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Começa a surgir um movimento entre uma ala de blogueiros querendo colocar ordem no “carnaval de posts pagos”. Deflagrada pelo Dinheirama e pelo Papo de Homem surge a “Campanha pela transparência online”. A proposta é que posts pagos sejam identificados claramente como um “informe publicitário”.
Como bem lembra o Yassuda, o papo vai muito além de “preservar a credibilidade” ou “respeitar o leitor”. Isso nada mais é do que a obrigação do blogueiro e do anunciante, respeitando resoluções do CONAR e do Código do Consumidor.
[]´s Mr Wagner
Vendendo espaço no seu futuro carro zero, o Felipe não conseguiu os 50 mil que precisava para comprá-lo. Mas arrecadou R$ 5 mil que usou como entrada do seu novo Ford Fiesta.
O carro já está adesivado com a imagem dos patrocinadores (veja o mascarado da Espalhe, que apoiou a ação, no para-choque) e circulando por Belo Horizonte, onde espera recrutar novas marcas interessadas na mídia espontânea gerada pela ação.
Quer aparecer em BH? Compra lá o seu quadradinho no PatrocineMeuCarro.com.
abs, Gfortes

Publiquei um artigo no Y-Trends, um site de tendências mantido pela Editora Abril. Nele tento desmistificar um pouco esse senso comum que convencionou rotular marketing viral como “vídeos no YouTube” e ponto final. Vejam lá: “A moda do Viral” (não dá para linkar direto, mas é fácil de achar).
Também vale aproveitar a visita para ler o artigo do Marcelo Träsel da Blog Hunters, sobre publicidade em blogs. Fiquei feliz em ver que tem gente no mercado de relacionamento com blogs com pensamento parecido com o meu: “campanhas de viralização que se baseiem no toma-lá-dá-cá tendem a ser desmascaradas com muita facilidade” e “ao publicar material ruim, ou assuntos que não costumam abordar, os blogueiros podem causar estranhamento em seus leitores e minar essa credibilidade”.
[]´s Mr Wagner

Trecho editado do artigo do Mr. Wagner, da agência Espalhe, publicado na edição de setembro da revista Meio Digital do Meio & Mensagem:
Nos últimos dias, dois fatos me chamaram a atenção para um novo termo: “geoweb”. A “geoweb” seria a fusão entre a informação disponível na web e os dados geográficos.
Pois bem, o primeiro fato é que o Google Earth (ou melhor, o navegador dessa dita geoweb) foi instalado em 200 milhões de computadores nos últimos 2 anos. Isso faz com que o Google Earth tenha superado o Windows XP em volume de instalações, tornando-se um dos aplicativos mais populares do mundo.
O segundo fato foi a imensa atenção dada à geoweb durante o Google Developer Day, um evento patrocinado pelo Google que reuniu cerca de 5 mil desenvolvedores em dez cidades do mundo no final de maio. A maior parte das palestras programadas falou sobre a grande oportunidade de desenvolver aplicativos que usem como base o Google Earth ou Google Maps. A mensagem para todos os programadores ali presentes era clara: encontrem formas inovadoras de combinar as informações disponíveis na web com mapas.
O Google Earth não é conteúdo, mas uma plataforma para que comunidades disponibilizem seu conteúdo. Assim como é a web, com sua liberdade para qualquer um publicar os seus arquivos HTML, o Google Earth está aberto a qualquer um que queira disponibilizar as suas informações em KML, uma linguagem que gerencia dados geoespaciais.
E variedade de conteúdo para ser inserido nesse globo é o que não falta. Grande parte da informação disponível na Web de forma abstrata, pode ganhar uma “âncora geográfica”. Não é muito mais natural ver uma foto e poder saber em que lugar do mundo ela foi tirada? Ler uma notícia e saber onde ela ocorreu? Procurar um lugar para fazer a revisão do carro e em vez de uma lista fria com diversos endereços já ter como retorno uma série de pontos ao redor do seu local e referência.
A informação do mundo real já pode se libertar da sua roupagem abstrata e ser publicada ali, em seu berço natural, onde faz mais sentido para a nossa orientação.
Para ler o artigo na íntegra, acesse o site da revista e faça o cadastro grátis.

Dentro do conceito de Geoweb, a Espalhe desenvolveu um geoblog para o produto Smart Life da Klabin Segall. No geoblog da Klabin Segall, os posts são feitos em cima dos mapas dos três bairros onde foram lançados empreendimentos Smart Life: Barra Funda, Butantã e Vila Prudente. Moradores e potenciais moradores destes bairros podem encontrar serviços, curiosidades, lazer, fotos e vídeos produzidos por nós e por quem quiser.
abs, Gfortes

Fazer comentário sobre os gramados dos vizinhos é algo complicado. Se não gera uma situação de antipatia (quando a crítica é pertinente e a carapuça serve) gera uma impressão de inveja (quando quem lê o que você escreveu não entende a sua real motivação)… Mas vamos lá. Acredito que nossa missão aqui no blog é justamente esclarecer confusões de conceitos, principalmente quando qualquer ação envolvendo blogs passa a ser rotulada como “marketing de guerrilha” ou “marketing viral”.
Como blogueiro já emiti em algumas ocasiões minha opinião sobre posts pagos. Eles diminuem sim a importância de um blog a longo prazo. E também prejudicam todo o “ecossistema” de blogs ao seu redor, minando pouco a pouco a credibilidade e isenção “da categoria”. E olha que a coisa ainda está no começo. Imagino quando a porteira abrir e “ações com blogs” virarem padrão em qualquer planejamento de campanha. Periga o jabá em blogs ficar mais descarado e vergonhoso do que os jabás nas rádios.
Felizmente ainda conversamos em clima de confraria. E não temos muito pudor em debater abertamente o que nossos pares blogueiros andam fazendo. Então ainda tenho esperança de que o pensamento dos mais céticos se misture com o pensamento de quem legitimamente quer abraçar formas de capitalizar o seu trabalho com o blog e que apareça um modelo de publicidade em blogs mais honesto para o blogueiro, para o anunciante e principalmente para o leitor. O que não pode acontecer é deixar algumas iniciativas tacanhas, querendo se disfarçar como “manifestações genuínas” ou “memes” (no sentido miguxo da palavra, não no que Dawkins escreveu) passarem sem críticas.
Agora a opinião de blogueiro fica de lado e entra a opinião de guerrilheiro. Se a sua ação é viral não é necessário pagar ninguém para repercuti-la. “Ser viral” é transformar espontaneamente o receptor em emissor e ponto final. O ganho, implícito (reputação por dar uma informação divertida/relevante, por exemplo) ou explícito (aumentar a sua rede de amigos no Skype e gastar menos com ligações, por exemplo), que uma pessoa tem ao repassar alguma mensagem já está intrínseco no seu conteúdo. Não precisa “dar uma grana por fora”.
Você pagar para um produtor de conteúdo repassar uma mensagem para o seu público é merchan. Não vejo a diferença entre um blogueiro interromper seus posts para falar de algum produto e o Pânico interromper por alguns minutos suas piadas para inserir mensagens de patrocinadores. Patrocinadores que eu nunca conheceria se eles não tivessem pago para ter a minha atenção. Patrocinadores que nunca virariam um post de blog se não tivessem pago para estar ali. Então, além de não serem virais, também é conceitualmente errado chamar isso de “marketing de guerrilha”. Ações guerrilheiras têm como princípio absoluto gerar mídia espontânea.
Nada contra isso. Publicidade tradicional é importante. Mas vejo nessas iniciativas de “posts pagos” um grande desperdício. E falo isso com a propriedade de já ter participado como blogueiro e coordenado como marketeiro, constatando a realidade dos dois lados deste triângulo a ponto de concluir que, como o terceiro lado, o de cliente, não participaria. Mídia hoje em dia é algo tão mais extenso do que a Rede Globo e o UOL que acho um pecado o modelo tradicional ser aplicado neste vasto terreno de novos produtores de conteúdo e formadores de opinião, que são por natureza muito mais abertos a comentarem espontaneamente sua ação e espalharem a sua mensagem.
Para isso, basta arriscar um pouco e ser criativo. E é no risco que está o problema. Você pagando para alguém falar de sua ação, o risco de a coisa descambar para algo negativo é bem menor do que você simplesmente levantar a bola e deixar a coisa acontecer. Poucos clientes têm a coragem e convicção no seu produto para topar algo assim. Já a criatividade… Bom, por mais que a valorizem, nem vejo como um limitador. Os erros que vejo na maioria das campanhas está muito mais na abordagem do que no seu conteúdo. O que não falta no mercado é gente criativa, ainda mais se usarem os 5 minutos a mais de cada hora do seu dia para pensar em coisas legais que de fato façam sentido na conversa das pessoas.
[]´s Mr Wagner