Eleições 2008 - Se é proibido, então pode
Me disseram (todo dia chega aqui um email de um “leitor” do blog de guerrilha sobre alguma ação “popular” contra algum candidato pelo Brasil) que Salvador inteira está brincando com o www.grampinhonao.com . O joguinho é mais uma das tantas ações de contra-campanha que estão rodando o Brasil pela internet nestas eleições. Muita gente anda questionando se a ação dá mesmo resultado. Tudo indica que sim. Com a viralização da campanha, matéria de página do maior jornal baiano, além de destaque no UOL, em blogs locais e outros como o do Ancelmo Góis, no Painel da Folha e até aqui no Blog de Guerrilha, consolida-se o apelido pejorativo que relaciona o candidato a supostas escutas ilegais feitas pelo seu avô ACM contra seus opositores. Tem também o filminho acima que mostra a valentia do jovem ex-deputado.
Contra-campanha é algo que sempre existiu, muito antes da Internet. Pode acontecer por ativismo (no caso cyber-ativismo) ou produzida por adversários. A triste novidade da obscura lei eleitoral para web é que o grande crime é assumir os próprios atos. Ninguém sabe o que é permitido. Nem o TSE. No Rio de Janeiro estão sendo toleradas a utilização de Flickr, YouTube e Orkut, por exemplo. Em outras cidades, o candidato que utilizar redes sociais corre sério risco de ser multado. E mais: se você fizer um blog em apoio ao seu candidato preferido, sabe-se lá o que vai te acontecer. Vai depender da boa vontade do juiz eleitoral da sua cidade.
Recentemente, o jornalista da CBN Milton Jung descobriu o Twitter e começou a usá-lo freneticamente. Em seu jornal na CBN e no seu blog (coloca permalink no post, Milton), ele comentou que se a campanha presidencial passada nos EUA foi um marco no uso dos blogs, esta está sendo no uso das redes sociais e dos micro-blogs, especialmente o Twitter. Neste sentido, ele fez um paralelo com a campanha para prefeito de São Paulo, onde os principais candidatos estavam no Twitter, sendo que Marta Suplicy é que usava melhor a ferramenta, comentando notícias do dia e apresentando sua agenda. No dia seguinte que ele disse isso, a ex-prefeita se manifestou dizendo que aquele perfil era falso e ela estava na justiça para tirá-lo do ar. Falso ou não, o perfil sumiu do Twitter.
O resumo da ópera é o de sempre, que explica muito do nosso Brasil: seja clandestino que está tudo bem. Arriscado é querer trabalhar dentro da legalidade.
Abs, Gfortes
[update] Outras fontes sobre propaganda política 2.0 e a regulamentação da campanha 2008:
# como obama reinventou as finanças para as campanhas eleitorais
# Eleições 2008 - Jornal pode, Internet não.
# Blog sobre as práticas e regulamentação da propaganda eleitoral na Internet














Ale Jungermann disse:
Agosto 2nd, 2008 em 6:43 pm
GFortes,
Essa questão de proibição do uso da web foi tema de um post no meu blog (http://www.tavoladigital.com.br/webstage/?p=85)
O Caio Tulio comentou o assunto - ainda que por alto - quando foi entrevistado no RodaViva.
Milton Jung disse:
Agosto 3rd, 2008 em 9:42 pm
Caro, obrigado pela citação de post publicado no Blog do Milton Jung e pela sugestão do permalink. Repassei a tarefa para a turma que cuida da parte burocrática da coisa. Infelizmente tenho algumas restrições de acesso devido ao tipo de conta que uso na Globolog. Sem contar que a Globolog não oferece estrutura para uma boa navegação nos meus computadores Apple. Não consigo, por exemplo, acessar os links de áudio que coloca à disposição dos ouvintes-internautas.
João Silva disse:
Agosto 5th, 2008 em 1:31 am
O TRE realmente errou feio em tentar barrar uma série de coisas “digitais” e todos os candidatos estão tentando se virar como podem mas será que a contra-campanha digital consegue mesmo acertar o target da campanha (população local e votante da cidade do respectivo candidato)?
O video pode muito bem se espalhar e pessoas do Brasil inteiro podem estar visualizando mas será que fará alguma diferença na hora de escolher entre o candidato X ou Y? Será que ele de fato surtirá efeito no público alvo?
Complicado….
sushi disse:
Agosto 5th, 2008 em 12:37 pm
é a falta da cultura de como fazer a comunicação online no brasil.
no meu blog (http://tinyurl.com/6bn4ew), eu fiz um post sobre como barack obama mobilizou a população via redes sociais. o cara contratou o fundador do facebook para organizar as estratégias da campanha online e teve um retorno fantástico.
no brasil, faltam reconhecer que as redes sociais dão muito mais credibilidade do que 30′ no horário político obrigatório.
Blog de Guerrilha disse:
Agosto 5th, 2008 em 1:33 pm
Sushi, não tinha visto este presentation board: chocante!
Milton, valeu pela resposta. Vc está arrebentando no cross media rádio-blog. E agora no Twitter.
Ale, vou dar um update com seu post e o do sushi. Valeu!
abs
Novo verbete (em construção no Wiki): Guerrilha Política « Cila Schulman disse:
Agosto 18th, 2008 em 4:31 pm
[…] Eleições 2008 - Se é proibido, então pode, post no Blog de Guerrilha sobre a polêmica utilização da internet nas campanhas eleitorais de 2008. […]
Alex disse:
Setembro 6th, 2008 em 10:16 pm
Muito bom esse blog, cheguei nele agora mas já estou gostando…
E quanto ao assunto que envolve o mundo virtual e as eleições, sou totalmente a favor desse tipo de mídia para uso de campanhas políticas, que é muito construtiva e participativa.
Tem que ser ela admitida pelo TSE.
Valeu, virei mais vezes aqui
All3X
stoploudness » em poucas palavras, esse blog não fala de nada! » » Pesquisar ‘Eleições 2008 Blog’: Nenhum resultado. disse:
Setembro 8th, 2008 em 4:00 pm
[…] achei o texto do Janga porque eu leio o blog dele por RSS. Eu achei no Blog de Guerrilha alguma coisa sobre a ligação das eleições e a Interweb. E é isso. Sério! Eu queria alguma […]