No site “Lenovo Tapes“, um “Zé Mané da vida” diz que encontrou umas fitas com gravações internas do centro de pesquisa da Lenovo (fabricante de notebooks).
Para revelar as fitas, ele registrou um domínio, fez um site pra lá de tosco e escreveu umas historinhas. Tudo isso para mostrar 3 vídeos virais com atributos sensacionais (e absurdos) dos notebooks: gerador de hologramas, blindagem contra líquidos e retrofoguetes para evitar quedas.
Os vídeos já funcionariam por si só, são bem legais. O site que, na minha opinião, é extremamente desnecessário. Feito propositalmente de um jeito tosco, com historinhas para boi dormir e fazendo de tudo para disfarçar que não é uma ação viral da própria Lenovo.
Vou te contar… Às vezes nego prejudica uma idéia legal só por supor que todo mundo que vai olhar tem uma inteligência abaixo da média. Não precisa dizer que “é uma ação”, mas dar a entender que “não é” fica pior ainda. Como diria o vendedor de hot-dog aqui da esquina: “é salsicha ou lingüiça, não dá pra ser os dois ao mesmo tempo”.
Com tantos maus elementos seduzindo menores no MSN, não sei se comprar uma webcam para a sua filha é uma boa idéia… Mas se um dia você for cometer esta insanidade, com certeza ela vai querer os novos modelos da Logitech. Por quê? Simplesmente porque eles vêm com uma tecnologia que localiza pontos na imagem, podendo inserir cliparts e um monte de outros efeitos em tempo real que acompanham os movimentos da pessoa. Legal, não é?
E como será que esse recurso tão “cool” ficou conhecido? Comercial de TV? Anúncio de revista? RP da Logitech enviando releases para cadernos de informática e blogs especializados? Nada disso!
Uma menina de 17 anos postou um vídeo no You Tube. No filminho ela fala sobre o término de seu namoro. Mas quem quer saber dos relacionamentos amorosos de uma adolescente de 17 anos? O vídeo não teria nada de interessante (ou viral) se ela não estivesse testando os “efeitinhos legais” de sua nova webcam.
Em 3 dias já foram mais de 200 mil telespectadores (ou webespectadores?) e 920 comentários (o que a colocou de longe em primeiro na lista de MOST DISCUSSED da semana. A maioria dos comentários é: “como você fez isso?!?!”. Todo mundo querendo saber o segredo para realizar o truque. E logo isso foi revelado em um segundo vídeo.
Espontâneo ou buzz fabricado pela Logitech? Dê sua opinião nos comentários.
Mais um viral “caseiro” no mesmo estilo do “Ataque em BH“. Desta vez quem está se promovendo é uma produtora de games que usou seus próprios recursos para fazer este vídeo com final bem inusitado.
Hoje estréia a nova campanha da Brahma com Ronaldo no Jornal Nacional. E o Bluebus (membro há 2 semanas) já colocou o comercial no YouTube sendo seguido pela blogolândia: Brainstorn9, Ladyday, CharlesPilger etc. Difícil vai ser cobrar os 20% do Youtube quando os anunciantes pedirem para tirar do Jornal Nacional.
A Editora Conrad prepara um lançamento bem guerrilheiro para o livro “As Aventuras do Capitão Presença”, do cartunista Arnaldo Branco. “Preza”, herói máximo de 10 entre 10 maconheiros, já nasceu de uma maneira bem interessante. Depois de uma tirinha despretensiosa do Arnaldo, foi adotado por outros cartunistas (veja aqui nesse blog) e se tornou no primeiro personagem de quadrinhos “open source” que se tem notícia, com direito a licença no creative commons e tudo.
Aproveitando o ano eleitoral, o Capitão Presença vai se candidatar a presidente e certamente a legião de simpatizantes vai desfilar por aí com faixas, camisetas, bottons, santinhos e tudo mais que tiver direito.
Foi preparado um stencil maneiro para a galera espalhar a palavra pelos muros da cidade e, para completar o pacote guerrilheiro, o Capitão Presença também vai virar CD com a Nação Zumbi, Mundo Livre, BNegão e mais um monte de outros músicos “simpatizantes”.
E ainda dizem que essa galera que fuma tem raciocínio lento
Já está no ar o projeto internacional da Nike em parceria com o Google para a Copa do Mundo. É a rede de relacionamento Joga.com que, com 14 idiomas, estará presente em 140 países.
O Joga.com segue a mesma linha do Orkut, os membros entram com sua ID do Google, mas precisam ser convidados para participar. A diferença é que o único assunto da rede da Nike é futebol, com diversas facilidades para quem quer organizar peladas, discutir sobre jogos, ver onde estão os melhores campos etc.
Matéria da BusinessWeek via Radinho.
Outro post sobre a Nike na Copa aqui.
Alckmin ou Serra? Lula de novo ou nem pensar? O Fenômeno ainda tem muito pra mostrar ou está gordo e acabado? Difícil chegar a uma unanimidade sobre estes assuntos em qualquer mesa de bar. Mas uma coisa ninguém discute, gostando ou não dos jogos narrados por ele, o Galvão Bueno é um mala. Isto já faz parte do inconsciente coletivo dos telespectadores brasileiros.
E para provocar um bom viral, nada como explorar com criatividade um assunto que todos já estão falando. E, em ano de Copa do Mundo, não tem para nenhuma Katilce e os 100 mil views que o seu vídeo conseguiu em uma semana. Só vai dar para o gomalinado narrador da rede Globo.
O SBT saiu na frente, e fez o que diversas empresas pensavam fazer, inflando os torcedores nos estádios a mostrarem cartazes pedindo ‘Kajuru, filma eu’, no lugar do tradicional ‘Galvao, filma eu’.
Em 2003 começamos a acompanhar o trabalho de um jovem artista que usava como tela caixas de remédio e caixas de papelão. Desde o começo do Blog de Guerrilha, divulgamos suas exposições em bares de Mogi das Cruzes. Por isso, ficamos felizes em receber dele o release abaixo.
As galerias Choque Cultural e Fortes Vilaça inauguram simultaneamente no próximo dia 19 de março as exposições Fortes Vilaça na Choque Cultural e Choque Cultural na Fortes Vilaça, uma troca de artistas representados pelas duas galerias.
A exposição na Choque Cultural conta com a participação de Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Vik Muniz, Janaína Tschäpe, Luiz Zerbini, Ernesto Neto, Mauro Piva, Leda Catunda, Erika Verzutti e Tiago Carneiro da Cunha. Já na Fortes Vilaça, a lista de artistas inclui Fefê Talavera, Zezão, Titi Freak, Tinho, Renan Cruz, Rafael Calazans, Nunca e Andrei Müller.
A mostra Choque Cultural na Fortes Vilaça e Fortes Vilaça na Choque Cultural acontece de dia 18 de Março ao dia 20 de Abril de 2006.
Seria mais uma boa foto do Greenpeace para chamar atenção da imprensa para o desmatamento criminoso na Amazônia. Mas com a ajuda do responsável pelo desmatamento, que passou com sua pick up em cima da bandeira gigante da organização, a foto ficou muito mais dramática e multiplicou o buzz em torno da ação com uma página dupla na última Veja.
Animados com o resultado, o grupo atacou novamente hoje com um mega banner no Cristo Redentor.
Versão guerrilheira da SP Fashion Week, o Bom Retiro Fashion Business movimenta compradores e confeccionistas em sua segunda edição entre a segunda, 13/03, e a quinta, 16/03, com as coleções de inverno de 27 marcas do pólo de confecções da região do Bom Retiro, em SP.
Com investimento divulgado de 250 mil reais, a organização de lojistas do bairro conseguiu forte cobertura da imprensa para atrair a atenção de compradores de todo o Brasil.
Saiu do convencional e merece todo apoio. Mas se tratando do mercado de moda, nada como a Daspu que, apenas com criatividade de guerrilha e nenhum investimento, atraiu a atenção dos maiores veículos do Brasil.
“Online gaming all night: Cool. Hour after hour downloading MP3s and porn: No problem. Thirty seconds so you can try to sell me something? Outta here. How the 18-34 male is reinventing advertising.”
Hoje, no caderno Empresas do jornal Valor Econômico, a matéria (só para assinantes), com o título “Para vender aos jovens, só com anúncio disfarçado -Público adolescente não acredita em propaganda tradicional”, fala muito bem sobre boca-a-boca on e off-line e começa usando exatamente o mesmo raciocínio da Wired:
“Quatro horas jogando on-line? Ok. Duas horas baixando MP3? Ok. Quinze minutos comprando na internet? Ok. Trinta segundos para vender algo? Esqueça! Fazer propaganda para o público jovem vem exigindo das agências um certo malabarismo.”
Fica a pergunta para o Sant’Iago, que comentou no post “RP para blogs“, qual diferença disso para o que os blogs fizeram com o WalMart?
No princípio eram os nerds que transformaram seus BBS em web logs com links em todas as palavras do texto. A partir daí, o maravilhoso e novo mundo da Web começava a ser desvendado para os leigos por técnicos antenados.
Em seguida, as adolescentes descobriram que, tirando o conteúdo frio e cheio de links dos nerds, os logs na web não eram muito diferentes de seus diários pessoais, com a enorme vantagem de atingir uma audiência potencialmente muito maior que poderia ver o que antes ficava escondido em agendas da Hello Kitty: suas fotinhos de bichinhos, festas, viagens e namoradinhos.
Então os diários pessoais foram ficando mais caprichados e os web logs viraram blogs especializados em cada assunto possível de ser segmentado. De aquários plantados a fotógrafos de Polaroid, tudo é assunto para começar um blog. De uma turminha de adolecentes, a audiência de muitos blogs especializados cresceu para 10 mil visitantes/dia no Brasil e 300 mil visitantes / dia nos EUA.
De tanto se especializarem, os blogueiros mostraram conhecimento e ganharam influência. Fizeram política e receberam atenção dos veículos de comunicação estabelecidos que invejavam sua agilidade e independência.
Em tempos de web 2.0, conteúdo + audiência + independência = blogbrity. E nada como uma boa celebridade para atrair marcas sedentas por endosso.
Se você tem estômago fraco e sente calafrios ao ouvir histórias fortes, pare de ler este texto aqui.
Em suas primeiras incursões, fizeram-se valer das ferramentas de relacionamento das agências de RP, que assustaram demais os puristas acostumados com as formas mais intrusivas. Estariam os blogs se vendendo?
Mas o pior ainda viria. Formas mais sutis, criativas e inteligentes de corromper os blogs começaram a pipocar por todo lado. Já não se sabia quem era do bem (blogs puros) e quem eram do mal (blogs corporativos).
Mas nem tudo está perdido, uma mega corporação ficou do lado do rebanho bom e estabeleceu 7 mandamentos no regulamento de sua última promoção para deixar claro que com blogueiro não se brinca.
O 1° mandamento faz valer a máxima de que blog e futebol não se discute: ninguém pode forçar a barra com o editor, as decisões dele são supremas. Já no 6° mandamento, fica evidente que blogueiro bom é aquele desprovido de interesses materiais: nós não forçaremos e tu não cobrarás , a participação no Coke Ring é espontânea e não remunerada. E se o blogueiro for bonzinho e cumprir o 2° mandamento de não postar conteúdo inadequado e o 4° mandamento de ficar ligado no bom andamento do seu coke ring, não ficando sem postar por 7 dias e em dias santos, talvez o iPod vídeo serás vosso!
Moral da história: ganhar dinheiro com bom senso não é pecado! Quanto mais profissionais os blogs forem, mais bem sucedidos serão seus autores e mais relevante e isento será seu conteúdo. E lembre-se: com criatividade de guerrilha, a coisa pode ficar muito mais interessante. Amém.
Poucas pessoas rodam mais o Brasil do que o Hermano Viana, irmão do Herbert do Paralamas. Agora ele anda levando a internet pessoalmente a cada estado para apresentar o www.overmundo.com.br , projeto inspirado em iniciativas como o Digg.com.
Legal se poder fazer algo “alternativo” com o financiamento da Petrobrás. Fica mais fácil, nem por isso menos interessante, afinal se é pra usar o dinheiro público, convenhamos que a democratização da informação seja um bom tema pra se investir.
A edição e os textos são feitos por jornalistas/agitadores culturais de todo Brasil que até recebem pelo trabalho. Muito justo. O blog mostra o embrião do Overmundo.
O grupo conseguiu destaque na grande mídia nas últimas semanas, onde provocou muita gente com a afirmação que se deve tirar os blogs dos “guetos”, de parar de pregar para quem está convertido e expandir. A audiência do Overmundo vai dizer se eles realmente serão um catalisador cultural como se propõem ou apenas mais um link legal (o que será sempre bem-vindo).
Foto da Trip de março: Hermano Vianna, Ronaldo Lemos, Alê Youssef e José Marcelo Zacchi.
A Folha de S. Paulo, do dia 6 de março, trouxe duas matérias sobre a revolução profunda que passa a Indústria de conteúdo de entretenimento: filmes, músicas etc.
É interessante perceber que o mesmo ambiente que serve de palco para esta revolução cultural é o campo de batalha para ações guerrilheiras de empresas que já pensam totalmente diferente de brakes e banners.
Primeiro, no caderno Ilustrada, uma matéria com Ronaldo Lemos, colunista da Trip e representante brasileiro na cúpula do Creative Commons. Abaixo alguns trechos:
“Esse discurso da pirataria precisa ser combatido, porque tem uma carga emocional forte, mas obscurece o debate. Um moleque baixando música em casa, uma pessoa vendendo CD na esquina… Existem diversas razões sociais. Esse discurso é produzido pelo departamento de comércio norte-americano e não tem números confiáveis”, diz Lemos.
“Os EUA produzem 600 filmes por ano. A Índia, 800. A Nigéria, 1.200. Quantas salas de cinema há no país? Nenhuma. É direto para o mercado doméstico. Os filmes são vendidos em VCD, por camelôs, a US$ 3 cada um. É uma economia que emprega mais de 8.000 pessoas e, segundo eles, já movimenta US$ 3 bilhões por ano. Dos modelos alternativos e bem-sucedidos a Hollywood, o nigeriano é o único exportável”, acredita Lemos, que fará no Brasil um seminário sobre o “cinema-povo” (expressão sua) nigeriano em maio.
No Brasil, o foco será o tecnobrega. É um fenômeno que movimenta milhões de reais, sem que os CDs cheguem às lojas.
“Nas festas de Belém do Pará, os CDs são gravados em tempo real e vendidos na saída. O cara topa pagar R$ 5 porque se sente parte do evento. O Pixies [banda americana] fez isso, e foi um alarde. Mal sabiam que o tecnobrega já fazia isso há anos”, diz Lemos.
Ele acredita que a pesquisa provará como é possível ganhar dinheiro através de um “modelo aberto”.
“As periferias estão se apropriando da tecnologia para criar modelos próprios de negócio. E isso está se tornando gigante. Para os países em desenvolvimento, o modelo “open business” é o único viável”, acredita ele, ressaltando que os países ricos têm combatido fortemente essas experiências para não perder sua hegemonia.
Depois, no caderno Folhateen, da mesma edição da Folha, a matéria de capa seguiu o mesmo conceito revolucionário, com o título GUERRILHA SONORA, da garagem para a fama, indies usam e abusam da internet para se promover.
Se, para grandes gravadoras, MP3 (arquivo de música digital) e sites de busca de músicas na internet são vilões na luta contra a pirataria, para bandas independentes, eles podem ser o passaporte para o sucesso. Graças a esses recursos, muitos artistas conseguem sair do anonimato, conquistar fãs fiéis e lotar shows.
Na Europa e nos Estados Unidos bandas como Arctic Monkeys e Clap Your Hands Say Yeah viraram febre e conquistaram a mídia especializada tendo como principal ferramenta de divulgação a internet.
O Brasil também já tem seus fenômenos. Além do “hype” Cansei de Ser Sexy, que foi tema de uma matéria elogiosa no jornal inglês “The Observer” antes mesmo de lançar oficialmente seu primeiro disco, há uma infinidade de bandas iniciantes (e outras nem tão iniciantes assim) que estão conquistando um público cada vez maior com uma estratégia muito simples: disponibilizar músicas na web, criar comunidades no orkut e fotologs e alimentar o boca a boca virtual.
A matéria com Ronaldo Lemos você pode ler aqui.
A matéria do Folhateen você pode ler aqui (só para assinantes).
Já falamos disso antes aqui.