Na crise, acredite no Marketing de Guerrilha

19 de fevereiro

Comments (6)



Marketing de Guerrilha

A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, nº 241,  traz na capa 40 dicas para o pequeno empresário crescer na crise. E a dica 4, acima, sugere o uso de marketing de guerrilha.

Mas o texto da reportagem vai além, aconselhando o empresário investir suas reservas em criatividade ao invés da propaganda tradicional:

Em momentos de aperto econômico, como o atual, o marketing das empresas costuma ser jogado para segundo plano. Eis um grande equívoco, dizem os especialistas.  “Justamente em períodos de contenção de despesas, quando a maioria dos empresários se esconde, é que se deve divulgar o negócio”, afirma José Eduardo Balian, professor de finanças da ESPM. “Está aí a grande chance de se diferenciar da concorrência”. Nem pense em gastar todas as suas reservas nos tradicionais anúncios publicitários.  Aposte no marketing de baixo custo.  Execute táticas que envolvam mais a criatividade do que o dinheiro“.

O engraçado, mas nem um pouco surpreendente, é o autor da matéria, Wagner Roque, colocar em lados opostos a criatividade e a propaganda tradicional.

Não é surpreendente porque em 2002, antes mesmo da consolidação do conceito de WEB 2.0, o livro “A Queda Da Propaganda – da mídia paga à mídia espontânea” já dizia, e levantava uma enorme polêmica, que o papel da propaganda não é ser criativo, mas sim informativo, e que a criatividade é função de quem provoca a mídia espontânea, uma vez que estes precisam encontrar formas de ser interessante a ponto de fazer sua mensagem ser falada em troca de nada.

O ponto é que empresas pequenas e, principalmente, as grandes corporações desperdiçam uma quantidade enorme de recursos ao não considerarem essa premissa básica: investir na comunicação de uma mensagem e não conseguir fazer com que as pessoas falem sobre a mensagem é jogar dinheiro fora.  E para nós, guerrilheiros que por definição potencializamos os nossos recursos, é chocante ver coisas como:

# Estandes milionários em todo tipo de feira que ficam vazios e só são falados em programas jabazentos que mostram seu making of.

# Sites belíssimos, que demandaram hora$$ de programação, e dentro de uma web ávida por conteúdo e novidades precisam comprar posts em blogs para receberem links e serem acessados.

# Páginas e páginas e páginas de revistas com anúncios que não serão lidos e, muito menos, comentados.

Em tempo de crise _ quando dos catadores de papel de São Paulo aos times da NBA nos EUA, passando por montadoras e bancos, todos recorrem ao socorro financeiro oficial _ os governos dos países deveriam exigir como contrapartida nestes empréstimos, além do não pagamento de bônus aos executivos,  que todo centavo investido em ações de marketing nestas empresas gere boca-a-boca. É tempo de fazer mais com menos. Yes we can.

Abs, Gfortes


6 comentários para “Na crise, acredite no Marketing de Guerrilha”

  • Caio Costa disse:


    Ao invés do dinheiro gasto se chamar investimento, passa a se chamar desperdício.

    E o pior é ver que tem muito empresário com medo de fazer guerrilha ou algo mais criativo só pq “nem todo mundo faz”.

    Matérias como essa é bom para lembrar de algo que deveria ser óbvio, mas não é: propaganda criativa e bem executada são as melhores armas contra a crise.

  • João Marcelo disse:


    propaganda tradicional é uma ferramenta que está ficando obsoleta. Mas afirmar que não é papel dela ser criativa é, definitivamente, uma enorme polêmica.

  • Leonardo disse:


    Ótima matéria, ótimo post. Sempre deixo com os meus clientes matérias como esta, para incentivar e provar a eles a eficiência de uma ação diferenciada. Alguns já sabem bem disto outros ainda precisam ser amaciados.

  • george disse:


    wow! we can!
    belo post gustavo

    abraços
    >>

  • Frente disse:


    o cliente precisa entender mais de guerrilha tbm…
    e esse post pode ajudar e muito!
    ;)

  • Paulo Henrique disse:


    Muito bom o post, este blog já está em meus favoritos.
    cada vez mais aprendendo para aplicar em nosso dia-a-dia.

    Fiquem com Deus.

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