O conceito de Balls Marketing, ou Marketing de Colhão (para os puristas da língua portuguesa) já foi apresentado aqui e também virou verbete na Guerrilhapedia.
A Gillette resolveu levá-lo ao pé da letra fazendo uma série de animações dando dicas de como se barbear. E aí não só no rosto, o lugar mais convencional, mas também em áreas mais incomuns: costas, peito, axila e bolas.
Sim, a Gillette, uma marca aparentemente careta que paga uma grana preta pro Kaká, pro Federer e pro Tiger Woods desfilarem seus rostos lisinhos, resolveu reconhecer que existem pêlos naquele lugar que é feio falar e, a partir daí, encampar a missão global de “onde houver pêlos, levar uma lâmina”.
O vídeo das bolas é o que viralizou. É óbvio. E com isso alavancou a audiência de todos os outros e fez o posicionamento da Gillette de “bodyshaving” entrar de fato na cabeça da galera.
Parabéns pelos colhões de aprovarem algo do tipo. Certamente algum gerente de produto ou alguém do jurídico tentou matar a idéia de colocar esse vídeo no ar porque haveria alguma chance de escandalizar os mórmons, revoltar os ursos ou desagradar o fã-clube da Cláudia Ohana. Mas felizmente o bom senso imperou e alguém falou: “Galera, o vídeo é legal, a forma de comunicar não foi de mal gosto e a grande maioria das pessoas vai achar foda. Vamos ser um pouco mais humanos, parar de procurar pêlo em ovo e deixar as neuras corporativas de lado”.
[]´s MrWagner

Torre de Babel feita com 1000 rádios Tivoli, exposta na semana de design de Milão. Cada rádio sintonizado em uma estação de algum canto do mundo. Fazendo justamente o que o produto é capaz de fazer: captar tanto as freqüências locais quanto as mais distantes.
Sacada criativa que transformou uma “pilha de produtos” que poderia ser vista em qualquer loja de varejo em poesia. É tanta sensibilidade junta que a instalação recebeu convite para ser exposta também em Paris, Londres e Moscou.
Vi aqui. Não deixe de assistir o vídeo do making of.
[]´s MrWagner

Dando seqüência ao nosso plano de tornar a hora do ócio o momento oficial para relaxar e não pensar em trabalho, resolvemos dar um brinde especial para nossos followers nessa sexta-feira.
Pegue seus óculos escuros e um café para aproveitar o clima da vizinhança do seu escritório com a Cadeira Portátil do Ócio. Nada como observar os pássaros voando, as pessoas falando nos seus celulares indo para lá e para cá, e aproveitar a brisa do final da tarde na tranqüilidade de uma cadeira confortável e portátil. Isso sim é qualidade de vida!

Como dizia o mestre Tim Maia: “Numa relax, numa tranqüila, numa boa!”.
Para concorrer basta seguir o @ocio2007 no Twitter e amanhã (22/05) às 17 horas, na Hora do Ócio, sortearemos a cadeira aleatoriamente entre nossos followers.
O que você NÃO está fazendo agora? Siga o Ócio 2007!
Abs, Rafael Venturelli
Desde que fiz o post falando sobre este novo cargo necessário nas agências, muita gente se candidatou à vaga, mas a maioria entendeu errado.
Uma parte achou que o “trocar idéias no FriendFeed” era deixar um comentário se vendendo, dizendo que era “um idearator” e queria trabalhar na Espalhe. Eu havia linkado para o meu Friendfeed porque acho que esta é a melhor rede social para descobrir o que as pessoas estão vendo, fazendo, gostando e pensando.
Outro erro que muitos caíram foi achar que a procura de idearators era um processo seletivo. Que era uma vaga em aberto e que tinha uma data limite para escolher alguém. Ao mesmo tempo que esta vaga não existe, ela é uma necessidade constante. Idéias são o maior combustível da guerrilha, então prospectar constantemente por novas e mais diversas jazidas é uma necessidade.
O lance de virar “processo seletivo” virou até piada. Disse para a galera colocar idéias no papel e me mandar por fax (sim, por fax, um belo filtro para receber só o que nego resolveu se esforçar um pouco para enviar). Vai que aparece algo bom…
E desse papo de colocar idéias em um A4 surgiu uma outra idéia. O de fazer um blog que poste estas idéias constantemente. Aqui na Espalhe temos faz tempo uma caixa de idéias, um aquário onde escrevíamos e colocávamos os pensamentos mais diversos que surgissem num brainstorm, mas não fosse aplicável pra nada útil no momento. Um arquivo que volta e meia era consultado em momentos de desespero, para ver se acabava com o bloqueio criativo.
Difícil compartilhar com o mundo essas coisas. Se são idéias geniais, perdemos oportunidades. Se são idéias ruins, somos expostos aos ridículos. Mas praticar o desprendimento e não ter vergonha de se expor parece ser um bom caminho em busca da iluminação divina para cada vez ter mais e mais idéias.
E foi assim que surgiu o Idearator.net, mais um ponto de presença online da Espalhe, onde compartilhamos qualquer coisa que pensarmos com o mundo.
O momento broxante desta história foi descobrir ontem que já tinham tido esta idéia, exatamente uma semana antes de nós. No stealourideas.com, também usando o Tumblr, também com rabiscos… Parece ser exatamente a mesma coisa, com o agravante que eles ainda desenham bem.
Mas paciência… Por mais que a vaidade de um idearator despreze coisas que não sejam inéditas, vamos seguir em frente. Mais um sinal de que idéias não podem ser guardadas. Elas têm que ser postas para circular porque às vezes, por um dia (ou por uma semana), alguém vai e faz na frente.
O idearator.net é aberto para qualquer um, não só funcionários da Espalhe. O arcaico, charmoso e seletivo método de envio por fax continua valendo. Então se você não trata suas idéias como um tesouro, mas sim como uma constante linha de produção, junte-se a nós.
[]´s Mr Wagner

Por Ricardo Cavallini:
Hoje assisti Dumbo com minha filha, fiquei curioso para saber se elefantes tem mesmo medo de ratos.
Já escutei diversas teorias sobre o assunto. A melhor delas, é a que faz referência ao instinto herdado por seus antepassados. Diz a teoria que os grandes dinossauros eram dotados de sistema nervoso incompleto e, por esta imperfeição, não sentiam quanto pequenos roedores comiam suas patas. O estrago só era percebido quando o pé estava perdido, fazendo o grande paquiderme cair e agonizar até a morte.
Assim, como tudo que é baseado em instinto, o medo seria o meio para fomentar o comportamento de auto-preservação. E passado de geração em geração, chegou aos elefantes atuais.
Esta explicação seria ótima para escrever um conto para grandes corporações, daquelas que têm olhos apenas para outros gigantes, ignorando as inovações de ruptura dos menores, que podem acabar roendo suas bases.
Tudo é feito para não ousar, não correr riscos, não inovar. Os movimentos são feitos para reagir apenas aos concorrentes diretos.
O conto poderia usar Ganesh como exemplo, uma das divindades mais populares do hinduísmo. Representada por uma cabeça de elefante em um corpo de homem, Ganesh é humilde suficiente para aceitar ser guiada por um pequeno rato. Seria um bom conselho para os grandes elefantes: olharem para as empresas mais criativas, apesar de pequenas.
Para não deixar os ratos se gabando, bastaria citar o ditado que o elefante pode demorar para dar o primeiro passo, mas quando faz isso, atropela quem está na sua frente. Então, não adianta posar de Ligeirinho, dizendo que é inovador. É preciso mostrar isso na prática.
E como último conselho, não leve muito a sério no que lê por aí, seja em blogs (como este) ou em qualquer outro lugar. Afinal, tudo pode ser uma grande besteira. Baboseiras como o medo de rato, que parece ser apenas historinha de desenho animado, onde os elefantes também dançam balé e soltam bolinhas de sabão pela tromba.
ATENÇÃO: chupamos o post acima na íntegra do blog Coxa Creme por 3 motivos:
# Porque acreditamos e nos pautamos pela frase de Jeff Hicks, CEO da Crispin Porter: “The best ideas don’t come from a place with more resources. They come from smarter, more passionate people”. E achamos que tem tudo a ver com a bela metáfora do Cavallini.
# Para dizer que tentaremos, mas não prometemos, ser mais humildes para não acabarmos esmagados por uma agência paquidérmica.
# E para divulgar que o autor do post também é autor do livro Onipresente, que vale muito ser lido pelos paquidermes e ratos da comunicação, e será lançado em evento aberto na chocante Plastik.

Se você pensa que é mito o medo que os elefantes tem dos ratos, veja isto. E a imagem do post foi pega daqui.
abs, Gfortes