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BlogCamp - a minha primeira desconferência

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Logo de cara, na primeira palestra do primeiro dia de BlogCamp, eu percebi que a dinâmica seria bem diferente dos seminários e congressos tradicionais. Quando o primeiro “palestrante”, com PowerPoint projetado na parede, foi sumariamente cortado e a audiência imediatamente se fragmentou em grupos menores para todos os lados, eu entendi que o formato de uma desconferência é um retrato do que vivemos na mídia. Enquanto que em uma conferência o conteúdo deve ser assistido com hora e lugar marcado, na desconferência ninguém é dono do conteúdo. Quem quisesse aproveitar ao máximo o evento, teria que fazer como fazemos na web: fuçar o conteúdo que interessa espalhado pela Casa Gafanhoto, nas salas, na edícula, no quintal e nos corredores.

Coisas que aprendi fuçando no Barcamp:

# enquanto a galera falava de “monetização” dos blogs na sala principal, eu aprendi na Edícula, com o Juliano Spyer, que existem formas muito mais criativas de ganhar dinheiro com blogs do que o Google adsense e programas de afiliados em geral. Por exemplo, o crossmedia blog x rádio do Viva SP e do Leia Livro.

# no mesmo momento em que se discutia profissionalização dos blogs na sala principal, eu conversava com o Manoel Fernandes, do lado de fora da casa, sobre como as grandes empresas estão tentando se organizar e loucas para aprender a se relacionar com estes veículos de comunicação pessoais e não-profissionais.

# eu descobri que, enquanto falamos mal do Estadão nos blogs e um grupo massacrava o seu corajoso representante na Edícula, o jornal era o único veículo da grande imprensa cobrindo o evento na íntegra com a simpática jornalista-não-blogueira Elisangela Roxo.

# aprendi com o Edney que não adianta ser “muderninho” e escolher um assunto hype para falar. Para ser problogger no Brasil, não tem jeito, você tem que rebolar [vídeo - How to be a problogger ou soulja Edney].

# enquanto as pessoas falavam de conteúdo colaborativo e repórter cidadão na edícula, eu vi, na sala principal, como os blogueiros dão um banho de agilidade na grande imprensa. Pois, antes mesmo do Edney tomar coragem para sua performance de dança, o Cardoso já estava com a câmera digital apontanda para ele, com o editor de vídeo do seu macbook aberto, pronto para subir para o Youtube e, em menos de 10 minutos do acontecimento, disponibilizar o fato relevante para sua audiência.

# acompanhei a cobertura em tempo real do IDGNow via Twitter e, mais uma vez, vi que, para uma marca se relacionar com seu público, existem formas mais fáceis, baratas e efetivas do que fazer um anúncio.

# ouvindo o Alexandre Fujita, eu confirmei que não é riqueza e fama que motiva o blogueiro bom, mas uma curiosidade sincera para ir muito mais a fundo em determinados assuntos do que permite o papel e (ou a falta de) interesses comerciais.

# aprendi com o camarada boa praça do UOL onde comer uma bela e honesta costela no bafo em Vila Madalena

# aprendi com o diplomata da blogosfera, Tiago Dória, que não é preciso falar alto para ser respeitado no meio.

# descobri que celebridades como Manoel Lemos e Lucia Freitas lêem este blog.

abs, Gfortes.


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