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Depois de Bush, a guerrilha

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Antes de tudo vou logo avisando: não sou especialista em política americana. É bom avisar porque, como surgiram uma série de experts em aviação meses atrás, de repente iremos ver uma inundação de “sabe-tudo” deitando falação sobre o pleito mais acompanhado do mundo.

O legal das eleições deste ano é que estão totalmente indefinidas. Você pode até apostar num candidato, mas barbada não tem. Isso significa que todas armas serão utilizadas por quem deseja ocupar o posto mais poderoso do planeta. E de repente o país que tem maior potencial bélico, maior poder de mídia, maior “um monde de coisa”, se vê invadido por guerrilhas.

Tanto entre os republicanos quanto entre os democratas, a guerrilha tem feito diferença. Tido por muitos como o único republicano que consegue aliar experiência com possibilidade de mudança, Ron Paul vai deixando de ser um candidato de segundo time para cada vez ganhar mais relevância. Nas prévias pela Web, seja no TechCrunch, Digg, MySpace, onde for, não tem para ninguém, o cara leva tudo.

Para alguns analistas, os resultados são pouco significativos, não serão convertidos em votos por serem gerados a partir de cliques de adolescentes. Claro que essas votações não correspondem a um retrato político perfeito. Óbvio. Daí a ignora-las é demais. É o mesmo que jogar por água abaixo tudo o que se fala sobre web 2.0, conteúdo gerado pelo usuário, colaboração… Na minha opinião é muito válido o debate para entender como Paul consegue votações tão expressivas na Web e, por se tratarem de links de muita popularidade, como esse buzz repercute na campanha.

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No entanto o grande nome da chamada nanomídia é o senador Barack Obama. Sem o poder de fogo do comitê de Hillary Clinton, ele teve que encontrar seu caminho pra se destacar na luta por visibilidade. Virou guerrilheiro. O candidato é uma onipresença. Não há plataforma colaborativa que você entre que não encontre suas pegadas. Ou melhor: que não encontre as marcas publicadas e reforçadas a cada momento por verdadeiros exércitos voluntários que engrossam mais a cada dia as suas fileiras. Aproveitando do apelo de seu discurso entre os jovens, Obama já mobilizou 225 mil pessoas apenas no Facebook, pauta a imprensa pelo Twitter, não poupa esforços para “estar perto” de seus eleitores.

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Aos outros candidatos só coube uma atitude: correr atrás para também tentar ocupar espaço dentro dos micro-targets. Sites como o PresidentialWatch e Tech President [de onde tiramos estes gráficos, que parecem de bolsa de valores, mas mostram a presença nas redes sociais dos candidatos] estão acompanhando redes sociais, blogs, vídeos no YouTube, toda a movimentação espontânea da campanha. Estamos apenas no começo. O primeiro efeito concreto é que com a ação desses guerrilheiros a expectativa é grande para que a participação dos jovens em 2008 seja a maior já registrada. É a primeira vitória dos guerrilheiros americanos. Vem muito mais por aí.

Abs, Hélcio “Cearoca” Brasileiro
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