
No evento Proxxima do ano passado, Drew Schutte, publisher da Wired, mostrou algumas ações que ajudam crescer a circulação da revista, enquanto as vendas da maioria das publicações ao redor do mundo caem. Com um importante detalhe, a Wired abre todo o seu conteúdo on-line.
Uma das ações muito simples, mas que a Wired faz de forma consistente, é a criação de “stunts” em sua capa. Ou seja, eles usam suas capas de forma não convencional para atrair mídia espontânea na imprensa e em blogs e gerar boca-a-boca. Leia o post do blog de guerrilha e veja o filme aqui.
Na sua última edição, a matéria de capa da Wired é de Chris “Cauda Longa” Anderson que fala sobre porque o FREE é o futuro dos negócios, dando exemplos de como o webmail do Yahoo, com capacidade infinita, pode ser grátis, e ainda assim gerar receita. E abre os modelos de negócio que permitem que uma passagem aérea, um CD e, o pioneiro da cultura Free, um aparelho de barbear Gillete, sejam “na faixa”. Leia a matéria grátis on-line.
E para gerar um boca-a-boca dentro do conceito da capa, a Wired enviou um exemplar grátis para a casa das 10 mil primeiras pessoas que pediram! E colocou isso no meio do texto da matéria: ” to have a free copy of this magazine sent to you _ or to someone you know _ go to wired.com/free”. Uma ação muito simples e, ao mesmo tempo, simpática que não imagino as revistas semanais ou mensais no Brasil, que dificultam o acesso a seu conteúdo online até para assinantes, fazendo.
Abs, Gfortes
Kaka disse:
março 18th, 2008 em 1:33 pm
As revistas nacionais, me parece, ainda não tem noção de como conteúdo online é importante. Matérias diferenciadas e acesso gratuito para chamar a atenção e não só “vender e vender e vender” a assinatura da revista. Eles vendem a revista e não fazem com que ela se venda sozinha.
John disse:
março 18th, 2008 em 1:49 pm
Engano (em partes), semanas atrás aquela revista da abril “Revista da Semana” (ou algo do tipo) ofereceu exemplares grátis. Era só passar na banca e pedir pro jornaleiro. Achei mto legal a ação.
Thiago Luiz Torquato disse:
março 18th, 2008 em 5:02 pm
Se a revista ou livro é um material realmente bom, eu prefiro ler no papel(ou e-book no futuro, talvez) do que na tela, e acho que muita gente pesa assim. A questão de liberar todo conteúdo é uma boa, dependendo do caso, pois muita gente que lê e gosta vai comprar o material impresso depois.
Guilherme Land disse:
março 18th, 2008 em 5:09 pm
Muito boa a ação mas você nem lembra qual é a revista…talvez a ação não tenha sido tão boa assim…
Talaricus disse:
março 19th, 2008 em 3:25 am
As grandes editoras nacionais como Abril e Globo possuem um grande apelo comercial por trás de suas publicações. É necessário uma política bem definida para aceitar uma mudança nesse nível.
Maurício disse:
março 19th, 2008 em 10:29 am
A Revista da Semana é uma publicação relativamente nova (menos de 1 ano, talvez) e talvez por isso seja, por vezes, difícil de ser lembrada em meio a tantas outras. Mas está buscando inovar no mercado editorial, e isso merece nosso guerrilheiro respeito. E não é o único exemplo. Basta prestarmos mais atenção ao produto midiático nacional, sem achar que só o “importado” é que importa. Eu, pelo menos, torço para que um meio que busca se destacar, torne-se reconhecido, referência, lucrativo, etc.
John disse:
março 19th, 2008 em 2:00 pm
Será que a pouca divulgação me fez esquecer o nome? Sim. Será que a marca agradou pela ação? Sim. Será que se chegar na banca, eu lembro da revista? Sim.
Será que o nome exato da revista influencia? Pra mim, não.
Pedroa disse:
abril 21st, 2008 em 1:31 am
Esse tipo de mídia deve ganhar apenas em cima de anunciantes, o público deve ter a facilidade pra adquirir tais informações…