
Semana passada, o blog Futebol, Política e Cachaça divulgou um e-mail onde era “convidado” a postar sobre um blog da Nike. Apesar de extremamente esclarecedor e construtivo, o post peca ao chamar de marketing viral a prática do post pago. Então vamos dar nome aos bois:
# Marketing Viral: é a ferramenta de marketing de guerrilha que cria um conteúdo _ que pode ser um filme, uma piada, uma foto ou qualquer coisa virtual ou física _ para ser passado pra frente espontaneamente como um vírus. Quando desenvolvemos uma ação de marketing viral, nós dizemos para o cliente que esta tem potencial viral, ou seja, acreditamos que um determinado grupo de pessoas irá se interessar pelo assunto e passará a mensagem, espontaneamente, pra frente. Não podemos afirmar que ela será passada para frente, só saberemos realmente quando a ação começar.
# Post pago: é quando um cliente ou agência paga para um blog postar sobre determinado assunto. Prática oriunda da propaganda, onde o negócio das agências é comprar espaço e (não é uma crítica, é um fato) não conquistar relacionamentos. Neste caso, as agência contratam blogs que tenham uma grande audiência e têm certeza que esta mensagem será vista por ela.
Como agência de marketing de guerrilha, nós não fazemos posts pagos (da mesma forma que não fazemos comerciais e nem blitz em bares). Nós criamos conteúdos que acreditamos que serão passados para frente no boca-a-boca. Mas é bom esclarecer que nós não somos românticos e nem mesquinhos ao ponto de achar que os blogueiros devem fazer o seu trabalho por amor apenas. Muito pelo contrário, acompanhamos vários casos recentes de blogueiros encontrando formas novas de ganhar dinheiro como especialistas em conteúdo: da participação em blogs específicos para eventos até atrair clientes que usam formatos criativos no AdSense de seus blogs (eu juro que alguns ganharam mais que “traço”), passando pela consultoria a empresas interessadas em entender e interagir com esta nova realidade na comunicação.
Abs, Gfortes
Rodrigo Alexandre Coelho disse:
março 3rd, 2008 em 9:13 pm
Os conceitos são realmente bem distintos e claros, no entanto, é sabido que existem agências especializadas em “viralizar” conteúdo, ou seja, que de forma artificial conseguem dar um pontapé inicial (ou vários pontapés…) que forçam, literalmente, um conteúdo a se viralizar.
Acho que temos então uma nova categoria, aquela do “vírus de laboratório”, o viral artificial, mas que ganha vida e autonomia.
Assim como no post, nenhum juízo de valor, apenas fatos!
André Luiz disse:
março 3rd, 2008 em 11:02 pm
Eu sinceramente não vejo problema nenhum com posts pagos. Se eu tivesse blog e alguma agencia entrasse em contato comigo afim de propor um conteudo patrocinado, eu o faria sem problemas. Logicamente, aceitaria a proposta se o conteudo fosse pertinente ao tema do meu blog. Blogueiros relevantes merecem ganhar dinheiro. Quem deve decidir se publica ou não, é somente o editor do blog.
Leo Carbonell disse:
março 3rd, 2008 em 11:56 pm
Mas, então, vcs aceitam briefing de um viralzinho?
:)
Guilherme Land disse:
março 4th, 2008 em 11:52 am
São o oposto, post pago é a mesma coisa que a Suzana Vieira fazendo propagando de Corega…
Renato disse:
março 4th, 2008 em 12:17 pm
Hum, deixa ver se eu entendi os dois conceitos:
Mkt de guerrilha – Tentar emplacar de graça um projeto em blogs.
Mkt “viral” – Emplacar um projeto remunerando os blogs.
Ao meu ver um beneficia a agência o outro a agência e o blogueiro.
Glauco disse:
março 4th, 2008 em 6:13 pm
Gustavo, talvez esteja mal colocado no texto, mas coloquei “marketing viral” entre aspas no título justamente porque não considero que a proposta recebida pelo Futepoca tenha sio isso. Tanto que disse “No entanto, AO CONTRÁRIO DE OUTRAS CAMPANHAS, a “proposta” dirigida em nome da Nike tem uma clara promessa de ‘futuros negócios”.
Ou seja, a proposta se utiliza de um método similar ao marketing viral, tanto que propõe que “O texto deve motivar as pessoas a dar este apoio de uma forma espontânea”. Mas, na prática, é post pago, sugerido de forma pouco sutil.
Abraço
Glauco
Guilherme Land disse:
março 5th, 2008 em 3:02 pm
Fico pensando: eles queriam post pago mas no fim ganharam de graça e ainda eu não teria ficado sabendo do site do ronaldo se o blogueiro tivesse aceitado mas agora sei através da recusa.
Claro que não vejo a Nike de forma positiva nessa história mas também nunca fui inocente o bastante pra acreditar que eles não faziam isso.
Guilherme Land disse:
março 5th, 2008 em 3:10 pm
link de quem aceitou:
http://www.bobagento.com/2008/02/nunca-desista.html
Glauco disse:
março 6th, 2008 em 4:42 pm
Quando publiquei o e-mail da tal agência foi pra discutir a questão, Guilherme. Se você acha que isso é propaganda positiva, é um ponto de vista, mas não concordo com ele. Posso achar o mesmo quando você coloca um link de um blogue que não conheço e talvez nunca conheceria se você não o citasse como um dos que fizeram o post pago. A lógica é a mesma.
Vinícius K-Max disse:
março 6th, 2008 em 9:39 pm
André Luiz, ninguém vê mal algum em post pago, desde que fique claro pra audiência de que o espaço alí foi comprado. Transparência e sinceridade com seus leitores. Eles gostam, acredite.
Blog de Guerrilha — Podcast#7 - Post Pago disse:
março 11th, 2008 em 10:39 pm
[...] voltou para a pauta do dia nos blogs em função deste post no Futepoca. Aqui no Blog de Guerrilha nós defendemos a nossa posição ao dizer que se quiser fazer Post Pago faça, mas não chame de marketing viral. E muita gente [...]
Volta ao mundo com um Nokia | wOOt disse:
março 19th, 2008 em 3:37 pm
[...] não são generosas como a Nokia que dá presentes e manda os blogueiros pelo mundo ao invés de pagar por um post ridículo e fora do contexto falando bem da [...]
Blog de Guerrilha disse:
julho 22nd, 2008 em 9:57 pm
[...] # Post pago não é marketing viral [...]
Blog de Guerrilha — 2 grandes videos virais de PRODUTO em 2008 disse:
janeiro 7th, 2009 em 1:34 pm
[...] provavelmente ninguém vai falar dele também. A solução então é garantir os views “viralizando” com jabá, ou seja, comprando post em blogs para eles publicarem o vídeo como se tivesse realmente [...]