
A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, nº 241, traz na capa 40 dicas para o pequeno empresário crescer na crise. E a dica 4, acima, sugere o uso de marketing de guerrilha.
Mas o texto da reportagem vai além, aconselhando o empresário investir suas reservas em criatividade ao invés da propaganda tradicional:
Em momentos de aperto econômico, como o atual, o marketing das empresas costuma ser jogado para segundo plano. Eis um grande equívoco, dizem os especialistas. “Justamente em períodos de contenção de despesas, quando a maioria dos empresários se esconde, é que se deve divulgar o negócio”, afirma José Eduardo Balian, professor de finanças da ESPM. “Está aí a grande chance de se diferenciar da concorrência”. Nem pense em gastar todas as suas reservas nos tradicionais anúncios publicitários. Aposte no marketing de baixo custo. Execute táticas que envolvam mais a criatividade do que o dinheiro“.
O engraçado, mas nem um pouco surpreendente, é o autor da matéria, Wagner Roque, colocar em lados opostos a criatividade e a propaganda tradicional.
Não é surpreendente porque em 2002, antes mesmo da consolidação do conceito de WEB 2.0, o livro “A Queda Da Propaganda – da mídia paga à mídia espontânea” já dizia, e levantava uma enorme polêmica, que o papel da propaganda não é ser criativo, mas sim informativo, e que a criatividade é função de quem provoca a mídia espontânea, uma vez que estes precisam encontrar formas de ser interessante a ponto de fazer sua mensagem ser falada em troca de nada.
O ponto é que empresas pequenas e, principalmente, as grandes corporações desperdiçam uma quantidade enorme de recursos ao não considerarem essa premissa básica: investir na comunicação de uma mensagem e não conseguir fazer com que as pessoas falem sobre a mensagem é jogar dinheiro fora. E para nós, guerrilheiros que por definição potencializamos os nossos recursos, é chocante ver coisas como:
# Estandes milionários em todo tipo de feira que ficam vazios e só são falados em programas jabazentos que mostram seu making of.
# Sites belíssimos, que demandaram hora$$ de programação, e dentro de uma web ávida por conteúdo e novidades precisam comprar posts em blogs para receberem links e serem acessados.
# Páginas e páginas e páginas de revistas com anúncios que não serão lidos e, muito menos, comentados.
Em tempo de crise _ quando dos catadores de papel de São Paulo aos times da NBA nos EUA, passando por montadoras e bancos, todos recorrem ao socorro financeiro oficial _ os governos dos países deveriam exigir como contrapartida nestes empréstimos, além do não pagamento de bônus aos executivos, que todo centavo investido em ações de marketing nestas empresas gere boca-a-boca. É tempo de fazer mais com menos. Yes we can.
Abs, Gfortes
Caio Costa disse:
fevereiro 19th, 2009 em 3:39 pm
Ao invés do dinheiro gasto se chamar investimento, passa a se chamar desperdício.
E o pior é ver que tem muito empresário com medo de fazer guerrilha ou algo mais criativo só pq “nem todo mundo faz”.
Matérias como essa é bom para lembrar de algo que deveria ser óbvio, mas não é: propaganda criativa e bem executada são as melhores armas contra a crise.
João Marcelo disse:
fevereiro 19th, 2009 em 4:00 pm
propaganda tradicional é uma ferramenta que está ficando obsoleta. Mas afirmar que não é papel dela ser criativa é, definitivamente, uma enorme polêmica.
Leonardo disse:
fevereiro 19th, 2009 em 4:46 pm
Ótima matéria, ótimo post. Sempre deixo com os meus clientes matérias como esta, para incentivar e provar a eles a eficiência de uma ação diferenciada. Alguns já sabem bem disto outros ainda precisam ser amaciados.
george disse:
fevereiro 27th, 2009 em 12:36 am
wow! we can!
belo post gustavo
…
abraços
>>
Frente disse:
março 3rd, 2009 em 11:41 pm
o cliente precisa entender mais de guerrilha tbm…
e esse post pode ajudar e muito!
;)
Paulo Henrique disse:
maio 6th, 2009 em 10:48 am
Muito bom o post, este blog já está em meus favoritos.
cada vez mais aprendendo para aplicar em nosso dia-a-dia.
Fiquem com Deus.