Elefante, se eu fosse como tu

20 de maio

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Por Ricardo Cavallini:

Hoje assisti Dumbo com minha filha, fiquei curioso para saber se elefantes tem mesmo medo de ratos.

Já escutei diversas teorias sobre o assunto. A melhor delas, é a que faz referência ao instinto herdado por seus antepassados. Diz a teoria que os grandes dinossauros eram dotados de sistema nervoso incompleto e, por esta imperfeição, não sentiam quanto pequenos roedores comiam suas patas. O estrago só era percebido quando o pé estava perdido, fazendo o grande paquiderme cair e agonizar até a morte.

Assim, como tudo que é baseado em instinto, o medo seria o meio para fomentar o comportamento de auto-preservação. E passado de geração em geração, chegou aos elefantes atuais.

Esta explicação seria ótima para escrever um conto para grandes corporações, daquelas que têm olhos apenas para outros gigantes, ignorando as inovações de ruptura dos menores, que podem acabar roendo suas bases.

Tudo é feito para não ousar, não correr riscos, não inovar. Os movimentos são feitos para reagir apenas aos concorrentes diretos.

O conto poderia usar Ganesh como exemplo, uma das divindades mais populares do hinduísmo. Representada por uma cabeça de elefante em um corpo de homem, Ganesh é humilde suficiente para aceitar ser guiada por um pequeno rato. Seria um bom conselho para os grandes elefantes: olharem para as empresas mais criativas, apesar de pequenas.

Para não deixar os ratos se gabando, bastaria citar o ditado que o elefante pode demorar para dar o primeiro passo, mas quando faz isso, atropela quem está na sua frente. Então, não adianta posar de Ligeirinho, dizendo que é inovador. É preciso mostrar isso na prática.

E como último conselho, não leve muito a sério no que lê por aí, seja em blogs (como este) ou em qualquer outro lugar. Afinal, tudo pode ser uma grande besteira. Baboseiras como o medo de rato, que parece ser apenas historinha de desenho animado, onde os elefantes também dançam balé e soltam bolinhas de sabão pela tromba.

ATENÇÃO: chupamos o post acima na íntegra do blog Coxa Creme por 3 motivos:

# Porque acreditamos e nos pautamos pela frase de Jeff Hicks, CEO da Crispin Porter: “The best ideas don’t come from a place with more resources. They come from smarter, more passionate people”. E achamos que tem tudo a ver com a bela metáfora do Cavallini.

# Para dizer que tentaremos, mas não prometemos, ser mais humildes para não acabarmos esmagados por uma agência paquidérmica.

# E para divulgar que o autor do post também é autor do livro Onipresente, que vale muito ser lido pelos paquidermes e ratos da comunicação, e será lançado em evento aberto na chocante Plastik.

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Se você pensa que é mito o medo que os elefantes tem dos ratos, veja isto. E a imagem do post foi pega daqui.

abs, Gfortes


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