Secret Wall Tattoos

26 de fevereiro

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“I’m in your hotel room.
I’m in your office.
Look behind the picture,
Look behind your reflection in the mirror.
And if you don’t find me…
….create me.”

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Secret wall tattoos são desenhos ou pinturas escondidos atrás de espelhos, quadros, fotografias emolduradas, camas e até privadas. Entre seus adeptos estão artistas guerrilheiros, músicos, skatistas e todo tipo de gente que comprou a idéia e quer de alguma forma contribuir com um pouco de arte subversiva em hotéis, prédios comerciais, museus e afins.

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O movimento começou a se espalhar fortemente há quase 5 anos, como passatempo do músico Josh Homme, frontman da banda de rock Queens of the Stone Age. Durante uma das intermináveis turnês do QOTSA, ele passou a aproveitar parte do tempo gasto em quartos de hotel fazendo os primeiros desenhos. Em poucos meses o que era brincadeira transformou-se em obsessão e a partir de então dezenas de novas peças começaram a pipocar nos EUA e Europa, pelas suas mãos e de alguns amigos que abraçaram a causa tais como Banksy, a banda DEVO, o fotógrafo Ryan Russel e mais um monte de gente.

Com o tempo, as muitas intervenções começaram a ser descobertas por hóspedes (com obssessão por simetria) ao tentarem endireitar quadros e espelhos.

É arte. Mas para virar uma bela campanha só falta um conceito pertinente.

Abs, Gus



Na revista Época: vários blogueiros aceitam pagamento para elogiar produtos.

20 de fevereiro

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Trechos da matéria sobre post pago publica na revista Época que está nas bancas:

Propagandas assim, que recomendam ou apenas mencionam um produto ou uma marca, se misturam aos posts comuns na área de conteúdo dos blogs. Era previsível. Se os blogs se tornaram tão populares e influentes, quanto tempo levaria até que as agências de publicidade percebessem seu poder de comunicação? O mesmo vem acontecendo com as comunidades em redes sociais, como Orkut e Facebook, e os fóruns de discussão. Essa tendência é ao mesmo tempo um estímulo e uma ameaça aos blogs. É um estímulo porque a publicidade ajuda os blogueiros a se financiar. E, portanto, investir em seus blogs para torná-los melhores. Mas é também uma ameaça. Os blogs carregam uma aura de mídia alternativa, independente, revolucionária. E os posts pagos podem levar os internautas a duvidar da veracidade das opiniões dos blogueiros – que é, na maioria das vezes, seu maior capital.

(…)

Apenas uma minoria dos blogs atrai publicidade. Hoje, há cerca de 135 milhões de blogs no mundo. No Brasil, estima-se que sejam 2 milhões, dos quais 400 mil têm atualização constante. Menos de mil estão no radar das agências. O trabalho delas é criar campanhas específicas para a internet. Algumas dessas campanhas visam alcançar um efeito viral (quando são replicadas, “contaminando” a rede como se fossem vírus). Esse pode ser o começo do sucesso de um vídeo no YouTube, por exemplo, embora os virais mais vistos raramente partam de um post pago.

Leia a matéria na íntegra

Os quadrinhos que ilustram a matéria e o post são do André Dahmer



Quem ainda duvida do poder de um blogueiro?

19 de fevereiro

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idiocy

Não quero focar no que alguns podem considerar erro jornalístico e nem condenar o Noblat, entrando na questão de checar ou não as informações. Isso é assunto para um outro blog em outro horário.

Na ótica guerrilheira, foco desse blog, só quero levantar questão de “informação se espalhando”, de influenciadores versus influenciados, de “créditos de confiança” e etc.

Vejam o caso da brasileira que declarou ter sido atacada por neo-nazistas suiços, por exemplo. Tudo começou com um email recebido por um blogueiro em seu celular (como por ele mesmo explicado aqui: ). Este email gerou o primeiro relato publicado no Brasil sobre o caso Paula Oliveira, ou o “furo em primeira mão no blog” (veja aqui).

Pois bem, este furo, pelo poder de influência do blogueiro que o publicou rapidamente chegou na grande mídia. Logo em seguida no governo, na comissão de direitos humanos da ONU e também se transformou na conversa preferida nos “bebedouros da firma”, nos salões de cabelereiro, nas mesas de bar. E pela sua força na mídia e nas ruas alimentou ainda mais as discussões na web, parindo comunidades no Orkut e posts indignados.

Uma bola de neve de imensas proporções. Proporções tão grandes que se a Suiça não fosse um país tão neutro e bem resolvido, certamente teríamos aí o primeiro case de “incidente diplomático” causado pelo poder de um blogueiro.

“Blogueiro”: um indivíduo (com qualidades e defeitos) que decide o que posta ou não, sem o olhar de um editor ou de um “conselho editorial”, quase sempre sem a ajuda de uma “segunda opinião”. Um cara praticamente sozinho com sua consciência e experiência que filtra os emails de conhecidos e desconhecidos, julgando sumariamente se aquele conteúdo é válido para entrar na conversa diária que leva com seus importantes leitores.

O sonho de todo mundo lidando com propaganda e pensando nestes novos paradigmas de comunicação é criar uma bola de neve com iguais proporções para a sua campanha. E com este “case suiço” posso ilustrar algumas visões pessoais que tenho sobre este sonho:

- Blog tem força para influenciar a mídia, não as conversas no cabelereiro. Se você quer chegar no povão semeando algo em blogs, mire na mídia. Uma coisa que “está bombando na blogosfera” muito provavelmente está sendo ignorada nas ruas. Quem acredita nisso está assumindo que é o centro do universo, quando na verdade nós é que estamos na periferia. O “centro do universo” ainda é o Jornal Nacional.

- Um blogueiro só vai se deixar levar pelo que você quer semear se aquilo traz algum benefício para a sua vaidade/reputação.

- Não citei o benefício monetário no item anterior, repararam? O blogueiro pode até publicar algo em troca de grana, mas aí a chance da sua bola de neve continuar rolando diminui bastante. A grande mídia só se deixa levar por um blogueiro se ele tem credibilidade. Blogueiro que vende opinião não tem credibilidade. Pelo menos não com pessoas inteligentes.

- Quanto mais credibilidade o blogueiro tiver e quanto mais benefícios a sua história oferecer, menos barreiras ela vai enfrentar para ser replicada na grande mídia. Chegando em alguns casos ao absurdo de sequer ter a sua veracidade checada.

“O poder de um blog não está em quantos visitam, mas sim em quem visita”. É impressionante ver como a turma de “social media” adora replicar esta frase de efeito (muitas vezes para justificar para um anunciante porque aquela citação num blog de 200 vistas/dia é “legal”), mas na prática ignora isso, quase sempre propondo ações que em vez de seduzir o blogueiro pelo benefício de reputação acabam se revelando latões de lixo para jogar a sua credibilidade fora.

[]´s Mr Wagner



Na crise, acredite no Marketing de Guerrilha

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Marketing de Guerrilha

A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, nº 241,  traz na capa 40 dicas para o pequeno empresário crescer na crise. E a dica 4, acima, sugere o uso de marketing de guerrilha.

Mas o texto da reportagem vai além, aconselhando o empresário investir suas reservas em criatividade ao invés da propaganda tradicional:

Em momentos de aperto econômico, como o atual, o marketing das empresas costuma ser jogado para segundo plano. Eis um grande equívoco, dizem os especialistas.  “Justamente em períodos de contenção de despesas, quando a maioria dos empresários se esconde, é que se deve divulgar o negócio”, afirma José Eduardo Balian, professor de finanças da ESPM. “Está aí a grande chance de se diferenciar da concorrência”. Nem pense em gastar todas as suas reservas nos tradicionais anúncios publicitários.  Aposte no marketing de baixo custo.  Execute táticas que envolvam mais a criatividade do que o dinheiro“.

O engraçado, mas nem um pouco surpreendente, é o autor da matéria, Wagner Roque, colocar em lados opostos a criatividade e a propaganda tradicional.

Não é surpreendente porque em 2002, antes mesmo da consolidação do conceito de WEB 2.0, o livro “A Queda Da Propaganda – da mídia paga à mídia espontânea” já dizia, e levantava uma enorme polêmica, que o papel da propaganda não é ser criativo, mas sim informativo, e que a criatividade é função de quem provoca a mídia espontânea, uma vez que estes precisam encontrar formas de ser interessante a ponto de fazer sua mensagem ser falada em troca de nada.

O ponto é que empresas pequenas e, principalmente, as grandes corporações desperdiçam uma quantidade enorme de recursos ao não considerarem essa premissa básica: investir na comunicação de uma mensagem e não conseguir fazer com que as pessoas falem sobre a mensagem é jogar dinheiro fora.  E para nós, guerrilheiros que por definição potencializamos os nossos recursos, é chocante ver coisas como:

# Estandes milionários em todo tipo de feira que ficam vazios e só são falados em programas jabazentos que mostram seu making of.

# Sites belíssimos, que demandaram hora$$ de programação, e dentro de uma web ávida por conteúdo e novidades precisam comprar posts em blogs para receberem links e serem acessados.

# Páginas e páginas e páginas de revistas com anúncios que não serão lidos e, muito menos, comentados.

Em tempo de crise _ quando dos catadores de papel de São Paulo aos times da NBA nos EUA, passando por montadoras e bancos, todos recorrem ao socorro financeiro oficial _ os governos dos países deveriam exigir como contrapartida nestes empréstimos, além do não pagamento de bônus aos executivos,  que todo centavo investido em ações de marketing nestas empresas gere boca-a-boca. É tempo de fazer mais com menos. Yes we can.

Abs, Gfortes