
O Ambush Marketing já é um conceito de guerrilha bem conhecido por nós. Mas nessa semana a Britney Spears colocou na moda o Bush Marketing (ou, no caso específico dela, o “NoBush” Marketing).
O conceito é simples: deixe-se flagrar sem calcinha por algum fotógrafo e ganhe muita mídia espontânea. E não venham me dizer que isso é “propaganda ruim”, porque a Paris Hilton só é o que é hoje por causa do vídeo dela transando com o namorado (clássico da Internet). A estratégia do “Bush Marketing” é simples e vem sendo muito usada em feiras e eventos em geral. A fórmula matemática, caso alguém queira testar:
(Uma promoter – calcinha + camiseta com sua marca)internet = branding

Aliás, o que essa Playlogic faz mesmo?
Fotos aproveitadas do Saiu Gosminha.
[ ]‘s Mr. Wagner

No último mês, uma série de acontecimentos marcou o cotidiano do carioca da zona norte. Em comum, apenas um símbolo forte e a frase Ele está chegando na Zona Norte.com. Eles foram carimbados em lambe-lambes nos muros de todo o Rio de Janeiro, marcavam camisetas dos membros de passeatas nas ruas e nas estações de trem, nos advertestas dentro de coletivos, estavam nas tatoos de tatuadores nas praias e nas bolachas de chope e espelhos de banheiros de bares da ZN. Pessoas trocaram camisetas usadas por novas que tinham o símbolo em plena rua e um blog noticiava tudo o que estava acontecendo. Estas ações despertaram a curiosidade das pessoas que perguntavam do que se tratava.







Era o presságio de que algo de outro planeta chegaria à Zona Norte.
Uns diziam ser um ovni, outros o Pan e alguns chutavam ser manifestações de políticos. O comentário de um internauta resume bem o sentimento que tinha de ser desmistificado com as ações: “Geralmente tudo o que aparece de novo aqui no Rio é primeiro na Zona Sul…”.
O plano de guerrilha tinha como idéia valorizar a Zona Norte carioca que está sendo revitalizada e recebendo investimentos da iniciativa privada. Neste caso, será um megacondomínio da Klabin Segall e da área imobiliária do Grupo Modal, nas esquinas da Linha Amarela e da Avenida Suburbana, região do Grande Méier. E o símbolo nada mais é do que uma super piscina naquele formato, obra do escritório de arquitetura paulista Aflalo e Gasperini. Se a piscina parece de outro planeta, imagina o resto!
A campanha de guerrilha foi desvendada por passeata com “jornaleiros” que distribuiram tablóides anunciando que o símbolo é apenas a piscina. Na seqüência, a campanha above the line, da Eugenio, foi lançada com anúncios em jornais e comerciais de televisão, além de mobiliário urbano e comercial de cinema, dando detalhes do condomínio. Um guia, feito pela Fan, com os melhores atrativos do Grande Méier também foi distribuidos nos estabelecimentos da região.


Dentro desse contexto tão conhecido por nós, no qual o clássico advertising pode não ser a melhor saída para uma comunicação eficiente, diversos novos conceitos aparecem como ferramentas de propagação. Um deles é o advertaiment (leia-se publicidade em forma de conteúdo de entretenimento), que busca o diálogo com o consumidor gerando conteúdo que ele QUEIRA ver. A última novidade nesse sentido são as adverbands.
A Symantec, nos últimos meses, está divulgando sua criação, a Rock dot Rock. Trata-se de uma banda com bons riffs à la anos 80 e letras nem tanto, tudo para lançar seu novo software, o Confidential. No site, a banda se diz a primeira adverband do mundo, o que fica em dúvida devido à existência de uma outra possível adverband.
A Hurra Torpedo já era uma banda veterana quando a Ford resolveu patrociná-la em troca da sua associação com o Fusion, o carro que estava sendo lançado no final de 2005. Diferente do Rock dot Rock, que tem total identificação com a Symantec (cores, logo no site), o Hurra Torpedo conversa com o produto de forma mais conceitual, pois seu maior diferencial é produzir som a partir de fogões, lavadoras, geladeiras e outros, que são destruídos durante as performances, o que faz sentido quando o público-alvo é composto por homens e mulheres por volta dos 30 anos, a chamada geração X.
As duas iniciativas são muito interessantes, mas ambas tem seus defeitos. No caso do Rock dot Rock, o maior deles é a inserção forçada de ferramentas do software e problemas causados por hackers nas letras das músicas. O ponto positivo vai para o fato das músicas serem originais.
Já o Hurra Torpedo, com a vantagem de ter uma ligação muito sutil com o produto, perde em originalidade, pois seu hit viral é uma regravação de Total eclipse of the heart.
O que fica em discussão é se uma verdadeira adverband tem de ter sido criada com o propósito ou se um “apadrinhamento” já encaixa uma banda na categoria.
Fontes:
www.rockdotrock.com
www.hurratorpedo.com
Clickz
Cerebro Criativo
abraços, Vitor Paro

Se você não estava na Terra nos últimos 6 meses, esta viral list foi feita pensando em você. É um breve resumo do maior fenômeno do maior fenômeno da web atual. Respectivamente Lonelygirl15 e Youtube. Ambos são capa da Wired deste mês que fala sobre video na Web e o fim “TV advertising” (ótima leitura para gerentes de produto que não sabem o que está acontecendo fora do horário nobre).
- Paytotheorderofofof vs. Dinosaur – os criadores da Lonelygirl15, Miles Beckett e Mesh Flinders, já estavam com o roteiro pronto em maio de 2006, mas ainda não tinham encontrado a protagonista Bree (que depois viria ser interpretada por Jessica Rose). Então, numa ação de guerrilha clássica, produziram este filminho em resposta ao depoimento de outra “vlogueira” famosa, Emily, que dizia que, cansada do peso de ser celebridade na Web, pararia de postar. Com este “post-resposta”, Lonelygirl15 conquistou simpatia instântanea (e popularidade) entre os fãs da outra moça.
- My Parents suck… – é o primeiro vídeo da Lonelygirl15 que decolou de verdade. Antes, na maioria engraçadinhos, os vídeos atingiam entre 50 e 100 mil views. Este, que segue um tom mais dramático-adolescente, atingiu 50 mil views nas primeiras duas horas. Pouco depois já tinha mais de 500 mil views. E mostrou o caminho para os produtores do vlog.
- In the park – No começo de setembro, já com 500 mil views em média para cada vídeo, um rapaz desvendou o mistério e, no blog do pai jornalista, dedurou que a Lonelygirl15 era um personagem. Este filmete foi publicado no dia seguinte da revelação, como se nada tivesse acontecido. E, até hoje, parece que sua legião de fãs não está nem aí se a menina é de verdade ou é um personagem.
- Thanksgiven – é o vídeo mais recente da Lonelygirl15. Esta versão do Youtube está sem propaganda no final. No seu site oficial, que tem faturado US$ 10 mil por mês desde que ela foi desmascarada, pode-se ver a versão com o comercial.
Veja a primeira Viral List e aprenda a colocar os filmetes do YouTube no seu iPod Video.
Senhores, virei um paranóico. Agora quase tudo que vejo me parece uma ação de guerrilha, campanhas invisíveis ou tentativas de virais travestindo interesses de grandes corporações. Acho que nunca mais conseguirei dar risadas com toscarias online sem ficar com uma pulga atrás da orelha. E a última paranóia é bizarra.
Vejam bem: Estou certo de que interesses ocultos estão arquitetando uma campanha subliminar para associar a cerveja Itaipava com caganeira.
Isso mesmo! Me digam se estou maluco:

Semana passada esta foto do Rico Mansur “soltando um barro” foi enviada para vários blogs com perfil “zombador” (dentre eles o Saiu Gosminha, do meu amigo Ivan). O email era padrão, seguindo a boa e velha “métrica parnasiana” de “por favor publica isso aqui” que qualquer blogueiro macaco velho reconhece de longe: “Olá, curto muito seu blog, sou fotógrafo da Contigo, fiz esse flagra do Rico Mansur, olha aí, hahaha, blá blá blá, parabéns pelo blog, assinado Leonardo S. Cavalcanti, mas, por favor, mantenha meu anonimato”.
Bom, não é preciso pesquisar muito para saber que “Leonardo S. Cavalcanti” não só não trabalha na Contigo como também não existe.
Neste final de semana, mais um fato associando a cerveja Itaipava com caganeira começou a circular. Um vídeo no Youtube, publicado por um usuário novo em folha (criado exclusivamente pra isso). Muito estranho, já começando pelo título, descrição e tags. Tudo perfeito, associando com o que podia ser mais buscado naquele período (cicarelli, silvio santos, bambu…). Trabalho minucioso.

No vídeo, a conversa de duas meninas em um banheiro segue um “script dos sonhos”. Tudo aquilo que nós homens fantasiamos. Aventuras sexuais, confissões bizarras, escatologias e risadinhas safadas. Milimetricamente editado para vender a sinopse de sempre, manjada pelos macacos velhos de internet: duas meninas (de preferência de alguma faculdade particular genérica, que exista em qualquer canto, tipo PUC) brincaram de se filmar no banheiro, deram mole com a fita, “alguém” pegou e publicou online.
Desde as primeiras frases já liguei o “desconfiômetro” e pensei: “não demora muito e aparece uma marca”. E apareceu. Itaipava! No pior contexto possível. A mensagem que supostamente fica: Itaipava é cerveja de menina “sem noção” e te dá caganeira!
Querem criar um meme bobo, porém eficiente: Itaipava dá caganeira!”
Qualquer semelhança com “essa dá dor de cabeça” não é mera coincidência.
O vídeo foi retirado do YouTube porque a comunidade o denunciou como inapropriado (e o YouTube tá pior que convento). Mas o Saiu Gosminha conseguiu recuperá-lo e o colocou em outro site.
Sei não. Algo cheira mal nisso tudo. E desconfio que não seja o suposto “efeito colateral” de se tomar muita Itaipava. Até porque, de uns tempos para cá, marcas de cerveja andam muito “espertinhas”, semeando boatos por aí. E, se não me engano, a Itaipava seria a primeira concorrente a bater, já que cresceu muito (pelo menos aqui em São Paulo) nos últimos tempos.
Mas não vamos dar nome aos bois, afinal é só uma desconfiança de um macaco velho (e paranóico) de internet, que há tempos já brinca de espalhar boatos por aí. Fica a dúvida. Vamos só ver se aparece outra “coincidência” da Itaipava rondando uma privada.
[ ]‘s Mr. Wagner