionamento entre marcas e consumidores na era do colaborativismo tem como ponto de atração o fato de subverter algumas ordens e hierarquias das idéias.
Leia a cobertura do evento com Jim Stengel na Advertising Age (para cadastrados).
Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, está anunciando em seu site que no dia 19/03, próxima segunda-feira, estréia o seu blog. Só vamos rezar para a ex-governadora Rosinha Garotinho não entrar nessa onda e fazer um fotolog.
Impressionante... Foi só ficar sem nenhum cargo público para ter essa idéia. Assim fica difícil a gente (Espalhe) convencer nossos clientes que blog é uma coisa séria, e não um "diário de desocupado".
Mas, brincadeiras a parte, vale como um indicativo desta tendência de políticos criando um canal extra de comunicação com seus eleitores. Vamos ver se ele leva a sério mesmo esse negócio de "diálogo aberto" com a blogosfera e põe as mãos na massa escrevendo coisas relevantes ou se vai terceirizar o trabalho de "copiar e colar" a sua agenda oficial para um dos seus filhos adotivos.
[]´s Mr. Wagner
Atualização (19/03):
O BLOG DO GAROTINHO JÁ ESTÁ NO AR! Hoje segunda-feira (19/3), estamos estreiando o nosso blog. Você pode comentar as notícias e sugerir discussões.
O Vale 9 Conto da rede de blogs da Espalhe, e que é mantido pela equipe de estagiários da agência, está hoje na capa do Folha Online graças a um post bacana do colunista da Ilustrada, Marcelo Katsuki, em seu blog Comes e Bebes.
Ser aprendiz de guerrilheiro não é uma tarefa simples: desde cedo, os jovens estagiários da Espalhe recebem lições de sobrevivência num mercado arisco e competitivo.
Um dos grandes desafios que eles enfrentam é a própria sobrevivência fisiológica: alimentação. Munidos de cartões de vale-quase-uma-refeição, eles percorrem diariamente as ruas do Brooklin, desbravando restaurantes e lanchonetes longínquos, de preço acessível e comida farta.
Decididos a relatar as façanhas, bem como sensibilizar a chefia, os restaurantes do mainstream alimentício da região e as empresas que disponibilizam os serviços de vale-refeição, eles tomarão conta do novo blog da rede da Espalhe, o www.vale9conto.com.br, um blog que promete escancarar a longa cauda do mercado de almoço executivo.
Se você trabalha em uma empresa de vale-refeição ou em um restaurante e quer falar com os milhões de futuros leitores do blog, entre em contato djá!
O pessoal da galeria Choque Cultural está fazendo a primeira exposição fora do Brasil. Chama-se Ruas de São Paulo.
Eles estão em NY, na Jonathan Levine Gallery, e fizeram um blog para documentar com muitas fotos tudo que está acontecendo lá,
É um grande salto para a galera da street-art brasileira, já que antes estava mais restrito a artistas como Gêmeos e Speto. Tenho certeza que depois dessa eles vão rodar o mundo.
DiscoSarko é uma piada com Nicolas Sarkozy, primeiro ministro francês e candidato a presidente nas próximas eleições. A piada não é nada original: o político de terno, em uma pista de dança onde você pode escolher a música, o fundo e clicar em botões para alterar os passos do dançarino. Isso já rolou na primeira eleição do Bush (Dancing Bush) e também já foi descaradamente kibado, rendendo uma versão com o Lula.
A grande novidade aí não está na piada, mas em seu autor: o próprio Sarkozy. Ou melhor, os "Sarkonautes", uma brigada oficial de jovens e profissionais de internet engajados em usar todas as ferramentas da web para auxiliar na eleição.
O César Maia também tem um grupo parecido, chamado de "Juventude César Maia".
Aliás, o uso de ferramentas da web pelo candidato francês é bem maior do que o do prefeito do Rio com seu "ex-blog". Sarkozy tem um blog sempre atualizado. Também abusa de podcats, videocasts, espaço para comentários, trackbacks e toda a parafernália que possa ser usada por um blogueiro.
O leitor Renato Limão também enviou um link para uma boa matéria dizendo que a interatividade com o eleitor e a mobilização de internautas pode ter um grande peso nas próximas eleições presidenciais nos EUA.
Não estou acompanhando de perto, mas pelo pouco que li vi que esta estratégia de se mostrar "um cara bem humorado" e um "blogueiro ativo" está aproximando bem a UMP (um partido mais tradicionalista) da juventude francesa.
Pelo visto, os resultados vão aparecendo. E vale a pena, desde que esta aproximação com o eleitor seja sincera e consistente. Um canal de interação e mobilização tem que ser um projeto de longo prazo, não algo para ser usado só em véspera de eleição.
Depois da Soninha e do ex-blog do César Maia, todo mundo já sabe que os políticos aderiram aos blogs. Procurando por informações sobre o projeto Cidade Limpa, eu encontrei o blog da Subprefeitura da Vila Mariana.
O blog é escrito pelo subprefeito da região, Fabio Lepique, e tem uma linguagem bem coloquial, além de trazer informações sobre os trabalhos que a Subprefeitura está realizando, o blog e tira dúvidas sobre os assuntos em pauta, especialmente o Cidade Limpa e distribuição de folhetos (assuntos que muito interessam a quem faz guerrilha), além de fechamentos de bingos, IPTU e o Psiu . Achei uma idéia bem útil e simpática para prestação de contas com a sociedade.
Para distribuição de panfletos nos sinais, por exemplo: Nesse final de semana mais uma vez nossa equipe apreendeu e multou empresas que utilizam irregularmente a via pública para distribuir panfletos e expor placas imobiliárias.
O subprefeito cita a lei: A legislação permite a distribuição de folhetos e assemelhados, mas os demais meios de propaganda como cavaletes, bandeiras, estandartes, plaquetas ou “banners” são vedados pela Lei 14.066/05.
Mostra o caminho das pedras: Todas as empresas regularmente inscritas e que não tenham débitos com o município e que desejam distribuir panfletos devem pagar preço público, ou seja, devem protocolar na Praça de Atendimento formulário explicitando onde será distribuído o material e pagar uma taxa aproximada de R$ 3.000 que dá direito a 5 licenças por final de semana no período de um mês (podem atuar em 5 lugares diferentes em um mês nos finais de semana). Após a publicação no Diário Oficial as empresas estão autorizadas a realizar seu trabalho por esse prazo pré determinado. A autorização para essa distribuição é de competência exclusiva do Subprefeito.
E dá a sua opinião: Desde que assumi, tenho observado diversos problemas decorrentes desse tipo de atividade, como por exemplo: utilização de placas, faixas, bandeiras e banners, sujeira nas ruas e praças, obstrução do passeio na área de travessia dos pedestres, entupimento de bocas de lobo decorrente de panfletos jogados no chão, período de almoço sendo gozado em local inadequado, redução da visibilidade dos cruzamentos e indício da utilização de mão-de-obra de menores de idade para a distribuição, além do risco de atropelamento dos trabalhadores por motocicletas e automóveis nos cruzamentos.
Por tudo isso, resolvi suspender por portaria a atividade na Vila Mariana, para melhor reavaliar a situação. As empresas multadas nesse período não serão autorizadas a trabalhar aqui, assim que eu revogar a portaria. É o cúmulo! Aliás, esse tipo de desrespeito é que me faz repensar se eu devo ou não voltar a autorizar a atividade.
Se você tentou regularizar a sua panfletagem em Vila Mariana e não conseguiu, deixe um comentário (que infelizmente são bloqueados antes de serem publicados) no blog do subprefeito. Se ele responder, conte pra gente.
O caso “Cicarelli x YouTube” foi o assunto da semana passada. Praticamente todos os blogs brasileiros e muitos do exterior fizeram pelo menos um post dando seu pitaco.
Seja por pura vontade de opinar, mostrar sua indignação, fazer piada ou surfar na onda de interesse e conseguir atrair alguns visitantes. Eu disse “praticamente todos” porque notei uma ausência importante: O Blog do Google Brasil.
Como discutimos em um podcast com o Fábio Cipriani, um dos grandes baratos de criar um blog corporativo não é usa-lo como “distribuidor de releases”, ou uma “newsletter melhorada”. O barato é justamente ter em mãos este canal direto com seus usuários / consumidores, falar claramente, se posicionar em momentos de crise... Enfim, dar uma cara mais humana (e inteligente) para a sua empresa. Ou seja, nada mais natural do que esperar algum post do Google Brasil (dono do YouTube) em relação ao que estava acontecendo.
Ok, entendo que em situações como essa às vezes o melhor é ficar calado. Certamente o Google Brasil não deve ter muita autonomia para se posicionar sobre estes assuntos e talvez nenhum dos funcionários responsáveis pela atualização do blog quis (ou pôde) colocar o seu na reta. Mas alguma coisa poderia ser escrita, nem que essa coisa fosse: “Galera, sabemos que há muito interesse em saber o que está acontecendo com o YouTube, mas o Google Brasil não tem qualquer relação com este serviço”. Afinal, ficar calado no meio de uma confusão dessas não é muito humano.
Nestes últimos dias um outro assunto que está movimentando a blogosfera é a interrupção do envio de cheques referentes aos pagamentos do Google Adsense para afiliados brasileiros por causa de impasses burocráticos com a nossa Receita Federal. Assim que fiquei sabendo do problema procurei me informar. Li alguns posts sobre o caso, vi emails desesperados, revoltados com a Receita Federal, indignados com o Google, preocupados em procurar algo que substitua o Adsense... Vi de tudo. Até que tive a idéia de ir “beber direto na fonte”. Lembrei que o Google tem um “blog oficial do AdSense em português”. Mas, ao contrário do que esperava, não vi nenhum posicionamento oficial sobre o caso. Nem uma simples reprodução do email de aviso que alguns afiliados receberam e uma mensagem do tipo “estamos trabalhando para resolver o impasse”.
Ainda é utópico imaginar corporações “descendo do palanque” e vindo para o debate corpo-a-corpo. Abrir um canal de comunicação franco e de duas vias é muito arriscado, ainda mais se for para lidar com esses furacões que varrem a rede, como bloqueios de Orkut ou YouTube.
Fica o registro esperando que a coisa caminhe nesse sentido. Blogs corporativos podem ser muito interessantes, desde que tenham a consciência de que a vida não é só uma partida de paintball ou um totozinho (pebolim para os paulistas - ARGH!) no meio do expediente.
Teve uma porradaria num jogo da NBA, sábado à noite. O site da RollingStone entrou na onda e publicou lista com músicas para ouvir brigando, ou brigar ouvindo, ou no inglês "bare-knuckled fight songs".
Não entro no mérito das músicas, nem da lista em si. O que gostei é da iniciativa de garantir/oferecer conteúdo diário, no caso a playlist of the day, juntando a especialidade da revista (música) com o que acontece lá fora.
Todo dia o corninho do leitor tem um motivo para ir lá. A nota que me chamou a atenção para isso segue abaixo:
ROLLINGSTONE.com's "Playlist of the Day" feature Monday centered on the Nuggets-Knicks fight Saturday night.
The site has compiled the following list of "bare-knuckled fight songs": "Kung Fu Fighting" by Carl Douglas; "Ballroom Blitz" by Sweet; "Havana Gang Brawl" by The Zutons; "Fight Song" by Marilyn Manson; "Punchdrunk Lovesick Singalong" by Radiohead; and "Mama Said Knock You Out" by LL Cool J.
They coulda thrown in Elton John's "Saturday Night's All Right (For Fighting)."
A partir desta semana, quem for ao tradicional restaurante Velhão, em Santana, vai deparar com uma placa que diz Pise na Grama [clique na foto para ampliá-la]. Embora cause estranheza ao passante já que normalmente o pedido é para não pisar na grama, a placa é um convite a andar de descalço, sentir a terra e a grama, algo raro em cidades de concreto como São Paulo. Tal convite faz parte da campanha de guerrilha para o lançamento do complexo imobiliário Arboris, da Klabin Segall e Líder, que tem como conceito justamente o resgate da qualidade de vida.
O que adianta falar em melhorar o estilo de vida, buscar a natureza e, ao mesmo tempo, morar na selva de pedra? A 4 quilômetros do Horto Florestal e ao lado do Parque da Cantareira, o Arboris exalta a natureza. Seguindo este diferencial, a guerrilha desenvolvida leva-o às ruas.
Além das placas de Pise na Grama que tomará conta de Santana, uma série de ações buscam incentivar a volta aos programas bucólicos. A ação Leia na Sombra da árvore consistirá em distribuir almofadas confortáveis para que as pessoas leiam jornais, revistas e livros na sombra de uma árvore. Outra, a Coma no Bosque fornecerá uma toalha quadriculada para quem passar por alguns estabelecimentos comerciais do bairro. A toalha é um empurrão para a organização de um piquenique no parque.
Amarrando tudo isto, foi criado o blog Cultive Seus Dias, que dá dicas de bem-estar e qualidade de vida.
Um jovem fotógrafo de classe média alta é seqüestrado em alguma cidade brasileira. Os bandidos, ao pressionar a família para receber o dinheiro do resgate, acabam revelando uma relação fria entre a vítima e o pai, a ponto de haver dúvidas se o pagamento vai ser feito, um dia. A história não tem nada de inovador: seqüestros, no Brasil, acontecem diariamente. E conflitos filiais existem desde que o mundo é mundo.
O que há de novo na novela "A casa caiu", na qual se passa a história do seqüestro, é que ela foi concebida para ser vista na Internet, mais precisamente a partir de um blog. Além disso, ela não vai ser exibida apenas através de vídeo: os capítulos podem vir em áudio, seqüência de fotos ou texto.
Leia mais sobre a primeira Blogovela do Brasil. Assista à primeira Blogovela do Brasil num PC pertinho de você.
A Antarctica resolveu apostar no poder viral dos blogs para inaugurar o Bar da BOA , um bar carioca que será fechado ao público e usado apenas para a gravação da nova campanha publicitária da cerveja. Além da imprensa tradicional, quatro blogs foram especialmente convidados para fazer a cobertura do evento : Jacaré Banguela, o Mico na Rede, o Blog do Noel e o Faz Sentido. O convite foi feito através de vídeos no YouTube, onde a própria Juliana Paes fala o nome dos convidados, para ninguém duvidar.
A ação não é tão audaciosa, mas parece ser bem-sucedida: alguns dias antes da inauguração, já surgiu um burburinho sobre o assunto na blogosfera. O evento aconteceu neste último sábado. Agora, é interessante acompanhar os blogs convidados para saber qual será a repercussão. Textos, fotos e vídeos já estão na rede, e os blogueiros prometem que há mais por vir. Em todo caso, essa pequena ação mostra que as empresas finalmente começaram a dar mais crédito aos blogs - uma mídia gratuita e eficiente.
[]´s Flavio Serpa (blogueiro convidado)
Complementando o post do Flavio:
Pagar uma bebida para blogueiros, essa onda tá pegando. Já rolou uísque, agora foi cerveja.
A ação é da LiveAD, que obviamente tem blogueiros em seu quadro (quem não faz blog, geralmente não entende o seu potencial). Tá chegando hora das ações de RP começarem a reservar um pequeno canto nas festinhas badaladas para estes “esquisitos que não saem da frente do computador”. Vale a pena, ainda mais se fizerem com empresas que vivem dentro dessa “nova mídia” e já começaram a criar um relacionamento com os “Amauri Jrs do amanhã”.
Eu, como um desses caras “esquisitos que não saem da frente do computador”, só tenho que incentivar a proliferação de ações como esta. Assim eu escolho se no próximo carnaval vou pra um camarote cervejeiro em Salvador ou na Sapucaí.
Logo que apareceu o vídeo da Cicarelli na praia da Espanha, pipocaram posts na comunidade de Marketing de Guerrilha no Orkut dizendo que era uma ação de Marketing Viral ou PR Stunt da modelo, que já não estava nos seus melhores dias de visibilidade e cachê.
Não é necessário analisar profundamente o gráfico do Technorati, com a evolução dos posts que mencionam “Cicarelli” em blogs, para perceber que a ação, intencional ou não, funcionou para colocar a moça novamente na pauta do dia.
Valeria uma análise sobre o fenômeno. Mas na falta de tempo, é interessante apenas notar a fome dos blogs em usar o “tag” Cicarelli apontando para cada nova publicação do filme, que na sequência era tirado do ar.
Para os blogs, isto traz a audiência dos atrasadinhos procurando via Google. O que engorda a remuneração do seu adsense e afiliados diversos. E transforma a “vítima” em mega-celebridade-instântanea. E a roda gira.
Alguns blogueiros colocaram o assunto no contexto do seu blog e outros nem tiveram esta preocupação.
Nota na coluna da Mônica Bergamo, na Folha de hoje:
Uma van cheia “de ricos” sairá do Shopping Iguatemi, da Daslu e da rua Oscar Freire, em dias alternados da próxima semana, rumo à periferia de São Paulo. É o Locotur, passeio que faz parte da propaganda eleitoral do candidato a deputado tucano Turco Loco, dono da grife Cavalera. “Quero que os ricos saiam do seu mundinho”, diz ele.
Além deste PR Stunt, Turco Loco colocou na rua o manifesto Sôloco, base de sua campanha, em lambe-lambes, stickers e no blog Fetiche com Árvores, o foco ecológico do manifesto.
Escritores iniciantes, assim como jovens bandas, são guerrilheiros por sobrevivência. Sem poder contar com as verbas de marketing de editoras e gravadoras, na maioria das vezes sem editoras ou gravadoras, precisam encontrar caminhos alternativos para aparecer.
Mas por que um über best seller como o Paulo Coelho usaria ferramentas de guerrilha para divulgar seu novo lançamento, como mostra a nota abaixo da coluna Radar de Veja? (respostas no fim do post)
Livros de Paulo Coelho são sempre sinônimo de superlançamentos. Agora, com A Bruxa de Portobello, que chega às livrarias em 27 de setembro, o escritor acopla às estratégias usuais de divulgação uma blitzkrieg na internet – Coelho fará da web um dos pilares da campanha promocional do livro. Várias frentes foram abertas na internet. Ele criou um blog, que até sexta-feira passada registrava quase 20 000 leitores. Nele, foram disponibilizados inclusive os primeiros capítulos da obra. Disciplinado, Coelho começa a trocar e-mails com leitores e participar das comunidades dedicadas a ele no Orkut.Gente de sua equipe entra em chats, avisando sobre o lançamento. Em breve, até um vídeo com uma entrevista do escritor será postado no YouTube. A missão da Bruxa é árdua: ultrapassar os 9 milhões vendidos por O Zahir, lançado no ano passado.
Respostas:
a) porque para atingir um público que cada vez dá menos bola para propagada é preciso utilizar formas alternativas.
b) e para um escritor que sempre é duramente criticado pela imprensa, é interessante criar um canal próprio nas redes sociais (orkut, youtube, blogs etc) para falar com seus fãs sem intermediários.
As revistas Veja e Época descobriram os blogs, seus editores acharam moderníssimo e falam deste assunto toda a semana. As corporações estão loucas para ter o seu primeiro blog, nem que seja o blog de um ursinho que não responde a e-mails porque, pela policy da matriz, ele não pode ser o porta-voz da empresa.
Tudo muito chato, tudo muito mainstream, tudo muito óbvio, tudo muito 2002.
Por isso, quando nós vemos alguém fazendo direito e encontrando caminhos novos no meio de uma porção de "me-toos”, nós ficamos muito felizes.
A rede de hotéis Starwood criou um blog. Deve ser sobre destinos fantásticos ou mesmo sobre como são incríveis os hotéis da rede, certo?
O Aloft de “carne e osso” será inaugurado em 2008. No Second Life, a Starwood Hotels está dando a chance das pessoas já experimentarem uma coisa que não existe no mundo real. Uma experiência de verdade.
O Yahoo lançou semana passada um blogpara contar os bastidores da empresa e mostrar o dia-a dia de seus funcionários. Mais um espaço de RP, é claro, mas segundo eles não direcionado a soltar releases e informar sobre novos produtos, como o próprio Yahoo e o Google já têm vários (inclusive um novo sobre o Google Brasil).
O próprio visual do Yodel Anecdotal é mais “quente” que o “corporativo normal”. O seu primeiro post é um vídeo mostrando os rostos de quem faz o Yahoo, em uma reportagem que mostra como é o quartel general da empresa. Enfim, o Yahoo se aventura em lançar um blog sobre sua gente, e não sobre o seus produtos. E talvez esse possa ser um diferencial em relação ao seu concorrente, o Google, que às vezes me passa um pouco a impressão de ser “um mega-robô eficiente e sem coração”. Afinal, na sede do Google deve rolar algum algoritmo para maximizar a ocupação das vagas no estacionamento dos funcionários. Já no Yahoo, as cagadas no estacionamento da empresa mostradas no Flickr me parecem ser bem humanas.
Depois de sincronizar o iPod no iTunes ontem, eu fui conferir as novas edições de podcasts e videocasts que eu assino. Quando chegou no videocast da Trip, eu esperava ver a moça que aparece à direita na imagem acima, mas quem surgiu na telinha do iPod foi o barbudo da esquerda num comercial-trailer de 2 minutos do filme Piratas do Caribe, deixando 1 minuto e meio para o "making of" da Trip Girl.
Navegando pelo YouTube a trabalho (é amiguinhos, o trabalho às vezes pode ser duro, por isso continuem estudando bastante para não acabar como eu), encontrei os vídeos da Madame Bela.
Vale relatar aqui o case um tanto quanto pioneiro: garota de programa faz um blog e relata o seu cotidiano. Mas não parou por aí, porque "essa coisa de blog" já datou, é muito "2003". Sem falar que seus relatos não são tão picantes quando os da Bruna e agora o que não falta é mulher da vida tentando a sorte na blogosfera, então fica difícil se destacar.
O trunfo de Bela pode estar no YouTube, fazendo um vlog. Um território muito mais "virgem" (com duplo sentido, por favor), que está a meio passo da massificação. Lá ela consegue mostrar seus dotes de maneira mais atrativa e viral. Já são três vídeos e, se a série continuar com uma boa periodicidade, não vai demorar muito para ela virar hype e seu perfil ficar abarrotado de fãs e "subscribers" recebendo seus vídeos fresquinhos, minutos após serem postados. Pioneirismo nessas horas é tudo, até porque a audiência média para vídeos do YouTube já é maior do que intervalos na TV aberta as 2 da madrugada (onde ela poderia anunciar seus serviços). E, se a coisa continuar no ritmo que está, logo a audiência vai ser maior que novela.
Em ano de eleição, vamos abrir uma nova categoria no Blog de Guerrilha: Guerrilha Política.
Já falamos bastante de ações guerrilheiras de políticos de diferentes partidos como Soninha, Cesar Maia e Enéas.
Mas este ano promete muito mais. Inauguramos esta nova categoria com a ação contra o candidato do Garotinho: Sergio Cabral Filho.
Com comunidade no Orkut e um blog que já foi tirado do "mar" e voltou 2 vezes em novos provedores, Pero Vaz de Caminha, que conhece o Cabral como ninguém, promete contar todas as facetas do candidato ao governo do Rio, como está na descrição da comunidade do Orkut:
Para isso quem assume a redação do blog é o próprio Pero Vaz de Caminha, aquele que sabe tudo, tudo, sobre o Cabral desde 1.500. Pero Vaz de Caminha e suas cartas dizendo o que ocorre nos porões da Nau Capitânia, o que ocorre na Corte, o que ocorre no fundo do mar.
O Blog começou dia 05 de julho de 2006. Dia 07 de julho foi tirado do ar...ou melhor do mar.
O almirante Cabral tentou afundar minha nau. Isso é impossível. A internet é libertária e năo admite isso. Fui obrigado a atracar essa nau no Mar Adriático. Daqui vou continuar informando sobre as condiçőes do tempo, das naus e das cortes. Dos adultos e principalmente dos garotinhos. O almirante năo deve ficar nervoso. É assim no oceano da blogosfera.
Em seu ex-blog, o Prefeito Cesar Maia coloca lenha na fogueira abusando dos conceitos guerrilheiros:
O BLOG DO PERO VAZ DE CAMINHA: um estudo de caso !
Jovens amigos inventaram o blog que chamaram de Pero Vaz de Caminha para criticar o Cabral -candidato a governador. A referência também incorporava a idéia de que, quem está no internet "navega". Este ex-blog foi informado. Entrou e avaliou e achou sensacional. Em seguida divulgou o mesmo, lastreando, de forma a dar audiência ao blog de jovens que nem conhecia. E pediu que outros ajudassem estes blogueiros iniciantes,(?), com todas as informações que tivessem -desde que publicadas em jornais ou documentadas. Segundo informam ,em três dias, o blog Pero Vaz de Caminha, deles, atraiu mais de 30 mil visitantes,(certamente 25 mil diferentes). A JCM -juventude da Cidade Maravilhosa do PFL, que dá a infraestrutura de pesquisa para este ex-blog, passou a alimentá-lo com fatos e frases. Algumas foram absorvidas por eles. Outras não. Veio o recurso ao TRE e com isso se deu uma enorme visibilidade à iniciativa. Esse processo é o que alguns chamam de guerrilha virtual -virose virtual- onde se parte de uma plataforma, mas se alcança outras por fatos externos, ao ponto de partida. Os "navegadores-internautas" - e não falo dos fundadores do blog Pero Vaz de Caminha- se sentiram atingidos em sua liberdade pois esta censura do -senador- Cabral, pode afetar a liberdade com que se trabalha neste web-universo. Criou-se um precedente que os "navegadores" -especialmente os mais jovens- acham gravíssimo. E começaram a reagir : tanto os fudadores, como milhares de outros. Os fundadores, imagino, enviaram esta mensagem, abaixo, que repasso:
"Começou muito mal a campanha do Senador Sergio Cabral ao Governo do Rio. Ele começa pedindo à justiça que censure um blog que divulgava notícias antigas de jornal, que falavam de escândalos em que o senador foi citado.
Veja como são as coisas...eu aqui, tentando prestar um serviço à justiça, trazendo dados que contam tudo sobre Cabral, e nosso amigo Cabral pede a justiça para me impedir de fazer meu ofício, ou seja escrever cartas. Tiraram meu bloco de papel...mas logo compro outro bloco e continuo meu trabalho. Agradeço o apoio de todos e precisamos pressionar a opinião pública para que todos tenham direito a leitura de minhas cartas sobre Cabral....."
A dinâmica funciona da seguinte forma: a Espalhe cria fatos inusitados com potencial viral, e a Fan potencializa estes fatos na mídia por meio de relacionamento com a imprensa. Como o nome sugere (fan = ventilador, em inglês), a Fan maximiza o alcance das ações de guerrilha desenvolvidas pela Espalhe.
No caso do Vlog Batendo Bola, alêm de criar e gerenciar o seu conteúdo, a Espalhe criou a campanha Dia de Jogo do Brasil é Feriado que tem forte potencial viral (em 2 meses tem mais de 6 mil membros na comunidade do Orkut) e de mídia espontânea. A campanha e o vlog já saíram na Folha, Estadão entre outros veículos e, agora, no jornal da Record.
A comunidade no Orkut da campanha DIA DE JOGO DO BRASIL É FERIADO, promovida pelo vlog Batendo Bola, foi citada ontem na coluna da Monica Bergamo.
O vlog e a campanha já sairam em todos os veículos grandes, mas nenhum anunciante colocou um engradado de cerveja ou uma tevezinha de plasma para apoiar a equipe. Vacilo!
Utilizando muito bem os princípios de guerrilha ele está conseguindo aparecer e construir uma marca. Os cariocas podem dizer se esta marca tem conteúdo ou não.
Agora o Skype está colocando os pés no Brasil e precisou abrir um canal de comunicação com o público local. Alguém sabe se eles abriram concorrência para escolherem uma agência de propaganda e/ou promoções local?
Segundo nota da coluna Radar da Veja, durante a Copa, o jogador Kaká manterá um blog atualizado diariamente com os comentários dos jogos e da vida na concentração. O blog poderá ser acessado a partir do site do Guaraná Antarctica, patrocinador do jogador.
O conteúdo "direto do campo" promete ser muito relevante. Vamos acompanhar para ver se posts serão realmente quentes.
A Folha publicou no domingo, no caderno Mais (só para assinantes) um artigo do Financial Times sobre blogs: A pornografia da opinião - Saturação de informações, ausência de visão totalizadora e dependência das velhas mídias põem em xeque expansão dos blogs nos EUA . A matéria fala principalmente sobre os blogueiros da Gawker, mas também aborda como os blogs ganham dinheiro e a dependência da mídia tradicional.
De acordo com um relatório do Technorati, os blogs são escritos em:
:: Japonês: 31%
:: Inglês: 25%
:: Chinês: 25%
Até aí nenhuma surpresa. O Japão é o país com maior números de geeks do planeta. Inglês é a língua universal. E a China é maior em tudo. Interessante foi ver que 3% deles são escritos em português. Mais do que francês (2%) e alemão (1%).
Em meados dos anos 1990, o Brasil conheceu um produto que ficou superexposto da televisão à barraca de camelô. Ele deu origem a muitas cópias, parecidas na forma e conteúdo. Mas entrou em declínio, perdeu fôlego e rebolou, dando lugar a outras novidades. Porém, teve estratégia para voltar à mídia especializada e garantir algum suspiro. Foi o que aconteceu com Carla Perez, produto-símbolo da era do axé music.
No dia 18 de abril, ela anunciou a separação do dançarino-cantor-pai Xanddy, casal perfeito durante cinco anos, como mostram as fotos estampadas no blog de Carla Perez. “Respeitem o meu silêncio, por mim e por meus filhos” é uma das frases postadas no dia do anúncio da separação. A notícia foi destaque em diferentes portais e virou até assunto de fila. Mas em cinco dias já tinha caído no esquecimento.
Até o casal anunciar que fez as pazes, em cima um trio elétrico durante micareta na Bahia, no dia 23 de abril. Destaque de novo na home de diferentes portais. No blog de Carla Perez, o agradecimento aos fãs e o aviso: “o que Deus uniu, o homem não separa”. PR Stunt e buzz marketing, com o apoio de um blog atualizado com a opinião oficial. O casal 20 do axé conseguiu voltar à mídia – com entrevista até no Programa do Gugu – e virar de novo assunto de fila. Estratégia que muita empresa não aprendeu ainda.
O blog de Carla Perez merece uma visita mais atenta, por mostrar com clareza o produto que representa. Tudo rosinha, cheio de giffs animados, mensagens dignas de e-mails com apresentações de power point e fotos, muitas delas, de toda a família. Imagem fofa e meiga de uma dançarina-cantora-apresentadora-mãe, capaz de gerar buzz tanto entre fãs como para visitantes distraídos que perdem tempo com o ping-pong da barra à esquerda da página, com as preferências da artista. Lá, você descobre que a leitura preferida é de livros (!), que ela considera ACM uma grande personalidade e que seu grupo de pagode preferido é o Harmonia do Samba, do qual o marido é o vocalista. E, ao entrar na página, você será recebido com uma caixinha onde se lê “bem vindo ao meu blog! Jesus te ama!”.
Abs,
Vilma "fã de Xanddy" Balint e Filipe "fã de Carla" Alberto
Tem um novo verbo ficando forte na rede de blogs brasileiros: blogversar. Ou simplesmente "conversar através de blogs". Uma tentativa de criar um meme, como lançou o Fábio Seixas, ou um resgate do que o Cluetrain Manifesto já prega faz tempo, como lembrou o Fábio Cipriani.
Termo muito pertinente, já que blogs constituem a mídia que mais conversa entre si. É raro ver o Estadão fazendo referência a algo que saiu no O Globo e dando o seu pitaco em cima, ou o Jornal Nacional citando um ponto de vista exposto no SBT Brasil que possa ter influenciado na criação de determinada matéria. Isso acontece mais quando rola uma grande denúncia da Veja, ou uma matéria bombástica no Fantástico. E é sempre unilateral, pois as "conversas" não se estendem em réplicas e tréplicas.
Se você não se relaciona abertamente com leitores e principalmente com outros blogueiros, dificilmente o seu blog (ou o de sua empresa) vai conseguir se diferenciar no grande mar de "diários online" que ainda servem como estigma dessa mídia. Você pode se esforçar para constantemente "ser o assunto", sempre fazendo coisas que repercutam na comunidade (bem no "estilo Cocadaboa"), ou ir se inserindo nas conversas de bicão mesmo, querendo somar com algum ponto de vista pertinente.
Por isso os blogs, mesmo os corporativos, precisam ser feitos por blogueiros. E ser blogueiro é muito mais do que escrever algo interessante e publicar fotos dos seus gatos todos os dias.
Enxergar a blogosfera como uma comunidade é o primeiro passo para tranformá-la em um espaço útil para a sua vida, ou melhor ainda, para seus negócios. E felizmente para quem está atrasado e não ainda entrou na "festa", essa comunidade no Brasil ainda tem ares de "cidade pequena", com poucas pessoas que efetivamente participam (escrevendo coisas interessantes ou publicando fotos de seus gatos). Então reconhecer nomes e dar aquele amistoso "bom dia" quando "cruzamos alguém no caminho da padaria" é muito mais fácil.
O "trackback" é uma grande ferramenta que foi justamente criada para "blogversar". Infelizmente ela ainda tem um lado obscuro e pouca gente usa de fato (e quem sabe usar, não usa porque pouca gente usa).
Seria interessante, junto com o meme lançado pelo Fábio, iniciar uma "campanha educacional" para o uso e disseminação dos "trackbacks" entre blogs nacionais. O Blog de Guerrilha já está fazendo o seu dever de casa, disponibilizando esta ferramente na sua nova versão. Em breve faremos um post explicando para os mais leigos o que é isso e porque vale a pena ser usado.
E, para finalizar, fica difícil entrar na onda do Fábio colocar as suas preferências para "blogversar" em um coletivo como o Blog de Guerrilha. Mas eu, Wagner, posso deixar as minhas como exemplo e se outro colaborador quiser que também entre na onda.
O blog de guerrilha mudou. Não só no layout mas também em conteúdo. Agora o blog tem 3 colunas: uma para os posts, outra para links e uma terceira para as novas formas de interação.
Nessa nova fase o Blog de Guerrilha tem:
Links interessantes – não, não são apenas os links tradicionais de qualquer blog de marketing. Temos esses e mais alguns.
Del.icio.us colaborativo - Agora você também ajuda a construir o del.icio.us que aparece no blog de guerrilha. Para isso, basta colocar a tag blogdeguerrilha entre as tags que você deseja indicar e pronto. As 5 últimas indicações aparecerão na barra lateral. É a essência do del.icio.us em compartilhar links interessantes misturada ao conceito Open Source.
Podcast de Guerrilha – Podcasts focados em marketing de guerrilha. Nesse primeiro, Gustavo Fortes, Daniel Sollero e Wagner “MrManson” Martins se juntaram e elegeram os 5 cases guerrilheiros mais interessantes. Para assinar, basta colocar a URL http://www.blogdeguerrilha.com.br/podcast_guerrilha.xml no seu iTunes (aba Advanced, clicar em e Subscribe to podcast).
Busca – Agora ficou mais fácil de achar aquele post que você sabe onde está mas não achava de jeito nenhum. Use a busca e pronto.
Trackback – Uma ferramenta excelente para facilitar as conversas entre blogs (ou “blogversar”). Vamos aderir a esta causa e buscar incentivar mais o uso de trackbacks entre os blogs brasileiros.
Na estante – Atualizamos a á área “na estante” com mais livros e destaque para os últimos na barra lateral.
Tudo isso em um layout atual, moderno e com foco total em conteúdo e colaboração.
Agregando aos comentários do post "Ctrl C + Ctrl V" e para responder ao simpático e-mail da leitora Vanessa Motta que reclamou com a Fischer e encaminhou para nós o email com a resposta "besta" deles (!), é importante deixar claro uma coisa: o quadradinho no canto direito inferior deste blog, com um "CC" dentro, significa que esta obra/blog é licenciada por uma licença Creative Commons.
“Em outras palavras, o Creative Commons cria instrumentos jurídicos para que um autor, um criador ou uma entidade diga de modo claro e preciso, para as pessoas em geral, que uma determinada obra intelectual sua é livre para distribuição, cópia e utilização. Essas licenças criam uma alternativa ao direito de propriedade intelectual tradicional, fundada de baixo para cima, isto é, em vez de criada por lei, elas se fundamentam no exercício das prerrogativas que cada indivíduo tem, como autor, de permitir acesso às suas obras e a seus trabalhos, autorizando que outros possam utilizá-los e criar sobre eles.
Um dos principais problemas do direito autoral “clássico” é que ele funciona como um grande “não!”. É comum encontrar, em obras autorais exploradas economicamente, a inscrição “Todos os direitos reservados”. Isso quer dizer que, se alguém pretende utilizar aquela obra, tem de pedir autorização prévia a seu autor e detentor dos direitos”.
(...)
“Entretanto, existe um grande número de autores, detentores de direitos e criadores de um modo geral, que simplesmente não se importa que outras pessoas tenham acesso às suas obras. Há músicos, produtores de vídeos ou escritores que desejam o exato oposto: querem que as pessoas tenham acesso às suas obras, ou, eventualmente, que outras pessoas continuem o seu trabalho, seja reinterpretando-o, seja reconstruído-o ou recriando-o. Para essas pessoas, não faz sentido nem econômico nem artístico, que seus trabalhos se submetam ao regime de “todos os direitos reservados”.
(...)
“Por outro lado, esta mudança de paradigma quanto ao direito autoral não renega o direito autoral tradicional. Ao contrário: fundamenta-se nele e nas prerrogativas legais dos autores de autorizarem a utilização de suas obras como bem entenderem. Trata-se de um deslocamento do eixo de “todos os direitos reservados” para “alguns direitos reservados”.
(...)
“Apesar de ser uma iniciativa surgida nos EUA, o Creative Commons tem caráter global. O Brasil foi o terceiro país a se integrar à inicitiva”.
(...)
As licenças do Creative Commons podem ser utilizadas para quaisquer obras, tais como música, filme, texto, foto, blog, banco de dados, compilação, software ou qualquer obra passível de proteção pelo direito autoral”.
(...)
"Atribuição: pelos termos desta licença, o autor autoriza a livre cópia, distribuição e utilização da obra. Entretanto, ele requer que a obra seja sempre atribuída ao autor original,constando em todos os meios de divulgação, quando adequado ao meio, o nome do autor".
Este texto foi retirado do Livro “Direito, tecnologia e cultura” de Ronaldo Lemos, páginas 82 a 85. E é leitura obrigatória para guerrilheiros que queiram fazer blogs, “samplear” idéias, lançar iniciativas open source etc.
Será que a maldição de pessoas reproduzindo textos meus sem dar os devidos créditos vai continuar me perseguindo? Quando eram textos de humor e piadinhas, até que dava para relevar. Afinal fica difícil exigir alguma ética da galera quando você mesmo prega uma espécie de caos generalizado na internet. Mas agora, que virei um rapaz sério, respeitador da moral e dos bons costumes, cheio de contas para pagar, fica difícil deixar esse tipo de coisa passar em branco.
Na semana passada postei aqui a história da menina que virou celebridade no You Tube com uma webcam da Logitech cheia de firulas. Até aí nada de mais. Ninguém tem a propriedade desta história. Minhas fontes de consulta não são tão óbvias quando as do BlueBus, mas também não são "as fontes". No máximo consigo pescar essas coisas 1 ou 2 dias antes de saírem no Boing Boing, Adverblog e similares.
Também nada contra quem publica depois. Ninguém é obrigado a dar o furo sempre (apesar de alguns gostarem) e viverem 100% antenados com tudo que rola. Mas se vai reproduzir, que pelo menos reproduza com as suas palavras. Que acrescente uma pitada de personalidade, uma opinião, um comentário, enfim, algo que faça aquilo que você escreveu ser único.
Se for reproduzir exatamente igual de onde viu, cite a fonte, já que a mesma foi tão boa a ponto de te informar algo novo, legal e com boas opiniões e comentários pessoais. "Ctrl+c / Ctrl+V" é vergonhoso, ninguém merece isso, nem mesmo os leitores mais bunda-moles.
Pois bem. Tudo isso para dizer que o tal post da "garota Logitech" foi integralmente copiado na Newsletter de "tendências" da Fischer América. Palavra por palavra (e a montagem da imagem também). E nem para dizerem que a fonte foi esse humilde blog. E nem para me convidarem pras festinhas de final de ano no Club Med. E nem para me mandarem umas fotos das estagiárias gostosas que rolam por lá. E nem pra... Ah, vocês entenderam.
[ ]'s Mr. Wagner
Obs: clique na imagem para ler o texto da Newsletter ou veja aqui.
Essa será a primeira Copa do Mundo realmente on-line. Os jogos serão debatidos em comunidades do Orkut e na blogosfera. Os vídeos aparecerão no You Tube e no Google Video. Os virais sobre futebol já estão invadindo os computadores de todos e com certeza arquivos em PPT com fotos de argentinos chorando e torcedoras semi-nuas nas arquibancadas pipocarão por todo lado.
Nada a ver com a cobertura on-line dos últimos mundiais nos grandes portais. Jornalismo tradicional reciclado para a velocidade da Internet.
Essa será a primeira Copa em que os torcedores terão voz. É a Copa do “We The Media”, a Copa da Web 2.0.
Celebridades instantâneas do "porte" da Katilce vão surgir a cada jogo do Brasil. O tira-teima agora será no You Tube. E a discussão de boteco será global na Joga.com, a emboscada do Google + Nike para se apoderarem da propriedade Copa do Mundo.
E, seguindo a linha destas duas corporações globais guerrilheiras, o que não vai faltar é empresa buscando alternativas para conquistar corações e mentes de torcedores em ano de Copa do Mundo, furando, via Internet, o bloqueio da FIFA e das Organizações Globo, detentora dos direitos de transmissão.
Para acompanhar esta movimentação, surgiu o primeiro VLOG (video log) do Brasil, o Batendo Bola, com a proposta de mostrar a Copa do Mundo do ponto de vista da grande rede de relacionamento que é a essência da Web.
No princípio eram os nerds que transformaram seus BBS em web logs com links em todas as palavras do texto. A partir daí, o maravilhoso e novo mundo da Web começava a ser desvendado para os leigos por técnicos antenados.
Em seguida, as adolescentes descobriram que, tirando o conteúdo frio e cheio de links dos nerds, os logs na web não eram muito diferentes de seus diários pessoais, com a enorme vantagem de atingir uma audiência potencialmente muito maior que poderia ver o que antes ficava escondido em agendas da Hello Kitty: suas fotinhos de bichinhos, festas, viagens e namoradinhos.
Então os diários pessoais foram ficando mais caprichados e os web logs viraram blogs especializados em cada assunto possível de ser segmentado. De aquários plantados a fotógrafos de Polaroid, tudo é assunto para começar um blog. De uma turminha de adolecentes, a audiência de muitos blogs especializados cresceu para 10 mil visitantes/dia no Brasil e 300 mil visitantes / dia nos EUA.
De tanto se especializarem, os blogueiros mostraram conhecimento e ganharam influência. Fizeram política e receberam atenção dos veículos de comunicação estabelecidos que invejavam sua agilidade e independência.
Em tempos de web 2.0, conteúdo + audiência + independência = blogbrity. E nada como uma boa celebridade para atrair marcas sedentas por endosso.
Se você tem estômago fraco e sente calafrios ao ouvir histórias fortes, pare de ler este texto aqui.
Em suas primeiras incursões, fizeram-se valer das ferramentas de relacionamento das agências de RP, que assustaram demais os puristas acostumados com as formas mais intrusivas. Estariam os blogs se vendendo?
Mas o pior ainda viria. Formas mais sutis, criativas e inteligentes de corromper os blogs começaram a pipocar por todo lado. Já não se sabia quem era do bem (blogs puros) e quem eram do mal (blogs corporativos).
Mas nem tudo está perdido, uma mega corporação ficou do lado do rebanho bom e estabeleceu 7 mandamentos no regulamento de sua última promoção para deixar claro que com blogueiro não se brinca.
O 1° mandamento faz valer a máxima de que blog e futebol não se discute: ninguém pode forçar a barra com o editor, as decisões dele são supremas. Já no 6° mandamento, fica evidente que blogueiro bom é aquele desprovido de interesses materiais: nós não forçaremos e tu não cobrarás , a participação no Coke Ring é espontânea e não remunerada. E se o blogueiro for bonzinho e cumprir o 2° mandamento de não postar conteúdo inadequado e o 4° mandamento de ficar ligado no bom andamento do seu coke ring, não ficando sem postar por 7 dias e em dias santos, talvez o iPod vídeo serás vosso!
Moral da história: ganhar dinheiro com bom senso não é pecado! Quanto mais profissionais os blogs forem, mais bem sucedidos serão seus autores e mais relevante e isento será seu conteúdo. E lembre-se: com criatividade de guerrilha, a coisa pode ficar muito mais interessante. Amém.
Poucas pessoas rodam mais o Brasil do que o Hermano Viana, irmão do Herbert do Paralamas. Agora ele anda levando a internet pessoalmente a cada estado para apresentar o www.overmundo.com.br , projeto inspirado em iniciativas como o Digg.com.
Legal se poder fazer algo "alternativo" com o financiamento da Petrobrás. Fica mais fácil, nem por isso menos interessante, afinal se é pra usar o dinheiro público, convenhamos que a democratização da informação seja um bom tema pra se investir.
A edição e os textos são feitos por jornalistas/agitadores culturais de todo Brasil que até recebem pelo trabalho. Muito justo. O blog mostra o embrião do Overmundo.
O grupo conseguiu destaque na grande mídia nas últimas semanas, onde provocou muita gente com a afirmação que se deve tirar os blogs dos "guetos", de parar de pregar para quem está convertido e expandir. A audiência do Overmundo vai dizer se eles realmente serão um catalisador cultural como se propõem ou apenas mais um link legal (o que será sempre bem-vindo).
Foto da Trip de março: Hermano Vianna, Ronaldo Lemos, Alê Youssef e José Marcelo Zacchi.
A Yamaha fez uma promoção com seus clientes em que as melhores 10 respostas a pergunta:”Por que testar a Fazer 250?” ganhariam uma moto deste modelo para fazer o teste por 6 meses.
Após os vencedores receberem as motos, eles começaram a publicar suas impressões em um blog. Um formato interessante de se fazer um blog corporativo.
Os posts tem uma cronologia básica: da ansiedade para o agradecimento e, finalmente, o uso. Como os vencedores da promoção estão deslumbrados com a oportunidade, sempre que podem comentam que estão com a moto por conta da promoção e divulgam a iniciativa da montadora. Eles se tornaram advogados da marca.
As opiniões são bastante favoráveis. Ou melhor, só existem opiniões favoráveis. Por isso, não dá para saber se os posts são editados pela montadora ou se são opiniões reais, o que tira a credibilidade do blog. O conteúdo ficaria mais interessante para uma audiência maior, se fossem privelegiados os posts da experiência dos "blogueiros" com a Fazer 250, os passeios, viagens etc. E não publicar a rasgação de seda pura e simples.
Nestes últimos anos, as agências de RP internacionais tiveram seu escopo de trabalho multiplicado exponencialmente. Acostumadas a trabalhar o relacionamento com a imprensa, montar mailings e planos de divulgação para os veículos tradicionais, as agências tiveram que se adaptar ao surgimento de milhares de novos veículos da noite para o dia. Segundo o Technorati, 70 mil novos blogs são criados por dia e 1 de cada 4 americanos que trabalham visita blogs e passa em media 3,5 horas semanais envolvido com esse tipo de veiculo.
Com esta quantidade absurda de blogs, ou novos veículos de comunicação, surgindo por segundo, parece bastante natural que muitos sejam ruins, alguns sejam pouco ou nada profissionais e bem poucos sejam dignos de uma visita diária.
Mas é bastante interessante ver como as empresas começam a procurar entender como se relacionar com estes novos veículos. A grande maioria escrita por não-jornalistas e até por pessoas que ainda nem entraram no mercado de trabalho.
A Edelman, uma das gigantes globais de RP, tem aparecido regularmente em matérias e estudos sobre o assunto. No Brasil, a Espalhe Marketing de Guerrilha, e sua irmã de RP, a Fan, já trabalham blogs em seus planos de guerrilha e de divulgação com regularidade.
Por isso, a nota de hoje do BlueBus, “Wal Mart usa blogs q repetem releases sem alertar leitor”, despertou especial interesse na agência.
A primeira parte da nota começou identificando o trabalho de RP, nada diferente do que é feito com os veículos tradicionais:
“A Wal Mart, criticada por oferecer baixos salarios, começou no final do ano passado uma politica de RP que abastece blogs com noticias positivas sobre a empresa. Distribui releases sugerindo temas para posts, oferece noticias exclusivas ou convida os blogueiros para visitas ao escritorio sede. Cria relacionamento com blogs que identifica como favoraveis a companhia.”
Já na parte final, assim como no título da nota, ficou a impressão que a Edelman ou seu cliente, Wal Mart, fazem algo de errado por terem seus releases copiados na íntegra nos blogs.
"A varejista e sua empresa de RP, a Edelman, que coordena o trabalho, dizem que nao remuneram os blogueiros. Noticia do The New York Times diz que alguns blogs postaram informaçoes tiradas diretamente dos releases, palavra por palavra, sem revelar a seus leitores a origem do texto".
Porém, esta também é uma prática que acontece em muitos veículos tradicionais, na maioria das vezes sem interesses ocultos. Ou seja, veículos, tradionais ou blogs, publicam releases na íntegra por uma eventual falta de cuidado, pressa ou mesmo porque não querem acrescentar nada mais.
O que a nota do BlueBus perdeu a oportunidade de apontar foi o mais interessante da matéria do The New York Times e que marca o crescimento irreversível dos blogs: Companies of all stripes are using blogs to help shape public opinion.
Assunto este já levantado em matéria de capa da revista Exame, onde a Edelman e a Espalhe são apontadas como agências especializadas.
Mal o novo blog da Dior foi para o ar e já começou a receber críticas. De acordo com o Adverblog, os 220 comentários (positivos) que os posts receberam parece muito para apenas uma semana.
Claro que os comentários foram alimentados pela própria agência e/ou empresa para dar o pontapé inicial. E tem mais, na maioria das vezes esta ação de "marketing invisível" é espontaneamente feita pelos próprios funcionários da empresa (aqui no blog de guerrilha todos os comentários devem vir de um só IP!!)
E, confirmando esta teoria, segundo um tal de Jean, fonte do Adverblog, todos os 220 comentários vieram apenas de 9 IPs. Esta fonte explica mais ou menos como teve acesso aos IPs aqui.
Para conquistar o apoio do eleitorado jovem durante as eleições municipais de 2004 em São Paulo, Soninha usou muito bem os recursos da internet. Fez um site moderno e ágil, onde mostrava todas as suas propostas com clareza. Montou gabinete de campanha na Vila Madalena, com a proposta de receber no local quem estivesse interessado em debates, perguntas, material de campanha ou só em bater papo. O contato só foi interrompido quando a então candidata precisou cuidar da saúde da filha, que tinha contraído leucemia. Apesar do drama pessoal, o site continuou cumprindo sua função, atraindo o voto de muitos indecisos.
Depois de eleita, Soninha (www.soninha.com.br) não aposentou o domínio que mantinha na internet e fez dele um portal de notícias sobre o mandato. Merece destaque o link Mandato Eletrônico, com a versão integral dos pronunciamentos da vereadora na câmara e projetos de lei apresentados, entre outras ações. Também merece uma visitada o blog mantido desde junho de 2005, com a rotina do gabinete e as impressões pessoais da vereadora. Semanalmente, os cadastrados recebem uma newsletter com as principais novidades do período.
Parece chato? Poderia até ser, se não fosse a marca jovem que o site imprime. O logo de Soninha, usado durante a campanha, foi idealizado por Pavão, o cartunista-criador da Mega Liga de VJs Paladinos, sucesso da MTV. O site tem agenda de festas, shows e eventos – uma delas acontecerá no dia 04 de fevereiro e celebra o lançamento do Gabinete de Bolso, livreto com balanço e reflexões sobre o segundo semestre de mandato da ex-apresentadora, ilustrado também por Laerte (www.laerte.com.br).
Não é site apenas para os iniciados em política, estudantes inflamados de Centros Acadêmicos ou eleitores pedantes que dizem gostar de ler textos truncados. Mas é também ferramenta para saber como é usado o dinheiro do contribuinte.
A capa da Exame que foi para as bancas hoje fala um pouco do que nós, guerrilheiros, já sabemos há algum tempo: a importância dos blogs para o mundo corporativo. Um blog bem-feito e autêntico é uma forte ferramenta de marketing para as empresas se envolverem com o consumidor e estabelecer um verdadeiro diálogo de um para um, de ida e volta imediata. A matéria de 7 páginas, escrita pela jornalista Camila Guimarães, conta alguns casos e destaca a força do blog, mas não chega a aprofundar no assunto que, com certeza, já tem e trará novidades no dia-a-dia de todos.
Entre os especialistas no assunto, aparece a Espalhe, especialista em marketing de guerrilha e boca-a-boca. A Endelman que é uma das maiores empresas de Relações Públicas do mundo, endossando que o blog é ferramenta de relacionamento.
FORÇA DO BLOG
A Procter & Gamble do Brasil aposta em novas formas de divulgação e desenvolveu um blog para o lançamento de fraldas, em que uma mulher conta sua primeira experiência como mãe.
Dados de matéria na Exame que está nas bancas
(fonte: Ibope/NetRatings - julho/2005):
40% dos usuários de internet acessam blogs;
65% têm idade entre 12 e 34 anos
31% concluiram a universidade
60% são do sexo masculino
Aproveitando esta onda de forma brilhante, Maurício de Sousa lançou o personagem Bloguinho (foto), que fala "internetês" e não sai da frente do computador.
O Seth Godin escreveu mais um livro e mais uma vez está permitindo o download do PDF. Mesma estratégia usada com vários outros livros dele como o Permission Marketing, Purple Cow e o Unleashing the Idea Virus.
Desta vez ele se mantém na onda e lança um livro sobre blogs, ou Viral Blogs como ele coloca no livro.
Passei os olhos e tem umas coisas legais, ainda não sei no detalhe, mas o que vi tem seu valor. Principalmente porque é de graça.
Você pode baixar o livro aqui.
Por coincidência, no mesmo fim de semana que falamos do blog do Cesar Maia aqui no Blog de Guerrilha, ele aparece 2 vezes na Veja que está nas bancas, por sinal nas seções mais lidas da revista:
- Diogo Mainardi: título "o bom de blog"
- Radar: "José Serra virou leitor diário do blog do prefeito carioca, Cesar Maia".
Lembre-se, ele consegue essa repercussão com uma ferramenta gratuita de blog. É bom guerrilheiro ou não é?
Cesar Maia é o político mais guerrilheiro do Brasil. Com seus PR Stunts, mais conhecidos como factóides, construiu uma marca registrada tão forte quanto suas jaquetas.
Estas jaquetas, por sua vez, são um poderoso meme. Um meme que passa a imagem de uma pessoa com menos perfil político do que profissional liberal. Mais classe média do que elite. Muito mais "mão na massa" do que teoria.
Agora na blogosfera, o prefeito do Rio foi o primeiro político a administrar um canal de opinião via blog. O primeiro neste segmento no Brasil a enxergar o potencial dos blogs para driblar o filtro da grande imprensa e conquistar uma imagem de proximidade com a população.
E já está fazendo escola, o prefeito de Washignton criou o seu blog no último dia 15.
Na coluna da Monica Bergamo (direto da CPI em Brasília), Folha de S Paulo de domingo, duas notas com indicações do poder dos blogs na política:
- " Todos a postos para a entrada de Delúbio: parlamentares, jornalistas, curiosos. Ricardo Lobo, vizinho do deputado Roberto Jefferson, criou um blog, "vizinho do Jefferson", em que relata os passos do parlmanentar. Conseguiu credencial para ver Delúbio."
- "ACM Neto corre para o gabinete do PFL. Conta tudo para o líder do partido, Rodrigo Maia. Que conta tudo para os blogs de Brasília."
A Exame que está nas bancas tem uma entrevista com o o executivo americano Steve Rubel, da firma de relações públicas CooperKatz, maior autoridade em Blogs do mundo. Ele diz que as empresas que ignorarem o fenômeno dos blogs podem até desaparecer.
No Brasil, a Espalhe faz o serviço de criação, monitoração e interação em blogs e comunidades, citado como fundamental na entrevista, para empresas do segmento automotivo ao de bebidas, passando por canais de TV.
Veja duas respostas de Rubel abaixo:
EXAME: As empresas só devem prestar atenção nos grandes blogs?
Não. Mesmo os minúsculos, com dois leitores, são importantes, porque cada vez mais os blogs estão sendo listados nos resultados de buscas de programas como o Google, e milhares de pessoas tropeçam nesses resultados e clicam em alguns deles. Mesmo um blog minúsculo pode ser lincado a um bem maior e ganhar uma visibilidade tremenda. Se um blogger pequeno citar sua empresa, não o menospreze, porque amanhã ele pode causar um terremoto.
EXAME: Será que a febre blogueira não vai criar uma bolha e explodir, como a bolha pontocom?
Acredito que exista um aquecimento dos blogs, o que é bem diferente de uma bolha no mercado de ações. Fala-se num investimento de 60 milhões de dólares em blogs em 2004 -- um número respeitável, mas nada que se compare com os bilhões da bolha pontocom. O fato é que os blogs farão parte da vida das empresas e é importante usar essa nova forma de comunicação a seu favor.
Artigo importante do Clicz sobre mensuração de resultados em blogs corporativos. Segundo a autora, Heidi Cohen, o ROI ainda não foi aplicado para blogs em função do pouco tempo que esta ferramenta on-line foi introduzida no Marketing Mix. Mas, como qualquer componente de marketing, é totalmente possível medir os resultados de blogs corporativos.
Heidi Cohen diz ainda que como qualquer ferramenta de RP, o retorno de um Blog pode não ser muito rápido. Para ela, blog é uma forma (ferramenta de RP) de aumentar a visibilidade de uma marca ou empresa e não é uma promoção com prazo limitado.
Estou de olho no D2 desde sua entrevista na Marília Gabriela, quando ele disse que havia criado uma logo, D2, que deveria ser espalhada por todos os lugares de uma forma guerrilheira.
Hoje eu tô vendo o site dele. Muito bacana: download do lambe-lambe, blog, estética street chocante.
Já que não tem como barrar a inevitável troca de arquivos pela web, esse é o caminho que eu acredito para os músicos de todos os estilos: criar uma marca, vender camisa, tornar-se um produto de verdade.
As músicas continuarão a ser baixadas de graça. Mas o lucro com a camiseta é todo do artista.
Para os políticos preocupados em se justificar para a imprensa, os tempos são outros. Vivemos a era do little brother, onde quem tem o poder é quem tem uma câmera na mão e / ou um blog na Internet. A era da guerrilha.
O Pentágono descobriu isso no episódio da tortura divulgada por fotos tiradas pelo celular de um soldado.
Ontem foi divulgado na Folha que o Roberto Jefferson também não está sozinho. E hoje, no Estadão, apareceu quem é o dono do blog do vizinho, que acompanha os passos do político. Dizendo inclusive que ele viajou e deixou a luz acesa. Será que ele está preocupado com a conta?
O autor é Ricardo Lobo, um publicitário de Araçatuba que mora há 5 anos em Brasília. E é guerrilheiro mesmo: "Este blog conta com o apoio do Cópia Café, o cyber da 702/703 Norte".
De acordo com a agência global de RP Edelman e da empresa de pesquisa de mercado e portal de blog Intellseek, empresas que ficarem agressivas com blogueiros ou tentarem ignorar seus comentários estão encarando uma batalha perdida.
"Marketing, advertising and PR professionals are being urged to forge closer links with the growing blog community to avoid crisis communications disasters, according to the latest study on the blogging phenomenon."